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Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e no post de hoje, quero tratar de um problema recorrente na prática de um dermatologista, e que muitos tem pedido para que eu fale mais sobre: queda de cabelo pós covid ou associada a outras doenças.

A queda de cabelo associada a doenças é uma ocorrência frequente, sendo realmente comum acontecer essa perda dos fios após um evento traumático como uma doença, período na UTI ou o COVID-19.

Se você tem dúvidas sobre o que é essa queda de cabelo pós covid ou outras doenças, por qual razão isso ocorre e o que fazer nesse cenário, esse post irá responder às suas perguntas.

 

Por que existe a queda de cabelo associada a doenças?

Vou explicar sobre a queda de cabelo que acontece após doenças, como por exemplo o COVID-19. Para você entender o porquê ela ocorre, primeiro é necessário compreender sobre como é dado o crescimento e saúde dos cabelos.

No nosso corpo, cabelos e unhas não são estruturas priorizadas pelo nosso organismo, como já expliquei em outros posts aqui.  Explicando de forma simples, para facilitar a compreensão, segue o exemplo: se sua alimentação não está boa, e faltam nutrientes para o funcionamento correto do organismo, este irá priorizar a entrega de nutrientes ingeridos para outras funções do corpo primeiro, e somente o excedente irá para cabelos e unhas.

Como costumo dizer: cabelo, pele e unhas bonitas são sinais de boa saúde!

Compreendendo então, que cabelos não são uma prioridade no nosso organismo, fica mais fácil entender a razão pela qual acontece a queda de cabelos pós covid ou outras doenças.

A célula da papila, responsável pelo crescimento dos fios, é muito sensível a várias alterações que podemos ter no nosso organismo. Febres, uso de medicamentos e outras situações que prejudicam a nossa vida, sinalizam para a papila que está na hora de parar de produzir cabelos.

Isso porque essa produção despende energia e, em momentos como esses, devemos guardar energia para lutar contra a doença, problemas e alterações presentes.

O que acontece é que, o nosso corpo tem um estímulo, que acontece um tanto antes (no caso do covid parece que é 2 meses antes), e esse estímulo se refere à preservação de energia pelo corpo. O corpo não quer gastar energia, pois existe uma doença grave, então ele faz uma sinalização para o fio e o fio entra numa fase de queda.

Toda vez que tiver um evento desses, demora cerca de 2 a 3 meses para ter a sinalização leve, que é o cabelo caindo. Isso significa que, para os que tiveram coronavírus, em torno de 2 meses terá uma acentuação da queda do cabelo normal, que é a queda de cabelos pós covid.

Então, essa queda vai acontecer, e não há nada que possamos fazer para prevenir isso, neste caso. Mas acalme-se, pois há boas notícias, confira a seguir!

 

Como recuperar os fios após a queda de cabelo pós covid ou outras doenças?

Se você teve uma queda de cabelo pós covid ou outras doenças, eu tenho boas notícias: caso você não tenha nenhuma doença associada ao couro cabeludo, você irá recuperar isso em 100%.

Sim, 100% dos seus cabelos caídos vão voltar. Se os cabelos forem compridos, é claro, vai demorar um pouco mais, mas eles voltam em todo seu comprimento também.

Caso isso não aconteça, então você tem alguma doença associada ao couro cabeludo, como por exemplo, androgenética, onde não haverá a recuperação completa sem que seja feito um tratamento.

Nesse caso (de doenças associadas ao couro cabeludo), a contração de COVID-19, permanência em UTI ou outras doenças que causem uma queda acentuada de cabelos, irão acelerar o desenvolvimento do quadro prévio do couro cabeludo, caso não seja feito o tratamento.

Isso pode até ser positivo, pois, quando há uma queda, entramos na fase de crescimento, e nesta fase, a resposta ao tratamento é melhor!

Portanto, procure um médico dermatologista se você está com queda de cabelo!

Caso você queira saber mais sobre esse assunto, dê uma conferida na entrevista que concedi à Alesp sobre o tema, onde explico em maiores detalhes tudo que você precisa saber. É só clicar aqui! Ou, ainda, você pode conferir o meu outro post sobre o assunto.

 

Então, o que deve ser feito no caso de queda de cabelo pós covid ou outra doença?

Como expliquei, o normal é que ocorra mesmo essa queda, mas que esse cabelo se recupere totalmente com o tempo. Se isso não ocorrer, é devido a presença de alguma doença do couro cabeludo, que requer tratamento.

Portanto, o que você deve fazer nesse caso, é procurar um médico dermatologista, pois somente este poderá dizer a causa e qual é o melhor curso de tratamento.

Caso você precise de ajuda, clique aqui para entrar em contato comigo sobre suas dúvidas, ou marcar uma consulta!

Estou disponível para vídeo consultas enquanto durar a pandemia, e também atendo de forma presencial, no meu consultório no bairro Jardim Paulista, com horários espaçados e todos os cuidados necessários para garantir o bem estar dos pacientes nesse momento que estamos vivendo.

Um beijo, e até a próxima!

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Publicado por Dra. Tatiana Gabbi

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Olá a todos! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e o assunto que quero tratar aqui hoje é unha encravada em bebê!

As unhas encravadas podem acometer qualquer faixa etária, inclusive bebês e recém nascidos – e o tratamento deve ser iniciado o quanto antes, para evitar agravamento da condição ou até futuras sequelas.

Entenda mais sobre essa condição, como preveni-la, o que você pode e deve fazer caso ela aconteça e também o que NÃO PODE ser feito se o seu bebê estiver com as unhas encravadas no texto de hoje!

 

O que é a unha encravada e por que ela ocorre?

A unha encravada é caracterizada por quando a borda desta unha cresce e entra na pele ao redor do dedo, podendo ocasionar dor, inchaço, vermelhidão e até infecção. Uma unha se encrava devido a vários fatores, como colocar pressão extra sobre as unhas e corte incorreto.

O corte incorreto é quando as unhas são deixadas muito curtas ou com as bordas arredondadas ao invés de retas.

Sobre pressão extra, é o caso de, por exemplo, uso de sapatos muito apertados ou largos, ou deformidades pré-existentes. No caso de bebês, essa pressão ocorre quando usam, por exemplo, meias e macacões que vestem até os pés, os tip tops.

