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Todo fungo nas unhas é necessariamente uma micose?

Os fungos são os agentes das micoses, então toda a vez que a unha estiver com um fungo e com uma lesão que a deforma e esta for causada por este fungo estaremos diante de uma micose. O que acontece, algumas vezes, é que a unha está com uma alteração e com um fungo que não é o causador desta lesão. Isso acontece muito nos descolamentos, seja por trauma induzido por esporte (unhas dos pés), seja pelo péssimo hábito de cutucar embaixo da unha com palitinho para retirar sujeirinhas que se acumulam, e também em doenças como tumores, psoríase e outras inflamações. Alguns fungos, como os dermatófitos, produzem lesões características, pois são capazes de “comer” a queratina intacta, proteína que forma as unhas. Já a Candida sp e alguns outros fungos são considerados contaminantes e a sua presença deve indicar a necessidade de buscar uma causa primária para o problema da unha, pois não foram eles que causaram a doença inicial. Eles só conseguem consumir a queratina se ela já estiver lesada previamente.

Como esses fungos aparecem nas unhas? Qual a aparência deles?

Os fungos são microorganismos, ou seja: só podem ser visualizados através do exame em um microscópio. No entanto, eles alteram a aparência das unhas e, portanto, podemos suspeitar de sua presença devido a essas alterações. O diagnóstico preciso depende de exames complementares: a cultura permite o diagnóstico de certeza, porque recuperamos o fungo presente na unha, através do cultivo de um pedaço dela, em laboratório.

As alterações mais frequentes são a unha oca e um espessamento da pele que fica abaixo dela. Com o tempo a unha pode se tornar mais espessada, com cores diversas que cursam do amarelo ao acastanhado e fica com um aspecto feio, doente. Quanto antes procurarmos o médico, mais cedo teremos o diagnóstico firmado e iniciaremos o tratamento.

 

Quando um fungo aparece nas unhas, como ele pode ser retirado e tratado?

Arrancar uma unha não resolve o problema da micose, pois o fungo se aloja abaixo da unha, na área chamada de leito ungueal. Portanto, retirar a unha, simplesmente, não leva à cura e não é uma modalidade de tratamento.

O único tratamento possível para uma micose instalada é utilizar medicamentos antifúngicos. Dependendo de cada caso, há contraindicações para o uso de remédios orais e somos obrigados a fazer um longo tratamento, somente com remédios locais, o que nem sempre irá levar à cura, apesar de promover o controle da doença. Os tratamentos mais eficazes são feitos com medicações orais por longos períodos, associados ou não aos medicamentos locais.

É importante salientar que esses tratamentos devem ser feitos com acompanhamento médico devido à longa duração do tratamento, possibilidade de efeitos colaterais e contraindicações ao uso. Portanto, tratamentos caseiros são contraindicados.

 

Existem medidas que podem ser feitas em casa para melhorar o problema?

Após o término do tratamento é fundamental adotar uma série de cuidados para não desenvolver a micose novamente. Os fungos estão por aí, no nosso ambiente, e corremos risco toda a vez que deixamos os pés quentes e úmidos e temos contato com eles. São fatores de risco a presença de pessoas com micose na mesma casa, frequentar piscinas e vestiários públicos sem o uso de chinelos, usar os mesmos sapatos todos os dias, não usar meias ou não trocá-las diariamente e presença de déficit de imunidade, seja por doenças ou por uso de medicações. Pacientes diabéticos ou em uso crônico de corticoides e imunossupressores são mais suscetíveis. Evitar os maus hábitos, secar bem os pés antes de calçar os sapatos e usar talcos são importantes para evitar o problema. Na presença de descamações nos pés, que não melhoram após uma semana de hidratação, procure o médico dermatologista! Isso pode ser uma micose nos pés que irá, com o passar do tempo, acabar pegando nas unhas.

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Uma dúvida frequente que os pacientes costumam ter diz respeito ao atendimento via convênios e o sistema de reembolsos. Esse post pretende esclarecer essa questão. Espero que a leitura seja proveitosa!

