Se você percebeu descascamento de unhas ou descamação nos dedos – esses são sintomas que podem indicar uma micose.

De acordo com o Observatório Nacional de Onicomicose, um dos tipos mais prevalentes é a micose de unha, principalmente dos pés, e é por isso que esse post será dedicado a mostrar como prevenir a micose da unha do pé.

Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e se você tem micose de unha, desconfia que tem, ou até se você não apresentar nenhum sintoma, esse post é importante para você!

Continue lendo!

 

O que é a micose?

A micose é uma doença infecciosa, causada por fungos  que produzem uma substância que consome a queratina da unha (que é a proteína presente na unha, no cabelo e na pele).

Ela pode acometer diversas partes do corpo, a depender do tipo de fungo, como:

– Couro cabeludo

– Unha

– Corpo

– Virilha

– Barba

– Entre outros locais

Cada um desses lugares vai ter uma denominação diferente e um tipo de tratamento um pouco diferente também.

Porque a micose da unha do pé é mais comum?

Os pés são lugares em que os fungos mais gostam de infectar, por várias características (como o fato de calçar sapatos, não usar meias e repetir o mesmo sapato várias vezes seguidas).

Isso acaba deixando o ambiente quente e úmido, que são as características preferidas deles. Além disso, o próprio sapato tem restos de pele, então o fungo não morre; ele fica lá esperando para voltar e se alimentar.

A micose de unha é mais frequente após os 60 anos. Isso acontece porque, após essa idade, as unhas tendem a crescer mais devagar e isso favorece a infecção pelos fungos.

 

A micose da unha é contagiosa?

Sim. Você pode pegar de outras pessoas e, até mesmo, contaminar suas próprias unhas. Inclusive, é isso que geralmente acontece: começa em uma unha e vai indo para as outras.

 

Diagnóstico e tratamento da micose da unha dos pés

Diagnóstico

O diagnóstico de micose de unha pode ser feito clinicamente com o auxílio de um dermatoscópio, mas, em alguns casos, o médico pode solicitar exames complementares para a identificação do fungo, que são:

– O exame micológico direto;

– E a cultura para fungos.

Dependendo do tempo de doença e da situação da unha, podem ser necessários alguns procedimentos médicos para acelerar o tratamento.

 

Tratamento

Para tratar de uma micose da unha do pé, é necessário orientação médica. O tratamento, que é bastante prolongado, exige medicamentos orais na maioria das vezes.

O medicamento oral utilizado para o tratamento de micose de unhas é metabolizado (ou seja, eliminado do nosso organismo) no fígado.

Portanto, não se recomenda ingerir substâncias – medicamentosas ou não – que compartilhem da mesma via, ou seja,  não se deve consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento e também não se deve fazer o uso de medicamentos por conta própria.

O médico sempre deve acompanhar esse tipo de situação.

 

O que não se fazer em caso de micose da unha do pé

– Não adianta usar remédios caseiros ou pingar antifúngicos sem a recomendação do médico

– Limpar embaixo da unha – isso só irá prejudicar e arrastar o quadro.

– Arrancar a unha não irá tratar uma micose. Assim como o fato de a unha doente cair não resolverá o quadro. Se o tratamento correto não for feito, uma nova unha doente poderá nascer!

 

A micose da unha do pé não cura sem tratamento

A micose de unha não se cura sem tratamento e se você não tomar os cuidados necessários ela pode voltar.

Como o tratamento para essa doença infecciosa é demorado, é muito importante que você evite pegar de novo, e a melhor forma de prevenção é através de cuidados com os pés e sapatos.

Vou te ensinar quais são os cuidados que você deve ter para não pegar a micose de unha de novo, confira:

 

Confira como prevenir a micose da unha do pé em 6 passos

Como vimos, a micose é causada por fungos que normalmente atacam primeiro os pés. Por esse motivo, uma boa forma de prevenir é cuidar dos seus pés e tratar frieiras e descamações assim que elas surgirem!

A seguir, vou dar 6 dicas para prevenir a micose da unha do pé. Preste atenção nessas orientações:

1. Não use o mesmo sapato dois dias seguidos. Tente revezar e aproveite para fazer a descontaminação dos calçados

2. Use talco antisséptico, lysoform ou deixe os sapatos no sol de um dia para o outro

3. Seque muito bem os pés depois do banho

4. Use meias limpas com os sapatos! Procure não usá-los sem meias!!!

5. Cuide do ambiente onde você guarda os seus sapatos para que não junte mofo.

6. Os pés estão descansando? Procure o dermatologista para saber se é micose. A micose é frequentemente confundida com pés secos e tratada erroneamente com cremes hidratantes, sem sucesso!

Esses cuidados são importantes mesmo para quem não tem micose, afinal, eles são PREVENTIVOS.

 

Ainda tem dúvidas sobre o assunto?

Você pode conferir outros artigos que já publiquei sobre o tema!

São esses:

 

Ou ainda, você pode deixar o seu comentário aqui que eu respondo!

Se você gosta de conteúdos como esse, pode também me seguir lá no Instagram, onde sempre dou dicas de dermatologia e nutrologia!

Um beijo e até a próxima!

 

Publicado por Dra. Tatiana Gabbi

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Olá pessoal! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e o assunto que quero discutir com vocês hoje é sobre unhas infantis e doenças que podem estar associadas.

Você sabia que o hábito de roer unhas, uma unha encravada ou micoses nas unhas podem indicar inflamação ou infecções?

A saúde das crianças também pode ser avaliada pela observação visual de diferentes partes do corpo como pele, unhas etc. – e as unhas infantis revelam muito sobre possíveis doenças que acometem as crianças.

Em alguns casos o tratamento caseiro orientado por um médico dermatologista é suficiente, porém em outros é necessário a intervenção.

Este post é para você ficar por dentro do assunto e sanar algumas dúvidas que possam surgir.

Continue lendo!

 

Sintomas nas unhas infantis que podem indicar doenças

Algumas doenças podem ter manifestações nas unhas infantis. Trataremos neste post sobre:

– Roer as unhas

– Unhas frágeis

– Riscos escuros nas unhas

Confira:

O hábito de roer as unhas

É normal e esperado que as crianças roam as unhas, elas levam a mão na boca e tudo mais, e isso pode acontecer entre certa faixa etária (3 a 5 anos de idade). Muitas vezes esse hábito de roer as unhas, vem até associado a retirada da chupeta.