 

Unha encravada em bebê

A unha encravada pode ocorrer na primeira infância, em recém nascidos e alguns bebês podem até já nascer com as unhas dos pés encravadas.

Isso acontece devido a um aumento congênito da pele que fica ao redor da unha do bebê ou, ainda, devido a um desalinhamento entre o eixo do dedo e o eixo da unha.

Como explicado anteriormente, meias e sapatinhos apertados, que pressionam os pés do bebê, bem como macacões que cobrem os pés (tip tops) podem ser causadores do problema ou agravar ainda mais a condição das unhas encravadas.

 

O que fazer se meu bebê apresentar esse quadro?

A primeira coisa que você tem que saber sobre o tratamento de unhas encravadas em bebê é que, se você tem uma criança com esse problema, não tente cortar a unha ou desencravar sozinho! Isso pode agravar o quadro e levar à infecção do dedo.

A atitude mais correta é procurar um médico dermatologista, para iniciar o tratamento o quanto antes.

É comum que essa doença apresente resolução espontânea, apesar do tratamento, o que faz com que nem sempre o acompanhamento médico seja necessário, no entanto, a consulta é importante, especialmente em casos onde haja inflamação, infecção, dor ou deformidade.

Estou disponível para vídeo consultas enquanto durar a pandemia, e também atendo de forma presencial, no meu consultório no bairro Jardim Paulista, com horários espaçados e todos os cuidados necessários para garantir o bem estar dos pacientes nesse momento que estamos vivendo.

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Mas há sim atitudes que podem e devem ser tomadas em casa até a consulta com o médico. Aqui vão algumas dicas do que se fazer nesse caso:

 

7 atitudes que você deve ter no caso de unhas encravadas em bebê

1. Evite o uso de macacões tipo tip-top

2. Certifique-se que meias e sapatos não estejam apertando os dedinhos. Caso necessário, você pode fazer um pequeno orifício nelas onde o dedo que está com a unha encravada se encontra.

3. Corte as unhas de forma reta, e não arredonde os cantinhos.

4. O corte das unhas deve ser feito quando elas estiverem úmidas

5. Não corte ou cutuque a unha encravada em hipótese alguma

6. Higiene! Limpe o local com sabonetes antissépticos, mesmo que o bebê reclame. Caso tenha dificuldade em fazer isso, você pode colocar os pés do bebê de molho em uma solução com sabonete e água e depois enxaguar de forma abundante.

7. Consulte um médico dermatologista para iniciar o tratamento adequado.

Felizmente há tratamento para esses pacientes, e a grande maioria deles não precisará de tratamento cirúrgico! Confira a seguir sobre o tratamento:

 

Como é o tratamento de unhas encravadas em bebê?

A escolha do tratamento vai depender do quadro clínico da criança, sua idade, condição geral de saúde e existência ou não de outras doenças, e também do quão grave a condição de encravamento está.

Como a pele nessa faixa etária é muito fina, podemos fazer tratamento com pomadas, massagens e curativos, com excelentes respostas! Apenas uma pequena parte desses pacientes vai continuar com os sintomas, levando à necessidade de cirurgia.

É possível administrar cremes tópicos com antibióticos (associados ou não à corticoides) antibióticos orais, uso de curativos e órteses, mas tudo vai depender dessa avaliação feita pelo médico dermatologista.

Caso o grau de inflamação e encravamento esteja elevado, causando dor extrema, ou exista doenças pré existentes como a diabetes, por exemplo, a cirurgia pode se fazer necessária.

A intervenção cirúrgica mais comum para unhas encravadas em bebês consiste na retirada da pele que cresceu ao redor da unha, e muitas vezes a necessidade de pontos é dispensada.

 

Quanto tempo dura o tratamento?

O tratamento clínico é longo e pode levar meses. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor – dessa forma evita-se a evolução para quadros piores da condição, bem como sequelas.

 

Você ainda tem dúvidas?

Existem várias formas de tratamento para os problemas de unhas infantis. Para que sejam efetivos, é necessário consultar com um dermatologista.

Caso você tenha dúvidas à respeito de unhas encravadas ou outros problemas de unhas em crianças, você pode comentar a sua dúvida aqui embaixo ou falar lá nas minhas redes sociais:

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Olá! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e hoje vim aqui para conversar sobre unhas e cutículas!

Como tratar as cutículas? Como fazer para não tirar mais cutícula? Qual a importância de hidratar a cutícula? Como lidar com as pelinhas soltas da cutícula? Como limpar as unhas adequadamente?

Se você tem essas dúvidas, ou deseja cuidar melhor das suas unhas, continue lendo, pois serão esses os assuntos tratados nesse post! Vamos lá?

 

Como cuidar das cutículas das unhas?

Aqui no Brasil quase ninguém consegue ficar de boa com as cutículas, sempre as retirando!  O que eu mais recomendo é, sem dúvida nenhuma, a hidratação!

Os outros métodos são mais agressivos e podem levar a traumas e cuticulites.

Falo isso sempre: hidrate! É a melhor opção.

São 4 formas principais de lidar com isso:

1. Hidratar com óleos, cremes hidratantes e até os cremes de tratamento do rosto

2. Cortar seja com alicate (manicure úmida)

3.  Cureta (que pode ser seca)

4. Usar cremes removedores de cutículas e empurrar com espátula.

 

O que fazer com as pelinhas soltas em volta da unha?

Outra dúvida comum em relação ao cuidado com as unhas são as pelinhas que aparecem em volta da unha. Essas pelinhas soltas que levantam são pedacinhos das cutículas que se separaram!

Vamos entender o porquê disso acontecer?

Vou falar as 4 causas mais comuns, e quais são as soluções para lidar com esse problema em cada caso:

 

1- Pele seca das mãos

Exposição ao frio, ao tempo seco, tipo de pele, falta de hidratação.

Solução: hidratação, uso de luvas para aquecer as mãos, tratamento das condições de base.

 

2- Trauma

Você retira as cutículas, cutuca as unhas ou tem o vício de roer unhas? Isso pode levar as cutículas a se separarem e gerar essas pelinhas incômodas.