 

O que é o reembolso de consultas médicas?
O sistema de reembolso funciona da seguinte forma: o paciente escolhe o prestador de serviço de sua confiança. Esse não precisa pertencer a nenhuma rede credenciada. Em seguida ao atendimento, efetua o pagamento da consulta e após o envio do recibo, num prazo máximo de 30 dias, a seguradora deve reembolsá-lo de acordo com o seu contrato.

Qual a vantagem da utilização desse benefício?
O reembolso é a melhor maneira de utilizar o seu plano: você escolhe seu médico e seu laboratório de confiança. Não há intermediários entre você e seu médico.

Tenho direito ao reembolso médico?
A maioria das seguradoras de saúde e convênios oferece o benefício do reembolso médico. A maneira mais fácil de descobrir é ligar para o convênio e perguntar se você possui esse direito. Você também pode consultar o manual ou o contrato assinado com a operadora.

Como sei qual o valor a que tenho direito de ser reembolsado?
A maioria dos convênios possui uma tabela de reembolso fixa para cada plano, a qual o usuário tem o direito de conhecer. É o valor da prévia de reembolso. Dependendo do valor que será cobrado e do seu contrato junto à seguradora, o reembolso poderá ser uma porcentagem ou até mesmo corresponder ao montante total cobrado pelo tratamento. O reembolso é um direito que deve ser utilizado e aproveitado quando disponível.

Qual o prazo para que eu seja reembolsado?
O reembolso deve ser concluído pela operadora de plano de saúde em até 30 dias, após a apresentação da documentação.

É dificil usar o reembolso médico?
Não. O médico faz o recibo e este deve ser enviado à operadora. Em alguns dias a seguradora deposita o benefício na conta do segurado. Podemos auxiliar nesse processo burocrático da melhor forma possível. Caso tenha alguma dúvida, entre em contato conosco.

Fonte: http://reembolso.med.br

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Estive presente na primeira reunião dermatológica paulista, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, em 31 de março e 01 de abril deste ano. O evento contou com cerca de 900 dermatologistas especialistas e eu fui convidada a coordenar uma sessão sobre Doenças das Unhas. Também palestrei sobre este tema com duas aulas diferentes: uma sobre unhas fracas e seu tratamento e outra sobre a retroníquia e como reconhecer e fazer o diagnóstico dessa doença! Em breve teremos posts sobre a retroníquia! Aguardem. Seguem fotos do evento.

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Sabemos há algum tempo que estamos diante de uma epidemia mundial de obesidade e um dos grandes vilões disso é a nossa alimentação rica em açúcares. A grande novidade é que, através de estudos feitos em portadores da síndrome metabólica (associação de diabetes, pressão alta, obesidade e aumento do colesterol no sangue em um mesmo paciente, com aumento do risco de infarto), descobriu-se que o consumo excessivo de açúcar também está relacionado ao envelhecimento da pele e à piora do estresse oxidativo, que explicamos no artigo de antioxidantes 

 

Como isso acontece? O excesso de açúcar no nosso organismo produz uma reação química nas proteínas do nosso corpo. Ocorre uma “caramelização” dessas proteínas, em um processo de ligações químicas conhecidas como crosslinking (ligação cruzada). O nome científico desse processo é glicação ou glicosilação, e você pode ter ouvido falar dele em um exame que serve para avaliar a diabetes: a hemoglobina glicosilada. Pacientes diabéticos estão acostumados com este exame que, justamente, mede a quantidade de hemoglobina (uma proteína do sangue) que está caramelizada. Isso reflete o grau de controle da doença: quanto maior esse índice, pior o controle do diabetes.

Mesmo que açúcar no sangue esteja baixo, esse exame mostra para o médico que esse paciente está falhando na dieta! E por que isso é importante? O problema todo é que as proteínas que sofrem essa reação podem, vagarosamente, perder a sua função. Portanto, se a proteína em questão for o colágeno ou a elastina, o resultado será flacidez e perda da elasticidade da pele. Mas esse impacto é generalizado e contribui muito para o envelhecimento e mau funcionamento do organismo como um todo. E não para por aí.

