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Neste último domingo, dia 06/05, participei de um curso exclusivo de alopecia frontal fibrosante, uma doença que está cada vez mais frequente nas mulheres de todas as faixas etárias e que leva à perda permanente dos cabelos.

O curso foi organizado pela Dra. Aline Donati, no auditório do Hospital do Servidor Público Municipal, em São Paulo.

O quadro clínico desse tipo de alopecia cursa com a perda dos fios mais finos e, consequente, aumento da região da testa.

O grande desafio dos dermatologistas está em fazer o diagnóstico precoce para que possamos, assim, intervir antes do desfecho, evitando o surgimento de áreas de cicatriz no couro cabeludo.

O primeiro sinal presente na maioria das pacientes é a perda dos fios das sobrancelhas, que se tornam falhadas e incompletas. Além disso, algumas notam que a testa está mais alta ou, ainda, que a área das costeletas está sumindo.

Esses sinais podem ou não ser acompanhados de sintomas inespecíficos, tais como ardor ou prurido no couro cabeludo e/ou queda dos cabelos.

E, quando notados, recomenda-se fortemente que a paciente procure um especialista, pois o quadro pode corresponder ao da alopecia fibrosante frontal.

Trata-se de uma doença relativamente nova, descrita pela primeira vez em 1994, ou seja, há pouco mais de 20 anos! Era pouco vista nos consultórios médicos no passado, mas está cada vez mais frequente no nosso meio e no mundo todo!

Não deixe de ver e de compartilhar o vídeo abaixo! Ajude a espalhar a consciência sobre esse tipo de problema!

O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar a progressão e perda definitiva dos fios!

Até a próxima!

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Esse evento grandioso ocorreu em Belo Horizonte, entre os dias 27 a 30 de abril de 2018.

Na sexta-feira, tivemos os cursos pré-congresso que estavam lotados e concorridíssimos! Palestrei sobre A biópsia da unha para uma plateia cheia!!

O congresso ocorreu no Expominas, um espaço incrível, que acolheu muito bem os 1900 inscritos no evento!

Seguem fotos.

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O termo “biópsia” significa remover uma parte de um órgão ou tecido e submeter esse pedaço retirado ao exame microscópico.

O médico que faz a retirada do material da biópsia pode ser um cirurgião, um clínico ou até mesmo um radiologista, enquanto que o médico que lê o que foi retirado é o patologista.

Em dermatologia, esse exame é pedido nos casos em que há dúvida do diagnóstico da doença cutânea ou quando precisamos remover uma lesão benigna ou maligna da pele.

Na unha, todas essas mesmas situações são possíveis. Portanto pacientes com alterações ungueais de longa data, que não melhoraram com o tratamento adequado ou que ainda não possuam diagnóstico, são fortes candidatos à biópsia ungueal.

Além disso, todo material retirado da pele deve ser enviado para exame a não ser que o diagnóstico clínico seja óbvio. Um exemplo disso seria a cirurgia da unha encravada!

O problema da biópsia da unha é que ela pode deixar uma sequela permanente em alguns casos, portanto é fundamental discutir com o paciente sobre a necessidade e a vantagem de realizarmos esse exame.

Outras possíveis complicações incluem dor, sangramento, inchaço e infecções, mas tudo isso pode ser prevenido e/ou tratado e individualizado para cada paciente, de acordo com o risco e o benefício de cada um!

Nem toda biópsia de unha é igual: algumas são muito mais simples que as outras, mas quando bem indicado e realizado, esse exame pode ajudar bastante no tratamento dos pacientes que possuem doenças nas unhas.

Minha dica para quem precisa desse tipo de procedimento é simples! Procure um médico capacitado a realizar a biópsia ungueal e siga as suas instruções com cuidado!

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“Tenho uma unha com uma listra preta igual às unhas com melanoma e já fazem +- 3 anos, quando eu descobri que poderia ser algo sério procurei um dermatologista. Fui em 3 dermatologistas diferentes e os 3 não pediram nenhum exame e disseram que não era nada. Então fiquei despreocupada. Mas há pouco tempo fui em uma manicure que estudou unhas e ela me falou que, sim, indicava uma doença. Então resolvi ir atrás novamente e procurar mais sobre e achei seu contato. Você poderia me informar o que eu poderia fazer? Obrigada.”

Recebo e-mails como esse diariamente. Infelizmente, o Conselho Federal de Medicina proíbe e considera antiético responder esse tipo de mensagem, por meio das redes sociais, pois entende que configura uma consulta à distância, algo ainda não permitido no nosso país. Por esse motivo, tomo essa mensagem como exemplo para orientar todas as mensagens recebidas anteriormente e aquelas mensagens que serão enviadas futuramente.