Solução: hidratar em vez de remover as cutículas, parar de cutucar/roer as unhas e procurar tratamento, caso não consiga fazer isso por si só.

 

3- Deficiências nutricionais

A falta de proteínas pode levar a fragilidade das unhas e produzir casos semelhantes.

Solução: equilíbrio na alimentação

 

4- Interação com produtos

Situações como dermatite de contato, manejo frequente de produtos irritantes, como produtos de limpeza e lavagens excessivas das mãos podem tornar a pele das mãos áspera, inflamada e descamativa. Isso também pode acabar reproduzindo essas pelinhas ao redor dos dedos em quadros mais leves.

Solução: tratamento com dermatologista, seguindo de forma correta as orientações. Esse tipo de problema em geral é bem crônico e demora a melhorar!

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Qual a forma correta de limpar embaixo das unhas?

Você limpa embaixo das unhas utilizando um palitinho de laranjeira?

Por muito tempo eu mesma usei o palitinho para limpar embaixo das minhas unhas. Inclusive uma vez eu me machuquei e em outra situação descolei uma unha… e demorou bastante para ela voltar a colar!

Na faculdade, quando vamos aprender a desinfecção das mãos, aprendemos a estratégia da escovação. E antigamente vinha um palitinho, justamente para cutucar embaixo das unhas. Isso não é mais recomendado! Entenda o porquê:

Há uma estrutura importante embaixo da unha, responsável pelo “decolar” da unha. Ela fica na parte final do leito e faz com que a unha se desgrude do leito. É também o local em que a unha é mais aderida!

Isso não deve ser removido de nenhum jeito porque faz com que a unha fique descolada e aumente o risco de infecção, tanto por fungos como por bactérias.

Portanto, cutucar essa região com pauzinho de laranjeira com o objetivo de limpar não é indicado! A melhor forma de limpar é com uma escovinha, de preferência de cerdas macias e suaves, e sem muita pressão.

Dra-Tatiana-Gabbi-como-cuidar-das-unhas-e-cuticulas-de-forma-adequada-forma-correta-de-limpar-as-unhas

Você pode dar uma olhada em outros artigos que tenho sobre o assunto, clicando aqui, ou, se você quiser tirar dúvidas rápidas sobre cabelos, nutrição ou outros assuntos dermatológicos, você pode comentar a sua dúvida aqui embaixo ou falar lá nas minhas redes sociais:

 

Publicado por Dra. Tatiana Gabbi

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Olá! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e hoje vamos falar de uma dúvida muito comum: hidratação caseira com frutas!

É muito comum receitinhas para hidratação caseira envolvendo frutas, ou até azeite, mel, etc. Mas elas realmente valem a pena? O resultado é desejado?

Para você tirar suas dúvidas e ficar mais informada sobre esse tópico, fiz esse artigo para explicar mais sobre o assunto.

Então, se você quer ter cabelos bonitos, saudáveis e hidratados, continue lendo! Vamos lá?

 

Hidratação caseira com frutas é bom para o cabelo?

Vou ser direta: sou um pouco contra passar comida na cabeça.

O primeiro motivo é que, essas fórmulas de hidratação caseira são inconsistentes, cada produto que você usa vai ter uma concentração diferente, pois eles não são padronizadas, logo, não sabemos o que esperar do resultado. Por isso às vezes dá certo, às vezes não.

A babosa é uma exceção, ela é fantástica para passar no cabelo. Então é ela que eu realmente indico caso você queira fazer uma hidratação caseira desse tipo.

Por outro lado, a indústria farmacêutica estuda muito a questão do cabelo, e existem muitos trabalhos científicos bons sobre o assunto, que estudam esses ativos e colocam em um produto, na formulação certa, concentrado, com as propriedades desejadas, que vão deixar o seu cabelo brilhante, limpo, cheiroso, garantindo esse resultado desejado.

Portanto, entre uma hidratação caseira a melhor opção é utilizar um produto farmacêutico

O segundo motivo é, que, o aspecto nutricional da alimentação é muito mais importante quando falamos sobre cabelos bonitos e saudáveis. Ou seja, o que você come influencia mais sobre os seus cabelos do que o que você passa neles de forma tópica.

 

O que você passa no seu cabelo é o que você come?

Quando eu era menina, adorava fazer umas máscaras bem elaboradas para os cabelos na cozinha de casa. Batia abacate, banana, morango, leite no liquidificador e passava nos cabelos… Já passei até casca de cebola rsrsrs.

Mas na real, para termos cabelos mais bonitos e saudáveis, o importante é atentarmos para a nossa alimentação; ou seja, passar esses alimentos nos cabelos não é tão efetivo quanto as dicas que vou dar a seguir:

6 dicas para ter cabelos mais bonitos e saudáveis

1. Descasque mais, desembrulhe menos – procure priorizar alimentos naturais e frescos. Cuidado com o excesso de produtos processados e ultraprocessados.

2. Açúcar? Não obrigada – o consumo excessivo de açúcares e gorduras pode prejudicar o funcionamento do organismo como um todo.

3. Água, sim por favor! Já falamos sobre a importância da hidratação.

4. Evite dietas malucas. Precisa perder peso? Consulte um especialista, não saia cortando alimentos sem conhecer as consequências disso!!!

5. Durma de 7-9hs por dia, tente dormir cedo a noite e acordar cedo pela manhã. É a forma como todo o organismo sabe trabalhar melhor, na maioria das vezes.

6. Cuide dos seus cabelos com os produtos adequados e estudados para este propósito. A indústria da beleza investe pesado em tecnologia para entregar nutrientes para os fios. Não adianta passar comida no cabelo e comer coisas que não sejam nutritivas!

 

Química em casa

Vou aproveitar esse post e te alertar sobre outra prática caseira com os cabelos: a química em casa.

Há um risco grande em utilizar tintura, luzes, alisamento e outros processos químicos de forma caseira. Os profissionais que trabalham com isso estudam, tem toda uma formação e treinamento para realizar esses processos.

Cada produto tem uma técnica diferente de ser aplicada, tem teste de mecha, tem incompatibilidade de produtos, ou seja, tem todo um mundo de informações que às vezes as pessoas desconhecem e vão na sorte.

