A síndrome mão-pé-boca é uma virose causada pelo vírus Coxsackie que causa lesões vesiculosas (pequenas bolhas), localizadas nos pés e mãos e, também, uma erupção na mucosa da boca, que pode acometer a boca, causando estomatite, a faringe e as amígdalas.

Geralmente esse quadro é antecedido por febre alta, pode haver vômitos e diarreia. É comum que surjam lesões nos joelhos e cotovelos. O diagnóstico é feito por meio do exame físico.

Em alguns casos podem surgir alterações nas unhas. Nesses pacientes, parece que todas as unhas – ou a maioria delas – estão levantadas e caindo ou com manchas brancas. Isso é chamado de linhas de Beau e já foi explicado neste artigo.

 

Não é necessário fazer nenhum tratamento específico, apenas dê suporte com o aumento da ingestão de água e repouso, além do uso de antitérmicos se houver febre. A doença é infecciosa, portanto é comum os irmãos pegarem uns dos outros, mas é autolimitada, ou seja: acaba se curando sozinha.

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Apresentarei uma aula sobre Anatomia da Unha e seu impacto no sucesso dos procedimentos cirúrgicos dessa região!!
E no pré congresso, também irei ministrar um curso ao vivo de cirurgia do aparelho ungueal juntamente com o Dr Nilton Gioia!
É uma oportunidade de transmitir minha experiência de 11 anos em cirurgia do aparelho ungueal para os meus queridos colegas dermatologistas!
Vejo todos vcs lá! Vai ser incrível! Lets GO19!

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Falei sobre a síndrome das unhas fracas recentemente para a revista Claudia.

Nessa entrevista expliquei sobre as bases com formol e sobre aquelas que contêm aminoácidos, antioxidantes e fibras.

As bases com formol têm uma indicação precisa: unhas amolecidas, por curto período e sempre associadas à hidratação.

Já as bases com aminoácidos e fibras promovem um endurecimento imediato, porém passageiro das unhas.

Elas funcionam como um “calço” que dá suporte aos tijolinhos que formam as nossas unhas.

E as bases de formol promovem um aumento da espessura da unha, que só é interessante quando as unhas são finas e amolecidas.

Essa ação do formol se faz com perda de água, e isso piora ainda mais a fragilidade (ou seja, a descamação) das unhas.

Eu já falei sobre esse assunto aqui no blog. Leia mais aqui e aqui.

Para ler a reportagem da revista Claudia na íntegra, clique aqui.

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De repente, você, que nunca teve nenhum tipo de problema nas suas unhas dos pés, começa a reparar que alguns sapatos machucam e incomodam.

Na sequência, você nota que a unha está enrolando sobre ela mesma e começa a doer no canto.

O que é isso? Será que estou com a unha encravada? Como isso aconteceu?

Esse tipo de questionamento é o que passa na cabeça daquelas pessoas que apresentam a unha em telha.

Ela é mais frequente em mulheres que estão com mais de 50.

Alguns especialistas acreditam (e eu me incluo nesse grupo) que esse fenômeno aconteça induzido pelo trauma de sapatos apertados ou finos ao longo de toda a vida.

No entanto, essa não é a única causa: micose, traumas agudos, problemas de circulação, diabetes e até tumores benignos podem levar ao surgimento do quadro.

O tratamento pode ser feito afastando a causa primária, quando presente, e por meio do uso de cremes e tratamentos cirúrgicos, dependendo da intensidade da dor.

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Confira 10 fatos sobre micose de unha e como tratar:

1. A micose de unha é um problema incômodo e esteticamente desagradável que atinge muitas pessoas mundo afora.

2. É causada por fungos que normalmente atacam primeiro os pés. Por esse motivo, uma boa forma de prevenir é cuidar dos seus pés e tratar frieiras e descamações assim que elas surgirem!

3. É ainda mais frequente após os 60 anos. Isso acontece porque, após essa idade, as unhas tendem a crescer mais devagar e isso favorece a infecção pelos fungos.

4. Não adianta usar remédios caseiros ou pingar antifúngicos sem a recomendação do médico. O tratamento, que é bastante prolongando, exige medicamentos orais na maioria das vezes.

5. Dependendo do tempo de doença e da situação da unha, podem ser necessários alguns procedimentos médicos para acelerar o tratamento. No entanto, limpar embaixo da unha só irá prejudicar e arrastar o quadro. Pare de fazer isso e vá ao médico!

6. Nem tudo que aparece na unha e fica feio é micose. Algumas doenças importantes e graves – e outras bobinhas – simulam a micose da unha. É muito importante que um dermatologista especializado faça esse diagnóstico.

7. O diagnóstico pode ser feito clinicamente com o auxílio de um dermatoscópio, mas, em alguns casos, o médico pode solicitar exames complementares para a identificação do fungo: o exame micológico direto e a cultura para fungos.

