Participei do Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, em Goiânia, de 01/05 a 04/05/2019, com três atividades incríveis!

Na quarta-feira eu ministrei um curso prático de cirurgia das unhas para dermatologistas de todo o Brasil.

Tivemos casos de câncer (carcinoma espinocelular), tumor glômico, unha encravada e unha em telha.

Foi uma oportunidade única de dividir conhecimentos, esclarecer dúvidas, ensinar e aprender em dobro.

Na sequência, palestrei sobre anatomia da unha com ênfase na cirurgia para evitar ao máximo sequelas!!!

Na sexta-feira coordenei um bloco sobre mídias sociais: como informar o paciente sobre a sua saúde e de forma ética?

Amei participar! Goiânia é uma cidade lindíssima e apaixonante! Sou muito fã! Seguem fotos dos eventos:

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Você sabia que:

• 96% da população de São Paulo vive em áreas urbanas (de acordo com o censo de 2010)?
• A Organização Mundial de Saúde estimou recentemente que mais de 90% da população urbana mundial vive com níveis de poluentes acima do que é considerado seguro?
• A exposição solar, reconhecido fator de risco para o envelhecimento da pele e do surgimento do câncer cutâneo, pode ter seus efeitos negativos exacerbados pela presença da poluição, tabagismo, estresse, falta de sono, temperatura e má nutrição?

Fatores ambientais podem contribuir para alterações na barreira cutânea, levando a uma exacerbação de certas condições da pele e ao envelhecimento precoce!

Mas o que é a barreira cutânea?

As glândulas sebáceas estão presentes na pele e produzem um óleo que, juntamente com a queratina (proteína que impermeabiliza a nossa pele), forma uma barreira contra a perda de água e a entrada de substâncias nocivas na pele.

Quando tomamos banho com água muito quente, bucha e sabões muito agressivos, nós removemos essa camada protetora!

É por isso que o dermatologista sempre aconselha banhos rápidos e com a temperatura mais baixa.

As alterações dessa barreira estão associadas com o surgimento de algumas doenças de pele e também com o envelhecimento cutâneo!

Vamos falar de cada um dos fatores ambientais e como eles podem influenciar no envelhecimento da pele.

Hoje discutiremos a poluição.

São vários os poluentes presentes na atmosfera dos grandes centros urbanos. Como exemplo podemos citar:

• Ozônio;
• Material particulado;
• Óxido de nitrogênio e de enxofre;
• Chumbo;
• Monóxido de carbono.

Todas essas substâncias atuam separadamente e em conjunto na pele lesada e sã.

O ozônio, por exemplo, ocorre quando a fumaça dos automóveis se transforma, pela presença dos raios do sol, em radicais livres que agridem as proteínas e as gorduras presentes nas membranas celulares e na barreira da pele!

Isso, combinado ao material particulado em suspensão no ar, leva a uma série de alterações na nossa pele, entre elas:

• Envelhecimento;
• Aumento da pigmentação;
• Perda da hidratação da pele;
• Inflamação.

Qual a solução?

• Limpeza adequada da pele;
• Uso de produtos que protejam a pele desses poluentes;
• Uso de antioxidantes para combater radicais livres que estão por aí.

Consulte sempre um dermatologista!

Espero que tenham gostado. Nos próximos posts falaremos de outros elementos ambientais que agridem a nossa pele!

Fique ligado!

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Este nome – dermatite – significa inflamação na pele e diz respeito a diversas doenças diferentes que podem inflamar a nossa pele.

Hoje, nós vamos falar de um tipo especial de dermatite! Continue lendo para saber mais sobre a atopia!

Quando usada solta, a palavra dermatite, em geral, se refere à dermatite atópica. Esse problema é mais comum em crianças, mas pode surgir em adolescentes e adultos.

Classicamente a pele coça muito e surgem lesões nas dobras dos braços e atrás dos joelhos. A pele é seca e pode descamar.

Como saber se o que eu tenho é dermatite atópica?

Às vezes a palavra alergia é usada de forma errada para descrever a atopia.

A alergia é um quadro mais agudo, que só acontece quando temos contato com alguns produtos e substâncias.

Já a atopia se refere à capacidade aumentada de reagir com praticamente tudo!

A dermatite atópica é crônica, ou seja, as lesões vêm e vão, há surtos de melhora e piora e a pele do corpo costuma ser seca e coça bastante.