E isso pode causar danos no cabelo, onde a recuperação não é tão simples, e demanda tempo. Devido a isso, não acho que seja viável fazer processos químicos no cabelo em casa. Não recomendo.

Exceções: existem pessoas que já conhecem o produto a ser utilizado, já foram orientadas a tal, e nesse caso, tudo bem. Outra forma que a química em casa é liberada é para os produtos de uso doméstico, que vem com essa indicação escrita na embalagem, aí é só seguir o manual.

 

Você ainda tem dúvidas sobre como deixar seus cabelos mais bonitos e saudáveis?

Você pode dar uma olhada em outros artigos que tenho sobre o assunto, clicando aqui, ou, se você quiser tirar dúvidas rápidas sobre cabelos, nutrição ou outros assuntos dermatológicos, você pode comentar a sua dúvida aqui embaixo ou falar lá nas minhas redes sociais:

 

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Olá a todos! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e o assunto que quero tratar aqui hoje é sobre a acne na menopausa – sim, ela existe!

A menopausa é a fase onde o corpo feminino para de ovular, o que causa a ausência da menstruação. Nesse momento na vida da mulher, ocorrem importantes alterações hormonais.

A produção dos hormônios progesterona e estrogênio sofrem uma queda, e isso tem uma série de consequências, como a queda da elastina e colágeno, que resultam numa pele mais fina, ressecada e frágil.

Dentre os problemas de pele ocasionados pela menopausa, um deles é a acne.

Então, se você tem dúvidas sobre o tema, fique comigo para entender mais!

 

O que é a acne?

Em primeiro lugar, é necessário compreender o que é a acne em si.

Ela é uma condição que é provocada por hormônios, e sua ocorrência se dá em épocas específicas da vida, quando há oscilações dos níveis hormonais no corpo.

Essas oscilações resultam em um desequilíbrio que provoca uma maior produção de sebo na pele do corpo, o que ocasiona obstrução dos poros, desenvolvimento excessivo de bactérias e, então, espinhas.

No caso feminino, essas fases oscilatórias, via de regra, são:

– Na puberdade, onde há um aumento na produção de testosterona

– Durante o período menstrual

– Durante a gravidez

– Na interrupção de pílulas contraceptivas (anticoncepcionais)

– Durante a menopausa e perimenopausa

 

Perimenopausa e menopausa

Durante essas fases da vida da mulher, acontece uma queda nos níveis de estrogênio no corpo feminino.

Foi observado por pesquisadores que, em mulheres passando por essa fase que sofrem com o aparecimento de espinhas, os níveis de andrógenos são normais, enquanto os níveis de estrogênio são decrescentes.

Com essas alterações nas proporções dos hormônios, é comum que a produção do sebo seja estimulada, o que resulta no aparecimento da acne na menopausa.

Entenda um pouco sobre a acne que pode surgir na menopausa a seguir:

 

A acne na menopausa

Temos uma série de mudanças na pele que ocorrem na fase da menopausa e o mais incrível é que a acne é uma delas.

Eu sei que você acha que é coisa de adolescente, porém a maioria das mulheres menopausadas que sofre com isso tem acne persistente desde essa época mesmo.

O desequilíbrio hormonal, com aumento dos hormônios masculinos é um dos fatores principais e o estresse, cosméticos, fatores genéticos e elementos como alterações na dieta e no estilo de vida também têm a sua influência nessa doença!

 

Tratamento

O tratamento da acne na menopausa é desafiador, uma vez que a maioria das medicações utilizadas são desenhadas para a pele mais oleosa dos adolescentes e há poucos produtos designados para a pele madura e sensível da mulher menopausada que sofre com acne.

Que bom que existe a manipulação! E também é uma boa notícia que a mudança de estilo de vida possa ajudar! Algumas recomendações de dieta, perda de peso, exercícios físicos, manejo do estresse e higiene do sono podem ajudar bastante! Confira algumas a seguir:

 

5 coisas que você não sabia sobre a acne na menopausa

1. Piora com o tabagismo, radiação UV e algumas dietas

2. Estresse, privação de sono e algumas medicações também agravam

3. Aparece não somente na face, mas também no tronco

4. Pode estar associada a hirsutismo e androgenética

5. Mudança do estilo de vida pode ajudar: dieta exercícios e manejo do estresse

 

Você tem dúvidas ou quer tratar problemas dermatológicos como a acne?

Existem várias formas de tratamento para os problemas de pele como a acne. Para que sejam efetivos, é necessário consultar com um dermatologista.

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Um beijo, e até a próxima!

 

Publicado por Dra. Tatiana Gabbi

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Olá a todos! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e o assunto que quero tratar aqui hoje é sobre a melatonina: para que serve, quais suas aplicações e o seu uso no cabelo.

Sim, a conhecida melatonina pode sim ser utilizada contra a queda de cabelo, e nesse caso, a aplicação é tópica, ou seja, ela é utilizada direto no couro cabeludo.

Então, se você sofre com a queda de cabelos, pode encontrar nessa substância uma aliada.

Continue lendo para saber mais!

 

O que é a melatonina?

A melatonina é um hormônio que é produzido de forma natural pelo nosso organismo, na glândula pineal.

A principal função desse hormônio está ligado à regulação do ciclo circadiano, que é o mecanismo do corpo humano que promove a regulação entre o dia e a noite, compreendendo um período de 24 horas, e regendo nossos processos fisiológicos como sentir fome, acordar, ficar com sono, estar ativo, etc.

Como a glândula pineal só fica ativa quando não há estímulos luminosos, a produção de melatonina só ocorre durante o período noturno, induzindo ao sono, e é esse o motivo pelo qual devemos evitar luzes e outros estímulos.

Além dessa importante função, esse hormônio também  promove o bom funcionamento do organismo, funciona como antioxidante e é aliado no combate à queda capilar e outras doenças do couro cabeludo.

Apesar de ser produzida pelo nosso organismo, a melatonina também pode ser encontrada na forma de suplemento. E é isso que veremos a seguir.

 

Para que serve a melatonina comercializada?

