Nesse artigo nós vamos falar especificamente da melanoníquia estriada, que são aqueles riscos escuros nas unhas que aparecem de uma hora para a outra. O significado disso é que uma mancha (ou uma pinta) surgiu na fábrica da unha e, agora, a fábrica está produzindo uma unha escura naquele ponto, por isso vemos uma linha ou uma faixa de unha escura.

O resultado do tratamento podemos verificar na primeira foto, a unha completamente saudável.

Nos adultos, principalmente quando acima dos 50 anos de idade, presente em unha única e naqueles de pele clara, devemos lembrar que esse é um sinal que deve ser sempre examinado por um médico dermatologista, que tenha familiaridade com as doenças das unhas. Isso porque, em algumas situações, isso pode indicar a necessidade de fazer a biópsia no local. Geralmente, essa biópsia não deixa sequelas.

A biopsia é indicada em adultos, pois pode sinalizar coisas como: micose, reações medicamentosas, mas também o melanoma. Através da biopsia, podemos ter o diagnóstico preciso dessa lesão. Nesse vídeo eu mostro os principais sinais de gravidade em adultos.

 

 

 

E os riscos nas unhas das crianças?

No caso de crianças, os riscos nas unhas são um pouco diferentes: a maioria deles desaparece com o tempo de seguimento e só há gravidade quando a faixa começa a alargar com o passar do tempo. Sinais que são suspeitos em adultos, não são suspeitos em crianças.

Então, geralmente, o que é feito para crianças é o acompanhamento seriado, com fotografias. Nós vamos fotografando, com e sem dermatoscopia, e acompanhamos para ver se esses riscos nas unhas estão com a tendência de alargar ou com a tendência de esmaecer, desaparecer e ficar mais finos.

Se for o segundo caso, não faremos procedimentos cirúrgicos, vamos só acompanhar e é muito frequente que essa mancha tenda a desaparecer com o passar do tempo.
Caso os riscos nas unhas alarguem, aí sim nós iremos estudar a possibilidade de fazer uma biópsia para que os pais fiquem mais tranquilos.

 

Imagens dos riscos escuro nas unhas

Eu vou deixar aqui uma imagem para todos poderem entender como é essa mancha, que pode aparecer em crianças. E apresento também o seguimento clínico de um paciente meu de 8 anos de idade. A primeira e a segunda imagens foram feitas com o intervalo de um ano. E isso nos mostra que houve uma redução importante do calibre e da cor da lesão, que se tornou bem mais clara durante o acompanhamento.

Esse aspecto demonstra benignidade e, nesse tipo de caso, não há a necessidade de fazer procedimentos cirúrgicos ou biopsias, podemos só manter o acompanhamento clínico.

 

Caso tenha dúvidas, pode mandar aqui nos comentários ou pelo whatsapp!

 

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Recebi a seguinte dúvida por e-mail:

“Tenho uma mancha na unha há muito tempo e a minha mãe também. Nunca senti nada nessa unha e queria saber se por conta disso posso ficar despreocupado.”

E a resposta é:

Infelizmente, não!

É importante que tanto você quanto sua mãe sejam examinados e, de preferência, seguidos por um médico familiarizado com o problema.

Saiba que a maioria das manchas nas unhas é benigna, mas não temos como saber sem examinar e sem seguir quais são malignas e quais são benignas.

Outro dado relevante é que, quando pegamos o tumor no início, enquanto ainda está localizado, temos a chance de curar o paciente totalmente!!

Portanto não se justifica não ir ao médico nesses casos! Além disso, vemos alguns casos de melanoma em parentes, até porque a doença tem uma base genética.

Espero ter ajudado!

Não deixem de ler o artigo em que falamos sobre os sinais de gravidade.

Leia mais aqui e aqui também.

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“Tenho uma unha com uma listra preta igual às unhas com melanoma e já fazem +- 3 anos, quando eu descobri que poderia ser algo sério procurei um dermatologista. Fui em 3 dermatologistas diferentes e os 3 não pediram nenhum exame e disseram que não era nada. Então fiquei despreocupada. Mas há pouco tempo fui em uma manicure que estudou unhas e ela me falou que, sim, indicava uma doença. Então resolvi ir atrás novamente e procurar mais sobre e achei seu contato. Você poderia me informar o que eu poderia fazer? Obrigada.”

