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Após a manicure, as unhas podem ficar inflamadas: qualquer um de nós está sujeito a isso, mesmo que nunca tenha acontecido antes! Sem querer, ela machuca o cantinho da pele ao redor da unha na hora de retirar a cutícula, e você fica com as unhas inflamadas.

E o pior é que muitas pessoas pioram as unhas inflamadas voltando na manicure ou fazendo o mesmo procedimento, tentando cutucar ou liberar os cantinhos com alicate ou outros instrumentos utilizados no cuidado das unhas.

Isso está errado!

Neste texto eu vou explicar o que fazer para que isso não aconteça e ensinar o que fazer se isso tiver acontecido com você.

Cuidados com as unhas dos pés

A pele ao redor das unhas dos pés está sujeita a uma série de traumas, como o impacto com o calçado, com o piso, com os outros dedos etc.

Por esse motivo, toda a vez que mexemos nessa pele delicada, corremos o risco de ficar com as unhas inflamadas.

A recomendação é que não se retire as cutículas dessa região nem se cutuque a pele ao redor das unhas dos pés.

Em algumas situações, o podólogo realiza essa remoção, mas com a técnica adequada e não simplesmente com o objetivo de retirar as cutículas.

As minhas unhas estão inflamadas após manicure. E agora?

Bem, agora você deve evitar a todo custo manipular a região machucada. Indico banhos de água morna com sal para reduzir a inflamação e o edema e massagem no sentido de liberar a pele inflamada do canto da unha.

Caso isso não melhore o quadro em 2 a 3 dias, é hora de consultar o médico dermatologista, que irá prescrever antibiótico. A medicação atuará para evitar que essa região infeccione ou leve ao encravamento verdadeiro dessa unha.

Unha encravada

Se você não cuidar das unhas inflamadas, elas podem evoluir para unhas encravadas. Caso isso aconteça, a resolução poderá ser cirúrgica.

Quanto mais cedo você procurar o especialista, mais cedo ele irá intervir e receitar medicamentos e tratamentos que levarão ao controle do quadro, sem necessidade de cirurgias mais complexas.

Lembre-se que há vários graus de unhas encravadas e vários tratamentos para elas, como tratamos neste post.

Espero que este artigo tenha ajudado você! Se gostou compartilhe nas redes sociais e conte nos comentários abaixo se isso já aconteceu com você!!!

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A unha encravada é uma condição que acontece toda a vez que há uma inflamação na pele que envolve a unha.

Isso ocorre por uma briga por espaço. Em geral, há algum deflagrante: um sapato apertado, manicure que machucou o cantinho, corte errado das unhas etc.

Há vários tipos e vários graus de gravidade da unha encravada. Tem unhas que ficam só doloridas, outras com pus no canto da unha, outras ainda apresentam uma pele, que é popularmente denominada de “carne esponjosa” e trata-se de uma pele que sangra com facilidade e fica inchada, ajudando a encravar ainda mais a unha.

Dependendo do tipo de problema, iremos indicar um tipo de cirurgia. As unhas encravadas mais leves, mais recentes e que ficamos na dúvida se realmente estão ou não encravadas podem ser tratadas de forma conservadora, ou seja: sem cirurgia.

Se esse tratamento falhar ou se elas estiverem um pouco mais inflamadas, talvez seja necessário um procedimento um pouco mais invasivo, mas bem tranquilo, que pode ser feito no consultório médico em menos de 1 hora.

Já as unhas encravadas que foram operadas previamente e voltaram a encravar ou que estão muito deformadas, muito alteradas ou com a pele ao redor muito inchada e endurecida, talvez necessitem de um procedimento mais avançado.

Nesses casos pode ser necessário remover a pele ao redor para que o resultado seja mais estético e também mais duradouro.

O pós-operatório é um pouco mais longo e talvez seja necessário operar em um hospital! Isso irá depender de cada situação, analisada individualmente.

De qualquer maneira, a dica é: se estiver com a unha encravada, procure um especialista!

Se a unha ficar muito inflamada ou deformada, a cirurgia na unha poderá ser mais elaborada. Ao procurar logo, você evita isso e pode resolver o problema com um procedimento muito mais simples!