O problema todo é quando esse tipo de hábito vai se perpetuando para além dessa faixa etária.

O roer das unhas infantis as torna fragilizadas, além disso, existem problemas associados.

Confira alguns:

 

1- Paroníquia aguda

A boca é o lugar do nosso corpo que mais tem bactérias, embora muitos não saibam. Portanto, se a preocupação da criança levar a mão à boca e transmitir bactérias para a boca é válida, o inverso também é.

Ao roer as unhas, essas bactérias presentes na nossa boca e dentes, passam para as unhas, e acabam danificando a estrutura das unhas infantis.

Isso pode levar a uma paroníquia aguda, que é a inflamação dos tecidos em volta da unha, algo frequente na prática dermatológica, e que necessita de drenagem.

 

2- Depressão e ansiedade

O hábito de roer as unhas pode estar associado como uma consequência de uma depressão ou ansiedade na criança, que deve ser averiguado.

 

3- Problemas odontológicos

O fato de roer as unhas pode modificar a boca, a arcada dentária e levar a um problema odontológico.

 

4- Verrugas

A verrugas podem aparecer em crianças que roem as unhas e também são comuns no caso de hiperidrose, situação de suor excessivo nos pés das crianças.

No caso de verrugas infantis, o melhor tratamento é com  ácido no consultório. É relativamente pouco doloroso e feito com muito cuidado para não causar uma lesão na matriz ungueal, e apresenta resultados muito bons.

Em alguns casos, é aconselhado também a introdução de uma vitamina oral, como por exemplo, o zinco, para ajudar na melhoria da imunidade contra o vírus do HPV que é a causa das verrugas.

É importante salientar que, no caso de verrugas, não se deve cortar ou lixar a verruga para que ela não se espalhe para os outros dedos.

 

Tratamento

É um tratamento multidisciplinar, existem alguns medicamentos que podem ser administrados para diminuir a vontade de roer as unhas, mas somente essa ação não resolve o problema.

É necessário entender o que está por trás do hábito de roer as unhas, que pode ser relacionado também com a depressão e ansiedade. Precisamos descobrir o motivo disso e tentar desviar o foco para outra coisa.

Uso de esmaltes como medida contra o roer as unhas

Esse comportamento de roer as unhas é mais frequente em meninos do que em meninas, até associado ao comportamento das meninas de querer embelezar as unhas, o que serve como um gatilho para diminuir esse tipo de hábito.

Fazer as unhas é sim uma forma de lidar com o hábito de roer as unhas, mas é preciso tomar alguns cuidados:

– Esmaltes que usamos tem uma série de substâncias que podem inclusive acelerar a puberdade, os disruptores endócrinos. Portanto é aconselhado buscar por esmaltes apropriados para essa faixa etária, que são esmaltes em base água, que sai quando a criança lava as mãos.

– Esmalte com gosto não é tanto um problema, algumas crianças até aprendem a gostar do sabor ruim do esmalte, o grande problema aqui é em relação a pimenta. Algumas crianças levam os dedos aos olhos e isso pode ser um problema, portanto, quando optar por isso, tome cuidado pois pode acabar machucando o olho da criança.

 

Unhas frágeis

A principal causa de unhas frágeis em crianças é a questão de roer as unhas, como dito anteriormente.

A segunda causa são doenças inflamatórias como a psoríase,  por exemplo.

 

1- Doenças inflamatórias

Nas crianças, não é infrequente observarmos manifestações de doenças inflamatórias que são localizadas nas mãos, e pode ser exclusivo das unhas. Ou seja, a criança não tem nenhuma manifestação dessas doenças inflamatórias na pele, somente nas unhas.

Na minha prática, nesses casos, não costumo fazer a biópsia em crianças, eu começo o tratamento e acompanho, pois considero a biópsia algo traumático, e geralmente, a manifestação que mais vemos em crianças é a traquioníquia (que é um quadro onde vemos várias estrias paralelas nas unhas, um aumento da cutícula e uma fragilidade ungueal).

Isso pode representar uma doença inflamatória como:

– Psoríase

– Líquen plano

– Alopecia areata

– Entre outras.

Esses casos necessitam de tratamento, mas não precisam de biópsia, pois o tratamento é comum para esses 3 casos. Só precisamos ficar de olho na evolução, pois a depender desta evolução, um tratamento mais substancioso se fará necessário.

ATENÇÃO:

Essas doenças podem piorar com o uso de álcool em gel, então temos que tomar muito cuidado, principalmente nesse momento em que estamos usando muito essa substância, com crianças que têm fragilidade ungueal que em geral são causadas por doenças inflamatórias, e buscar tratamento.

 

2- Doenças auto imunes

Algumas doenças inflamatórias, como o Líquen Plano, que é aquela unha bem fininha, que está evoluindo para uma anoniquia (ausência da unha), é necessário pesquisar doenças auto imunes, principalmente a doença da tireóide, que é muito associada em crianças.

 

Riscos escuros

Se você observar riscos escuros nas unhas infantis, o que chamamos de melanoníquia estriada, é importante que você marque uma consulta com um médico dermatologista, para que seja acompanhada a evolução dessa unha e sejam descartados problemas mais sérios, como a melanoma.

Quero deixar muito claro, no entanto, que melanoma nesta faixa etária, é extremamente raro, mas sempre devemos acompanhar.

Nesse tipo de caso, o tratamento de escolha para esse tipo de quadro é o acompanhamento clínico com fotografia.

Se houver um alargamento da faixa ou a lesão mudar muito a sua característica, aí entramos com a biópsia, que deve ser enviada a um dermatopatologista experiente com esse tipo de lesão.

 

Fique atento a esses sinais, e busque ajuda de um médico dermatologista!

Se observar qualquer problema nas unhas, procure um médico dermatologista. Caso necessite, podemos marcar uma consulta, clique aqui para entrar em contato.

Você pode entrar em contato ou deixar seu comentário nesse post caso tenha ficado alguma dúvida – estou aqui para ajudá-los!

P.S.: Não esqueça de me seguir no Instagram. Compartilho muitas informações por lá, e respondo dúvidas. Te vejo no próximo post!