Os pacientes portadores de dermatite atópica podem ter quadros respiratórios alérgicos associados, tais como: rinites, bronquites e asma. Isso também pode estar presente apenas na família do paciente que tem o problema na pele!

Outra característica desses pacientes é que costumam reagir com vários produtos aplicados na pele.

Isso acontece porque eles têm um “defeitinho” na barreira cutânea: faltam algumas gorduras na superfície da pele; isso faz com que essa pele perca água com maior facilidade e se torne seca.

A pele seca, por sua vez coça muito, levando ao surgimento das lesões tais como conhecemos.

O que fazer? 

Os pacientes que sofrem com esse problema precisam de acompanhamento médico com o dermatologista.

Há uma série de intervenções que podemos fazer para corrigir esses problemas e evitar a progressão para formas mais graves da doença.

Como tudo na vida, quanto mais cedo iniciamos o tratamento, melhor!

Alguns cuidados fundamentais incluem: hidratação intensa da pele, evitar produtos irritantes e utilizar medicamentos para reduzir a coceira.

É importante parar de coçar porque a coçadura piora o quadro e aumenta a chance de infecção da pele.

Os banhos devem ser frios e rápidos e é recomendado usar loções de limpeza no lugar de sabões!

Espero que tenham gostado do texto!

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No dia 18 de outubro comemora-se o dia do médico.

E onde será que eu estava nesse dia que nem pude agradecer às inúmeras – e lindíssimas – mensagens de parabéns que recebi?

Na verdade, eu fiquei uma semana completamente desconectada, durante um tratamento com o programa de controle de estresse do excelente spa médico Lapinha.

E isso me trouxe duas reflexões que gostaria de compartilhar com vocês.

A primeira é óbvia: médicos estão em risco iminente de esgotamento, especialmente aqueles que trabalham em grandes centros urbanos, como é o caso da cidade de São Paulo.

Temos que nos cuidar!

É muito comum e, ao mesmo tempo, perigoso para aqueles que trabalham com saúde arriscar a nossa própria com o objetivo de promovê-la em outras pessoas.

No entanto, percebam que baita contrassenso!!!

É preciso impor limites, observar o tempo de descanso e lazer. Não somos super-humanos, infelizmente! Temos limitações e aceitá-las e respeitá-las é o melhor caminho!

A outra é mais sutil e muito profunda.

Os médicos têm um pouco de ciúmes da medicina. Qualquer iniciativa feita por não médicos desperta uma certa antipatia da classe.

E olha a ironia do destino: o spa Lapinha – o primeiro spa médico do Brasil – foi criado por uma senhora não médica que já tinha mais de 60 anos de idade: a dona Margarida Bornschein Langer.

Ela estava doente e foi curada pela medicina naturista após ter feito uma viagem com esse objetivo para a Suíça.

Atualmente é administrado pelo neto da dona Margarida, o senhor Dieter Brepohl, e é um centro de excelência, e que já existe há mais de 45 anos!

Conta com uma equipe de primeira de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, educadores físicos, nutricionistas, cozinheiras, massagistas etc.

O local fica a pouco mais de uma hora de Curitiba e é localizado em um verdadeiro paraíso de 550 hectares, na região rural do município da Lapa, Paraná.

A água é potável e alcalina, já o solo é livre de pesticidas e adubos químicos.
Tudo o que consumimos na Lapinha é orgânico e produzido ali. Além disso, há diversos tratamentos hidroterápicos e de fisioterapia. Tudo respeitando o biorritmo e aliado ao exercício físico.

Os celulares ficam desligados e as pessoas oram e agradecem a Deus antes do almoço e do jantar!!!!

Nesse ambiente incrível, pude me desconectar do mundo, desacelerar e encontrar novamente meu ritmo biológico natural.

Uma semana que me renovou completamente. E a minha única tristeza foi não ter ficado mais tempo! Voltarei, com certeza! Todo mundo merece – e precisa de – uma temporada de detox!

A conclusão é que, muitas vezes, pessoas curam pessoas e atitudes geram uma corrente de mudanças que irão impactar diretamente a nossa saúde física, psíquica e mental!

Feliz Dia do médico, dona Margarida!!! Sou eternamente grata à senhora! Que Deus a tenha em bom lugar! E o meu muitíssimo obrigada ao senhor Dieter por manter e reinventar esse lugar fantástico! Que Deus os abençoe sempre!

Seguem fotos do paraíso.

PS: se forem para lá, digam que fui eu que indiquei!!

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Este ano, o Congresso Brasileiro de Dermatologia aconteceu em Curitiba, entre os dias 6 e 9 de setembro.