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Recebi a seguinte dúvida por e-mail:

“Tenho uma mancha na unha há muito tempo e a minha mãe também. Nunca senti nada nessa unha e queria saber se por conta disso posso ficar despreocupado.”

E a resposta é:

Infelizmente, não!

É importante que tanto você quanto sua mãe sejam examinados e, de preferência, seguidos por um médico familiarizado com o problema.

Saiba que a maioria das manchas nas unhas é benigna, mas não temos como saber sem examinar e sem seguir quais são malignas e quais são benignas.

Outro dado relevante é que, quando pegamos o tumor no início, enquanto ainda está localizado, temos a chance de curar o paciente totalmente!!

Portanto não se justifica não ir ao médico nesses casos! Além disso, vemos alguns casos de melanoma em parentes, até porque a doença tem uma base genética.

Espero ter ajudado!

Não deixem de ler o artigo em que falamos sobre os sinais de gravidade.

Leia mais aqui e aqui também.

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Nos dias 18 e 19 de maio de 2018, participei da VII Jornada de Dermatologia de Ribeirão Preto, a Jaderp.

Fui convidada para ministrar 3 aulas para os dermatologistas do interior do Estado de São Paulo e fui surpreendida por um evento de altíssima categoria, frequentado por dermatologistas de todo o país.

Aprendi bastante durante esses dois dias incríveis e tenho muito a agradecer à comissão organizadora pela lembrança do meu nome! Contem comigo sempre!!!!

Nesses dois dias discutimos desde dermatologia clínica e cirúrgica, até cosmiatria e aspectos administrativos e práticos de gestão de consultórios! Também falamos sobre cabelos e tratamentos com laser e outras tecnologias.

Veja algumas fotos do evento:

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Neste último domingo, dia 06/05, participei de um curso exclusivo de alopecia frontal fibrosante, uma doença que está cada vez mais frequente nas mulheres de todas as faixas etárias e que leva à perda permanente dos cabelos.

O curso foi organizado pela Dra. Aline Donati, no auditório do Hospital do Servidor Público Municipal, em São Paulo.

O quadro clínico desse tipo de alopecia cursa com a perda dos fios mais finos e, consequente, aumento da região da testa.

O grande desafio dos dermatologistas está em fazer o diagnóstico precoce para que possamos, assim, intervir antes do desfecho, evitando o surgimento de áreas de cicatriz no couro cabeludo.

O primeiro sinal presente na maioria das pacientes é a perda dos fios das sobrancelhas, que se tornam falhadas e incompletas. Além disso, algumas notam que a testa está mais alta ou, ainda, que a área das costeletas está sumindo.

Esses sinais podem ou não ser acompanhados de sintomas inespecíficos, tais como ardor ou prurido no couro cabeludo e/ou queda dos cabelos.

E, quando notados, recomenda-se fortemente que a paciente procure um especialista, pois o quadro pode corresponder ao da alopecia fibrosante frontal.

Trata-se de uma doença relativamente nova, descrita pela primeira vez em 1994, ou seja, há pouco mais de 20 anos! Era pouco vista nos consultórios médicos no passado, mas está cada vez mais frequente no nosso meio e no mundo todo!

Não deixe de ver e de compartilhar o vídeo abaixo! Ajude a espalhar a consciência sobre esse tipo de problema!

O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar a progressão e perda definitiva dos fios!

Até a próxima!

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Esse evento grandioso ocorreu em Belo Horizonte, entre os dias 27 a 30 de abril de 2018.

Na sexta-feira, tivemos os cursos pré-congresso que estavam lotados e concorridíssimos! Palestrei sobre A biópsia da unha para uma plateia cheia!!

O congresso ocorreu no Expominas, um espaço incrível, que acolheu muito bem os 1900 inscritos no evento!

Seguem fotos.

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O termo “biópsia” significa remover uma parte de um órgão ou tecido e submeter esse pedaço retirado ao exame microscópico.

O médico que faz a retirada do material da biópsia pode ser um cirurgião, um clínico ou até mesmo um radiologista, enquanto que o médico que lê o que foi retirado é o patologista.