 

Publicado por Dra. Tatiana Gabbi

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Olá, eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, sou médica dermatologista, e hoje, a pedido de vocês que me acompanham aqui e nas redes sociais, vou esclarecer sobre manchas escuras nas unhas!

Manchas escuras nas unhas são aqueles risquinhos verticais, que aparecem nas unhas e que parece que a unha foi tingida, marcada com uma canetinha. Você já viu algo parecido?

É um assunto que sempre me perguntam, e que sempre gera dúvidas sobre se é grave ou não, se é preciso intervenção cirúrgica ou se é possível apenas acompanhar.

A resposta é que… depende! Cada caso é um e precisa ser investigado.

Mas você deve sim procurar um médico dermatologista, pois essas manchas podem indicar que alguma coisa não vai bem com a sua saúde!

Nesse post você vai entender tudinho sobre o assunto!  Continue comigo até o final!

Vamos lá?

 

O que são as manchas escuras nas unhas?

As manchas escuras nas unhas apresentadas como um risco vertical geralmente refletem uma mancha que está presente na fábrica da unha, e, como tal, essa mancha na maior parte das vezes é benigna, mas pode significar um tumor grave.

Como esse tipo de mancha vertical e escura nas unhas pode significar várias coisas,  para descobrir exatamente qual é a sua origem e causa, é preciso consultar um médico dermatologista.

 

O que devo fazer se notar manchas escuras nas minhas unhas?

Se você notar manchas escuras nas unhas, você deve procurar um médico dermatologista para uma consulta. Não importa se você sinta dor ou qualquer outro sintoma, o simples aparecimento desse tipo de mancha já é motivo para agendar uma consulta.

Como eu disse anteriormente, enquanto essa mancha pode não ser nada demais, ela pode significar algo mais grave como até um tumor maligno.

Por isso é muito importante que todo mundo que note alguma mancha desse tipo nas unhas, faça uma consulta dermatológica e um acompanhamento seriado com fotografias e visitas regulares ao médico dermatologista.

 

Como é dado o diagnóstico das manchas escuras nas unhas?

Para chegar a um diagnóstico de um caso, é preciso se consultar presencialmente com um médico dermatologista, pois não é possível fazer uma análise somente através de fotos, já que é necessário realizar uma dermatoscopia e fazer um segmento.

Em alguns casos, será necessário fazer um procedimento cirúrgico para obter uma amostra do material para ser analisado – procedimento que recebe o nome de biópsia – em outros casos, a coleta de amostra não será necessária.

Dessa forma, será possível dizer se as manchas nas unhas são benignas, se são malignas, se há necessidade de se fazer algum procedimento ou não.

 

Como tratar manchas escuras nas unhas?

Como disse, é preciso avaliar caso a caso, pois o tratamento vai depender de acordo com a causa.

Quando a mancha escura na unha é causada por um agente benigno, pode ser facilmente tratada, mas, caso seja um caso mais sério como uma lesão cancerígena, o tratamento é outro, com maior complexidade, obviamente.

Tive um pacientinho de 8 anos com uma mancha na unha que segui por 1 ano, por exemplo, em que a mancha clareou e, portanto, não foi necessário tomar mais nenhuma ação.

Em algumas crianças, ela cresce e alarga muito rapidamente e é mais prudente fazermos biopsia, portanto só dá para dizer o que fazer quando acompanhamos de perto esses casos com registro fotográfico seriado e exame clínico e dermatoscópico.

Não há “o melhor tratamento para essa doença“ e sim a melhor conduta para cada paciente, individualmente!

 

Você precisa de ajuda ou ainda tem dúvidas?

Eu espero que vocês tenham entendido, e se vocês gostaram, comentem aqui embaixo!

Caso tenha ficado alguma dúvida sobre esse tema, ou você tenha outras dúvidas dentro do universo da dermatologia, é só falar aqui nos comentários também!

E para qualquer problema que você tenha, estou aqui para ajudar, clique aqui para entrar em contato ou caso deseje marcar uma consulta!

Estou disponível para vídeo consultas enquanto durar a pandemia, e também atendo de forma presencial, no meu consultório no bairro Jardim Paulista, com horários espaçados e todos os cuidados necessários para garantir o bem estar dos pacientes nesse momento que estamos vivendo.

Um beijo, e até a próxima!

PS: Se esse é um tipo de conteúdo que te interessa, me segue lá no instagram, onde posto muitas coisas legais!

Publicado por Dra. Tatiana Gabbi

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As manchas coloridas nas unhas, ou seja, podem ser de várias cores, mas as mais comumente discutidas são as brancas e as escuras (marrons e pretas).

Só que elas podem ser:

– vermelhas

– amareladas e suas variantes

– verdes

– azuladas

– roxas

– brancas

– pretas e marrons

 

A alteração de cor por manchas coloridas

Amarela

A alteração de cor da unha mais frequentemente vista são as unhas amarelas.
As unhas ficam amareladas quando crescem bem devagar, quando encravam, quando descolam por trauma ou doença(soltam ou desgrudam do leito da unha), quando estão com micose ou com doenças inflamatórias como a psoríase (que é a mais comum das inflamatórias).
Ou seja: muitas alterações comuns amarelam a nossa unha! Inclusive alguns tumores mais raros e a síndrome das unhas amarelas (que reflete um problema pulmonar) também podem fazer isso. Então a dica é: sua unha ficou amarelada e não está melhorando? Procure o especialista!

 

Azul

As unhas manchadas de azul geralmente são vistas em reações medicamentosas

Enfim, resgatei essa foto para falar sobre as unhas azuladas: extremamente raras, mas vistas em algumas reações medicamentosas bastante específicas! Em geral, usadas para doenças autoimunes articulares ou quimioterápicas…

Também podem ser vistas quando o paciente tem redução do oxigênio no sangue, devido a um processo cardíaco ou pulmonar.

 

Branca

As manchas brancas nas unhas podem ser verdadeiras, quando têm origem na fábrica da unha ou na placa, ou aparentes quando ocorrem no leito ungueal.
A primeira imagem é uma mancha branca verdadeira causada, neste caso, por esmaltes deixados por muito tempo nas unhas. Isso acontece porque o solvente no esmalte antigo começa a reagir com a proteína da unha (a queratina) e forma esses grumos.

