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O Congresso da Academia Americana de Dermatologia aconteceu na linda cidade de San Diego, Estados Unidos, entre os dias 16 e 20 de fevereiro.

Foi um evento grandioso e abrangente que reuniu dermatologistas do mundo todo e de diferentes áreas da especialidade.

Tratou-se de uma oportunidade única de atualização e de contato com todos aqueles que fazem parte da elite científica dermatológica.

Na área de doenças ungueais, tivemos a participação de dermatologistas renomados, como o Dr. Baran e a Dra. Antonella Tosti, ambos os autores de diversos livros e artigos científicos sobre o assunto.

Foram discutidos temas já abordados aqui no blog, tais quais: melanoníquia estriada, unhas fracas e psoríase ungueal.

Em breve, falarei mais sobre tudo isso, dando ênfase ao que foi discutido na AAD 2018.

Seguem fotos do evento:

Vista aérea da região próxima ao evento

 

Vista aérea da região próxima ao evento

Acesso ao andar superior

A Sociedade Americana de Dermatologia completou 80 anos de existência

Aula com o renomado estudioso de doenças ungueais Dr. Robert Baran

Área de inscrição e retirada do certificado

A minha contribuição foi gravar um vídeo para os dermatologistas da Sociedade Brasileira com os principais highlights do evento

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Já falamos em vídeos e também em textos sobre as faixas escuras que surgem nas unhas. O nome científico delas é melanoníquia estriada. Esse nome complicado significa exatamente isto: listra escura na unha.

Mas o que isso significa?

A unha é fabricada em lugar protegido, que fica selado pela cutícula. Naquela pele, embaixo de onde a unha começa, está a matriz ou fábrica da unha. Se aparecer uma pinta ou uma mancha em uma parte da fábrica, toda a unha produzida por aquele pedaço ficará com uma listra escura! Sabemos que, mesmo na pele, as pintas podem ser benignas ou malignas, daí a preocupação com essas listrinhas!

Nem toda faixa escura é uma pinta!

Às vezes, pessoas muito morenas ficam com manchinhas escuras na pele, depois de machucados. Isso é chamado de pigmentação pós-inflamatória ou residual. A mesma coisa pode acontecer na matriz da unha! Então nem toda unha listrada representa uma pinta ou uma lesão preocupante. Portanto, nem toda faixa precisa de biopsia ou de cirurgia!

Alguns sinais de gravidade

Toda a vez que temos algo diferente na pele, e isso inclui unhas, cabelos e mucosas, vale a pena fazer uma consulta com um médico dermatologista. Só um especialista vai poder diagnosticar e tratar esse tipo de problema da forma mais adequada. No entanto, aqui vão alguns sinais que indicam que você deve ir em busca desse profissional mais rapidamente:

1- A mancha está presente em uma única unha;
2- Pacientes de pele clara;
3 – Idade superior a 50 anos;
4 – A listra apareceu e está se alargando, manchou a pele ou a unha se quebrou.

Caso um ou mais dos sinais acima esteja presente, vale a pena consultar o médico dermatologista o quanto antes.

Espero que esse texto tenha ajudado! Veja também o vídeo abaixo:

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1.É verdade que remover as cutículas pode danificar as unhas?

Sim, a cutícula sela a passagem que dá acesso à fábrica da unha, portanto, ao removê-la, você expõe essa região delicada ao meio ambiente! Com isso, a unha fica suscetível a vários tipos de traumas e pode se tornar fragilizada. As pessoas que já sofrem com unhas quebradiças ou que descamam devem evitar a remoção das cutículas! A melhor opção é hidratar a região com cremes emolientes adequados a essa proposta e remover apenas o excesso!

2.O esmalte vermelho ajuda a fortalecer as unhas?

Não! Apenas alguns produtos muito específicos, quando usados de forma combinada, podem proporcionar esse tipo de resultado. O esmalte vermelho possui um pigmento que inibe o crescimento de fungos e atua como um filtro, protegendo a unha dos danos dos raios solares. Por conta dessa dupla ação, os dermatologistas costumam indicar o seu uso em algumas situações, mas isso não significa que ele irá fazer a unha ficar mais forte ou crescer mais rápido.

