Olá, eu sou a Dra. Tatiana Gabbi e hoje estou aqui para falar sobre a micose nas unhas. Se você me acompanha por aqui, sabe que já falei sobre esse assunto algumas outras vezes, mas quero passar algumas outras informações que você ainda não tenha visto.

No meu Instagram, postei um vídeo sobre micose nas unhas com menos de 2 minutos para falar algumas coisas importantes sobre o assunto, como:

-> Um dos principais motivos que levam os pacientes aos dermatologistas é a micose nas unhas.

-> Quando falamos de micose nas unhas, estamos falando sobre uma infecção causada por fungos, que têm um aspecto de descolamento da unha.

-> Geralmente, a unha está aumentada, espessada e embaixo da unha tem esse descolamento com um pouco de descamação.

Quer saber mais sobre o assunto? Separei outros pontos importantes para falar com você aqui. Continue a leitura!

 

Como é feito o exame de micose nas unhas?

O exame de cultura e micológico direto são os mais usados e mais importantes para pesquisar as características e a presença do agente infectante.

Isso porque é preciso primeiro identificar o agente infeccioso para, então, conseguir diferenciar de outras doenças dermatológicas, como líquen plano, melanoma subungueal, psoríase, tumores e outras doenças dermatológicas.

O diagnóstico é relativamente fácil de fazer por um dermatologista. O problema aqui é que, para quem não é especialista, a micose nas unhas pode ser confundida com uma série de outras alterações.

A micose nas unhas é confundida com descolamentos simples e, até mesmo, com tumores benignos ou malignos, que merecem um cuidado e tratamento especial.

Por esse motivo, é tão importante fazer o diagnóstico correto. Em um outro artigo aqui do blog, falei sobre a importância de fazer o diagnóstico antes de tratar a micose nas unhas.

 

P.S.: Se você ainda não sabe o que é micose e por que o dermatologista é o mais indicado para fazer o exame, aconselho que vá neste outro post antes de continuar.

 

Fatores de risco e fatores das micoses nas unhas

A micose nas unhas e pele podem ser transmitidas por contato direto (por mais que não seja tão frequente), mas a forma de contágio mais comum é o contágio por usar objetos pessoais de outra pessoa que estão contaminados.

Como a micose existe nas unhas, pele e no couro cabeludo, alguns dos itens compartilhados que transmitem a doença são:

  • Escova de cabelo
  • Pente
  • Lixa
  • Cortador de unha
  • Tesoura
  • Alicate de unha
  • Toalha de banho
  • Roupa de cama
  • Roupas comuns

Existe também o caso em que a própria pessoa passa o fungo de um local para o outro, como quando coça uma área infectada, por exemplo, e, logo após, passa a mão em outra área de fácil proliferação.

 

Como surgem os fungos da micose nas unhas e pele?

Esses fungos relacionados à micose nas unhas estão associados também às plantas, solo e, até mesmo, animais de estimação.

Em uma entrevista [você pode conferir aqui], falei sobre a preferência dos fungos e como prevenir, mas quero lembrar aqui um fator importante: os fungos preferem ambientes escuros, úmidos e quentes.

Esses locais, tanto se tratando do nosso próprio corpo quanto se tratando de ambientes que frequentamos, são os que mais facilitam essa proliferação.

Por isso que, no nosso corpo, por exemplo, um dos locais mais comuns para micose é nas unhas dos pés (levando em consideração que a maioria de nós tem o costume de usar sapatos fechados).

Já em ambientes físicos, os mais comuns e que precisamos tomar mais cuidado são: chuveiros, vestiários, banheiros e piscinas de clube. Se você tem o hábito de andar descalço em lugares assim, evite, porque são áreas de risco para infecções micóticas.

 

Como curar micose nas unhas rapidamente?

A melhor maneira é fazendo o diagnóstico precoce, identificando qual é o fungo infectante e em qual estágio está a lesão. Assim, o tratamento da micose nas unhas acaba sendo “mais rápido”.

Coloquei entre aspas ali, porque existem muitos mitos relacionados às micoses nas unhas, mas os dois principais (e que são opostos) são:

  1. Micose nas unhas não tem cura – MITO
  2. O tratamento para micose é rápido – MITO

Micose nas unhas tem cura sim e pode ser bem mais fácil e sem preocupações desnecessárias com a ajuda de um médico dermatologista, com o diagnóstico e tratamento corretos.

Fazer todo o tratamento caseiro, sem nenhuma prescrição médica, não é o ideal. É preciso contar com ajuda de um especialista para identificar se realmente é uma micose (até porque já falamos aqui que o câncer de unha pode ser confundido com micose) e qual o melhor tratamento.

Se engana também quem pensa que tratamento para micose nas unhas é rápido; isso depende muito do estágio em que está a lesão, mas o tempo de tratamento, geralmente, varia de 6 meses a 1 ano.

Outra coisa: micose nas unhas não se cura sozinha e, dependendo do estágio da lesão, é preciso ter tratamento local e oral.

 

Ainda com dúvida sobre micose nas unhas?

Separei 5 posts interessantes sobre micose nas unhas para você entender mais do assunto e entender quais atitudes deve ter daqui pra frente. Confira:

Micose na unha: o que é e como identificar se é o seu caso?

Sintomas da micose e características: parte 2 do seu guia completo

10 coisas que você precisa saber sobre micose de unha

5 dicas para evitar micose de unha

Criança pode ter micose na unha?

Fiz esse conteúdo com muito carinho, espero que tenham gostado. Se você tirou algumas das suas dúvidas, compartilhe com outras pessoas que também precisam.

Ah, não esqueça de me seguir no Instagram; sempre posto informações bacanas sobre esses e outros assuntos por lá.

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Olá, pessoal! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi e hoje resolvi trazer um assunto que todos me perguntam pelas redes sociais e até nas consultas: síndrome das unhas frágeis.

O primeiro ponto importante para o paciente entender é que síndrome é um conjunto de sinais e sintomas. Ou seja, não é uma doença; é um sinal, um sintoma ou um conjunto deles.

No caso da síndrome das unhas frágeis, os sinais são as unhas quebradiças e podem ser, inclusive, dolorosas. Geralmente, a síndrome das unhas frágeis envolve unhas quebradiças que descamam.

