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No fim de semana do dia 23 de julho, organizei um pequeno curso de cirurgia de unhas em Ribeirão Preto, para pouquíssimos médicos, na clínica do dr Renato Soriani. O evento foi um sucesso. Na sequência, participei de um curso com o Dr. Carlos Wambier sobre uma técnica revolucionária que promete dissolver as gordurinhas indesejadas. O produto deve chegar ao Brasil já na metade do ano que vem. Seguem imagens!

 

 

 

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Unha amarelada, encravada na região da cutícula.

Esse nome difícil é o termo técnico para um problema na unha que não é nem raro nem complicado de tratar, mas que mesmo assim ainda é desconhecido de muitos médicos e pacientes. A unha encravada todos conhecem: geralmente ela incomoda muito porque machuca e é facilmente reconhecida por causar dor e desconforto quando apertamos os cantinhos. Pois bem, a retroníquia nada mais é que a unha encravada na região da cutícula. Esse assunto é tão importante que, só este ano, já foi tema de duas de minhas palestras, em São Paulo e em Campo Grande.

Ninguém sabe exatamente como  isso acontece, mas parece que a maioria dos casos surge após um trauma: uma  batida, um sapato apertado, algum objeto que caiu em cima da unha etc. Normalmente isso ocorre na unha do dedão do pé e, uma vez instalado, tende a ficar crônico. Às vezes faz tanto tempo que nem nos lembramos como foi que aquilo surgiu ou – o que é até mais comum – a unha já sofreu múltiplos traumas, como pisões e topadas, com queda espontânea das unhas de quando em quando.

A unha fica amarela, dolorida e com a região que fica logo abaixo bastante inflamada e dolorida. O aspecto simula uma infecção causada por bactérias e é por isso que muitos pacientes acabam recebendo receitas de antibióticos em pomadas ou em comprimidos, tudo isso sem resolução do quadro. Se nada for feito, pode haver cura espontânea com sequelas, encurtamento do leito e um aspecto de unha doente, espessada e descolada, simulando uma micose.

Se você tem esse tipo de problema, é importante procurar o especialista o quanto antes para que você possa ser avaliado e o tratamento adequado, indicado. Alguns casos podem ser controlados somente com aplicação de medicamentos, mas a grande maioria terá que ser submetida a uma pequena cirurgia. Em cerca de 70% dos casos é possível curar o paciente, sem sequelas. Alguns, no entanto, podem apresentar uma deformidade permanente que poderá ser corrigida com uma cirurgia plástica do leito. Esse procedimento corretor é bem sucedido em mais da metade desses casos, mas não é obrigatório, por se tratar de um procedimento estético. O tratamento da retroníquia, no entanto, é fundamental pois causa dor, desconforto e pode ser porta de entrada para infecções tanto bacterianas quanto fúngicas.

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Nos dias 7 e 8 de julho de 2017, tive a honra de participar de uma reunião especial da Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional Mato Grosso do Sul, cujo tema foi o estudo das doenças do cabelo e das unhas. Na sexta feira, ministrei juntamente com o Dr. Nilton Gioia di Chiacchio, um curso prático de cirurgia da unha ao vivo, para os médicos dermatologistas da região. No dia seguinte, apresentamos aulas teóricas das 8 as 19hs. Os temas apresentados por mim foram: Retroníquia (unha encravada na região da cutícula), Tumores Ungueais e tratamento cosmético e nutrológico das unhas e cabelos.

Fomos muito bem recepcionados pelo presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – MS, o Dr. Alexandre Moretti e também pela dermatologista preceptora do Ambulatório de Cabelos do Hospital Universitário UFMS,  a Dra. Aline Blanco. Só tenho a agradecer e me colocar a disposição para convites futuros. O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender e posso dizer que saio muito enriquecida dessa experiência.