3.Usar base antes de aplicar o esmalte protege as unhas?

Depende. A base serve para igualar a superfície da unha e impedir, por exemplo, que o pigmento de um esmalte de cor mais forte entre em contato direto com a queratina, proteína que forma nossos cabelos, pele e unhas, e cause uma reação química. Isso pode ser visto nas unhas das pessoas que costumam usar esmaltes vermelhos sem a aplicação da base: as unhas podem ficar manchadas de amarelo!
Assim como os esmaltes, as bases também possuem solventes na sua formulação. E o correto é fazer uma pausa de 2 dias por semana. Aproveite para hidratar as unhas!

4.As unhas postiças estragam as unhas?

Sim. Mesmo as pessoas que não têm problemas de unhas fracas vão notar um enfraquecimento após utilizar unhas postiças. Isso ocorre por 3 motivos: a grande quantidade de acetona utilizada para remover as unhas postiças, a necessidade de lixar a superfície da placa antes de aplicar a cola e o trauma que representa o mecanismo de alavanca causado por um aumento no comprimento das unhas.

5.O que são aqueles risquinhos brancos que vemos nas unhas?

Quando fazemos a mão, a manicure utiliza uma espátula para empurrar a cutícula. O trauma causado é transmitido para a matriz da unha e ocorre um defeito na fábrica da unha.
Um defeito leve produz uma marquinha branca, um defeito mais grave produz um buraquinho ou uma ondulação.

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Todos sabemos da importância do filtro solar quando nos expomos ao sol por períodos prolongados, seja na praia, piscina ou durante atividades esportivas ao ar livre. Mas uma dúvida que muitos têm é em relação ao uso diário do filtro solar. É importante? Todos devem usar? E a vitamina D, como é que fica?

A exposição à luz solar gera alterações irreversíveis e cumulativas no DNA das nossas células da pele. Com o tempo, a produção de colágeno e da elastina, responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele, fica menos efetiva. Além disso, surgem manchas características que denunciam o passar dos anos. Uma forma de retardar e prevenir tudo isso é com o uso diário do filtro solar, sobretudo na pele do rosto e das mãos.

Algumas pessoas desenvolvem câncer de pele ou doenças cutâneas que pioram com o sol. Nesses casos, não há o que fazer: o filtro solar é necessário para evitar que mais dano solar se some ao que já aconteceu. Quanto mais jovem o indivíduo quando desenvolveu o câncer de pele, mais importante é o uso do filtro solar diariamente.

Quanto à produção de vitamina D: realmente a vitamina D é produzida na pele e com a exposição ao sol mais forte, aquele das 10h às 16h. Isso porque a gordura presente na pele (colesterol) precisa ser quebrada pelo UVB do sol para ser absorvida pelo organismo. Sobre esse tema, temos 5 reflexões importantes:

1) Ainda não existem filtros solares que permitem a produção de vitamina D, mas eles estão em estudo e devem surgir futuramente!

2) Por enquanto a recomendação deve ser individualizada: pessoas que já tiveram câncer de pele, que têm câncer de pele ou com risco elevado para o desenvolvimento desse tipo de problema não devem se expor ao sol sem o uso do filtro solar e de outras medidas fotoprotetoras.

3) Pessoas com doenças que pioram com a exposição ao sol tampouco devem se expor ao sol com o objetivo de produzir vitamina D. Tanto aqui como no caso anterior, é necessário suplementar esses indivíduos, se porventura eles sejam deficientes. Em alguns países, adota-se a suplementação sistemática nesses casos.

4) Para produzir vitamina D, não é necessário ficar vermelho! Precisamos de uma dose que varia de pele para pele, sendo menor nos indivíduos de pele mais clara e maior naqueles de pele mais escura. Isso acontece porque a melanina atrapalha a produção de vitamina D, então ficar bronzeado não é uma boa estratégia para quem é deficiente da vitamina D.

5) Em média, no nosso país, necessitamos de 10-20 minutos de sol do meio-dia, 3 vezes por semana, com exposição de braços e pernas. A exposição excessiva ao sol consome a vitamina D produzida, uma vez que ela acaba sendo utilizada no reparo dos danos causados pele sol.