Quer saber mais sobre o assunto e tirar as suas dúvidas? É simples: fique juntinho comigo até o fim do artigo e vou te passar as principais informações sobre a síndrome das unhas frágeis.

 

O que é realmente a síndrome das unhas frágeis?

A síndrome das unhas frágeis é caracterizada por unhas secas e quebradiças e pode significar uma série de coisas diferentes.

Não há um tratamento único, pois pode se apresentar da mesma forma em duas pessoas diferentes e, para cada uma delas, representar um problema completamente diferente na origem.

Por exemplo: uma pessoa pode ter unhas fracas pq iniciou uma dieta bastante restritiva há 6 meses; enquanto que uma outra pessoa pode estar com isso por alterações no intestino ou até mesmo por excesso de contato com produtos químicos sem o uso de luvas protetoras.

 

Causas da síndrome

Existem várias causas para a síndrome das unhas frágeis e, entre elas, existem:

– Distúrbios nutricionais
– Quando você tira muita cutícula
– Pode estar associado a algumas doenças que fragilizam as unhas
– Entre outros

Mas chamamos de síndrome das unhas frágeis quando excluímos as doenças. Então a causa não tem a ver com doenças dermatológicas que fragilizam as unhas.

Na síndrome das unhas frágeis, você tem um defeito na fábrica da unha, produzindo uma unha com dificuldade de reter água e deixando-a extremamente seca (por isso, ela descama).

 

Tratamento para a síndrome

Dentre os principais tratamentos que fazemos no consultório é pesquisar para entender por quais motivos isso está acontecendo em uma pessoa que nunca teve e agora está com os sintomas.

Pode ser que o paciente tenha mudado alguma coisa na alimentação ou surgiu algum problema na tireóide, por exemplo. Então, precisamos fazer uma investigação primeiro, dependendo do aspecto que essas unhas têm.

Não indicamos para esses pacientes, por exemplo, os esmaltes fortalecedores, porque eles vão deixar a placa mais grossa sim, só que vão fazer com que sua unha perca mais água. Ou seja, sua unha acaba se tornando mais frágil a médio e longo prazo.

Então, os esmaltes fortalecedores que endurecem as unhas não são os ideais para esse tipo de quadro. Eles são indicados para unhas moles, que são o contrário da síndrome: as unhas moles acumulam muita água.

Entenda: a unha frágil é falta de água; a unha mole é excesso de água. Então, usar esmaltes fortalecedores (que têm formol) não é indicado.
Nós indicamos outros esmaltes, caso o paciente queira usar, que não tenham esse composto e que não fragilize as unhas.
Aqui, vamos pedir para essa pessoa hidratar as unhas e tomar outras medidas antes de passar qualquer tratamento para a síndrome das unhas frágeis. Vamos falar sobre elas a seguir!

 

Medidas para evitar a síndrome das unhas frágeis

Além de descobrirmos o que está acontecendo para poder corrigir esse problema que levou ao quadro, podemos tomar as seguintes medidas que sempre ajudam:

1) Evitar remover as cutículas
2) Hidratar
3) Não arrancar as casquinhas do esmalte pq isso fragiliza ainda mais
4) Não usar endurecedor (agrava o problema)

Sei que já falei aqui para você hidratar, mas esse passo é realmente muito importante no caso da síndrome das unhas frágeis.

Então, hidrate sempre antes de dormir, mesmo que esteja com esmalte, porque alguma coisa é absorvida ao redor da unha.

Além disso, evite o grande vilão da fragilidade da unha: os produtos químicos. Caso seja necessário lidar com esses produtos, use luvas sempre.

Quando o paciente tem doenças na articulação, isso acaba prejudicando ainda mais a unha por conta da proximidade que ela tem com a unha.

Em casos como esse, o tratamento deve ser feito com um dermatologista e um reumatologista, tomando os cuidados não só com as unhas, mas com a articulação também, já que essa pode ser a causa das unhas frágeis.

E então, tem alguma dúvida sobre o assunto? Precisa de ajuda? Entre em contato comigo e agende uma consulta. Se você quiser tirar uma dúvida rápida, pode deixar um comentário que eu te respondo.

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Em uma entrevista para o programa ‘Viver é Melhor’, dei uma entrevista completa sobre o que é, quais são os sintomas da micose e como acabar com isso de vez. Aproveite a leitura!

Olá, eu sou a Dra. Tatiana Gabbi e hoje eu resolvi trazer a parte 2 do guia completo sobre o que é, quais os sintomas da micose e como descobrir se esse realmente é o seu caso.

Perdeu o primeiro conteúdo? Não tem problema, é só clicar aqui e conferir meu outro post com as informações iniciais sobre o que é e como acabar com a micose.

Claro, você pode ver o vídeo logo acima também com a minha entrevista completa para o programa Viver é Melhor.

Os sintomas da micose são parecidos com outras doenças. Algumas pessoas nem desconfiam que tem e acham apenas que são problemas normais da pele.

Outras pessoas acham que têm micose, quando na verdade o problema pode ser outro (em alguns casos, até mais grave).

Quer saber qual é o seu caso? Fique comigo até o fim e eu vou te responder suas principais dúvidas sobre os sintomas da micose e características dessa doença.

 

Sintomas da micose e características

Pergunta: Quais são as características de uma micose de unha?

Geralmente, a unha fica amarelada, que é uma característica das unhas que crescem devagar.

Embaixo da unha, tem um descolamento. Esse descolamento não é arredondado, é todo rajado (eu mostro isso aos 18 minutos do vídeo que coloquei no início desse artigo).

A maior causa de micose na unha é uma micose nos pés que não recebeu tratamento adequado.

 

Pergunta: Pode passar de uma unha para a outra? Ela é contagiosa?

Sim. Você pode pegar de outras pessoas e, até mesmo, contaminar suas próprias unhas. Inclusive, é isso que geralmente acontece: começa em uma unha e vai indo para as outras.

+ Veja: 10 coisas que você precisa saber sobre micose de unha

 

Pergunta: Se ficar de outra cor é micose?

Às vezes, surge uma bactéria chamada pseudomonas que esverdeia a unha e pode se associar à micose também.
Além disso, podem ter hematomas. Os hematomas podem estar presentes junto com a micose e até terem sido o início da micose, mesmo quando surgem depois que a micose já está presente.
Isso porque a micose descola a unha e isso facilita acidentes, já que a unha fica mais solta, enganchando em qualquer lugar e levando a lesões e sangramentos.