As fotos estão disponíveis na galeria

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Hoje tive o privilégio de palestrar e participar desse congresso inédito em Dermatologia. Um evento que contou com a presença de médicos, pacientes, designers e engenheiros envolvidos em projetos de saúde. Foi incrível palestrar sobre Inovação no meio de profissionais tão qualificados e diante de uma plateia tão interessada. Sem dúvida um sábado memorável. Seguem fotos do evento:

 

 

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Nos dias 14 a 17 de junho de 2017, em São Paulo, participei do XXIX Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica. Foram dias de muito aprendizado, troca de informações e de conhecimento. Tudo começou na quarta feira, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde leciono e sou médica assistente. Recebemos 6 alunos para um curso prático em cirurgia ungueal, ministrado por mim. Foram 3 pacientes com unha encravada, uma paciente com paroníquia crônica, uma paciente com um fibroma ungueal e um paciente com uma sequela de retroníquia, submetido a uma plástica do leito ungueal. O curso teve início pontualmente as 10 horas da manhã e encerramos as 12:30. Tive a colaboração dos médicos dermatologistas Denise Polizel e Kevin Kim. Sem eles, nada disso poderia ter acontecido!

Curso prático de cirurgia de unha

Na sexta a tarde, apresentei a aula Biopsia Ungueal e tive a honra de contar com um anfiteatro para 2000 pessoas praticamente lotado. Seguem fotos do evento.

 

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Participo hoje de uma entrevista ao vivo na Boa Vontade TV, no programa Viver é Melhor. Achei que seria uma excelente oportunidade de explicar sobre a micose!

O que é a micose? Existem vários tipos?

Micose é uma infecção causada por fungos. No caso da pele, temos as micoses superficiais, as subcutâneas e as profundas. As superficiais são muito mais comuns e conhecidas popularmente como micose de pele e é disso que falaremos aqui. Para ficar mais fácil de entender, vamos dividir as micoses superficiais naquelas que infectam a pele, os cabelos e as unhas.

Micose de pele: também chamada pelo dermatologista de tinha; ela pode afetar o rosto e qualquer parte do corpo, mas é muito mais frequente nos pés, virilhas e axilas.

Micose de unha: geralmente presente nas unhas dos pés, depois de anos de existência da micose dos pés sem tratamento, mas pode surgir nas unhas das mãos também, com ou sem a presença de micose da mão.

Micose do cabelo: mais comum em crianças; há perda do cabelo em rodelas. Pode ou não cursar com inflamação no local.

O que causa a micose? Quais os fatores que favorecem?

Como já falamos, o que causa a micose são os fungos. Eles têm vários nomes diferentes, mas uma característica comum: se alimentam da proteína que forma pele, cabelo e unhas. Há também fungos oportunistas, que só conseguem nos atacar quando as condições favorecem. Em geral, aparecem quando há uma perda de imunidade do organismo ou do local que infectam.

Condições que favorecem:

Calor, umidade, barreira cutânea deficiente, oleosidade da pele (alguns fungos como os que causam pano branco, se beneficiam disso).

Prática de esportes coletivos

Doenças de pele presentes

Uso prolongado de algumas pomadas (como as que tem corticoide)

Presença de pessoas com micose no ambiente

Como o dermatologista faz o diagnóstico? Como eu suspeito que estou com isso?

O dermatologista é treinado para desconfiar de micose toda a vez que ele vê uma lesão vermelha e/ou descamativa, que apresenta características como delimitação, atividade maior na borda, padrão da descamação, presença ou não de prurido, localização e distribuição. Depois de desconfiar do diagnóstico ele pode pedir ou fazer um exame para confirmar isso. Este exame se chama MICOLÓGICO DIRETO e consiste em raspar a lesão e examinar diretamente no microscópio para verificar a presença dos fungos. Outro exame que pode ser solicitado é a CULTURA. Essas mesmas escamas obtidas na raspagem são colocadas em um meio apropriado e serão cultivadas e depois analisadas por um biólogo, para saber qual é o fungo causador daquela micose.

Algumas vezes a suspeita é tão forte que o médico já inicia o tratamento e marca um retorno para observar se houve sucesso. Em alguns casos, pode-se fazer o tratamento sem a necessidade de realizar o exame.

E o tratamento? Quero o nome da pomada!!