Como já disse em outros artigos e vídeos, essa mancha representa que há pigmento na fábrica da unha. Um médico familiarizado com o problema poderá indicar retirar um pedacinho para exame no microscópio (uma biopsia) ou não.

São sinais de preocupação:

  • Unha única acometida;
  • Pele clara;
  • Banda que se alarga com o passar do tempo;
  • Unha quebrada;
  • Pele ao redor manchada;
  • Idade acima dos 50 anos.

Quanto mais dessas características uma pessoa tiver, mais importante procurar o especialista!

Não precisa ter todos os sinais de preocupação presentes! Já vi melanoma em mulheres com idade abaixo dos 30 anos, por exemplo!!!! Então, se você está preocupada, faça uma consulta.

Se o médico ficar em dúvida, pode optar pelo seguimento com fotos ou pela biopsia. A biopsia consiste em tirar um pedacinho da matriz e analisar se aquela mancha é apenas uma cicatriz de um trauma ou se é uma pinta.

Caso seja uma pinta, o exame permite verificar se ela é benigna ou maligna. Se for uma pinta benigna ou uma mancha: não é necessário fazer mais nada!

Em muitos casos, as manchas podem até voltar depois de um tempo! E isso não deve ser considerado preocupante, desde que se guarde o resultado do exame para lembramos o que havia sido visto na biopsia!

Quando o exame revela algo maligno, em geral, é muito inicial e teremos que realizar uma nova cirurgia! A boa notícia é que, na maioria das vezes, conseguimos curar o paciente sem necessidade de tratamentos com quimioterapia ou radioterapia.

Por isso, se você tem uma mancha na unha, procure um especialista e fique de olho se ela muda com o passar do tempo!!

Em geral, não há remédios que possam clarear esse tipo de mancha, a não ser quando é causado por uma micose, mas isso é bem raro!!

Tem outra dúvida? Deixe nos comentários 😉

Fiz diversos posts sobre esse assunto. Veja todos eles aqui:

Até a próxima!

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As olheiras são o simples escurecimento da área em torno dos olhos?

As olheiras são alterações da cor e do aspecto da pele da região ao redor dos olhos. Várias condições diferentes podem levar ao surgimento desse quadro.

O derrame pigmentar ocorre devido à deposição de melanina, decorrente de traumas locais, como, por exemplo, o hábito de coçar os olhos.

Em pessoas com a pele muito clara é possível visualizar os vasos sanguíneos, por meio da pele fina dessa área. Pacientes alérgicos podem desenvolver bolsas embaixo dos olhos.

As olheiras são uma condição genética ou podem ser desenvolvidas ao longo da vida?

Há causas genéticas e adquiridas que contribuem para o surgimento das olheiras. Algumas famílias possuem caracteristicamente a região mais funda e escurecida, por exemplo.

O que faz alguns tipos de olheiras serem vascularizados?

As olheiras desse tipo são arroxeadas ou esverdeadas e ocorrem com visualização dos vasos sanguíneos localizados nessa região, por meio da pele fina das pálpebras inferiores.

Olheiras desse tipo são frequentemente vistas em pacientes alérgicos, que sofrem de doenças como rinites e sinusites.

A tatuagem em olheiras é um procedimento que não é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia?

Reconhecemos que alguns curiosos praticam essa técnica, e não a indicamos devido ao risco envolvido e por existirem tratamentos médicos consagrados para essa condição.

A tatuagem tem efeito pior em olheiras vascularizadas?

A tatuagem não deve ser feita nessa região. É uma técnica arriscada, devido à grande vascularização da área e da possibilidade de lesão do globo ocular.

Além disso, a presença desse pigmento pode inviabilizar um futuro tratamento da olheira com laser.

Como uma pessoa pode descobrir se tem alergia a pigmentos de tatuagem?

Infelizmente, na maioria das vezes, essa descoberta é feita na prática. Ou seja: o indivíduo só descobre que reage ao pigmento da tatuagem porque teve a reação.

Qual a diferença entre a tatuagem para olheiras e a micropigmentação? (No processo e na duração do efeito.)

Segundo os praticantes da técnica, a tatuagem seria definitiva e a micropigmentação não seria.

Mas, na prática, já vi muitos casos de micropigmentação que ficaram permanentes e muitas tatuagens que desbotaram ao longo dos anos.

A micropigmentação age em uma camada da pele diferente da tatuagem?