 

Pergunta: Quando o paciente chega ao consultório com todos esses sintomas da micose, você já dá o diagnóstico ou precisa fazer algum exame?

Às vezes, não temos certeza do diagnóstico. Isso porque, em alguns casos, a unha já está alterada e não conseguimos ter certeza se isso é uma micose pura, se tem alguma doença de base e aquilo se transformou em uma micose ou se é só a doença.

Nesse caso, pedimos um exame, que chamamos de ‘exame micológico direto’ e a ‘cultura’, em que o médico dermatologista cultiva o material e examina no microscópio para ter certeza que é uma micose.

Como o tratamento para acabar com micose é muito prolongado, é interessante ter certeza de que é realmente a doença ou não, além de saber o tipo de fungo que está associado.

 

Tratamento para acabar com micose

Pergunta: A origem da micose é o fungo; há tipos diferentes e tratamentos diferentes. O remédio via oral é sempre necessário?

Nem sempre. Não precisamos de tratamento oral, por exemplo, em micoses do corpo; se for uma micose restrita, com poucas lesões, conseguimos usar pomadas para resolver.

Mas a micose dos pés, dos pelos (barba e couro cabeludo) e da unha, vão precisar de medicamentos orais geralmente.

+ Melhor tratamento para micose: oral ou local? Veja aqui!

 

Pergunta: Essas medicações orais para micose provocam problemas no fígado?

Esse é um grande mito. Na verdade, o que acontece é o seguinte: o álcool não deve ser consumido junto com os medicamentos para acabar com micose, porque o fígado é o lugar em que nós detoxificamos o álcool e também os medicamentos.

Então, existem pacientes que consomem bebidas alcoólicas e não querem deixar de consumir nem para fazer o tratamento. Nesses casos, o médico contraindica porque sabe que pode haver uma sobrecarga.

Mas o remédio em si é mais inócuo do que o álcool; perto do álcool, o remédio não faz nada no fígado. Claro, ele é uma substância sim, mas indicada pelo médico, só traz vantagens ao paciente.

Vale a pena fazer o tratamento e não indico que o paciente faça por conta própria, sem consultar um médico de confiança e que realmente o indique uma boa medicação.

+ 5 dicas para prevenir fungos nas unhas

 

Acabar com a micose está mais fácil agora?

Bom, pessoal, por hoje é só. Espero que vocês tenham tirado suas dúvidas sobre os sintomas da micose e como identificar se esse é o seu caso.

Ah, não se esqueçam que no vídeo do início do artigo, você vê minha entrevista e lá eu conto mais fatos interessantes sobre o assunto, além de passar informações sobre a transmissão da micose e prevenção.

Se depois de ler o artigo e ver o vídeo você ainda tiver dúvidas sobre os sintomas da micose, é só deixar um comentário que eu te respondo. Até a próxima!

P.S.: Se você ainda não leu o artigo anterior, basta clicar aqui e conferir o que é micose e como acabar de vez com ela.

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Em uma entrevista para o programa ‘Viver é Melhor’, dei uma entrevista completa sobre o que é e como acabar com micose, trazendo informações completas sobre o assunto para quem ainda não entende como a doença funciona. Resolvi trazer esse conteúdo aqui para o blog também. Aproveite a leitura!

Você está com manchas vermelhas na pele, seus dedos estão descamando e as unhas descascando? Está sentindo coceira constante na cabeça e queda de cabelo?

Se você não sabe o que pode ser e está preocupado com tudo isso, saiba que esses são sintomas da micose.

De acordo com o Observatório Nacional de Onicomicose, um dos tipos mais prevalentes é a micose de unha.

Por isso, resolvi trazer informações sobre como acabar com micose e outras informações essenciais para entender o assunto de uma vez por todas. Curiosa? É só continuar a leitura!

 

O que é?

A micose é uma doença infecciosa, causada por fungos. Existem vários tipos de fungos e eles podem pegar na pele, em diferentes lugares.

É possível ter micose, por exemplo, no couro cabeludo, na unha, no corpo, na virilha, na barba etc. Cada um desses lugares vai ter uma denominação diferente e um tipo de tratamento um pouco diferente também.

 

Pergunta: Nessas regiões que podemos ter micose, percebemos algumas características em comum, como: lugares mais úmidos e mais escondidos. Essas são características da região onde mais podemos ter micose?

O fungo gosta de ambientes quentes e úmidos. Então, normalmente, é o lugar em que mais temos micose, mas podemos ter micose em qualquer parte da pele.

Existem fungos que são mais específicos dessas regiões quentes e úmidas, enquanto outros são mais específicos para outras áreas com características diferentes.

Há tipos diferentes de micose e também de fungos. A maior parte das micoses é causada por fungos especialistas em comer a queratina (proteína que forma a nossa pele, cabelo e unhas) de qualquer parte do corpo, chamados de dermatófitos.

 

Pergunta: Esse tipo de fungo tem alguma preferência por tipo de pele ou região?

Não, esse fungo pode ficar em qualquer lugar da pele, mas vai ter uma facilidade maior de penetrar seguindo algumas características próprias de cada local da pele.

Por exemplo: os pés são lugares em que os fungos mais gostam de infectar, por várias características (como o fato de calçarmos sapatos, não usar meias e repetir o mesmo sapato várias vezes seguidas).

Isso acaba deixando o ambiente quente e úmido, que são as características preferidas deles. Além disso, o próprio sapato tem restos de pele, então o fungo não morre; ele fica lá esperando para voltar e se alimentar.

 

Pergunta: Há tipos diferentes de micose?

Sim. Temos algumas micoses chamadas de micoses profundas. O dermatologista também trata essa doença, mas ela não é a micose comum do dia a dia.

Geralmente, quando falamos em micose, estamos falando das superficiais, que são as causadas principalmente pelos fungos dermatófitos, mas que também podem ser causadas por fungos presentes em animais de estimação e podem ser transmitidos para os humanos mais próximos.

Já as micoses profundas são mais raras, mais graves e dependem de contato com substâncias na natureza. Então, é mais difícil de pegar.