Foi uma oportunidade incrível de atualização científica para diversos colegas dermatologistas, e eu pude participar com três aulas! Falei sobre as alterações de cor das unhas, sobre marketing digital e, também, sobre o futuro da telemedicina e suas perspectivas no Brasil.

Seguem fotos do evento:

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Alguns pacientes vêm ao consultório com queixa de bolhas nos pés! Lá vão 7 informações importante sobre este assunto:

  1. Na maioria das vezes as bolhas nos pés se formam devido ao atrito com os calçados, meias e/ou com o piso.
  2. O atrito leva à perda da integridade das camadas mais profundas da epiderme, com manutenção da camada de queratina, que é grossa.
  3. Com isso, o líquido que vem da derme fica aprisionado pela camada de queratina e vemos a formação da bolha.
  4.  Além desse mecanismo, temos, também, causas mais raras, como doenças autoimunes e reações a alguns remédios.
  5. Em geral, nesses casos, as bolhas são mais dolorosas e se formam de repente, sem que haja atrito prévio.
  6. Algumas micoses também podem aparecer com pequeninas pústulas, que podem ser confundidas com “bolhinhas” pelos pacientes.
  7. Por esse motivo, é importante consultar o médico dermatologista caso as bolhas surjam sem um motivo aparente, ou seja: sem que a pessoa tenha andado muito ou usado um sapato apertado ou desconfortável.

Como tratar e prevenir esse problema?

O tratamento é feito com curativos, uso de cremes hidratantes à base de glicerina e antibióticos de uso local, quando necessário.

Não se deve remover a pele que recobre a bolha, porque isso facilita a infecção e retarda o processo de cicatrização.

A principal recomendação que podemos fazer é no sentido de prevenir a sua formação:

• Evite fazer caminhadas, viagens, corridas e passeios com sapatos novos!

• Aposte em calçados confortáveis, como tênis com sistema de amortecimento para absorção do impacto.

• Os talcos e silicones ajudam a reduzir o atrito dos pés com o calçado e podem ser úteis na prevenção desse tipo de lesão.

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Unha amarelada, encravada na região da cutícula.

Esse nome difícil é o termo técnico para um problema na unha que não é nem raro nem complicado de tratar, mas que mesmo assim ainda é desconhecido de muitos médicos e pacientes. A unha encravada todos conhecem: geralmente ela incomoda muito porque machuca e é facilmente reconhecida por causar dor e desconforto quando apertamos os cantinhos. Pois bem, a retroníquia nada mais é que a unha encravada na região da cutícula. Esse assunto é tão importante que, só este ano, já foi tema de duas de minhas palestras, em São Paulo e em Campo Grande.

Ninguém sabe exatamente como  isso acontece, mas parece que a maioria dos casos surge após um trauma: uma  batida, um sapato apertado, algum objeto que caiu em cima da unha etc. Normalmente isso ocorre na unha do dedão do pé e, uma vez instalado, tende a ficar crônico. Às vezes faz tanto tempo que nem nos lembramos como foi que aquilo surgiu ou – o que é até mais comum – a unha já sofreu múltiplos traumas, como pisões e topadas, com queda espontânea das unhas de quando em quando.

A unha fica amarela, dolorida e com a região que fica logo abaixo bastante inflamada e dolorida. O aspecto simula uma infecção causada por bactérias e é por isso que muitos pacientes acabam recebendo receitas de antibióticos em pomadas ou em comprimidos, tudo isso sem resolução do quadro. Se nada for feito, pode haver cura espontânea com sequelas, encurtamento do leito e um aspecto de unha doente, espessada e descolada, simulando uma micose.

Se você tem esse tipo de problema, é importante procurar o especialista o quanto antes para que você possa ser avaliado e o tratamento adequado, indicado. Alguns casos podem ser controlados somente com aplicação de medicamentos, mas a grande maioria terá que ser submetida a uma pequena cirurgia. Em cerca de 70% dos casos é possível curar o paciente, sem sequelas. Alguns, no entanto, podem apresentar uma deformidade permanente que poderá ser corrigida com uma cirurgia plástica do leito. Esse procedimento corretor é bem sucedido em mais da metade desses casos, mas não é obrigatório, por se tratar de um procedimento estético. O tratamento da retroníquia, no entanto, é fundamental pois causa dor, desconforto e pode ser porta de entrada para infecções tanto bacterianas quanto fúngicas.

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