Recebo e-mails como esse diariamente. Infelizmente, o Conselho Federal de Medicina proíbe e considera antiético responder esse tipo de mensagem, por meio das redes sociais, pois entende que configura uma consulta à distância, algo ainda não permitido no nosso país. Por esse motivo, tomo essa mensagem como exemplo para orientar todas as mensagens recebidas anteriormente e aquelas mensagens que serão enviadas futuramente.

Como já disse em outros artigos e vídeos, essa mancha representa que há pigmento na fábrica da unha. Um médico familiarizado com o problema poderá indicar retirar um pedacinho para exame no microscópio (uma biopsia) ou não.

São sinais de preocupação:

  • Unha única acometida;
  • Pele clara;
  • Banda que se alarga com o passar do tempo;
  • Unha quebrada;
  • Pele ao redor manchada;
  • Idade acima dos 50 anos.

Quanto mais dessas características uma pessoa tiver, mais importante procurar o especialista!

Não precisa ter todos os sinais de preocupação presentes! Já vi melanoma em mulheres com idade abaixo dos 30 anos, por exemplo!!!! Então, se você está preocupada, faça uma consulta.

Se o médico ficar em dúvida, pode optar pelo seguimento com fotos ou pela biopsia. A biopsia consiste em tirar um pedacinho da matriz e analisar se aquela mancha é apenas uma cicatriz de um trauma ou se é uma pinta.

Caso seja uma pinta, o exame permite verificar se ela é benigna ou maligna. Se for uma pinta benigna ou uma mancha: não é necessário fazer mais nada!

Em muitos casos, as manchas podem até voltar depois de um tempo! E isso não deve ser considerado preocupante, desde que se guarde o resultado do exame para lembramos o que havia sido visto na biopsia!

Quando o exame revela algo maligno, em geral, é muito inicial e teremos que realizar uma nova cirurgia! A boa notícia é que, na maioria das vezes, conseguimos curar o paciente sem necessidade de tratamentos com quimioterapia ou radioterapia.

Por isso, se você tem uma mancha na unha, procure um especialista e fique de olho se ela muda com o passar do tempo!!

Em geral, não há remédios que possam clarear esse tipo de mancha, a não ser quando é causado por uma micose, mas isso é bem raro!!

Tem outra dúvida? Deixe nos comentários 😉

Fiz diversos posts sobre esse assunto. Veja todos eles aqui:

Até a próxima!

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Melanoníquia Estriada

 

Melanoníquia estriada

 

A melanoníquia estriada é uma pigmentação anormal em faixa que vai da base até a ponta da unha. Essa linha que pode ser castanha, cinza ou marrom e, em alguns casos, pode até ficar preta. Ela pode ser fina, extensa, acometer várias unhas ou uma só. Pode ser visível somente com determinada luz ou com aparelhos específicos, como o dermatoscópio, ou ser evidente a olho nu.

A linha escura na unha surge por um desses dois principais motivos: ou há um aumento da produção de melanina na matriz ou fábrica da unha (estrutura que produz a unha e fica logo antes da base dela) , ou pela proliferação de melanócitos, as células que produzem melanina. Em ambos os casos, o resultado é uma linha de cor diferente da cor normal da unha.

 

O primeiro tipo de alteração pode ser causado por muitos fatores, sendo os principais:

 

  • Infecção por fungo: nesse caso tratado com medicação específica;
  • Batida ou fricção na região, que pode acontecer em quem lava muita roupa à mão ou faz trabalhos artesanais, por exemplo
  • Medicações como o antibiótico minociclina e o AZT, usado para tratar HIV. Quando possível o remédio é trocado e isso pode melhorar esses quadros;
  • Predisposição genética que cursa com pigmentação da boca e das unhas;
  • Tumores raros da unha, benignos ou malignos.

 

Já o segundo tipo representa uma “pinta” na fábrica da unha e, como sabemos, as pintas podem ser benignas ou malignas.

Cada caso tem um tratamento diferente que visa, principalmente, afastar o agente causador do problema. Quando o problema é causado por medicações, por exemplo, o remédio pode ser trocado. No caso da infecção fúngica , usamos um medicamento específico para tratar a micose de unha.