A mais comum dentre as raras é a esporotricose, que deve até uma epidemia no Rio de Janeiro em 2019, fica nos espinhos das rosas e também podem ser transmitidas pelos gatos. Mas essa é uma micose profunda e não é sobre ela que vamos falar hoje.

 

Pergunta: Quem faz esses diagnósticos e tratamentos para acabar com micose é sempre o dermatologista?

Sim, porque elas podem se assemelhar com outras doenças que não são infecciosas e não são micoses e que precisam de tratamentos totalmente diferentes.

Por isso, o dermatologista é o médico indicado nesse caso. Falei sobre isso, inclusive, nesse outro artigo sobre como acabar com micose.

 

Pergunta: Quais são os tipos de agravamentos de uma micose se ela não for tratada?

Em um paciente diabético, por exemplo, ela pode ser o caminho de entrada para uma infecção bacteriana (como a erisipela, por exemplo).

Mesmo para pacientes que não têm esses e outros problemas de saúde, a micose pode ser uma porta de entrada para doenças mais graves.

Fora isso, é importantíssimo acabar com micose fazendo o tratamento certo e acompanhado pelo médico. Até porque essa doença interfere na qualidade de vida e causa desconforto.

Na micose dos pés, uma das mais comuns, os pacientes, muitas vezes, não sabem que têm, já que alguns possuem sintomas mais leves (como o pé seco e descamativo).

Independente de sintomas mais leves, é necessário tratar sempre, porque isso pode afetar as unhas e o impacto disso é muito grande (vamos falar disso mais à frente).

 

Pergunta: Quando falamos que é uma inflamação, como isso acontece? Entramos em contato com o fungo e o que ele começa a causar na nossa pele para a gente ter essa resposta inflamatória?

O fato de ter um microorganismo que não é normal (patogênico, que está te agredindo) na flora cutânea, no meio desses nossos outros microorganismos que convivem em harmonia, criamos uma resposta contra ele.

Essa resposta é uma inflamação do organismo para tentar se livrar do fungo. Não conseguimos, necessariamente, cumprir esse objetivo, mas temos dispêndio de energia, proteína e das partes nutricionais para tentar criar essa reação contra o fungo.

Além disso, não tratar e acabar com micose do jeito certo pode fazer com que esse processo se arraste por mais tempo e nosso sistema imunológico começa a cansar de lutar por tanto tempo.

Temos, por exemplo, a homeostase. Ela representa o nosso organismo funcionando perfeitamente e o fato de ter uma micose acaba perturbando a homeostase.

Não sabemos ainda quais seriam todas as consequências, mas isso perturba a ordem normal, a flora normal que temos no organismo e isso pode sim levar ao surgimento de outras doenças mais à frente.

 

O que falta para acabar com micose?

Se você ainda tem dúvidas sobre acabar com micose, precisa conferir alguns outros artigos que podem te ajudar.

Listei os top 5 posts sobre o assunto para você entender por completo a doença e saber qual atitude tomar. Confira:

Micose de unha: o que é e como identificar se é o seu caso
Melhor tratamento para micose: local ou oral? Veja aqui!
Câncer de unha pode ser confundido com micose: saiba a diferença
10 coisas que você precisa saber sobre micose de unha
5 dicas para evitar micose de unha

E então, ainda com dúvidas? É simples: deixe um comentário, que eu te respondo o mais rápido que puder. Espero que tenham gostado do conteúdo!

Na próxima semana, sai a parte 2 do guia sobre como acabar com micose. Para não perder, é só deixar seu e-mail ao fim dessa página e receber os avisos em primeira mão.

Até mais!

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Olá, pessoal! Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi e hoje resolvi trazer um pouco de informações sobre a importância de tratar a micose da unha e o que você deve fazer nesses casos.

Mas você sabe o que é micose da unha? Vou contextualizar…

A micose da unha é causada por fungos, que produzem uma substância que consome a queratina da unha (que é a proteína presente na unha, no cabelo e na pele).

Com isso, acontece uma descamação embaixo da unha com separação em relação ao leito ungueal, deixando com uma estética ruim.

A grande questão aqui é que há muitos diagnósticos diferenciais, ou seja: muitas coisas que podem aparecer na unha e lembrar uma micose, mas que não são micoses de unha.

Algumas vezes, para ter ideia, o problema pode ser até mais sério, como tumores, por exemplo. Claro que essa é uma exceção, mas é só para que você já entenda a importância do diagnóstico correto antes de tratar a micose. Falando nisso…

 

Importância do diagnóstico antes de tratar micose de unha

Como você viu, nem tudo que descola a nossa unha é micose! Por isso, os médicos dermatologistas pedem exames para confirmar primeiro.

Afinal, para começarmos o tratamento da micose, é fundamental estabelecer o diagnóstico de forma correta.

Isso porque o tratamento é prolongado; é muito difícil propor o tratamento sem ter certeza do que é. Demoramos cerca de 6 meses a 1 ano para tratar a micose completamente, então precisamos ter muita certeza do diagnóstico.
Para você ter uma ideia, temos o diagnóstico diferencial com:

1. Psoríase (doença inflamatória)

2. Descolamento simples (causados por traumas)

3. Tumores (que também podem ser benignos)

Essas doenças também podem levar ao descolamento da unha e a um aspecto que lembre a micose.

 

5 formas usadas para descobrir se é micose ou não

1 – A primeira coisa que os médicos dermatologistas sugerem ao cliente é o exame micológico direto. Coletamos o material embaixo da unha e mandamos para o laboratório analisar e verificar no microscópio se existe a presença de hifas.

2 – Alguns dermatologistas também têm um microscópio no consultório. Nesse caso, é possível fazer essa análise durante a sua própria consulta, sem precisar mandar ao laboratório.

3 – Mesmo assim, às vezes pedimos a cultura. Esse é um exame que cultiva o material retirado para entender o tipo de fungo que está na sua unha.

4 – Temos também a dermatoscopia, aparelho que usamos no consultório com lente de aumento para ver padrões característicos, fazer o diagnóstico e começar a tratar a micose.

5 – Por fim, quando nada disso dá certo, ou no caso do médico dermatologista precisar descartar alguma hipótese, podemos coletar um pedacinho da ponta da unha e enviar para o exame como se fosse uma biópsia. Assim, o patologista consegue nos dizer se isso é ou não uma micose, nos autorizando a fazer um tratamento adequado.