Outras causas desse tipo de mancha branca são: micoses superficiais, traumas na matriz (manicure por exemplo) e alguns tumores subungueais com origem na matriz (onicopailomas e onicomatricomas iniciais).

A segunda imagem é uma mancha branca aparente! Neste caso, causada por trauma que descolou a unha da relação dela com o leito da unha. Outras causas são doenças já conhecidas dos rins, coração, pulmão ou fígado.

 

Vermelha manchas coloridas

Dois tipos principais de manchas vermelhas que acontecem em um dedo só, nos chamam a atenção e que podem necessitar de cirurgia! São eles:
01. Lesões doloridas que lembram o tumor glômico

O tumor glômico é uma doença dolorosa da unha e eu já falei dela aqui, mas falaremos de novo ainda nessa semana! Essa é benigna, mas dói tanto que é importante fazer a cirurgia para a qualidade de vida do paciente. Além disso, é fundamental enviar o material para a análise porque faz diferencial com tumores malignos também (isso é raríssimo, ok?).

 

02. Lesões sem nenhum tipo de sintoma que lembram o onicopapiloma.

O onicopapiloma e lesões semelhantes são indolor mas incomoda, pode fazer a ponta da unha ficar quebradiça e enroscar nas roupas e cabelos. Além disso, também faz diferencial com problemas mais sérios e, portanto, é muito importante ficarmos de olho!!! E se acharmos que é importante, fazemos a cirurgia!

E as manchas vermelhas em várias unhas? Doenças inflamatórias!!! Talvez a gente precise até fazer uma biopsia para saber que doença é e como fazer melhor esse tratamento, mas a condução do caso é com remédios e não com cirurgia!!!

 

Verde manchas coloridas

Ela aparece em unhas que estão descoladas, seja por trauma, tumores ou micoses. Também pode aparecer quando fazemos o alongamento das unhas!
Em 2015, fiz o procedimento de alongamento das unhas, para uma aula e minhas observações:

– avaliar e pesquisar o profissional

– não fazer muito comprido, por causa da alavanca onde já comentamos aqui.

– causa trauma nas unhas

– se não for feito da forma correta, pode haver infiltração de substâncias do dia a dia, ficando úmido.

– Pseudomonas acaba se proliferando em ambientes úmidos, causando dor e mancha esverdeada, necessitando de um tratamento adequado, muitas vezes com antibiótico.

Muitas vezes esses quadros podem se tornar persistentes e até irreversíveis, portanto é fundamental ser avaliado pelo especialista!

Já teve alguma dessas manchas? Conta aqui pra gente nos comentários!

 

Espero ter ajudado! Se tem mais alguma dúvida sobre manchas nas unhas, mande uma mensagem aqui!

Ah, não esqueça de me seguir no Instagram para mais conteúdos importantes sobre mancha nas unhas, pele e cabelos.

Até a próxima!

Postado por Dra. Tatiana Gabbi

 

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A melanoníquia estriada (mancha escura na unha) ou sabia que poderia ser algo mais sério.

Todo mundo que tem manchas escuras nas unhas deve ser examinado por um dermatologista e fazer acompanhamento, quando indicado.

Optei em criar esse post, ultra específico, com os sinais de gravidade para que os casos mais suspeitos não fiquem soltos por aí, ok?

Volto a dizer que na maioria dos casos essas lesões são benignas! Então não há motivo para pânico! Mas há motivo para auto cuidado!

As avaliações desse tipo de quadro são melhor feitas de forma presencial!

 

Sinais de gravidade da mancha escura da unha adulta

1 – Mancha escura em uma unha só: principalmente em indivíduos brancos e acima dos 50 anos de idade

2 – Alargamento rápido: isso pode ser observado pelo paciente, através de fotos, ou a base da mancha é mais larga que a ponta

3 – Mancha a pele ao redor da unha: isso significa que a lesão localizada na fábrica da unha está crescendo

4 – Quebra da unha na ponta: as lesões que nos preocupam mais são as destrutivas

5 – Isso não se aplica a crianças: em crianças, tudo isso pode estar presente e não representar gravidade, portanto em crianças o tratamento deve ser individualizado

Espero ter ajudado! Consulte sempre um especialista! NÃO brinque com a sua saúde!

Não deixem de ler o artigo em que falamos sobre os sinais de gravidade.

Leia mais aqui e aqui também.

Caso tenha dúvidas, pode mandar aqui nos comentários ou pelo whatsapp!

 

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Olá, eu sou a Dra. Tatiana Gabbi e hoje estou aqui para falar sobre a micose nas unhas. Se você me acompanha por aqui, sabe que já falei sobre esse assunto algumas outras vezes, mas quero passar algumas outras informações que você ainda não tenha visto.

No meu Instagram, postei um vídeo sobre micose nas unhas com menos de 2 minutos para falar algumas coisas importantes sobre o assunto, como:

-> Um dos principais motivos que levam os pacientes aos dermatologistas é a micose nas unhas.

-> Quando falamos de micose nas unhas, estamos falando sobre uma infecção causada por fungos, que têm um aspecto de descolamento da unha.

-> Geralmente, a unha está aumentada, espessada e embaixo da unha tem esse descolamento com um pouco de descamação.

Quer saber mais sobre o assunto? Separei outros pontos importantes para falar com você aqui. Continue a leitura!

 

Como é feito o exame de micose nas unhas?

O exame de cultura e micológico direto são os mais usados e mais importantes para pesquisar as características e a presença do agente infectante.
Isso porque é preciso primeiro identificar o agente infeccioso para, então, conseguir diferenciar de outras doenças dermatológicas, como líquen plano, melanoma subungueal, psoríase, tumores e outras doenças dermatológicas.

O diagnóstico é relativamente fácil de fazer por um dermatologista. O problema aqui é que, para quem não é especialista, a micose nas unhas pode ser confundida com uma série de outras alterações.

A micose nas unhas é confundida com descolamentos simples e, até mesmo, com tumores benignos ou malignos, que merecem um cuidado e tratamento especial.

Por esse motivo, é tão importante fazer o diagnóstico correto. Em um outro artigo aqui do blog, falei sobre a importância de fazer o diagnóstico antes de tratar a micose nas unhas.

P.S.: Se você ainda não sabe o que é micose e por que o dermatologista é o mais indicado para fazer o exame, aconselho que vá neste outro post antes de continuar.