Em dermatologia, esse exame é pedido nos casos em que há dúvida do diagnóstico da doença cutânea ou quando precisamos remover uma lesão benigna ou maligna da pele.

Na unha, todas essas mesmas situações são possíveis. Portanto pacientes com alterações ungueais de longa data, que não melhoraram com o tratamento adequado ou que ainda não possuam diagnóstico, são fortes candidatos à biópsia ungueal.

Além disso, todo material retirado da pele deve ser enviado para exame a não ser que o diagnóstico clínico seja óbvio. Um exemplo disso seria a cirurgia da unha encravada!

O problema da biópsia da unha é que ela pode deixar uma sequela permanente em alguns casos, portanto é fundamental discutir com o paciente sobre a necessidade e a vantagem de realizarmos esse exame.

Outras possíveis complicações incluem dor, sangramento, inchaço e infecções, mas tudo isso pode ser prevenido e/ou tratado e individualizado para cada paciente, de acordo com o risco e o benefício de cada um!

Nem toda biópsia de unha é igual: algumas são muito mais simples que as outras, mas quando bem indicado e realizado, esse exame pode ajudar bastante no tratamento dos pacientes que possuem doenças nas unhas.

Minha dica para quem precisa desse tipo de procedimento é simples! Procure um médico capacitado a realizar a biópsia ungueal e siga as suas instruções com cuidado!

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“Tenho uma unha com uma listra preta igual às unhas com melanoma e já fazem +- 3 anos, quando eu descobri que poderia ser algo sério procurei um dermatologista. Fui em 3 dermatologistas diferentes e os 3 não pediram nenhum exame e disseram que não era nada. Então fiquei despreocupada. Mas há pouco tempo fui em uma manicure que estudou unhas e ela me falou que, sim, indicava uma doença. Então resolvi ir atrás novamente e procurar mais sobre e achei seu contato. Você poderia me informar o que eu poderia fazer? Obrigada.”

Recebo e-mails como esse diariamente. Infelizmente, o Conselho Federal de Medicina proíbe e considera antiético responder esse tipo de mensagem, por meio das redes sociais, pois entende que configura uma consulta à distância, algo ainda não permitido no nosso país. Por esse motivo, tomo essa mensagem como exemplo para orientar todas as mensagens recebidas anteriormente e aquelas mensagens que serão enviadas futuramente.

Como já disse em outros artigos e vídeos, essa mancha representa que há pigmento na fábrica da unha. Um médico familiarizado com o problema poderá indicar retirar um pedacinho para exame no microscópio (uma biopsia) ou não.

São sinais de preocupação:

  • Unha única acometida;
  • Pele clara;
  • Banda que se alarga com o passar do tempo;
  • Unha quebrada;
  • Pele ao redor manchada;
  • Idade acima dos 50 anos.

Quanto mais dessas características uma pessoa tiver, mais importante procurar o especialista!

Não precisa ter todos os sinais de preocupação presentes! Já vi melanoma em mulheres com idade abaixo dos 30 anos, por exemplo!!!! Então, se você está preocupada, faça uma consulta.

Se o médico ficar em dúvida, pode optar pelo seguimento com fotos ou pela biopsia. A biopsia consiste em tirar um pedacinho da matriz e analisar se aquela mancha é apenas uma cicatriz de um trauma ou se é uma pinta.

Caso seja uma pinta, o exame permite verificar se ela é benigna ou maligna. Se for uma pinta benigna ou uma mancha: não é necessário fazer mais nada!

Em muitos casos, as manchas podem até voltar depois de um tempo! E isso não deve ser considerado preocupante, desde que se guarde o resultado do exame para lembramos o que havia sido visto na biopsia!

Quando o exame revela algo maligno, em geral, é muito inicial e teremos que realizar uma nova cirurgia! A boa notícia é que, na maioria das vezes, conseguimos curar o paciente sem necessidade de tratamentos com quimioterapia ou radioterapia.

Por isso, se você tem uma mancha na unha, procure um especialista e fique de olho se ela muda com o passar do tempo!!

Em geral, não há remédios que possam clarear esse tipo de mancha, a não ser quando é causado por uma micose, mas isso é bem raro!!