É importante ter em mente que o tratamento não é feito para deixar a unha esteticamente melhor, já que apenas no caso da micose há uma restituição completa da cor e, mesmo assim, isso pode não ocorrer em todos os casos. O mais importante é fazer o diagnóstico correto e diferenciar esse problema das causas malignas. Se for uma doença maligna, é fundamental uma biópsia para determinar qual a doença em questão para determinarmos o melhor tratamento.

 

 


Melanoma na unha

 

Alguns dados ajudam a fazer essa distinção sem a necessidade de biópsia, enquanto em outros casos, nós temos que ter uma suspeita maior. Por exemplo, quando a mancha escura aparecer em várias unhas, acontecer em pessoas negras ou orientais e se houver casos na família, é mais provável que não se trate de um melanoma. Quando, ao contrário, a mancha surgir em uma única unha ou alargar rapidamente, o grau de suspeita é alto e um exame mais detalhado pode ser necessário.

Outros sinais de que a linha escura na unha pode ser uma lesão cancerígena são:

  • cor muito escura (podendo formar uma aparente linha preta na unha);
  • listra larga;
  • pigmentação na pele em volta e na cutícula logo abaixo da unha;
  • aparecimento súbito.

 


Biópsia de unha

 

Caso o dermatologista suspeite que possa ser um melanoma, ou não possa excluir isso somente com base na clínica, ele indicará uma biópsia para saber se de fato é uma lesão cancerígena. Neste exame, geralmente retira-se uma amostra de tecido entre a cutícula e a unha.

Caso o diagnóstico se confirme, o paciente é novamente encaminhado para a cirurgia e será feita a retirada de uma quantidade maior de tecido, geralmente chegando até o osso e, em alguns casos, fazendo uma amputação do aparelho ungueal.

O melanoma da unha que se apresenta dessa forma é geralmente um câncer de pele em estágio inicial e, por isso, a cirurgia costuma tratar a doença e ser curativa. Por isso é importante procurar o médico especialista assim que notar o surgimento do problema. A detecção precoce pode fazer toda a diferença.

 

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Oi, tudo bem? Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi e hoje vamos fazer a continuação do último texto aqui no blog [veja a parte 1 aqui].

Para você que está chegando aqui agora, fizemos uma live no Instagram (eu e o Dr. Walter Loureiro, também dermatologista) e tivemos tantas informações bacanas que resolvi fazer 3 posts com dicas para você tirar várias dúvidas sobre suas unhas.

Hoje vamos falar sobre unhas doentes e como evitar, passando alguns tratamentos importantíssimos de seguir no dia a dia.

Espero que vocês gostem bastante. Continuem aqui comigo até o final!

1 – Unhas doentes: Líquen

Surgiram algumas perguntas durante a live sobre o Líquen Plano Ungueal e quais eram os melhores tratamentos. Então, vamos começar por ele hoje.

O Líquen Plano Ungueal é uma doença inflamatória. Em primeiro lugar, é muito importante fazer um diagnóstico diferencial, porque tem muitas coisas que parecem Líquen Plano e não são.

Exemplo: a Psoríase pode se apresentar como dúvida de Líquen Plano, pode dar um diagnóstico diferencial. Ou seja: apenas olhando, não é possível dizer o que é com exatidão. Nesses casos, é necessário fazer uma biópsia para firmar esse diagnóstico.

Inclusive, pode ser trauma, então é muito importante investigar da forma certa. Isso porque, na unha, tudo é muito parecido – a unha engrossa, descola, fica escura, fica amarelada ou tem outras alterações e por várias causas diferentes em cada uma delas.

Sempre procure um especialista

Então, se você notar alguma alteração de unhas, vá a algum dermatologista e, se possível, em algum que seja especializado em unhas, porque se demorar muito no diagnóstico pode acabar complicando.

Uma doença como o Líquen Plano não gera um problema tão grande para a saúde da pessoa em geral, mas é gravíssima para a saúde da unha, porque ela deixa cicatriz que pode fazer com que não nasça mais unha.

Sobre o Líquen Plano Ungueal: tem tratamento e pode ficar muito bom se pegarmos desde o início.