 

Fatores de risco e fatores das micoses nas unhas

A micose nas unhas e pele podem ser transmitidas por contato direto (por mais que não seja tão frequente), mas a forma de contágio mais comum é o contágio por usar objetos pessoais de outra pessoa que estão contaminados.
Como a micose existe nas unhas, pele e no couro cabeludo, alguns dos itens compartilhados que transmitem a doença são:

– Escova de cabelo

– Pente

– Lixa

– Cortador de unha

– Tesoura

– Alicate de unha

– Toalha de banho

– Roupa de cama

– Roupas comuns

Existe também o caso em que a própria pessoa passa o fungo de um local para o outro, como quando coça uma área infectada, por exemplo, e, logo após, passa a mão em outra área de fácil proliferação.

 

Como surgem os fungos da micose nas unhas e pele?

Esses fungos relacionados à micose nas unhas estão associados também às plantas, solo e, até mesmo, animais de estimação.
Em uma entrevista [você pode conferir aqui], falei sobre a preferência dos fungos e como prevenir, mas quero lembrar aqui um fator importante: os fungos preferem ambientes escuros, úmidos e quentes.

Esses locais, tanto se tratando do nosso próprio corpo quanto se tratando de ambientes que frequentamos, são os que mais facilitam essa proliferação.

Por isso que, no nosso corpo, por exemplo, um dos locais mais comuns para micose é nas unhas dos pés (levando em consideração que a maioria de nós tem o costume de usar sapatos fechados).

Já em ambientes físicos, os mais comuns e que precisamos tomar mais cuidado são: chuveiros, vestiários, banheiros e piscinas de clube. Se você tem o hábito de andar descalço em lugares assim, evite, porque são áreas de risco para infecções micóticas.

 

Como curar micose nas unhas rapidamente?

A melhor maneira é fazendo o diagnóstico precoce, identificando qual é o fungo infectante e em qual estágio está a lesão. Assim, o tratamento da micose nas unhas acaba sendo “mais rápido”.
Coloquei entre aspas ali, porque existem muitos mitos relacionados às micoses nas unhas, mas os dois principais (e que são opostos) são:

– Micose nas unhas não tem cura – MITO
– O tratamento para micose é rápido – MITO

Micose nas unhas tem cura sim e pode ser bem mais fácil e sem preocupações desnecessárias com a ajuda de um médico dermatologista, com o diagnóstico e tratamento corretos.

Fazer todo o tratamento caseiro, sem nenhuma prescrição médica, não é o ideal. É preciso contar com ajuda de um especialista para identificar se realmente é uma micose (até porque já falamos aqui que o câncer de unha pode ser confundido com micose) e qual o melhor tratamento.

Se engana também quem pensa que tratamento para micose nas unhas é rápido; isso depende muito do estágio em que está a lesão, mas o tempo de tratamento, geralmente, varia de 6 meses a 1 ano.

Outra coisa: micose nas unhas não se cura sozinha e, dependendo do estágio da lesão, é preciso ter tratamento local e oral.

 

Ainda com dúvida sobre micose nas unhas?

Separei 5 posts interessantes sobre micose nas unhas para você entender mais do assunto e entender quais atitudes deve ter daqui pra frente. Confira:
– Micose na unha: o que é e como identificar se é o seu caso?

– Sintomas da micose e características: parte 2 do seu guia completo

– 10 coisas que você precisa saber sobre micose de unha

– 5 dicas para evitar micose de unha

– Criança pode ter micose na unha?

Fiz esse conteúdo com muito carinho, espero que tenham gostado. Se você tirou algumas das suas dúvidas, compartilhe com outras pessoas que também precisam.

Ah, não esqueça de me seguir no Instagram; sempre posto informações bacanas sobre esses e outros assuntos por lá.

 

Um beijo e até a próxima!

 

Publicado por Dra. Tatiana Gabbi

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Olá, pessoal! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi e hoje resolvi trazer um assunto que todos me perguntam pelas redes sociais e até nas consultas: síndrome das unhas frágeis.

O primeiro ponto importante para o paciente entender é que síndrome é um conjunto de sinais e sintomas. Ou seja, não é uma doença; é um sinal, um sintoma ou um conjunto deles.

No caso da síndrome das unhas frágeis, os sinais são as unhas quebradiças e podem ser, inclusive, dolorosas. Geralmente, a síndrome das unhas frágeis envolve unhas quebradiças que descamam.

Quer saber mais sobre o assunto e tirar as suas dúvidas? É simples: fique juntinho comigo até o fim do artigo e vou te passar as principais informações sobre a síndrome das unhas frágeis.

 

O que é realmente a síndrome das unhas frágeis?

A síndrome das unhas frágeis é caracterizada por unhas secas e quebradiças e pode significar uma série de coisas diferentes.

Não há um tratamento único, pois pode se apresentar da mesma forma em duas pessoas diferentes e, para cada uma delas, representar um problema completamente diferente na origem.

Por exemplo: uma pessoa pode ter unhas fracas pq iniciou uma dieta bastante restritiva há 6 meses; enquanto que uma outra pessoa pode estar com isso por alterações no intestino ou até mesmo por excesso de contato com produtos químicos sem o uso de luvas protetoras.

 

Causas da síndrome

Existem várias causas para a síndrome das unhas frágeis e, entre elas, existem:

– Distúrbios nutricionais
– Quando você tira muita cutícula
– Pode estar associado a algumas doenças que fragilizam as unhas
– Entre outros

Mas chamamos de síndrome das unhas frágeis quando excluímos as doenças. Então a causa não tem a ver com doenças dermatológicas que fragilizam as unhas.

Na síndrome das unhas frágeis, você tem um defeito na fábrica da unha, produzindo uma unha com dificuldade de reter água e deixando-a extremamente seca (por isso, ela descama).

 

Tratamento para a síndrome

Dentre os principais tratamentos que fazemos no consultório é pesquisar para entender por quais motivos isso está acontecendo em uma pessoa que nunca teve e agora está com os sintomas.

Pode ser que o paciente tenha mudado alguma coisa na alimentação ou surgiu algum problema na tireóide, por exemplo. Então, precisamos fazer uma investigação primeiro, dependendo do aspecto que essas unhas têm.