Além disso, talvez seja necessário desgastar ou arrancar essa unha, dependendo de cada caso, podendo ser feito no consultório ou em casa.

 

Métodos para tratar a micose

Muitas vezes, tratar a micose exige medicamentos não apenas de aplicar, mas também do tipo oral, dependendo do tipo de micose que o paciente tem.

O tratamento pode ser feito por via oral e tópica e também com retirada ou desgaste da placa da unha.

Mas lembrando que cada caso de micose é diferente do outro, por mais que pareça a mesma coisa. Um bom médico dermatologista consegue entender isso e individualiza os tratamentos.

Isso é ideal porque precisamos enxergar com transparência o leito ungueal. Ao fazer um exame completo do paciente, em busca de lesões que possam ser malignas, temos que também examinar as unhas.

Essa transparência que as unhas têm permite que o dermatologista avalie se tem alguma lesão ou alteração que exige um cuidado maior.

 

#DezembroLaranja

Lembrando que estamos no Dezembro Laranja e precisamos alertar e passar informações importantes sobre os riscos do câncer de pele por conta da exposição solar sem a proteção devida.

Aqui vai o meu alerta: é muito bom se expor ao Sol, mas é preciso ter cuidado e respeito com essa exposição para não aumentar o risco de desenvolver o câncer de pele.

Mas por que estamos falando disso? Simples: a unha faz parte da pele e desse contexto como um anexo cutâneo.

Para a unha, o problema maior não seria tanto a questão da exposição solar, mas do trauma.

E então, você quer saber mais sobre como tratar a micose? Já fez o seu exame? Deixa um comentário aqui embaixo ou clique aqui para agendar um horário comigo.

Por hoje é isso. Até a próxima!

P.S.: Me siga no Instagram e LinkedIn também, tenho vários conteúdos sobre o assunto por lá.
Dra Tatiana Gabbi
Crm 104415
Rqe 31137

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Se você ‘caiu de pára-quedas aqui, deve estar se perguntando por qual razão estou falando de mente positiva; afinal, o que isso tem a ver com saúde, pele, cabelo, unhas? Tudo, tem tudo a ver e já vou te explicar.

Em primeiro lugar, antes de aprender sobre mente positiva, você precisa saber disso: seu corpo e sua mente coexistem, eles fazem parte de um todo.

Engana-se quem acha que sentimentos são uma coisa e organismo é outra. A verdade é que ignorar qualquer aspecto emocional ou cognitivo te afasta das manifestações físicas da aparência.

Quer um exemplo muito simples entre mente positiva e saúde? Os remédios placebo.

Os placebos funcionam porque as pessoas esperam que isso aconteça quando não sabem que estão tomando uma pílula sem nada, por exemplo.

Isso porque a pessoa acredita que ele funciona, causando algumas mudanças no cérebro e gerando consequências positivas para todo o corpo.

Ou seja: a mente positiva, acreditando que algo dará certo, é muito mais poderosa do que imaginamos e tem o poder de alterar muitas coisas no nosso organismo. Quer saber mais? Me acompanhe!

Mente positiva e a teoria do desafio e resposta

Arnold Toynbee, historiador, criou a teoria do desafio e resposta da história. Ele estudou a ascensão de 20 civilizações mais importantes do mundo e suas quedas.

O resultado foi: todas elas começaram com 3 pessoas que sobreviveram a alguma destruição de sua comunidade.

Além disso, todas elas enfrentaram também alguns desafios externos (como uma tribo hostil, por exemplo). Para que pudessem sobreviver e prosperar, todos do grupo tinham que se organizar e lidar com tudo de forma construtiva e positiva.

Afinal, se esses desafios fossem vistos com bons olhos, como uma forma de alcançar o sucesso e não como um impedimento, a comunidade prosperaria e conquistaria ainda mais resultados até nos desafios mais complexos.

Esse é o poder da mente positiva. Em contrapartida, o declínio das civilizações aconteceu quando os líderes e cidadãos não tinham mais disposição ou capacidade para se levantar diante dos desafios inevitáveis.

Por isso, digo sem medo: o sucesso é fruto de uma mente sã e que enxerga oportunidades de crescer e não barreiras gigantes.

É possível pensar positivo ou é utopia?

Como tudo na vida, a mente positiva também se trata de hábitos. Para olhar os obstáculos como desafios em vez de empecilhos, você precisa se esforçar bastante.

Com um tempo, você vai perceber que sua postura será mais otimista perante os problemas e as conquistas serão mais fáceis.

No começo, pode ser complicado pensar de forma positiva; sabemos que, muitas vezes, não conseguimos controlar tão bem a nossa mente.

Mas, ao manter o hábito, tanto na vida pessoal quanto profissional, você consegue olhar de forma positiva até nas posições mais difíceis e usar qualquer novo desafio como uma motivação para conquistar.

Como a mente positiva te ajuda?

Na vida pessoal, você consegue treinar sua mente para usar obstáculos como motivação para realizar seus projetos, como: comprar um carro, fazer uma faculdade, casar etc.

Quem cultiva emoções positivas se sente mais confiante em situações mais complexas e tem uma chance maior de sucesso.

Já na vida profissional, a mente positiva ajuda no crescimento e precisa estar na rotina de quem quer crescer e se desenvolver.

É normal ter emoções ‘negativas’ ao receber desafios no trabalho, como quando você recebe uma meta muito alta para atingir, por exemplo.

O que faz a diferença entre um profissional de sucesso, que vai bater até as metas mais absurdas, e o fracassado é o tipo de mentalidade que cada um tem.

Dicas rápidas para ter uma Mente Positiva

  1. Medite
  2. Seja grato(a)
  3. Use palavras construtivas
  4. Coma saudável (mindfull eating)
  5. Foco no presente
  6. Companhias positivas
  7. Seja prestativo à todos
  8. Descanse
  9. Ouça músicas que te animem
  10. Faça exercícios

Essa lista da Entepreneur pode te ajudar a construir uma mente positiva…

Ao pensar negativamente sobre um problema, desafio, objetivo ou qualquer outra circunstância, é preciso refletir.

A Entepreneur fez uma lista que pode te ajudar a conquistar seus objetivos e olhar o ‘copo meio cheio’. Confira!