Tem outra dúvida? Deixe nos comentários 😉

Fiz diversos posts sobre esse assunto. Veja todos eles aqui:

Até a próxima!

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As olheiras são o simples escurecimento da área em torno dos olhos?

As olheiras são alterações da cor e do aspecto da pele da região ao redor dos olhos. Várias condições diferentes podem levar ao surgimento desse quadro.

O derrame pigmentar ocorre devido à deposição de melanina, decorrente de traumas locais, como, por exemplo, o hábito de coçar os olhos.

Em pessoas com a pele muito clara é possível visualizar os vasos sanguíneos, por meio da pele fina dessa área. Pacientes alérgicos podem desenvolver bolsas embaixo dos olhos.

As olheiras são uma condição genética ou podem ser desenvolvidas ao longo da vida?

Há causas genéticas e adquiridas que contribuem para o surgimento das olheiras. Algumas famílias possuem caracteristicamente a região mais funda e escurecida, por exemplo.

O que faz alguns tipos de olheiras serem vascularizados?

As olheiras desse tipo são arroxeadas ou esverdeadas e ocorrem com visualização dos vasos sanguíneos localizados nessa região, por meio da pele fina das pálpebras inferiores.

Olheiras desse tipo são frequentemente vistas em pacientes alérgicos, que sofrem de doenças como rinites e sinusites.

A tatuagem em olheiras é um procedimento que não é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia?

Reconhecemos que alguns curiosos praticam essa técnica, e não a indicamos devido ao risco envolvido e por existirem tratamentos médicos consagrados para essa condição.

A tatuagem tem efeito pior em olheiras vascularizadas?

A tatuagem não deve ser feita nessa região. É uma técnica arriscada, devido à grande vascularização da área e da possibilidade de lesão do globo ocular.

Além disso, a presença desse pigmento pode inviabilizar um futuro tratamento da olheira com laser.

Como uma pessoa pode descobrir se tem alergia a pigmentos de tatuagem?

Infelizmente, na maioria das vezes, essa descoberta é feita na prática. Ou seja: o indivíduo só descobre que reage ao pigmento da tatuagem porque teve a reação.

Qual a diferença entre a tatuagem para olheiras e a micropigmentação? (No processo e na duração do efeito.)

Segundo os praticantes da técnica, a tatuagem seria definitiva e a micropigmentação não seria.

Mas, na prática, já vi muitos casos de micropigmentação que ficaram permanentes e muitas tatuagens que desbotaram ao longo dos anos.

A micropigmentação age em uma camada da pele diferente da tatuagem?

Os profissionais alegam que a micropigmentação teria uma aplicação mais superficial do que a tatuagem.

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários! 😉

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“A carne do dedo está avançando para a ponta da unha. Já não consigo mais cortá-la sem me machucar. O que pode ser isso?”

Recebi pacientes com essa dúvida mais de uma vez nesse mês que se passou e decidi fazer esse post sobre o problema.

Ele se chama pterígio invertido e pode ter diversas causas, mas a mais comum é o uso de esmaltes fortalecedores à base de formaldeído.

O quadro se instala de forma gradual. A pele da ponta do dedo se engrossa e vai se juntando à parte que fica debaixo da unha, fazendo com que o corte se torne doloroso e até traumático, com sangramento da região.

Nesse momento, o mais indicado é procurar o médico dermatologista, que irá avaliar se esse problema é ou não sintoma de alguma outra doença.

Caso não seja encontrada nenhuma doença associada, o tratamento deve ser feito com cremes hidratantes e suspensão do uso de esmaltes que contenham formol em sua composição.

Com o tempo, uma boa parte das pacientes sente melhora do quadro.

Quando há associação com outras doenças, devemos fazer o tratamento específico, além desses cuidados descritos anteriormente.

Nesses casos, pode ser mais difícil de obter uma melhora clínica. No entanto, o fato de não melhorar com a hidratação e a suspensão do uso do formol não significa necessariamente que há uma doença associada!

Caso você tenha feito tudo isso e mesmo assim persiste com o problema, sugiro consultar um especialista!

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