Não indicamos para esses pacientes, por exemplo, os esmaltes fortalecedores, porque eles vão deixar a placa mais grossa sim, só que vão fazer com que sua unha perca mais água. Ou seja, sua unha acaba se tornando mais frágil a médio e longo prazo.

Então, os esmaltes fortalecedores que endurecem as unhas não são os ideais para esse tipo de quadro. Eles são indicados para unhas moles, que são o contrário da síndrome: as unhas moles acumulam muita água.

Entenda: a unha frágil é falta de água; a unha mole é excesso de água. Então, usar esmaltes fortalecedores (que têm formol) não é indicado.
Nós indicamos outros esmaltes, caso o paciente queira usar, que não tenham esse composto e que não fragilize as unhas.
Aqui, vamos pedir para essa pessoa hidratar as unhas e tomar outras medidas antes de passar qualquer tratamento para a síndrome das unhas frágeis. Vamos falar sobre elas a seguir!

 

Medidas para evitar a síndrome das unhas frágeis

Além de descobrirmos o que está acontecendo para poder corrigir esse problema que levou ao quadro, podemos tomar as seguintes medidas que sempre ajudam:

1) Evitar remover as cutículas
2) Hidratar
3) Não arrancar as casquinhas do esmalte pq isso fragiliza ainda mais
4) Não usar endurecedor (agrava o problema)

Sei que já falei aqui para você hidratar, mas esse passo é realmente muito importante no caso da síndrome das unhas frágeis.

Então, hidrate sempre antes de dormir, mesmo que esteja com esmalte, porque alguma coisa é absorvida ao redor da unha.

Além disso, evite o grande vilão da fragilidade da unha: os produtos químicos. Caso seja necessário lidar com esses produtos, use luvas sempre.

Quando o paciente tem doenças na articulação, isso acaba prejudicando ainda mais a unha por conta da proximidade que ela tem com a unha.

Em casos como esse, o tratamento deve ser feito com um dermatologista e um reumatologista, tomando os cuidados não só com as unhas, mas com a articulação também, já que essa pode ser a causa das unhas frágeis.

E então, tem alguma dúvida sobre o assunto? Precisa de ajuda? Entre em contato comigo e agende uma consulta. Se você quiser tirar uma dúvida rápida, pode deixar um comentário que eu te respondo.

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Em uma entrevista para o programa ‘Viver é Melhor’, dei uma entrevista completa sobre o que é, quais são os sintomas da micose e como acabar com isso de vez. Aproveite a leitura!

Olá, eu sou a Dra. Tatiana Gabbi e hoje eu resolvi trazer a parte 2 do guia completo sobre o que é, quais os sintomas da micose e como descobrir se esse realmente é o seu caso.

Perdeu o primeiro conteúdo? Não tem problema, é só clicar aqui e conferir meu outro post com as informações iniciais sobre o que é e como acabar com a micose.

Claro, você pode ver o vídeo logo acima também com a minha entrevista completa para o programa Viver é Melhor.

Os sintomas da micose são parecidos com outras doenças. Algumas pessoas nem desconfiam que tem e acham apenas que são problemas normais da pele.

Outras pessoas acham que têm micose, quando na verdade o problema pode ser outro (em alguns casos, até mais grave).

Quer saber qual é o seu caso? Fique comigo até o fim e eu vou te responder suas principais dúvidas sobre os sintomas da micose e características dessa doença.

 

Sintomas da micose e características

Pergunta: Quais são as características de uma micose de unha?

Geralmente, a unha fica amarelada, que é uma característica das unhas que crescem devagar.

Embaixo da unha, tem um descolamento. Esse descolamento não é arredondado, é todo rajado (eu mostro isso aos 18 minutos do vídeo que coloquei no início desse artigo).

A maior causa de micose na unha é uma micose nos pés que não recebeu tratamento adequado.

 

Pergunta: Pode passar de uma unha para a outra? Ela é contagiosa?

Sim. Você pode pegar de outras pessoas e, até mesmo, contaminar suas próprias unhas. Inclusive, é isso que geralmente acontece: começa em uma unha e vai indo para as outras.

+ Veja: 10 coisas que você precisa saber sobre micose de unha

 

Pergunta: Se ficar de outra cor é micose?

Às vezes, surge uma bactéria chamada pseudomonas que esverdeia a unha e pode se associar à micose também.
Além disso, podem ter hematomas. Os hematomas podem estar presentes junto com a micose e até terem sido o início da micose, mesmo quando surgem depois que a micose já está presente.
Isso porque a micose descola a unha e isso facilita acidentes, já que a unha fica mais solta, enganchando em qualquer lugar e levando a lesões e sangramentos.

 

Pergunta: Quando o paciente chega ao consultório com todos esses sintomas da micose, você já dá o diagnóstico ou precisa fazer algum exame?

Às vezes, não temos certeza do diagnóstico. Isso porque, em alguns casos, a unha já está alterada e não conseguimos ter certeza se isso é uma micose pura, se tem alguma doença de base e aquilo se transformou em uma micose ou se é só a doença.

Nesse caso, pedimos um exame, que chamamos de ‘exame micológico direto’ e a ‘cultura’, em que o médico dermatologista cultiva o material e examina no microscópio para ter certeza que é uma micose.

Como o tratamento para acabar com micose é muito prolongado, é interessante ter certeza de que é realmente a doença ou não, além de saber o tipo de fungo que está associado.

 

Tratamento para acabar com micose

Pergunta: A origem da micose é o fungo; há tipos diferentes e tratamentos diferentes. O remédio via oral é sempre necessário?

Nem sempre. Não precisamos de tratamento oral, por exemplo, em micoses do corpo; se for uma micose restrita, com poucas lesões, conseguimos usar pomadas para resolver.

Mas a micose dos pés, dos pelos (barba e couro cabeludo) e da unha, vão precisar de medicamentos orais geralmente.

+ Melhor tratamento para micose: oral ou local? Veja aqui!

 

Pergunta: Essas medicações orais para micose provocam problemas no fígado?

Esse é um grande mito. Na verdade, o que acontece é o seguinte: o álcool não deve ser consumido junto com os medicamentos para acabar com micose, porque o fígado é o lugar em que nós detoxificamos o álcool e também os medicamentos.

Então, existem pacientes que consomem bebidas alcoólicas e não querem deixar de consumir nem para fazer o tratamento. Nesses casos, o médico contraindica porque sabe que pode haver uma sobrecarga.