Os profissionais alegam que a micropigmentação teria uma aplicação mais superficial do que a tatuagem.

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários! 😉

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“A carne do dedo está avançando para a ponta da unha. Já não consigo mais cortá-la sem me machucar. O que pode ser isso?”

Recebi pacientes com essa dúvida mais de uma vez nesse mês que se passou e decidi fazer esse post sobre o problema.

Ele se chama pterígio invertido e pode ter diversas causas, mas a mais comum é o uso de esmaltes fortalecedores à base de formaldeído.

O quadro se instala de forma gradual. A pele da ponta do dedo se engrossa e vai se juntando à parte que fica debaixo da unha, fazendo com que o corte se torne doloroso e até traumático, com sangramento da região.

Nesse momento, o mais indicado é procurar o médico dermatologista, que irá avaliar se esse problema é ou não sintoma de alguma outra doença.

Caso não seja encontrada nenhuma doença associada, o tratamento deve ser feito com cremes hidratantes e suspensão do uso de esmaltes que contenham formol em sua composição.

Com o tempo, uma boa parte das pacientes sente melhora do quadro.

Quando há associação com outras doenças, devemos fazer o tratamento específico, além desses cuidados descritos anteriormente.

Nesses casos, pode ser mais difícil de obter uma melhora clínica. No entanto, o fato de não melhorar com a hidratação e a suspensão do uso do formol não significa necessariamente que há uma doença associada!

Caso você tenha feito tudo isso e mesmo assim persiste com o problema, sugiro consultar um especialista!

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Se o trauma foi agudo e gerou sangramento importante, lacerações dos dedos ou hematomas dolorosos, o ideal é procurar um especialista.

O cirurgião plástico, o ortopedista especializado em mãos, o cirurgião geral e o médico dermatologista estão aptos a diagnosticar e tratar esse tipo de problema.

O tratamento nessa fase será feito com exame minucioso da extensão do trauma, que poderá incluir exames de imagem, como ressonância magnética, radiografia, ultrassonografia e/ou exploração cirúrgica.

Caso seja necessário, o paciente poderá ser submetido a um procedimento cirúrgico. Também pode ser indicado o uso de medicamentos para dor e para tratamento de infecções que podem se instalar devido ao trauma.

Depois dessa fase aguda, o tratamento consiste em aguardar o crescimento da unha, que nem sempre cai logo nos primeiros dias.

Dependendo do dedo e do tipo de lesão, pode demorar até 4 meses para a nova unha surgir.

Nesse meio tempo, a pele ao redor, caso não seja submetida à pressão que normalmente é exercida pela unha, pode crescer e levar ao encravamento quando a nova unha surgir.

Por esse motivo, sempre que possível, utilizamos a própria unha antiga como curativo biológico. O objetivo aqui é manter o leito “ocupado” e guiar o nascimento da nova unha.

Quando não temos mais a unha, podemos indicar o uso de uma unha postiça ou algum outro tipo de curativo que simule essa pressão exercida pela lâmina ungueal.

Além disso, o médico pode prescrever alguns medicamentos para acelerar o crescimento da unha, desde que não haja contraindicações para isso.

Ah, não esqueça de me seguir no Instagram para mais conteúdos importantes unhas, pele e cabelos.

 

Obrigado e até a próxima!

Postado por Dra. Tatiana Gabbi

 

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Existe um produto na receita caseira de slime ou geleca que pode levar ao eczema das mãos!

O slime ou geleca virou uma febre entre a criançada! Há diversos tutoriais no youtube, com as mais diferentes receitas, ensinando a produzir esse brinquedo em casa. A maioria dos vídeos ensina uma composição à base de cola branca, água boricada e gel de barbear. Nessa mistura, adicionam corantes e até purpurina. Entre as diversas composições, algumas levam um produto chamado de bórax ou borato de sódio. Apesar de não ser tóxico, o bórax é uma substância alcalina, um irritante relativo.  É importante enfatizar que o uso de sabão líquido concentrado  na receita representa um problema semelhante, pois o raciocínio a ser feito é que da mesma forma que algumas pessoas desenvolvem lesões nas mãos por excesso de lavagens, isso poderia acontecer com algumas crianças ao brincar com slimes feitos com essa composição! Isso é especialmente relevante em crianças atópicas, que possuem inflamação crônica da pele: elas podem desenvolver irritações nas mãos ou na pele que entrar em contato com o brinquedo.