  1. Alguém já enfrentou o mesmo desafio que você e superou
  2. Nada é impossível, tecnicamente
  3. Sempre tem uma saída – tente olhar por outro ângulo ou se afastar um pouco para enxergar
  4. Não é errado pedir ajuda
  5. Se você controla a energia da sua mente, você controla seus resultados

Ah, e ao praticar a mente positiva, lembre-se: Jim Robin afirma que você é a soma de 5 pessoas com quem você anda.

Então, olhe ao redor e mantenha por perto apenas as pessoas que te agregam e te colocam pra cima! Evite relacionamentos tóxicos e torne a mente positiva um hábito.

E então, alguma dúvida sobre pensamentos positivos e saúde? Deixe o seu comentário e eu vou te responder.

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A resposta curta é: sim, o sono da beleza existe. Muita gente acha que é apenas uma expressão, mas a verdade é que o período de sono é um dos mais importantes para o organismo humano.

É durante o sono da beleza que o seu corpo exerce diversas funções e uma delas é o envelhecimento das células.
O impacto na saúde é tão grande que é possível notar quando alguém teve uma noite mal dormida apenas pela pele.
Uma das consequências de não tirar o sono da beleza é o aumento do hormônio do estresse, chamado cortisol, que provoca o envelhecimento da pele.
Funciona assim: quando o estresse se torna crônico, ele tem repercussões biológicas, deixando a pele com menos brilho, mais fina e com menos elasticidade, linhas finas, rugas, manchas de idade e flacidez.
Outro ponto é que a diminuição do débito do sono causa o aumento de citocinas pró-inflamatórias, causando também sonolência diurna excessiva e, consequentemente, queda no nosso desempenho.

Ou seja: o famoso sono da beleza é um grande aliado da saúde da nossa pele. Uma boa noite de sono, além de nos manter relaxados e mais dispostos, contribui ativamente para evitar o envelhecimento cutâneo!

Hábitos para seu sono da beleza

Se você está em dúvida sobre como ter um sono da beleza como nunca antes, separei alguns hábitos que podem e devem ser adotados para a “higiene do sono” – inclusive, também compartilhei um post sobre isso no meu instagram.

Aqui estão as dicas para a sua higiene do sono:

1 – Evite cafeína, tabaco e álcool

As bebidas com cafeína (refrigerantes de cola, cafés e chás) estimulam seu organismo e podem te manter acordado. O ideal é evitar esse tipo de bebida pelo menos 4 horas antes do seu horário de dormir.

2 – Crie uma rotina de sono

Além de definir um horário para se deitar todos os dias, defina também um horário fixo para se levantar (mesmo aos fins de semana, férias e feriados).
Esse hábito do sono da beleza permite que o seu organismo defina um relógio interno e só tente adormecer no horário certo, evitando as sonolências durante o dia.
Ah, é importante estabelecer horários regulares de despertar independentemente da duração do sono anterior.

3 – Não vá para a cama (a menos que esteja com sono)

Espere ter sono para depois deitar. Caso você se deite e, depois de 20 minutos, perceba que não está conseguindo dormir, não fique na cama…
Levante-se, leia um livro, escreva alguma coisa e se ocupe até se sentir sonolento o suficiente para tirar seu sono da beleza.

4 – Crie um ambiente que induza o sono da beleza

O hábito de dormir bem só é conquistado totalmente quando você tem um ambiente que te permita relaxar e ter um sono adequado.

Algumas dicas para isso são manter o quarto:

  • Escuro
  • Em silêncio
  • Com uma temperatura agradável
  • Roupa de cama confortável

Você pode usar ventiladores, tampões de ouvido ou, até mesmo, cortinas escuras para que seu organismo saiba que esse é o momento do sono da beleza.

5 – Faça exercícios físicos exposto à luz

A luz natural é uma poderosa aliada para o seu relógio biológico; é isso que avisa ao seu corpo que está no horário de despertar e começar a trabalhar.

Por isso, aproveite a luz natural para se exercitar e faça pequenas pausas também para se expor à ela.

Falando nisso, não deixe de fazer atividades físicas; isso é essencial para manter sua mente e seu corpo em alerta e te dar mais disposição para as outras atividades do cotidiano.

Em contrapartida, evite fazer exercícios pelo menos 3 horas antes de dormir e também não fique em ambientes muito iluminados perto da hora de adormecer.

6 – Reduza o tempo na cama

Isso vai fazer seu organismo combinar com o tempo real de sono. Quando você fica na cama por muito tempo e está acordado, o seu organismo pode confundir esse tempo e acabar com o seu sono da beleza.

Falando nisso, evite a cama durante o dia. O cérebro aprende o que ensinamos a ele e, se ficamos na cama por várias horas ao dia, fazendo diversas atividades (como acessar a internet, comer, assistir TV etc.), ele não vai associar seu quarto ao sono.

Por isso, ao se levantar no horário proposto, fuja do quarto e faça suas atividades em outros ambientes, principalmente se você está trabalhando Home Office.

E então, já está craque no sono da beleza? Todos esses tópicos são essenciais para o sono da beleza e para manter o ciclo circadiano regulado. Falei sobre isso neste outro artigo também, que você pode conferir aqui no blog.

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Você tem uma vida super corrida e quase não tem tempo nem para respirar, quem dirá comer? Então, esse post de mindful eating é uma leitura obrigatória para você!

Pode ser que você esteja pensando: “Eu quase não tenho tempo, mas conheço o mindful eating e estou praticando, estou comendo devagar…”

Desculpe, mas eu preciso te interromper agora, antes que seja tarde, porque: mindful eating não é comer devagar e mastigar por um ‘loooongo’ tempo.

Mindful eating, em tradução livre para o português, significa “alimentação consciente” – a maioria das pessoas nem sabe o que é isso.

A resposta rápida: alimentação consciente é comer com atenção, saborear os alimentos e dar importância à refeição.
Se você acha que isso é balela e que não faz diferença nenhuma, precisa ficar comigo aqui até o final e entender tudo o que você tem a ganhar se praticar mindful eating a partir da sua próxima refeição hoje. Vamos lá?

 

Mas por que eu estou falando de Mindful Eating?

Lembre-se: a nutrição é um processo ativo de assimilação dos elementos presentes nos alimentos!