Mas o remédio em si é mais inócuo do que o álcool; perto do álcool, o remédio não faz nada no fígado. Claro, ele é uma substância sim, mas indicada pelo médico, só traz vantagens ao paciente.

Vale a pena fazer o tratamento e não indico que o paciente faça por conta própria, sem consultar um médico de confiança e que realmente o indique uma boa medicação.

+ 5 dicas para prevenir fungos nas unhas

 

Acabar com a micose está mais fácil agora?

Bom, pessoal, por hoje é só. Espero que vocês tenham tirado suas dúvidas sobre os sintomas da micose e como identificar se esse é o seu caso.

Ah, não se esqueçam que no vídeo do início do artigo, você vê minha entrevista e lá eu conto mais fatos interessantes sobre o assunto, além de passar informações sobre a transmissão da micose e prevenção.

Se depois de ler o artigo e ver o vídeo você ainda tiver dúvidas sobre os sintomas da micose, é só deixar um comentário que eu te respondo. Até a próxima!

P.S.: Se você ainda não leu o artigo anterior, basta clicar aqui e conferir o que é micose e como acabar de vez com ela.

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Em uma entrevista para o programa ‘Viver é Melhor’, dei uma entrevista completa sobre o que é e como acabar com micose, trazendo informações completas sobre o assunto para quem ainda não entende como a doença funciona. Resolvi trazer esse conteúdo aqui para o blog também. Aproveite a leitura!

Você está com manchas vermelhas na pele, seus dedos estão descamando e as unhas descascando? Está sentindo coceira constante na cabeça e queda de cabelo?

Se você não sabe o que pode ser e está preocupado com tudo isso, saiba que esses são sintomas da micose.

De acordo com o Observatório Nacional de Onicomicose, um dos tipos mais prevalentes é a micose de unha.

Por isso, resolvi trazer informações sobre como acabar com micose e outras informações essenciais para entender o assunto de uma vez por todas. Curiosa? É só continuar a leitura!

 

O que é?

A micose é uma doença infecciosa, causada por fungos. Existem vários tipos de fungos e eles podem pegar na pele, em diferentes lugares.

É possível ter micose, por exemplo, no couro cabeludo, na unha, no corpo, na virilha, na barba etc. Cada um desses lugares vai ter uma denominação diferente e um tipo de tratamento um pouco diferente também.

 

Pergunta: Nessas regiões que podemos ter micose, percebemos algumas características em comum, como: lugares mais úmidos e mais escondidos. Essas são características da região onde mais podemos ter micose?

O fungo gosta de ambientes quentes e úmidos. Então, normalmente, é o lugar em que mais temos micose, mas podemos ter micose em qualquer parte da pele.

Existem fungos que são mais específicos dessas regiões quentes e úmidas, enquanto outros são mais específicos para outras áreas com características diferentes.

Há tipos diferentes de micose e também de fungos. A maior parte das micoses é causada por fungos especialistas em comer a queratina (proteína que forma a nossa pele, cabelo e unhas) de qualquer parte do corpo, chamados de dermatófitos.

 

Pergunta: Esse tipo de fungo tem alguma preferência por tipo de pele ou região?

Não, esse fungo pode ficar em qualquer lugar da pele, mas vai ter uma facilidade maior de penetrar seguindo algumas características próprias de cada local da pele.

Por exemplo: os pés são lugares em que os fungos mais gostam de infectar, por várias características (como o fato de calçarmos sapatos, não usar meias e repetir o mesmo sapato várias vezes seguidas).

Isso acaba deixando o ambiente quente e úmido, que são as características preferidas deles. Além disso, o próprio sapato tem restos de pele, então o fungo não morre; ele fica lá esperando para voltar e se alimentar.

 

Pergunta: Há tipos diferentes de micose?

Sim. Temos algumas micoses chamadas de micoses profundas. O dermatologista também trata essa doença, mas ela não é a micose comum do dia a dia.

Geralmente, quando falamos em micose, estamos falando das superficiais, que são as causadas principalmente pelos fungos dermatófitos, mas que também podem ser causadas por fungos presentes em animais de estimação e podem ser transmitidos para os humanos mais próximos.

Já as micoses profundas são mais raras, mais graves e dependem de contato com substâncias na natureza. Então, é mais difícil de pegar.

A mais comum dentre as raras é a esporotricose, que deve até uma epidemia no Rio de Janeiro em 2019, fica nos espinhos das rosas e também podem ser transmitidas pelos gatos. Mas essa é uma micose profunda e não é sobre ela que vamos falar hoje.

 

Pergunta: Quem faz esses diagnósticos e tratamentos para acabar com micose é sempre o dermatologista?

Sim, porque elas podem se assemelhar com outras doenças que não são infecciosas e não são micoses e que precisam de tratamentos totalmente diferentes.

Por isso, o dermatologista é o médico indicado nesse caso. Falei sobre isso, inclusive, nesse outro artigo sobre como acabar com micose.

 

Pergunta: Quais são os tipos de agravamentos de uma micose se ela não for tratada?

Em um paciente diabético, por exemplo, ela pode ser o caminho de entrada para uma infecção bacteriana (como a erisipela, por exemplo).

Mesmo para pacientes que não têm esses e outros problemas de saúde, a micose pode ser uma porta de entrada para doenças mais graves.

Fora isso, é importantíssimo acabar com micose fazendo o tratamento certo e acompanhado pelo médico. Até porque essa doença interfere na qualidade de vida e causa desconforto.

Na micose dos pés, uma das mais comuns, os pacientes, muitas vezes, não sabem que têm, já que alguns possuem sintomas mais leves (como o pé seco e descamativo).

Independente de sintomas mais leves, é necessário tratar sempre, porque isso pode afetar as unhas e o impacto disso é muito grande (vamos falar disso mais à frente).

 

Pergunta: Quando falamos que é uma inflamação, como isso acontece? Entramos em contato com o fungo e o que ele começa a causar na nossa pele para a gente ter essa resposta inflamatória?

O fato de ter um microorganismo que não é normal (patogênico, que está te agredindo) na flora cutânea, no meio desses nossos outros microorganismos que convivem em harmonia, criamos uma resposta contra ele.