Além disso, há uma série de outras reações que levam ao aumento da inflamação e à piora do estresse oxidativo. Quando esses processos estão combinados, ambos produzem danos ainda maiores às proteínas das membranas das células, danificando-as. O resultado é ainda mais perda de função!!!

O que fazer?

Alimentação saudável é imprescindível! Evite comer comidas que viram açúcar de forma muito rápida dentro do seu corpo. Esses alimentos são geralmente os doces, as massas e os pães. As frutas, quando acompanhadas de suas fibras, têm um impacto menor nesse processo, mas devem ser consumidas sem excessos. É interessante ter a ajuda de um especialista para orientar a dieta, principalmente se você tem uma doença como a diabetes.

Tratamentos dermatológicos

Explicamos tudo isso para que você pudesse entender como esses processos acontecem e podem atrapalhar a nossa saúde. Já existem estudos de moléculas que revertem e reduzem a ocorrência dessas reações: algumas já estão disponíveis em forma de suplementos, nutracêuticos e cosmecêuticos. Os antiglicantes, como são conhecidos, podem ajudar em uma estratégia antienvelhecimento tanto em cremes e loções, como usados por via oral! A vantagem do uso oral é o impacto global desse tipo de produto, pois a glicação não ocorre apenas nas proteínas da pele. O uso combinado dessas substâncias pode ser muito interessante em pacientes com excesso de peso ou doenças como o diabetes.

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Nesse artigo falaremos sobre os antioxidantes, os nutracêuticos mais utilizados em Dermatologia.

Por que precisamos de antioxidantes?

Os radicais livres são moléculas produzidas naturalmente pelo nosso organismo, como subprodutos de reações químicas que ocorrem nas nossas células e também quando nos expomos a toxinas. Toda vez que comemos e a comida é transformada em energia, quando nos exercitamos, ou nos expomos ao sol, radiação, poluição, álcool e tabaco, nós produzimos radicais livres.

Os radicais livres têm uma química instável e tendem a se ligar às proteínas da pele, como o colágeno e elastina, degradando-as. Isso pode contribuir para o envelhecimento precoce. Os antioxidantes se ligam aos radicais livres, impedindo essa ação destrutiva!

O sol tem alguma influência neste processo?

Sem dúvida! Esse processo fica ainda pior quando tomamos sol, o que piora – e muito! – a produção normal desses radicais livres. Uma das formas de nos protegermos é usando o filtro solar, mas é importante ressaltar que o uso combinado de proteção solar e antioxidantes tem um efeito adicional no combate ao envelhecimento da nossa pele.

Fumar atrapalha?

E como! Além do sol, o tabagismo é outro fator de aumento de produção dos radicais livres. Se você fuma e não quer ter envelhecimento precoce, considere seriamente parar de fumar! Nos fumantes o tratamento com antioxidantes e proteção solar é ainda mais indicado.

Quais são os antioxidantes?

Muitas moléculas têm poder antioxidante, mas os mais usados são a vitamina C, a vitamina E, o licopeno e o ácido ferúlico. Outras substâncias, como a melatonina, também possuem um poder antioxidante, apesar de serem menos utilizadas –e divulgadas – com essa finalidade.

Como é melhor usá-los? Em forma de cremes e produtos de aplicação local ou ingeridos?

Isso depende do tipo de antioxidante. A vitamina C, por exemplo, funciona melhor para a pele quando é usada na forma de cremes, mas a vitamina C ingerida será útil para o organismo como um todo. Dependendo de cada caso, o médico poderá usar tratamentos combinados de antioxidantes locais e também ingeridos.

A alimentação com produtos antioxidantes é suficiente?

Uma alimentação rica em antioxidantes é super importante, porque quanto maior a disponibilidade desse tipo de molécula nós tivermos para combater os radicais livres, melhor. Dependendo da finalidade que buscamos, a alimentação rica em antioxidantes é fundamental, mas pode não ser suficiente. É importante reforçar que o nutracêutico tem as moléculas isoladas dos alimentos em alta concentração, portanto o impacto desses produtos é ainda maior do que apenas a alimentação do dia a dia.

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