E, pasme: isso faz parte do expossoma do envelhecimento cutâneo! Portanto, uma boa alimentação é base para uma pele bonita.

Isso porque prestar atenção ao que você está comendo é o primeiro passo para detectar hábitos poucos saudáveis cada vez que eles aparecem.

Se você pode identificar, você pode deter. Isso significa que, ao “comer com a consciência em vez da emoção” faz com que você tenha novos hábitos.

Além disso, os problemas de pele são consequências de uma nutrição incorreta, estresse e hormônios.


Acredite, o estresse é o maior ladrão de beleza de todos os tempos!

As cicatrizações das feridas ficam mais lentas, a inflamação dispara e as glândulas sebáceas ficam exageradas. Isso afeta sua pele de várias formas, como:

– Acne, pelo hormônio liberador de corticotropina (envolvido na resposta ao estresse);

– Aceleração dos sinais de envelhecimento, como rugas e linhas (muito cortisol diminui a reparação natural e a formação do colágeno para lidar com áreas danificadas);

– Piora de quadros de doenças de pele, como doenças inflamatórias que pioram com o estresse (psoríase, acne e eczema são algumas delas).

A boa notícia é que a atenção plena se tornou uma das principais formas de aumentar a felicidade e reduzir o estresse, principalmente quando falamos de alimentação.

Esse estudo provou que a atenção plena ajuda a melhorar a cicatrização das feridas logo nos primeiros dias.

 

Como funciona a alimentação consciente?

A alimentação consciente te ajuda a decidir o que deve comer e por quais motivos. O mindful eating te ajuda a estar ciente sobre isso, em vez de apenas comer qualquer coisa que vir pela frente.

Mindful eating se trata de comer com atenção plena e apreciar o momento, com consciência do próprio corpo, das sensações e pensamentos.

Assim, você consegue reconhecer e diferenciar se está com vontade de comer ou com fome mesmo.

Ah, e você pode não saber, mas existe a fome física e a fome psicológica ou emocional. No segundo caso, você come apenas para se confortar.

A prova disso é que, se você não pratica o mindful eating, provavelmente, vive com dificuldade de definir se está satisfeito realmente ou não; você não sabe a hora de parar.

 

Os níveis do Mindful Eating

Para simplificar o assunto, separei o prato em 4 partes que você precisa para praticar o mindful eating. Geralmente, é assim que eu faço e, como é bem simples, você já pode começar na sua próxima refeição:

1 – Observar: fique atenta ao seu corpo – estômago roncando, alto estresse, sensação de estar cheio ou vazio, satisfação e energia.
2 – Saborear: sinta o aroma da comida, o sabor, a textura e entenda quais sensações isso te causou.
3 – Interagir: esteja presente. Esqueça o celular, tv e outras distrações nesse momento; apenas coma, com atenção total no que está fazendo.
4 – Explorar: não se culpe e nem imponha regras rígidas de alimentação nesse primeiro momento; a opção racional é a melhor escolha (as emoções podem aumentar o estresse e distúrbios alimentares).

Depois de tudo isso, se atente aos sentimentos que cada um te causou e anote isso cerca de 30 minutos depois que comer.

 

E hoje trago dicas para o mindful eating!

1 – Antes de iniciar a refeição, agradeça pelo alimento que está diante de você. Eu acho que não tem uma forma melhor de se conectar com o mindful eating.
2 – Evite distrações na hora da refeição: afaste celulares, televisão, telas, livros. Concentre-se no momento presente e no que você está fazendo. Tem quem goste de colocar uma música suave para acompanhar.
3 – Comece pela salada: veja os elementos presentes no prato, a beleza dos ingredientes e das proporções. Em seguida, selecione uma parte e mastigue cuidadosamente, prestando atenção plena às texturas e aos sabores.
4 – Deixe os talheres encostados enquanto faz isso: essa é uma forma de reduzir a velocidade do processo.
5 – Só então passe ao prato principal, repetindo exatamente o mesmo movimento.
6 – Deixe que seu corpo alcance o cérebro: desacelere, coma e pare quando o seu corpo te avisa que está cheio.
7 – Seu corpo tem sinais pessoais de fome; aprenda a reconhecê-los e entenda se a alimentação é uma resposta ao desejo emocional ou às necessidades do corpo?
8 – Em vez de apenas comer sozinha, em horários aleatórios, coma com outras pessoas em horários e locais determinados.
9 – Mas lembre-se: tudo começa pela sua lista de compras. Veja o que satisfaz a sua necessidade nutricional e prefira esses alimentos em vez dos que têm apenas ‘valor emocional’.

 

Você já está praticando o mindful eating se…

-> Reconhece que não há jeito errado ou certo de comer, mas existem sim vários níveis de consciência na experiência da comida.
-> Aceita que suas experiências alimentares são apenas suas.
-> Dirige sua atenção no momento da refeição por escolha própria.
-> Se conscientiza sobre cada alimento e como ele pode favorecer sua saúde e bem-estar.
-> Está ciente que a alimentação influencia diretamente TODO o seu corpo e quer cuidar bem de você.


Mindful eating vale a pena e esses são apenas alguns dos benefícios…

– Reduz a ansiedade

– Combate o estresse

– Melhora a saciedade

– Alimentação com propósito

– Controle da sua própria vida e sentimentos

– Reconhece os gatilhos emocionais que te impulsionam

– Aprende a gerenciar suas emoções com maior facilidade

– Começa a ouvir os pensamentos e decide obedecê-los ou não

– Evita a compulsão por alimentos hipercalóricos no fim da refeição.

 

Gostou? Comente se você já utiliza alguma dessas dicas de mindful eating no seu dia a dia ou se tem alguma outra aqui nos comentários!
P.S.: Aproveita para me seguir no Instagram; faço vários conteúdos legais por lá!

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Você já ouviu falar em ritmo circadiano? Sabia que é ele o responsável por regular todo o funcionamento do seu corpo? Veja mais neste artigo!

Todas as nossas células que compõem o nosso organismo são reguladas por um sistema inteligentíssimo. Temos um relógio biológico que, de forma natural, se ajusta e se ativa com base em sinais externos associados à luz e à escuridão.

Além disso, possuímos relógios periféricos que se ajustam principalmente com a alimentação, entre outros estímulos.