8. Simplesmente arrancar a unha não irá tratar uma micose. Assim como o fato de a unha doente cair não resolverá o quadro. Se o tratamento correto não for feito, uma nova unha doente poderá nascer!!!

9. O remédio que trata a micose da unha não faz “mal para o fígado”. Trata-se de uma medicação que é metabolizada (ou seja, eliminada do nosso organismo) nesse órgão. Portanto não se recomenda ingerir substâncias – medicamentosas ou não – que compartilhem da mesma via. Por esse motivo não se deve consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento e também não se deve fazer o uso de medicamentos por conta própria. O médico sempre deve acompanhar esse tipo de situação.

10. Mesmo que você tenha a doença por muitos anos é possível tratar e ficar com a unha curada e com bom aspecto. No entanto, quanto mais tempo você espera para tratar, mais difícil poderá ser esse tratamento e, sim, sequelas podem acontecer em alguns casos. Portanto não perca tempo!

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A onicomicose é uma doença que incomoda muitas pessoas.

Aqui vão 5 dicas para evitar a micose de unha.


1. Seque bem os seus pés após o banho

O ambiente quente e úmido dos sapatos é uma excelente oportunidade para o desenvolvimento desses fungos.

É comum que eles se desenvolvam primeiro nos pés e depois passem a afetar as unhas.


2. Observe seus pés: eles são muito secos ou estão descamando?

Isso já pode ser micose dos pés ou tinea pedis e o fungo que se desenvolve dessa maneira pode acabar infectando as suas unhas também!

Se você identificou esse problema é importante consultar o dermatologista para fazer o tratamento, pois muitas vezes ele é realizado com medicamento oral e pode demorar bastante.

Além disso, há diferenciais que se parecem muito com micose, mas podem ser outra coisa.

Não perca tempo tentando fazer tratamentos caseiros!


3. NUNCA cutuque a pele embaixo da unha tentando limpar o que existe por baixo

Existe uma proteção nessa área que pode ser rompida e, assim, pode facilitar a infecção por fungos.

E é bem por aí que eles invadem as unhas.


4. Mantenha as unhas dos pés mais curtas que as pontas dos dedos

Quando elas estão muito compridas podem descolar: isso facilita a infecção por fungos e o surgimento da micose.

Tome muito cuidado com isso!


5. Nem tudo que aparece nas unhas é micose

O trauma constante das unhas nos calçados pode levar a unhas alteradas.

Há tratamento para esses quadros também!

Portanto se as suas unhas ficarem deformadas, procure o médico dermatologista.

Unhas alteradas correm um risco maior de desenvolver a micose e, quanto mais cedo identificarmos e tratarmos o problema, mais rápido teremos resultados e menos chances de sequelas.


Lembre-se:
o tratamento da micose de unha é longo, mas os resultados são muito bons.

O tratamento depende de um acompanhamento correto que seja feito com um médico dermatologista da sua confiança.

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Você já parou para se perguntar como a unha encrava?

Neste artigo vamos explicar os mecanismos que estão por trás disso e você vai finalmente entender como e por que isso acontece.

Talvez assim você consiga evitar esse problema!

Observe a ponta dos seus dedos. Aquilo que chamamos de unha é, na verdade, um sistema complexo: o aparelho ungueal.

Ele é composto da placa ou lâmina, que corresponde à unha propriamente dita, e da pele que fica em volta.

Essa pele não é igual em toda a volta da unha. A pele da ponta normalmente é solta em relação à lâmina enquanto que a pele debaixo é muito aderida e forma a cutícula e as laterais fazem verdadeiras dobras onde a unha se encaixa.

Muito bem! Toda a vez que há uma briga por espaço entre essa pele (que forma a moldura da unha) e a unha, o encravamento acontece.

Motivos:

1. O motivo número 1 é o corte errado das unhas. Ao arredondar os cantos da lâmina, você permite que a pele em volta cresça para cima da unha.
Evite! Evite! Evite!

2. Calçados apertados empurram a pele das dobras laterais para cima da unha. Isso gera um impacto, um trauma, que pode ferir a pele ao redor e favorecer o encravamento.

3. Remover as cutículas. A cutícula é uma pele delicada que forma uma letra “U”, abraçando a unha desde a lateral, passando pela parte onde ela é mais visível e terminando na outra lateral. Ao removê-la, você pode machucar essa área e isso pode culminar em uma inflamação. A inflamação também encrava a unha!

4. Suor excessivo nos pés. Pouca gente sabe disso, mas os pés sempre úmidos favorecem o encravamento das unhas porque a umidade aumenta o atrito e pode machucar os cantos, levando à inflamação e ao encravamento.

