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Filtro solar e a vitamina D

Todos sabemos da importância do filtro solar quando nos expomos ao sol por períodos prolongados, seja na praia, piscina ou durante atividades esportivas ao ar livre. Mas uma dúvida que muitos têm é em relação ao uso diário do filtro solar. É importante? Todos devem usar? E a vitamina D, como é que fica?

A exposição à luz solar gera alterações irreversíveis e cumulativas no DNA das nossas células da pele. Com o tempo, a produção de colágeno e da elastina, responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele, fica menos efetiva. Além disso, surgem manchas características que denunciam o passar dos anos. Uma forma de retardar e prevenir tudo isso é com o uso diário do filtro solar, sobretudo na pele do rosto e das mãos.

Algumas pessoas desenvolvem câncer de pele ou doenças cutâneas que pioram com o sol. Nesses casos, não há o que fazer: o filtro solar é necessário para evitar que mais dano solar se some ao que já aconteceu. Quanto mais jovem o indivíduo quando desenvolveu o câncer de pele, mais importante é o uso do filtro solar diariamente.

Quanto à produção de vitamina D: realmente a vitamina D é produzida na pele e com a exposição ao sol mais forte, aquele das 10h às 16h. Isso porque a gordura presente na pele (colesterol) precisa ser quebrada pelo UVB do sol para ser absorvida pelo organismo. Sobre esse tema, temos 5 reflexões importantes:

1) Ainda não existem filtros solares que permitem a produção de vitamina D, mas eles estão em estudo e devem surgir futuramente!

2) Por enquanto a recomendação deve ser individualizada: pessoas que já tiveram câncer de pele, que têm câncer de pele ou com risco elevado para o desenvolvimento desse tipo de problema não devem se expor ao sol sem o uso do filtro solar e de outras medidas fotoprotetoras.

3) Pessoas com doenças que pioram com a exposição ao sol tampouco devem se expor ao sol com o objetivo de produzir vitamina D. Tanto aqui como no caso anterior, é necessário suplementar esses indivíduos, se porventura eles sejam deficientes. Em alguns países, adota-se a suplementação sistemática nesses casos.

4) Para produzir vitamina D, não é necessário ficar vermelho! Precisamos de uma dose que varia de pele para pele, sendo menor nos indivíduos de pele mais clara e maior naqueles de pele mais escura. Isso acontece porque a melanina atrapalha a produção de vitamina D, então ficar bronzeado não é uma boa estratégia para quem é deficiente da vitamina D.

5) Em média, no nosso país, necessitamos de 10-20 minutos de sol do meio-dia, 3 vezes por semana, com exposição de braços e pernas. A exposição excessiva ao sol consome a vitamina D produzida, uma vez que ela acaba sendo utilizada no reparo dos danos causados pele sol.

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