Quer saber mais sobre como funciona o ritmo circadiano e o que ele tem a ver com todo o seu dia? Continue a leitura!

O que é ritmo circadiano mesmo?

O ritmo circadiano, controlado por esses relógios biológicos, compõe o ciclo vital que controla o organismo diariamente para cumprir funções fundamentais, tais como:
– Regular a temperatura corporal;

– Equilibrar os níveis de açúcar e de hormônios;

– Além de orquestrar o sistema de regeneração e reparação celular.

Esse ritmo circadiano ou ciclo circadiano se refere ao período de 24h que o ciclo biológico que baseia praticamente todos os seres vivos.

Algumas das fortes influências no ritmo circadiano são:

– Luz

– Temperatura

– Movimento de maré

– Vento

– Dia

– Noite

Ou seja, seu corpo tem um metabolismo, que é controlado por um relógio biológico. Este, por sua vez, determina os períodos de menor ou maior energia, que têm relação direta com o ciclo escuro e claro da luz solar.

Os ciclos do ritmo circadiano são mentais, físicos e comportamentais.

Mas para que serve o ritmo circadiano?

Para regular essa atividade física, fisiológica, química e psicológica do seu organismo, que pode influenciar no estado de vigília, no sono, na temperatura corporal, na regulação das células e até na digestão.
De forma mais clara, o ritmo circadiano pode influenciar em coisas como:

– Horário de dormir

– Temperatura corporal

– Níveis de hormônio

– Estado de alerta

– Apetite

– Pressão sanguínea

– Metabolismo

Alguns dos fatores externos que influenciam no seu ritmo circadiano podem ser: exposição à luz de aparelhos eletrônicos (a famosa luz azul) em horários inapropriados, cafeína e drogas.

Ritmo circadiano dia e noite

Durante o dia, os ritmos circadianos estimulam o despertar da nossa pele, aumentando o seu potencial de autoproteção e otimizando a biotransformação de vitamina D.
Por esta razão, recomenda-se utilizar produtos cuja principal propriedade seja a ação antioxidante, pois eles exercem proteção contra as agressões de agentes externos.

À noite, os ritmos circadianos aumentam a taxa de reparação e regeneração celular, uma vez que a pele não está submetida a agressões, como a radiação UV.

Além disso, produz-se um aumento da microcirculação, gerando uma maior desintoxicação e maior aporte de nutrientes para as nossas células.

Os produtos recomendados para aplicar à noite contêm ativos que estimulam os mecanismos de autorreparação e auto regeneração da pele para, assim, ajudar a reparar os danos produzidos durante o dia.

Além desses cuidados básicos, a tecnologia já nos trouxe inovações nesse setor!
Já temos cosmecêuticos (cosméticos + produtos farmacêuticos) inteligentes, baseados na cronobiologia, que atuam em função do momento em que são aplicados na pele.

Ou seja: o mesmo produto, com os mesmos princípios ativos, poderá ter propriedades distintas em função de ser aplicado durante o dia ou durante a noite.

O que a alteração no ritmo circadiano causa?

Deixar o seu ritmo circadiano desregular pode ter algumas consequências sérias, como:

– Sonolência durante o dia

– Desempenho menor no trabalho

– Propensão maior a acidentes

– Depressão

– Ansiedade

– Pouca agilidade mental

– Maiores riscos de obesidade e diabetes

Você pode até gostar de trabalhar à noite, por exemplo, mas o ritmo circadiano entende que esse é o horário de descansar.

De acordo com a biologia do seu corpo, o horário noturno é feito para dormir e é por isso que não temos a visão noturno, olfato e audição aguçados para esse horário como alguns animais possuem.

Não sou só eu que estou falando, são as estatísticas e os acontecimentos.

Os desastres mais problemáticos da história aconteceram no horário noturno, como o acidente na Three Mile Island e o Chernobyl.

Para ter ideia, essa pesquisa mostrou que 25% a 30% dos profissionais que trabalham com turnos alternados têm crises de insônia ou sonolência em excesso.

Algumas dicas para manter o seu ritmo circadiano

A primeira de todas é: durma cerca de 7-8hs por dia e de preferência antes das 22hs.
De uma forma geral, é preferível acordar cedo do que ir dormir tarde, em termos cronobiológicos.

A segunda dica é: faça a higiene do sono evitando telas e luzes artificiais próximo do horário de dormir.

A terceira dica é: evite substâncias que podem afetar seu sono após as 16h, como álcool, nicotina e cafeína.

A quarta dica é: consuma bebidas frias, como água ou chá gelado.

A quinta dica é: se exponha à luz natural solar (claro, com proteção e em horários adequados).

A sexta dica é: tire uma soneca de 15 minutos após o almoço, se puder.

Se você tem dúvidas sobre o seu ritmo circadiano e de como isso funciona na sua pele, precisa falar com um especialista. Esse é o seu caso? Então, clique aqui e agende o seu horário!

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Micose de unha: nem tudo que descola a unha e a deixa amarelada é micose, mas, atualmente, nós conseguimos fazer esse diagnóstico com o auxílio de um dermatoscópio.

O dermatoscópio é um aparelho que aumenta a imagem e nos dá novos elementos visuais, que permitem uma série de diagnósticos.

Apesar disso, o padrão ouro continua sendo o exame micológico direto – quando conseguimos enxergar as hifas e outros elementos do fungo.

A micose de unha é uma doença causada por fungos, microorganismos apenas visíveis no microscópio (arraste para o lado para ver), que se alimentam da queratina (proteína que forma as unhas).

Esses fungos se organizam em colônias que podem ser vistas como amareladas/esbranquiçadas e de aspecto algodonoso sob a unha.

O tratamento é feito com medicamentos orais, combinados ou não com tratamentos tópicos, a critério médico.

Uma micose que atinge todo o comprimento da unha e chega a encostar a região da cutícula leva mais tempo para tratar do que uma micose mais na ponta da unha.

E não tem jeito: isso não cura sozinho, os lasers podem auxiliar, mas ainda não foram totalmente validados para o tratamento. Pior ainda: às vezes, aquela lesão na sua unha não é uma micose, pode ter algo mais sério por baixo.

P.S.: Quer saber mais sobre os tratamentos para micose de unha e outras doenças? É só ler este outro artigo.

 

Postado por Dra. Tatiana Gabbi

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