Essa resposta é uma inflamação do organismo para tentar se livrar do fungo. Não conseguimos, necessariamente, cumprir esse objetivo, mas temos dispêndio de energia, proteína e das partes nutricionais para tentar criar essa reação contra o fungo.

Além disso, não tratar e acabar com micose do jeito certo pode fazer com que esse processo se arraste por mais tempo e nosso sistema imunológico começa a cansar de lutar por tanto tempo.

Temos, por exemplo, a homeostase. Ela representa o nosso organismo funcionando perfeitamente e o fato de ter uma micose acaba perturbando a homeostase.

Não sabemos ainda quais seriam todas as consequências, mas isso perturba a ordem normal, a flora normal que temos no organismo e isso pode sim levar ao surgimento de outras doenças mais à frente.

 

O que falta para acabar com micose?

Se você ainda tem dúvidas sobre acabar com micose, precisa conferir alguns outros artigos que podem te ajudar.

Listei os top 5 posts sobre o assunto para você entender por completo a doença e saber qual atitude tomar. Confira:

Micose de unha: o que é e como identificar se é o seu caso
Melhor tratamento para micose: local ou oral? Veja aqui!
Câncer de unha pode ser confundido com micose: saiba a diferença
10 coisas que você precisa saber sobre micose de unha
5 dicas para evitar micose de unha

E então, ainda com dúvidas? É simples: deixe um comentário, que eu te respondo o mais rápido que puder. Espero que tenham gostado do conteúdo!

Na próxima semana, sai a parte 2 do guia sobre como acabar com micose. Para não perder, é só deixar seu e-mail ao fim dessa página e receber os avisos em primeira mão.

Até mais!

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Olá, pessoal! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi e hoje resolvi trazer um pouco de informações sobre a importância de tratar a micose da unha e o que você deve fazer nesses casos.

Mas você sabe o que é micose da unha? Vou contextualizar…

A micose da unha é causada por fungos, que produzem uma substância que consome a queratina da unha (que é a proteína presente na unha, no cabelo e na pele).

Com isso, acontece uma descamação embaixo da unha com separação em relação ao leito ungueal, deixando com uma estética ruim.

A grande questão aqui é que há muitos diagnósticos diferenciais, ou seja: muitas coisas que podem aparecer na unha e lembrar uma micose, mas que não são micoses de unha.

Algumas vezes, para ter ideia, o problema pode ser até mais sério, como tumores, por exemplo. Claro que essa é uma exceção, mas é só para que você já entenda a importância do diagnóstico correto antes de tratar a micose. Falando nisso…

 

Importância do diagnóstico antes de tratar micose de unha

Como você viu, nem tudo que descola a nossa unha é micose! Por isso, os médicos dermatologistas pedem exames para confirmar primeiro.

Afinal, para começarmos o tratamento da micose, é fundamental estabelecer o diagnóstico de forma correta.

Isso porque o tratamento é prolongado; é muito difícil propor o tratamento sem ter certeza do que é. Demoramos cerca de 6 meses a 1 ano para tratar a micose completamente, então precisamos ter muita certeza do diagnóstico.
Para você ter uma ideia, temos o diagnóstico diferencial com:

1. Psoríase (doença inflamatória)

2. Descolamento simples (causados por traumas)

3. Tumores (que também podem ser benignos)

Essas doenças também podem levar ao descolamento da unha e a um aspecto que lembre a micose.

 

5 formas usadas para descobrir se é micose ou não

1 – A primeira coisa que os médicos dermatologistas sugerem ao cliente é o exame micológico direto. Coletamos o material embaixo da unha e mandamos para o laboratório analisar e verificar no microscópio se existe a presença de hifas.

2 – Alguns dermatologistas também têm um microscópio no consultório. Nesse caso, é possível fazer essa análise durante a sua própria consulta, sem precisar mandar ao laboratório.

3 – Mesmo assim, às vezes pedimos a cultura. Esse é um exame que cultiva o material retirado para entender o tipo de fungo que está na sua unha.

4 – Temos também a dermatoscopia, aparelho que usamos no consultório com lente de aumento para ver padrões característicos, fazer o diagnóstico e começar a tratar a micose.

5 – Por fim, quando nada disso dá certo, ou no caso do médico dermatologista precisar descartar alguma hipótese, podemos coletar um pedacinho da ponta da unha e enviar para o exame como se fosse uma biópsia. Assim, o patologista consegue nos dizer se isso é ou não uma micose, nos autorizando a fazer um tratamento adequado.

Além disso, talvez seja necessário desgastar ou arrancar essa unha, dependendo de cada caso, podendo ser feito no consultório ou em casa.

 

Métodos para tratar a micose

Muitas vezes, tratar a micose exige medicamentos não apenas de aplicar, mas também do tipo oral, dependendo do tipo de micose que o paciente tem.

O tratamento pode ser feito por via oral e tópica e também com retirada ou desgaste da placa da unha.

Mas lembrando que cada caso de micose é diferente do outro, por mais que pareça a mesma coisa. Um bom médico dermatologista consegue entender isso e individualiza os tratamentos.

Isso é ideal porque precisamos enxergar com transparência o leito ungueal. Ao fazer um exame completo do paciente, em busca de lesões que possam ser malignas, temos que também examinar as unhas.

Essa transparência que as unhas têm permite que o dermatologista avalie se tem alguma lesão ou alteração que exige um cuidado maior.

 

#DezembroLaranja

Lembrando que estamos no Dezembro Laranja e precisamos alertar e passar informações importantes sobre os riscos do câncer de pele por conta da exposição solar sem a proteção devida.

Aqui vai o meu alerta: é muito bom se expor ao Sol, mas é preciso ter cuidado e respeito com essa exposição para não aumentar o risco de desenvolver o câncer de pele.

Mas por que estamos falando disso? Simples: a unha faz parte da pele e desse contexto como um anexo cutâneo.

Para a unha, o problema maior não seria tanto a questão da exposição solar, mas do trauma.

E então, você quer saber mais sobre como tratar a micose? Já fez o seu exame? Deixa um comentário aqui embaixo ou clique aqui para agendar um horário comigo.

Por hoje é isso. Até a próxima!

P.S.: Me siga no Instagram e LinkedIn também, tenho vários conteúdos sobre o assunto por lá.
Dra Tatiana Gabbi
Crm 104415
Rqe 31137

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