5. Manicure ou podologia com remoção de áreas extensas de pele ou partes da unha. Sabemos que, em um primeiro momento, isso alivia bastante a dor, mas pode levar a encravamentos maiores futuros, portanto saiba o momento de procurar o médico para que o procedimento cirúrgico seja o mais simples possível.

6. Unhas fracas: a quebra de partes laterais da unha pode levar à formação de espículas. Espículas são pedaços muito pequenos e pontudos de unhas que adentram a pele lateral e podem se tornar extremamente dolorosos.

7. Traumas agudos. Queda de objetos, freadas bruscas em esportes, como tênis e futebol, podem levar a quebras que atuam da mesma forma que a descrita no item acima.

8. Alterações ortopédicas: algumas pessoas têm uma pisada diferente que leva ao trauma e pode contribuir com a formação da unha encravada. Também há casos em que as pessoas herdam geneticamente pés que possuem dedos encavalados ou que possuem desvios ósseos. Esses fatores também podem levar ao encravamento das unhas dos pés.

Você está com as unhas encravadas? Leia também os demais artigos sobre esse assunto. Procure um médico especialista para te ajudar no tratamento!

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Hoje foi o primeiro dia do XXII Cilad – Congresso Ibero Latinoamericano de Dermatologia, em São Paulo.

Eu participei do módulo de unhas, apresentando casos difíceis e inusitados de psoríase ungueal para uma plateia internacional de dermatologistas.

A psoríase ungueal é uma doença relativamente comum e subdiagnosticada, que pode cursar com artrite, ou seja: inflamação das juntas.

Portanto, trata-se de uma oportunidade de fazermos diagnóstico de uma doença articular, por meio da observação do aspecto das unhas!

O tratamento, em geral, pode ser difícil, mas, uma vez que o diagnóstico foi feito da maneira adequada, sabemos exatamente como proceder e quanto tempo demoraremos até termos um resultado satisfatório.

Entre os tratamentos disponíveis, temos: medicamentos de uso local, como géis e pomadas, medicamentos injetáveis e outros de uso oral.

A gravidade da doença, o paciente, seus hábitos e o impacto das alterações em sua vida é que vão guiar o médico na escolha de uma ou outra modalidade de tratamento.

Espero que tenham gostado!

Seguem fotos:

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Roer as unhas é um hábito que pode causar problemas sérios no crescimento das unhas, como infecção do aparelho ungueal. Sabia mais aqui.

A maior parte dos pacientes que roem as unhas procuram o médico dermatologista querendo melhorar a aparência delas.

No entanto, não são todos que têm consciência de que é o hábito de roer unhas que está por trás disso!

Alguns até sabem que roer prejudica a aparência das unhas, mas custam a admitir para o médico que têm esse hábito, seja por vergonha, seja por acreditarem que exista uma forma de continuarem roendo e – mesmo assim – continuarem com unhas bonitas e saudáveis.

No entanto, isso não é possível!

Só conseguimos tratar as unhas se o paciente se comprometer a parar de roer e – desde que – ainda não tenha prejudicado a matriz ou o leito de forma definitiva.

O hábito de roer as unhas pode levar à infecção do aparelho ungueal, com surgimento de pus que, por sua vez, pode lesar algumas estruturas, danificando de vez a formação da unha!

Se você costuma roer as unhas e notou o aparecimento de calor, vermelhidão e dor na ponta dos dedos, é aconselhável procurar o especialista o quanto antes para iniciar o tratamento com antibióticos adequados, pois a manutenção desse quadro pode ser muito prejudicial, como já explicado!

Falei sobre esse assunto recentemente com a reportagem da Folha de S. Paulo, para a sessão Saúde Responde, e dei dicas sobre como parar de roer.

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Na noite dessa última quarta-feira, participei de um evento científico a distância para médicos dermatologistas e falei sobre a síndrome das unhas frágeis.

Trata-se de um problema muito comum no consultório dermatológico, sendo que, nos Estados Unidos e na Europa, ele acomete cerca de 20% da população.

Talvez no Brasil esse número seja ainda maior, afinal, nós somos o maior mercado consumidor de esmaltes do mundo! E o uso de esmaltes está associado ao problema!

O tratamento depende muito da orientação que fazemos às pacientes, porque vários hábitos ajudam a perpetuar o problema.

É fundamental, por exemplo, manter as unhas curtas e evitar retirar as cutículas.

A alimentação também é um ponto importante: é fundamental aumentar a quantidade de proteínas nas refeições! A unha é feita de proteínas e precisa de matéria-prima para pode ser fabricada.

Além disso, todas as células que estão se dividindo rapidamente também precisam de energia, e algumas vitaminas e minerais ajudam na geração dessa energia a partir do alimento, a saber: o complexo B, o ferro e a biotina!

Para saber mais sobre esse assunto, clique aqui.

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