A versão comercial dessa substância tem duas apresentações: oral e tópica, e a indicação depende do objetivo de uso. Seus usos incluem:

– Reposição devido a diminuição da produção desse hormônio conforme a idade

– Deficiência desse hormônio

– Regulação do sono

– Jet lag

– Antioxidante

– Contra a queda de cabelo

 

A melatonina contra a queda de cabelo

A melatonina é um potente antioxidante, inclusive já existem estudos mostrando a eficácia desse tipo de aplicação em algumas doenças do couro cabeludo. Eu, pessoalmente, a utilizo e gosto muito do resultado.

Para este fim, de acordo com os estudos realizados, ela funciona de forma tópica, que inclusive é o que faço, só uso tópico e durante o período noturno.

Não temos ainda o produto tópico comercialmente pronto, portanto, para usá-la de forma tópica é necessário mandar manipular.

 

Uso oral vs. tópico

O uso da melatonina do ponto de vista oral, para tratar cabelos, é controverso.

Isso porque, só deveríamos fazer uso oral da melatonina quando viajamos, em caso de jet lag, ou, quando existe uma deficiência de melatonina, que pode ser devido ao organismo do indivíduo ou devido ao avanço da idade – algo que é possível de ser identificado pelos médicos do sono, que são especialistas nessa questão.

Nesses casos, portanto, é interessante utilizar a melatonina, pois ela vai regular o sono da pessoa.

É necessário, no entanto, consultar sobre o assunto, pois existe uma forma distinta de se administrar, já que tem toda uma diferença entre você dar a melatonina para quem tem deficiência de melatonina versus você administrar a melatonina para quem está com um jet lag devido ao fuso horário ou quem vai usar eventualmente a melatonina.

Quando utilizada devido ao fuso horário, por exemplo, ela é administrada próximo à hora de dormir, cerca de 10 a 15 minutos antes, já no escuro.

Já no caso de deficiência de melatonina, o indicado é tomar na hora que a melatonina começa a subir no sangue, que é aproximadamente no horário que o sol se põe e a noite começa.

 

Melatonina importada ou nacional?

Outro tópico importante a se tratar é sobre onde adquirir esse produto.

De acordo com o Dr. Cipolla, especialista no assunto, a melatonina que vem para o Brasil, nas farmácias de manipulação, é de excelente procedência, sendo melhor que a que é comprada em lojas de departamento nos EUA.

Acontece que, muitas vezes, a melatonina comercial está contaminada com produtos para dormir e outras substâncias, enquanto que a manipulada seria uma substância mais pura, pois é muito regulamentada.

Isso se deve ao fato de que, a melatonina que chega no Brasil via farmácia, tem regulamentação farmacêutica, e, quando ela vem via suplemento, a regulamentação é sobre comida, alimento, não passando pela ANVISA e não sendo avaliada. A própria FDA não avalia esse tipo de produto, que é deixado como produto livre, portanto, muitas vezes não são puros.

Um outro exemplo de produto que passa pelo mesmo problema é o Whey importado.  Por um lado, o gosto dos wheys importados é bem melhor, e por outro, nos nacionais, temos mais segurança das formulações que foram avaliadas, onde temos certeza do que tem lá dentro.

Portanto, opte pela manipulação do produto, mesmo em casos de uso oral!

 

Quais os tratamentos para a queda do cabelo?

Além do uso da melatonina, existem várias formas de tratamento: podem ser administrados medicamentos sistêmicos, tópicos, prescrito o uso de lâmpadas LED ou laserterapia, mas, antes de instituir qualquer um deles, o correto é procurar um dermatologista que encontra a causa da alopecia e iniciar o tratamento adequado para evitar agravamento do quadro.

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Ou, se você quiser tirar dúvidas rápidas sobre cabelos ou outros assuntos dermatológicos, você pode comentar a sua dúvida aqui embaixo ou falar lá nas minhas redes sociais:

 

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Publicado por Dra. tatiana Gabbi

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Olá a todos! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e hoje estou aqui para falar com vocês sobre unhas de gel!

Elas estragam as unhas naturais?

Quem tem unhas frágeis pode usar?

Quais são as indicações para aplicar unhas em gel?

Vou responder a todas essas perguntas e ensinar uma técnica para facilitar a vida de quem sofre com unhas frágeis, que descamam e quebram na ponta, atrapalhando a boa manicure dessa unha.

Continue lendo!

 

Unhas de gel podem causar problemas nas unhas naturais?

Sim. Mas não pela unha de gel em si (exceto por 2 casos que explicarei logo abaixo, que realmente não podem usar a unha de gel) , e sim pelo tamanho. Entenda:

Grande parte dos problemas que podem surgir nas unhas vem através do trauma nas unhas, e com as unhas em gel, você cria uma situação que chamamos de alavanca.

O que isso significa?

A ponta da unha, quando ela é muito mais comprida do que o resto do dedo, qualquer pequeno trauma que você faça na ponta do dedo vai transmitir um grande trauma para a raiz da unha e, como aquilo é extremamente bem grudado, você pode ter laceração de leito.

Laceração de leito é quando a pessoa arranca um pedaço do leito da unha, o lugar onde a unha está grudada, por conta de você ter uma unha muito comprida. Isso pode acontecer com unha natural também, é algo relacionado ao comprimento da unha.

Além disso, o alongamento de unhas é algo que dificulta a própria função da unha, que é pegar os objetos.  Com uma unha artificial muito comprida, você não consegue fazer as coisas direito, o que facilita ainda mais a ocorrência de traumas.

 

Quem NÃO pode colocar unhas em gel?

Existem 2 casos onde, independente do alongamento da unha em gel, elas não podem ser colocadas. São eles:

1. Quem tem unhas frágeis

2. Quem possui alergia ao acrilato

Quem tem unha frágil não pode alongar as unhas, pois existe o risco de você fragilizar cada vez mais essa estrutura, e comprometer a integridade da unha, causando uma situação que chamamos de “unha abîmé”, em francês, que significa detonada, uma unha que acabou.

Quem tem alergia ao acrilato: se você tem alergia ao acrilato e colocar unhas em gel, é MUITO problemático.  Na hora que você retirar essa unha artificial, estará tudo descolado, com pseudomonas (uma bactéria verde que vem por cima), e isso vai gerar muitos problemas.

 

Quais as indicações para utilizar unhas em gel?

Tem indicação para colocação de unhas de gel do ponto de vista dermatológico sim!