2 – Unhas doentes: Linhas listradas (Melanoma e trauma)

A 2ª pergunta sobre unhas doentes foi sobre como diferenciar a Melanoníquia Estriada de trauma ou quando é uma Melanoníquia Estriada de melanoma. Mas antes de diferenciar, vamos conversar sobre o que cada um significa…

A nossa unha tem a cor da nossa pele, não tem pigmentação. Mas, assim como no resto do corpo, temos células que dão pigmento e que fazem com que ela tenha cor – assim como temos a pinta, por exemplo.

Mas no artigo 1, explicamos que tem uma dobrinha, que é o lugar que nasce a unha e fica protegido das coisas do meio ambiente, inclusive do Sol. Como as células que dão cor não pegam Sol, elas ficam dormindo e não produzem pigmentos.

Seja por um machucado, por uma inflamação ou por uma micose, isso faz com que ela acorde e comece a produzir o pigmento. Esse pigmento forma uma listra escura na unha, chamada de “melanoníquia”.

Esse que falamos acima é um tipo de melanoníquia, que chamamos de ativação melanocítica. Aqui, você tem o número normal de células, nada de diferente está acontecendo; a diferença é que a área que estava dormindo acordou.

Temos também as melanoníquias pela hiperplasia, que é o aumento no número de células. Ou seja: não temos mais o número normal, mas várias outras células diferentes que começaram a produzir pigmentos.

Tipos de hiperplasia

1 – Hiperplasia benigna: é uma pinta, uma mancha, sardas e outros que também podem aparecer no dedo, mas não é câncer.

2 – Hiperplasia maligna: aqui, é um câncer que, normalmente, é um melanoma.

Existem casos de melanoníquias que podem ser câncer sem ser melanoma e que deixam uma mancha escura (geralmente, a mancha é avermelhada).

Mas a mancha preta, principalmente em dedo único e recente, temos sempre que olhar com mais cuidado por ter a possibilidade de ser um melanoma.

 

Unhas doentes: Hutchinson

Um dos seguidores perguntou sobre o sinal de Hutchinson: “Quando aparece Hutchinson, tenho sempre que fazer biópsia por existir risco de melanoma ou não?”

O Hutchinson é uma mancha que acontece em volta da unha. Se você é adulto, sempre faça a biópsia. Existem duas situações:

1 – Hutchinson: pigmento que espalha pela pele.

2 – Pseudo Hutchinson: parece que está espalhando pela pele, mas ele está debaixo da dobra da unha.

Geralmente, só conseguimos diferenciar as unhas doentes com o dermatoscópio. O Hutchinson está associado ao crescimento radial do melanoma, já que o melanoma tende a crescer mais para as laterais.

Por isso, normalmente em adultos, se você tiver o sinal de Hutchinson, principalmente se for na dobra proximal (mais perto da falange), é muito associado ao melanoma e um fator de risco se tiver um prognóstico ruim.

É possível ter um Hutchinson na ponta do dedo, próximo da extremidade livre, mas é muito raro em adultos, é mais comum em crianças. Nas crianças, nem sempre é sinal de malignidade, geralmente é associado com lesão benigna.

Já nos adultos, é preciso ainda mais cuidado caso o sinal de Hutchinson apareça na extremidade ou ponta da unha, porque é muito difícil que não seja um melanoma.

Alguns outros alertas de unhas doentes com Sinal de Hutchinson:

– Dedos da mão, principalmente o polegar, indicador ou o hálux (conhecido como “dedão do pé”).

– Pinta em um dedo só tem maior chance de ser maligno do que várias pintas em dedos diferentes.

– Se você está em uma faixa etária “no meio”, tirando os idosos e crianças, é mais provável que seja melanoma – principalmente em manchas recentes.

– Se a linha escura na unha é mais larga na base (perto da cutícula) do que na ponta.

– Se você tem a mancha e a ponta da sua unha está quebrada.

 

3 – Tratamentos para unha descolada

A 3ª pergunta sobre unhas doentes foi: “Quando a unha está descolada com trauma, nós esperamos ou fazemos alguma coisa?”

O primeiro e mais importante passo é saber por qual motivo essa unha está descolando. Descobrir a causa precisa ser a primeira atitude para saber como tratar as unhas doentes.