Para saber mais:

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No Brasil, temos predominantemente os climas tropical e subtropical, que nos propiciam sol, com uma taxa elevada de UVB o ano inteiro. Portanto, a nossa atenção de prevenção e de cuidado com a pele deve ser redobrada, especialmente nos períodos mais quentes do ano. O laranja é a cor do verão e do sol e foi escolhida como símbolo das ações de combate ao câncer da pele realizadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, da qual sou membro e porta-voz.

O objetivo da ação, cujo slogan é “Se exponha, mas não se queime” é justamente orientar a população geral sobre a importância das medidas fotoprotetoras, bem como a visita anual ao médico dermatologista, na prevenção do câncer da pele.

Dentre as medidas fotoprotetoras, destacamos:

  1. Evitar a exposição direta ao sol no período entre as 10 e as 16h, devido à maior incidência dos raios UVB, associados ao desenvolvimento de queimaduras solares e do câncer de pele;
  2. Filtro protetor solar acima do FPS 30, aplicado de forma uniforme em toda a pele, e reaplicado a cada 2 horas ou toda a vez que houver suor excessivo ou a pessoa se molhar;
  3. Chapéus, bonés e viseiras para aumentar a sombra sobre a face. Destacamos a importância de proteger o couro cabeludo, sobretudo aqueles que possuem cabelos ralos, finos ou muito claros;
  4. Óculos de sol para prevenção da catarata e do câncer de pele na região das pálpebras e canto interno dos olhos;
  5. Roupas (algumas possuem FPS explícito), especialmente para crianças com idade abaixo dos 2 anos de idade;
  6. Sombrinhas, guarda-sóis, tendas durante períodos de exposição prolongada.
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Fui convidada para palestra na Associação Paulista de Medicina, na V Jornada de Gastroenterologia. O tema eram as doenças inflamatórias intestinais e a minha palestra foi sobre as manifestações dermatológicas da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa. Falamos sobre dermatoses associadas e sobre alterações dermatológicas vistas nessas duas doenças.

Foi um evento muito produtivo, como sempre. Eu estou devendo um texto sobre esse tema aqui no blog, mas está na lista de prioridades para o ano de 2018. Durante o ano de 2017 eu tive a oportunidade de palestrar para os portadores dessas doenças, em um evento que foi transmitido ao vivo pelo facebook.  Trago fotos e links dessa ocasião aqui também! Na primeira foto estou com os crohnistas da alegria no evento para pacientes de agosto e a segunda foto já é no evento da APM para médicos gastroenterologistas.

 

A minha palestra feita em agosto para pacientes está disponível no link abaixo a partir do 1:25:00

 

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Em 23 de setembro de 2017 pude participar de um curso inovador, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – regional São Paulo. A mim coube falar sobre formulações magistrais no tratamento de doenças dos cabelos e das unhas.

O dermatologista é um médico extremamente preocupado com atualização e não se cansa de estudar, mesmo em pleno sábado. Foi uma oportunidade incrível de encontrar com colegas e ex alunos e também assistir as outras palestras, igualmente interessantes e informativas.

Palestrei para essa seleta plateia em pleno sábado, dia 23 de setembro.
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Este ano, o Congresso Brasileiro de Dermatologia, aconteceu de 7 a 10 de setembro, na Costa do Sauípe, Bahia. Participei com 4 palestras diferentes e coordenei e ministrei um curso de cirurgia de unhas. Foram dias intensos de muito aprendizado, sob o sol da Bahia. Inesquecível! Seguem fotos do evento

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O MD codes é uma técnica de preenchimento e harmonização facial criada e desenvolvida pelo médico plástico Mauricio de Maio. Trata-se de uma padronização da injeção, com descrição dos pontos anatômicos a serem injetados, para se obter resultados que possam ser reproduzidos em pessoas diferentes e também por médicos diferentes.

Tive a oportunidade de ficar dois dias em treinamento com o próprio Mauricio e observar como ele realiza esses tratamentos de perto.

Conhecer várias técnicas é muito importante para podermos evoluir como médicos. O tratamento estético do envelhecimento da pele faz parte do rol de tratamentos que um dermatologista deve conhecer e dominar.

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