Na minha opinião, elas são válidas para os seguintes casos:

– Nas pessoas que têm o hábito de roer as unhas, que é péssimo, então você consegue devolver um bom aspecto para a unha e dificultar o ato de roer.

– Quando você tem uma doença que destruiu a unha, seja ela cirúrgica ou uma doença inflamatória, que você já tratou, já curou, mas ficou uma sequela, e você quer devolver a naturalidade para aquela unha.

Se a pessoa só tem a unha fraca, a melhor opção para essa pessoa é usar o esmalte em gel, só o produto, pois ele vai aderir, mas não ao alongamento com as unhas em gel. Entenda a seguir:

 

Esmalte em gel – opção para quem tem unhas fracas

O esmalte em gel e a extensão em gel (unhas em gel) são coisas distintas.

Existem várias técnicas para se alongar a unha, você pode fazer com fibra e moldar, esculpir uma unha em cima da sua própria, ou colar uma unha e usar o esmalte em gel para trabalhar aquela unha, ficar esmaltada, e tudo mais.

Quando você termina de fazer a unha esculpida e você vai dar a naturalidade para a unha, você usa um esmalte em gel, que é um esmalte que vai na câmara de ultravioleta ou na câmara de LED, para curar. Ele é usado para fixar, e aquilo não sai fácil.

O esmalte em gel é o produto que você usa para pintar, e realizar um processo que chamamos de selagem, que consiste em só aplicar a base, a qual eu sou super favorável.

Se você colocar uma camada desse esmalte em gel, você sela a unha, então você pode usar qualquer outro tipo de esmalte que não descama, que é a queixa de quem tem unhas fracas, e isso é o máximo que eu acho que dá para fazer para quem tem unhas fracas.

Essa é uma técnica descrita inclusive em artigo científico, pois na unha frágil, você tem uma descamação da ponta da unha, não é do resto. Então se você tiver essa selagem bem fininha, vai ajudar em relação a essa descamação, quebra e duração do esmalte.

A proposta aqui, é você não remover isso, é deixar lá, e ir esmaltando, e só retirar o esmalte por cima, até a unha crescer. Mas essa técnica deve ser feita apenas em manicures que saibam fazer a selagem.

Precisa também ser com um esmalte que não seja peel off, que é aquele que você consegue retirar. Esse tipo de esmalte em gel peel off não serve para unhas frágeis, é necessário ser o tipo que realmente fica, para só fazer uma camada e não tirar, e ir esmaltando por 3 meses, até você cortar o último pedaço.

 

Unha artificial colada (como as de farmácia)

A unha artificial colada, do tipo que você compra em farmácias ou lojas de cosméticos, é uma opção mais inofensiva que a unha em gel, mas ainda assim não é livre de riscos, pois a unha da farmácia pode lacerar a sua unha na hora de retirar, dando um aspecto áspero na superfície da unha, o que gera a necessidade de hidratação.

A minha dica para retirar esse tipo de unha é deixá-la de molho em água morna com sabonete.

 

Você ainda tem dúvidas sobre o assunto?

Se você ainda tem dúvidas acerca de unhas de gel, deixe aqui nos comentários que eu respondo!

E se você gosta de conteúdos como esse, me siga também no Instagram, onde sempre posto dicas interessantes!

Um beijo e até a próxima!

 

Publicado por Dra. Tatiana Gabbi

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Olá a todos! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e no post de hoje, quero tratar de um dos problemas mais recorrentes na prática de um dermatologista, que é o descolamento de unha.

O descolamento de unha é uma ocorrência frequente, podendo estar associada a traumas ou a outras causas, como algumas doenças e a micose.

Se você tem dúvidas sobre o que é o descolamento das unhas, como saber se é um descolamento simples ou uma micose, como se trata e o que não se deve fazer no caso de ter um descolamento, esse post irá responder às suas perguntas.

Continue lendo!

 

O que é o descolamento de unha?

Para entender o que é o descolamento de unha, primeiro é preciso entender um pouco sobre essa estrutura, que é a unha.

Como dermatologistas, chamamos de unha tudo o que acontece na ponta do dedo, enquanto o que o paciente vai chamar de unha, é na verdade a lâmina ungueal, a parte dura da estrutura.

Essa lâmina ungueal fica em cima de uma outra estrutura que recebe o nome de leito ungueal: tudo que está abaixo da lâmina se chama leito ungueal.

Esse leito, é uma estrutura que gruda na unha, ele é super grudado. Tanto que, quando a gente percebe que há um descolamento do leito com a lâmina, existe dor, às vezes até sangramento, devido a grande aderência entre eles.

Portanto, quando falamos sobre descolamento, nos referimos a essa perda de aderência entre a lâmina ungueal e o leito ungueal.

 

Quais são as causas do descolamento das unhas?

O descolamento simples acontece justamente quando a gente tem algum tipo de trauma.

Isso pode acontecer, por exemplo, quando se está com a unha comprida, ou quando a gente dá uma topada, colide com alguma coisa ou até o uso de sapatos inadequados, e então, acontece o descolamento. Ou seja, o leito ungueal vai soltar da placa da unha, vai entrar ar ali e vai ficar branquinho.

Isso faz com que haja uma maior chance de aparecer um fungo também.

Então, sempre que há um descolamento, precisamos sim, pensar na possibilidade de micose, e como dermatologistas, temos algumas técnicas para poder fazer o diagnóstico, como, por exemplo, podemos usar um aparelho chamado dermatoscópio para averiguar, ou, ainda, pedir um exame a para poder ver se há fungo ou não.

Além disso, ele pode decorrer de uma micose, uma doença como a psoríase ou até um tumor (benigno ou maligno) – por isso é muito importante que você sempre procure um médico dermatologista quando houver um descolamento de unha.

 

Descolamento e micose

Quando falamos de micose nas unhas, estamos falando sobre uma infecção causada por fungos, que têm um aspecto de descolamento da unha.

Geralmente, a unha está aumentada, espessada e embaixo da unha tem esse descolamento com um pouco de descamação.

A micose nas unhas é confundida com descolamentos simples e, até mesmo, com tumores benignos ou malignos, que merecem um cuidado e tratamento especial.