Nem todo o tratamento dermatológico é feito com pomadas. Um bom exemplo disso são justamente as micoses de unha e de cabelo. O tratamento bem sucedido exige – na maioria das vezes – o uso prolongado de medicações orais. Para saber mais sobre micose de unha acesse aqui e aqui. Já na micose da pele, é possível, usar tanto medicações orais como locais. Isso quem vai determinar é o médico dermatologista. E ele vai se basear na localização, tipo, extensão da doença e outros fatores, como outras doenças e remédios que o paciente já utiliza.

Parece super simples, mas na verdade não é! Iniciar um tratamento de algo que você não tem certeza do que é, com uma pomada que não foi receitada por um especialista pode prejudicar o diagnóstico e comprometer o sucesso do seu tratamento.

O que posso fazer então para evitar essas doenças?

  • Seque muito bem os pés após o banho
  • Troque suas meias diariamente
  • Procure não usar os mesmos sapatos todos os dias. Se isso for necessário, use talco antisséptico todas as noites, após retirá-los
  • Não ande descalço em vestiários e ginásios ou piscinas
  • Não empreste o seu material de unhas para outras pessoas; frequente bons salões
  • Se notar qualquer lesão estranha em você ou em alguém da sua família: vá ao médico dermatologista
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Um outro problema que pode surgir, em indivíduos de qualquer sexo e faixa etária é uma estria única em apenas uma das unhas. Esse quadro é chamado de onicopapiloma e representa uma alteração da fábrica da unha, um pequeno defeitinho. Por conta disso, a unha formada nessa região

apresenta quebra na ponta e pode ter um acúmulo de material endurecido embaixo. O tratamento definitivo é cirúrgico e consiste na retirada dessa região alterada. Em outros casos, apenas a melhora da quebra com medicamentos orais que tornam a unha mais forte já resolve a queixa do paciente. Há, ainda, casos em que a cirurgia está indicada para diferenciar com alguns outros problemas, mas o onicopapiloma é uma alteração BENIGNA  e não há obrigatoriedade de cirurgia. Quando temos dor associada, pode ser um outro tipo de doença que aparece nas unhas, mas eu vou deixar para falar sobre risquinhos associados à dor em um outro artigo. Se as suas unhas doem e não há nada aparente, leia esse artigo.

Fiz um vídeo explicando tudo lá no youtube.

Aproveite e siga meu canal! Tem vídeos muito legais por lá! O link e os vídeos estão no fim da página principal!!!!

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Além do risquinho escuro, que a gente já explicou em outro post, outros risquinhos podem aparecer nas suas unhas. As estrias, como são chamadas, costumam ser levemente esbranquiçadas ou amareladas, mas também podem ser avermelhadas ou não ter cor alguma. Quanto à forma de aparecimento: pode ser uma só ou várias e isso pode acontecer em várias unhas, em uma única unha ou em todas.

A aparência das estrias, a quantidade delas e a localização ajuda o especialista a fazer o diagnóstico correto do quadro, mas dois problemas se destacam por serem mais comuns!

Um deles é também chamado de onicorrexis e representa a canície ou “cabelo branco” da unha. Pode surgir com o passar dos anos e estar associado a uma atividade inflamatória presente na fábrica das unhas. Essa inflamação acontece por conta da proximidade com as articulações, em alguns casos. Esse problema pode estar associado à fragilidade das unhas e deve ser abordado como a síndrome das unhas fracas. Também temos post sobre isso aqui.

A onicorrexis se apresenta com múltiplas estrias incolores ou esbranquiçadas em múltiplas unhas. É mais comum no sexo feminino e após os 50 anos de idade, sendo extremamente frequente em mulheres acima dos 70 anos. Pode ou não estar associada à quebra das unhas, mas se não cuidarmos direitinho delas, as unhas irão acabar ficando mais fracas. O tratamento é feito com esmaltes medicamentosos e com a ingestão de vitaminas e minerais que fortificam as unhas.

No próximo post vamos explicar sobre o onicopapiloma!