Vamos supor que você já tenha tomado todos os cuidados: viu que não é por trauma, pela vez que você foi à manicure e acabou machucando ao limpar, está protegendo da água e seguindo as dicas que sempre passamos aqui de hidratação…

O ideal é deixar a unha bem cortada e tentar raspar um pouco da parte grossa que está ali, por algum produto químico recomendado pelo dermatologista, até mesmo um hidratante muito forte com ácido em casa ou a curetagem.

Em alguns casos, é preferível fazer o ATA (Ácido Tricloroacético) que usamos no consultório e que pode ajudar a colar um pouco a unha de volta.

Mas para os casos mais avançados, quando nenhuma das alternativas resolveu, fazemos um corte na ponta do dedo, tirando um pouco da pele e esticando pra frente.

Outras soluções para unhas doentes e descoladas

O mais importante é procurar um dermatologista para fazer o procedimento. Consideramos hoje cortar e tirar o trauma da alavanca da unha, já que sem isso fica mais difícil partir para outras tentativas – isso porque o cutucar e o pau de laranjeira nas unhas são os piores problemas.

Parando com essas duas atitudes, pode ser que você resolva 90% do descolamento. Mas é importante entender que sua unha não vai crescer mais rápido por conta desse tratamento, ela vai continuar crescendo normalmente, que é devagar.

 

4 – Podólogos (tratamento)

A 4ª pergunta de hoje é: “Quando o podólogo ajuda ou atrapalha o tratamento do dermatologista?”

O podólogo é essencial para resolver vários problemas com as unhas doentes e, várias vezes, os pacientes nos pedem indicação de podólogos.

É importante, nessa hora, saber qual vai ser exatamente o trabalho do podólogo, porque um não substitui o outro. Achamos uma boa solução ouvir o dermatologista sobre o que o podólogo deve fazer, para que o tratamento se complemente.

Quando isso não acontece, é comum o paciente voltar com um problema até maior do que antes, já que não teve uma comunicação entre os profissionais.

Por isso, geralmente, gostamos de explicar como está a situação das unhas doentes e o que precisa ser feito em cada caso para que fique tudo alinhado.

Mas os podólogos são grandes aliados nos tratamentos para unhas doentes e devem ser vistos como parceiros dos dermatologistas e pacientes.

 

Você pode conferir…

Na live, você também pode conferir com mais profundidade essas informações que deixei aqui no artigo.

Não perca o próximo artigo, que vamos fazer a parte 3 desta live. Confira o vídeo completo clicando aqui.

Ah, não esqueça de me seguir no Instagram para mais conteúdos importantes sobre hidratação para unhas fracas, pele e cabelos.

 

Obrigado e até a próxima!

Postado por Dra. Tatiana Gabbi

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O onicopapiloma é uma lesão benigna que pode se infectar secundariamente com pseudomonas e ficar esverdeada.

Essa coloração verde escura pode confundir com preto ou marrom, deixando os pacientes muito estressados com a possibilidade de melanoniquia estriada.

De qualquer forma, o onicopapiloma é um diferencial para algumas outras lesões e pode ser necessário fazer uma biopsia para confirmar ou afastar esse diagnóstico!

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Não.

Nem todos os risquinhos escuros nas unhas são perigosos!

Às vezes uma batida – da qual nem nos lembramos – promove um hematoma na unha, localizado inicialmente na região abaixo da pele que a cutícula protege.

Nesse momento, não visualizamos o sangramento porque ele está ocorrendo embaixo da pele!

Pois bem, quase um mês depois, quando a unha cresce, nem nos lembramos mais que tivemos aquele trauma!

Veja a imagem de uma unha um mês depois de uma batida, da qual a paciente nem se lembrava mais e, na sequência, a mesma unha 3 semanas depois.

Como podemos verificar, na segunda imagem, a unha já cresceu e descascou, revelando que era um hematoma apenas.

 

E quando a mancha não desaparece?

No entanto, quando temos riscos na unha que não estão desaparecendo ou que estão mais largos e mais escuros, você deve procurar o dermatologista para serem avaliados!

Nesse caso, que a mancha não desaparece com o crescimento da unha, podemos estar diante da melanoníquia estriada, uma condição que merece uma visita ao médico!

Principalmente se está presente numa única unha. Esse assunto já foi tratado em vários posts prévios. Veja aqui.

 

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Nos dias 9 e 10 de março de 2018, a Fecomercio de São Paulo recebeu um dos eventos mais aguardados do ano, um simpósio inteiro dedicado ao estudo das unhas e cabelos.