Por esse motivo, é tão importante fazer o diagnóstico correto.

 

O que o paciente deve fazer até procurar a ajuda de um médico dermatologista, no caso de descolamento?

São 2 regras que você TEM que seguir se notar descolamento nas unhas:

1. Não cutucar

2. Não limpar

O descolamento resulta na formação de uma massa branca, que é a cicatrização dessa estrutura, algo que os pacientes acham horrível, acham sujo, e querem limpar, cavando aquilo cada vez mais.

E aí, às vezes um descolamento que estava só na pontinha do dedo chega até a raiz da unha, próximo da cutícula, da matriz, da fábrica, porque a pessoa ficou limpando – e aquilo leva muito tempo para grudar novamente.

Não limpe essa massa branca. Ela é a casquinha da cicatrização.

 

É preciso arrancar a unha no caso de descolamento?

Isso vai depender da extensão do descolamento e se há presença de fungo associado.

Arrancar é a última possibilidade.

Podemos pegar um onicoabrasão e lixar aquela região que está descolada, se for suficiente, e podemos inclusive, arrancar a unha caso se faça necessário, já que existem algumas micoses, em que, realmente é melhor remover a unha, já que existe a questão do biofilme que se forma quando tem um fungo.

Quando o fungo se forma como se fosse uma colônia, se organiza, a gente precisa mexer nessa organização, para conseguir realizar o tratamento.

Mas, se for um descolamento simples, é só o tempo. Não existe arrancar a unha com um descolamento simples, não vale a pena.

É preciso também entender que às vezes você tem uma anatomia diferente do seu dedo, você pode ser aquela pessoa que gosta de usar tênis, sapato bico fino, e se você arrancar a unha e continuar com o mesmo hábito, a sua unha sempre vai ter a chance de descolar.

 

Então, o que deve ser feito no descolamento de unhas?

O que você deve fazer nesse caso é procurar um médico dermatologista, somente este poderá dizer a causa e qual é o melhor curso de tratamento.

Caso você precise de ajuda, clique aqui para entrar em contato comigo sobre suas dúvidas, ou marcar uma consulta!

Estou disponível para vídeo consultas enquanto durar a pandemia, e também atendo de forma presencial, no meu consultório no bairro Jardim Paulista, com horários espaçados e todos os cuidados necessários para garantir o bem estar dos pacientes nesse momento que estamos vivendo.

Um beijo, e até a próxima!

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Publicado pir Dra. Tatiana Gabbi

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Olá a todos! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e o assunto que quero tratar aqui hoje é sobre a queda capilar e a sua relação com as lavagens de cabelo.

Mais especificamente, quero tratar de uma dúvida recorrente, que é sobre “Lavar os cabelos diariamente provoca a queda dos fios?”

Se você também tem dúvidas sobre a relação entre lavagens de cabelo e a queda capilar, então fique comigo para entender mais!

Continue lendo!

 

Lavar cabelos todos os dias está relacionado com a queda de cabelo?

Já respondendo prontamente a questão proposta no post: não.

Lavar cabelos todos os dias NÃO causa queda de cabelo.

Quando falamos sobre queda de cabelo, existem diversas causas para que ela ocorra, no entanto, essas causas sempre são de dentro para fora, ou seja, a origem da queda de cabelo está sempre ligada a algo interno no corpo, que acaba se projetando para fora na forma de queda capilar.

Quando falamos sobre QUEDA de cabelos, é importante que você entenda: isso não é causado por fatores externos.

O que pode acontecer por fatores externos é a QUEBRA capilar, e se você quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui.

Os principais motivos que ocasionam a queda de cabelos são:

– Predisposição genética

– Déficits nutricionais

– Doenças

– Alterações do metabolismo

– Reações a algum medicamento

Então você pode sim lavar cabelos todos os dias sem se preocupar com a queda de cabelos.

O único problema que pode ser causado por lavar cabelos todos os dias é o ressecamento dos fios, mas isso é algo que pode ser controlado utilizando produtos adequados e também fazendo hidratação.

 

Meus cabelos só caem quando eu lavo, devo reduzir as lavagens?

É normal ter essa impressão, pois a queda dos cabelos é melhor visualizada na hora que lavamos os cabelos!

Além disso, quanto menos frequentes as lavagens, maior o volume de cabelos que irá cair cada vez que lavamos os cabelos.

Entenda:

O processo que determina a queda dos fios em grande quantidade acontece 3 meses antes da queda real.

Existe todo um estímulo no folículo e uma transformação de um cabelo que estava na fase de crescimento para um cabelo que entrará na fase de queda. Então não há nada que se possa fazer para segurar o fio ali. Ele vai cair! E o momento mais propício para que isso aconteça é justamente o momento da lavagem.

Isso quer dizer que se você lavar os cabelos todos os dias vai notar uma queda mais discreta em cada banho do que se você lavar uma vez por semana.

A limpeza do couro cabeludo é importante e pode ser necessário usar shampoos específicos para melhorar o microambiente do couro cabeludo, reduzindo a dermatite seborreica associada. Ela sim pode gerar inflamação e queda dos cabelos!

Me conte nos comentários desse post se essa explicação esclareceu essa dúvida para você!

 

Quando saber se a queda capilar é sinal de algo mais grave e que está na hora de procurar um médico?

Sabemos que a queda de fios é normal e cada pessoa, geralmente, sabe o padrão do cabelo caindo que tem no cotidiano.

Além disso, sempre temos os cabelos em ciclos diferentes do ciclo capilar. Um exemplo disso é só reparar que não temos uma época do ano em que ficamos carecas; ou seja, nossos fios estão sempre em fases diferentes desse ciclo capilar.

Cada fio é como se fosse um órgão individual, seguindo o ciclo do cabelo, que é nascimento, crescimento e morte, individualmente.

Existem pessoas com mais cabelos e outras com menos cabelos. Sempre temos uma porcentagem desses fios que estão na fase de queda; o comum é na faixa de 100 a 150 fios caindo por dia.

Como no caso que acabei de explicar sobre a dúvida de lavar cabelos todos os dias, quem não lava os cabelos diariamente, vai notar o cabelo caindo em maior quantidade quando for lavar, porque juntou o cabelo dos dias anteriores. Se a pessoa tem cabelo comprido, pode ser que ele enrosque no próprio fio e acabe caindo na hora de lavar.