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Recentemente, concedi algumas entrevistas para a Folha de São Paulo e Record sobre um tratamento “novo” para olheiras, que seria a tatuagem ou micropigmentação da região. Em primeiro lugar, esse tratamento não é novo, e se justificava com o que se tinha de recurso na década de 1980, época em que os tratamentos médicos para olheiras ainda não estavam disponíveis. Sem querer entrar no mérito da técnica e das tintas da época, encontramos vários relatos de complicações oftalmológicas na literatura médica. Felizmente, hoje em dia, a Dermatologia tem uma série de recursos testados, aprovados e seguros para o tratamento das olheiras. Vamos conhecer um pouco mais sobre isso no post de hoje.

Há uma série de alterações da região da pálpebra inferior e tudo isso recebe o mesmo nome popular de olheira. Portanto, o primeiro passo é diagnosticar qual o seu tipo de olheira, pois para cada uma há um tratamento que é melhor indicado.

O dermatologista faz o diagnóstico preciso, que muitas vezes não é tão simples assim. Basicamente, as olheiras podem ser  de alguns dos seguintes tipos ou associações e combinações entre eles:

  • Olheiras profundas: formação de sombra na região abaixo dos olhos e próxima ao nariz. Ocorre por perda de gordura nessa região, fruto do envelhecimento cutâneo, mas pode surgir precocemente em indivíduos alérgicos ou pode ser do tipo familiar/hereditário. As pálpebras se tornam encovadas e escurecidas.
  • Olheiras vasculares: formadas por excesso de vasinhos sanguíneos (tendem a ser arroxeadas e inchadas)
  • Bolsas de gordura nas pálpebras: formam uma olheira com inchaço. Também possuem componente hereditário ou podem surgir com o envelhecimento
  • Olheiras pigmentadas: formadas por excesso de melanina ou hemossiderina (pigmento originado da hemoglobina de células do sangue). Esse tipo de olheira também pode surgir em indivíduos com o péssimo hábito de coçar os olhos.

Tratamentos

  • Olheiras pigmentadas podem ser tratadas com cremes clareadores e peelings superficiais. Os lasers e  a luz intensa pulsada também estão bem indicados e atuam mais profundamente, produzindo melhores resultados.
  • Quando o problema das olheiras é o excesso de vasos sanguíneos, o tratamento ideal é com o laser ou  luz intensa pulsada. Somente estas tecnologias conseguem resolver o problema, pois fazem estes vasos desaparecerem.
  • A olheira profunda é tratada com preenchimento a base de ácido hialurônico. A resposta é imediata e muito satisfatória.
  • As bolsas abaixo dos olhos podem melhorar com cremes e drenagem. Quando são mais intensas, estão indicados os lasers ablativos ou os peelings médios e profundos. Dependendo da faixa etária, indica-se a cirurgia (blefaroplastia).
  • Tratar a alergia, se houver, é fundamental. O ato de coçar provoca inchaço, pigmentação e rompimento de pequenos vasos no local.

Prevenção

  • A prevenção é essencial! Bons hábitos de vida ajudam muito, portanto:  evite as bebidas alcoólicas, o tabagismo e a exposição solar sem proteção! Óculos escuros grandes protegem essa área do sol e estão super na moda! Cuide de sua alimentação:alimentos ricos em flavonoides (como chocolate amargo) e o Ômega 3 (salmão e nozes) melhoram a circulação nos vasos locais, e podem contribuir para reduzir as olheiras. O excesso de doces produz substâncias que aumentam a tendência à flacidez da pele.
  • Na hora de dormir, remova toda a maquiagem e procure descansar pelo menos 8 horas. O sono noturno é o ideal e dormir demais também não soluciona o problema. Organize-se para poder descansar e repor as energias!
  • As compressas geladas pela manhã diminuem o inchaço das pálpebras. Isso deve ser feito com cuidado para não queimar a região. Recomenda-se utilizar gazes úmidas e nunca gelo direto sobre a pele.

Infelizmente, não existe tratamento um tratamento definitivo que resolva para sempre o problema de todas as olheiras. Porém, ao adotar medidas simples e o tratamento correto, você obterá grandes resultados e poderá ficar longos períodos sem ter que se incomodar com elas.


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