Os ingressos estavam esgotados 10 dias antes do início do evento e eu tive a honra de apresentar 4 palestras e coordenar uma sessão para cerca de 1200 dermatologistas inscritos.

Palestrei sobre uma técnica de biópsia ungueal utilizada em pacientes portadores de melanoníquia estriada suspeita que geralmente preserva a estrutura da unha e tira a dúvida se a lesão é ou não maligna.

Esse procedimento é realizado com o paciente acordado, com anestesia local (bloqueio do dedo) e boa recuperação após a cirurgia.

Dependendo do caso, as sequelas são mínimas e é possível prever o desfecho, por meio de um exame simples com dermatoscópio da borda livre da unha e de acordo com a largura da faixa presente na unha.

Além disso, falei sobre as cromoníquias, que são as alterações que mudam as cores das unhas, sobre a dermatoscopia ungueal e também sobre as paroníquias, alterações que deixam a pele ao redor das unhas inchadas.

O principal problema que destaquei foi a retroníquia, alteração que já foi motivo de postagem aqui no blog.

Seguem fotos do evento:

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O Congresso da Academia Americana de Dermatologia aconteceu na linda cidade de San Diego, Estados Unidos, entre os dias 16 e 20 de fevereiro.

Foi um evento grandioso e abrangente que reuniu dermatologistas do mundo todo e de diferentes áreas da especialidade.

Tratou-se de uma oportunidade única de atualização e de contato com todos aqueles que fazem parte da elite científica dermatológica.

Na área de doenças ungueais, tivemos a participação de dermatologistas renomados, como o Dr. Baran e a Dra. Antonella Tosti, ambos os autores de diversos livros e artigos científicos sobre o assunto.

Foram discutidos temas já abordados aqui no blog, tais quais: melanoníquia estriada, unhas fracas e psoríase ungueal.

Em breve, falarei mais sobre tudo isso, dando ênfase ao que foi discutido na AAD 2018.

Seguem fotos do evento:

Vista aérea da região próxima ao evento

 

Vista aérea da região próxima ao evento

Acesso ao andar superior

A Sociedade Americana de Dermatologia completou 80 anos de existência

Aula com o renomado estudioso de doenças ungueais Dr. Robert Baran

Área de inscrição e retirada do certificado

A minha contribuição foi gravar um vídeo para os dermatologistas da Sociedade Brasileira com os principais highlights do evento

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Já falamos em vídeos e também em textos sobre as faixas escuras que surgem nas unhas. O nome científico delas é melanoníquia estriada. Esse nome complicado significa exatamente isto: listra escura na unha.

Mas o que isso significa?

A unha é fabricada em lugar protegido, que fica selado pela cutícula. Naquela pele, embaixo de onde a unha começa, está a matriz ou fábrica da unha. Se aparecer uma pinta ou uma mancha em uma parte da fábrica, toda a unha produzida por aquele pedaço ficará com uma listra escura! Sabemos que, mesmo na pele, as pintas podem ser benignas ou malignas, daí a preocupação com essas listrinhas!

Nem toda faixa escura é uma pinta!

Às vezes, pessoas muito morenas ficam com manchinhas escuras na pele, depois de machucados. Isso é chamado de pigmentação pós-inflamatória ou residual. A mesma coisa pode acontecer na matriz da unha! Então nem toda unha listrada representa uma pinta ou uma lesão preocupante. Portanto, nem toda faixa precisa de biopsia ou de cirurgia!

Alguns sinais de gravidade

Toda a vez que temos algo diferente na pele, e isso inclui unhas, cabelos e mucosas, vale a pena fazer uma consulta com um médico dermatologista. Só um especialista vai poder diagnosticar e tratar esse tipo de problema da forma mais adequada. No entanto, aqui vão alguns sinais que indicam que você deve ir em busca desse profissional mais rapidamente:

1- A mancha está presente em uma única unha;
2- Pacientes de pele clara;
3 – Idade superior a 50 anos;
4 – A listra apareceu e está se alargando, manchou a pele ou a unha se quebrou.

Caso um ou mais dos sinais acima esteja presente, vale a pena consultar o médico dermatologista o quanto antes.

Espero que esse texto tenha ajudado! Veja também o vídeo abaixo:

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