Quem está com o cabelo caindo acima do normal acaba percebendo a diferença nítida entre a quantidade que normalmente cai e a queda acentuada.

Além disso, na região frontal (no início do cabelo, em torno do rosto), algumas entradas vão começando a se formar; então, é importante observar o couro cabeludo nessas áreas.

Isso só acontece com uma queda acima de 30%, dando para perceber as falhas. Antes disso, você só nota a queda.

 

Quais os tratamentos para a queda do cabelo?

Existem várias formas de tratamento: podem ser administrados medicamentos sistêmicos, tópicos, prescrito o uso de lâmpadas LED ou laserterapia, mas, antes de instituir qualquer um deles, o correto é procurar um dermatologista que encontra a causa da alopecia e inicie o tratamento adequado para evitar agravamento do quadro.

Estou disponível para vídeo consultas enquanto durar a pandemia, e também atendo de forma presencial, no meu consultório no bairro Jardim Paulista, com horários espaçados e todos os cuidados necessários para garantir o bem estar dos pacientes nesse momento que estamos vivendo.

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Ou, se você quiser tirar dúvidas rápidas sobre manchas brancas nas unhas ou outros assuntos dermatológicos, você pode comentar a sua dúvida aqui embaixo ou falar lá nas minhas redes sociais:

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Publicado Dra. Tatiana Gabbi

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Olá! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e hoje vamos falar de uma dúvida muito comum: unha com mancha branca – o que pode ser?

Manchas brancas nas unhas é uma queixa super comum tanto na minha prática quanto nos comentários que recebo nas minhas redes sociais.

“Unha com mancha branca pode ser alguma doença? Está ligado à falta de vitamina? Quais são as causas?”

Para você tirar suas dúvidas, ficar mais informado e tranquilo sobre essa ocorrência, fiz esse artigo para explicar mais sobre o assunto.

Então, se você tem uma unha com mancha branca, seja nos pés ou nas mãos, continue lendo para tirar as suas dúvidas!

Vamos lá?

 

O que causa uma unha com mancha branca?

As manchas brancas nas unhas tem várias causas.

Para que você fique mais tranquilo, a causa mais comum do aparecimento dessas manchas é devido a traumas.

Por trauma entendemos tudo aquilo que causa um impacto físico nas unhas: seja o uso de um sapato inadequado, manicure, um chute em uma bola de futebol ou até digitar e tocar instrumentos.

Vamos entender melhor:

 

Traumas nas unhas

Unha com manchas brancas bem pequenas geralmente acontecem por pequenos traumas, como por exemplo, empurrar as cutículas, cutucar as unhas, mordê-las, ou outras práticas como citei logo acima, que fazemos na fábrica da unha.

Quando esse trauma é mais leve, ele pega só a parte superficial da unha, e não a fábrica da unha, que é responsável pela produção das unhas, que chamamos de matriz, e fica dentro da cutícula.Manchas brancas unh

No entanto, quando esse trauma é mais pesado e atinge a fábrica da unha, podem ocorrer maiores alterações como deformidades e a perda da unha.

 

Traumas na fábrica da unha

Pense na fábrica da unha como se fosse uma forma de bolo. Uma forma de bolo tem um formato específico, e o bolo que você fizer nessa forma, sempre vai sair nesse mesmo formato – assim como a sua unha.

Mas se essa forma ”amassou”, como por exemplo, caiu algo em cima da unha que atingiu essa estrutura, esse “bolo” (ou seja, a sua unha) vai sair amassado.

Tudo que acontecer na fábrica da unha, vai se refletir na formação da unha.

A unha fica em um lugar onde tem “muita coisa acontecendo”. Tem osso, articulação, a ponta do dedo. É um lugar super sujeito a trauma, afinal, pegamos coisas, andamos pra cá e pra lá, chutamos coisas. Então, é muito fácil de ocorrer um trauma, um hematoma, uma lesão (como um tumor benigno ou maligno), ou algo a ver com essas estruturas ao redor das unhas que podem alterar a formação da unha.

Então, nessas situações, pode acontecer que essa unha passe a crescer diferente, com algum tipo de defeito ou deformidade.

E sim, temos essa preocupação depois de um trauma: como essa unha vai nascer, depois que a condição melhorar? É necessário acompanhar para saber.

Então, para reforçar o entendimento, se ocorrer um trauma mais leve, a parte mais protegida da fábrica ainda produz a unha e não a perdemos. Para perder a unha, é necessário um trauma mais pesado.

 

Outros motivos que causam unha com mancha branca

Geralmente, as manchas brancas nas unhas acontecem devido a traumas, como dito, mas  há sim outras causas.

Essas causas podem ser doenças associadas, como alterações nos rins, do fígado, coração, pulmão, que também podem levar a manchas brancas.

Podem ser causadas por um fungo, a micose superficial branca, mas esse tipo de micose é mais rara.

E temos também a mancha branca de quem deixa o esmalte por muito tempo. Isso geralmente é causado pela dissolução por causa do esmalte. Nesse tipo de mancha, você sente que está áspero quando coloca a mão.

Sabemos que os esmaltes são solventes e eles têm a capacidade de degradar a queratina – proteína que forma nossa unha. Com isso, você tem a formação das pérolas de queratina e a deposição das manchas brancas nas unhas, que vão sair conforme você fizer um lixamento superficial e usar produtos hidratantes.

 

Como saber qual a causa das manchas brancas nas unhas?

Expliquei aqui o que pode causar manchas brancas nas unhas, mas apesar de geralmente elas se darem devido a traumas e manicure, se você está com esse tipo de alteração, é aconselhável consultar um médico dermatologista.

Estou disponível para vídeo consultas enquanto durar a pandemia, e também atendo de forma presencial, no meu consultório no bairro Jardim Paulista, com horários espaçados e todos os cuidados necessários para garantir o bem estar dos pacientes nesse momento que estamos vivendo.

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Ou, se você quiser tirar dúvidas rápidas sobre manchas brancas nas unhas ou outros assuntos dermatológicos, você pode comentar a sua dúvida aqui embaixo ou falar lá nas minhas redes sociais:

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