O nome médico que os dermatologistas dão a essa irritação é eczema. O eczema das mãos é mais frequente em adolescentes e adultos jovens, justamente porque nessa faixa etária há mais contato com irritantes e alérgenos através das mãos. Sabemos que pessoas que lavam muito as mãos podem desenvolver mãos secas, que coçam e descamam. Em algumas situações essas lesões podem ficar vermelhas, quentes e inchadas: é a fase aguda do eczema ou dermatite de contato.

A pele da criança ainda está em desenvolvimento e, portanto, é mais suscetível ao aparecimento de certas lesões inflamatórias e irritativas. Como dissemos acima, precisamos ficar mais atentos nas crianças que sofrem com atopia ou dermatite atópica. Nesses pacientes, a barreira cutânea é deficitária e a pele é mais sensível à perda de água. Com isso, surge o eczema, que se manifesta através de placas vermelhas e que coçam. Os lugares mais comuns são as dobras dos braços e das pernas, mas também podem surgir ao redor dos olhos, na face e couro cabeludo.

Dica da dermatologista

A dica da dermatologista é evitar slimes com essas composições, mas caso a criança já esteja envolvida com essa brincadeira, orientar a lavagem abundante com água  pura após o uso e a hidratação da pele das mãos, principalmente nas atópicas. Se a criança brinca com slimes caseiros e já estiver sofrendo com lesões de eczema atópico, o slime pode estar envolvido na manutenção do quadro, principalmente se ele for feito com bórax ou sabão líquido. A minha recomendação é para não utilizar slimes caseiros com essa composição!

Fiquem atentos! Participei dessa reportagem como entrevistada e dei algumas informações técnicas! Espero que gostem!!!

 

 

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Alguns pacientes vêm ao consultório com queixa de bolhas nos pés! Lá vão 7 informações importante sobre este assunto:

  1. Na maioria das vezes as bolhas nos pés se formam devido ao atrito com os calçados, meias e/ou com o piso.
  2. O atrito leva à perda da integridade das camadas mais profundas da epiderme, com manutenção da camada de queratina, que é grossa.
  3. Com isso, o líquido que vem da derme fica aprisionado pela camada de queratina e vemos a formação da bolha.
  4.  Além desse mecanismo, temos, também, causas mais raras, como doenças autoimunes e reações a alguns remédios.
  5. Em geral, nesses casos, as bolhas são mais dolorosas e se formam de repente, sem que haja atrito prévio.
  6. Algumas micoses também podem aparecer com pequeninas pústulas, que podem ser confundidas com “bolhinhas” pelos pacientes.
  7. Por esse motivo, é importante consultar o médico dermatologista caso as bolhas surjam sem um motivo aparente, ou seja: sem que a pessoa tenha andado muito ou usado um sapato apertado ou desconfortável.

Como tratar e prevenir esse problema?

O tratamento é feito com curativos, uso de cremes hidratantes à base de glicerina e antibióticos de uso local, quando necessário.

Não se deve remover a pele que recobre a bolha, porque isso facilita a infecção e retarda o processo de cicatrização.

A principal recomendação que podemos fazer é no sentido de prevenir a sua formação:

• Evite fazer caminhadas, viagens, corridas e passeios com sapatos novos!

• Aposte em calçados confortáveis, como tênis com sistema de amortecimento para absorção do impacto.

• Os talcos e silicones ajudam a reduzir o atrito dos pés com o calçado e podem ser úteis na prevenção desse tipo de lesão.

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Nos dias 9 e 10 de março de 2018, a Fecomercio de São Paulo recebeu um dos eventos mais aguardados do ano, um simpósio inteiro dedicado ao estudo das unhas e cabelos.

Os ingressos estavam esgotados 10 dias antes do início do evento e eu tive a honra de apresentar 4 palestras e coordenar uma sessão para cerca de 1200 dermatologistas inscritos.

Palestrei sobre uma técnica de biópsia ungueal utilizada em pacientes portadores de melanoníquia estriada suspeita que geralmente preserva a estrutura da unha e tira a dúvida se a lesão é ou não maligna.

Esse procedimento é realizado com o paciente acordado, com anestesia local (bloqueio do dedo) e boa recuperação após a cirurgia.

Dependendo do caso, as sequelas são mínimas e é possível prever o desfecho, por meio de um exame simples com dermatoscópio da borda livre da unha e de acordo com a largura da faixa presente na unha.

Além disso, falei sobre as cromoníquias, que são as alterações que mudam as cores das unhas, sobre a dermatoscopia ungueal e também sobre as paroníquias, alterações que deixam a pele ao redor das unhas inchadas.

O principal problema que destaquei foi a retroníquia, alteração que já foi motivo de postagem aqui no blog.

Seguem fotos do evento:

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