Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e no post de hoje, quero tratar de um problema recorrente na prática de um dermatologista, e que muitos tem pedido para que eu fale mais sobre: queda de cabelo pós covid ou associada a outras doenças.

A queda de cabelo associada a doenças é uma ocorrência frequente, sendo realmente comum acontecer essa perda dos fios após um evento traumático como uma doença, período na UTI ou o COVID-19.

Se você tem dúvidas sobre o que é essa queda de cabelo pós covid ou outras doenças, por qual razão isso ocorre e o que fazer nesse cenário, esse post irá responder às suas perguntas.

 

Por que existe a queda de cabelo associada a doenças?

Vou explicar sobre a queda de cabelo que acontece após doenças, como por exemplo o COVID-19. Para você entender o porquê ela ocorre, primeiro é necessário compreender sobre como é dado o crescimento e saúde dos cabelos.

No nosso corpo, cabelos e unhas não são estruturas priorizadas pelo nosso organismo, como já expliquei em outros posts aqui.  Explicando de forma simples, para facilitar a compreensão, segue o exemplo: se sua alimentação não está boa, e faltam nutrientes para o funcionamento correto do organismo, este irá priorizar a entrega de nutrientes ingeridos para outras funções do corpo primeiro, e somente o excedente irá para cabelos e unhas.

Como costumo dizer: cabelo, pele e unhas bonitas são sinais de boa saúde!

Compreendendo então, que cabelos não são uma prioridade no nosso organismo, fica mais fácil entender a razão pela qual acontece a queda de cabelos pós covid ou outras doenças.

A célula da papila, responsável pelo crescimento dos fios, é muito sensível a várias alterações que podemos ter no nosso organismo. Febres, uso de medicamentos e outras situações que prejudicam a nossa vida, sinalizam para a papila que está na hora de parar de produzir cabelos.

Isso porque essa produção despende energia e, em momentos como esses, devemos guardar energia para lutar contra a doença, problemas e alterações presentes.

O que acontece é que, o nosso corpo tem um estímulo, que acontece um tanto antes (no caso do covid parece que é 2 meses antes), e esse estímulo se refere à preservação de energia pelo corpo. O corpo não quer gastar energia, pois existe uma doença grave, então ele faz uma sinalização para o fio e o fio entra numa fase de queda.

Toda vez que tiver um evento desses, demora cerca de 2 a 3 meses para ter a sinalização leve, que é o cabelo caindo. Isso significa que, para os que tiveram coronavírus, em torno de 2 meses terá uma acentuação da queda do cabelo normal, que é a queda de cabelos pós covid.

Então, essa queda vai acontecer, e não há nada que possamos fazer para prevenir isso, neste caso. Mas acalme-se, pois há boas notícias, confira a seguir!

 

Como recuperar os fios após a queda de cabelo pós covid ou outras doenças?

Se você teve uma queda de cabelo pós covid ou outras doenças, eu tenho boas notícias: caso você não tenha nenhuma doença associada ao couro cabeludo, você irá recuperar isso em 100%.

Sim, 100% dos seus cabelos caídos vão voltar. Se os cabelos forem compridos, é claro, vai demorar um pouco mais, mas eles voltam em todo seu comprimento também.

Caso isso não aconteça, então você tem alguma doença associada ao couro cabeludo, como por exemplo, androgenética, onde não haverá a recuperação completa sem que seja feito um tratamento.

Nesse caso (de doenças associadas ao couro cabeludo), a contração de COVID-19, permanência em UTI ou outras doenças que causem uma queda acentuada de cabelos, irão acelerar o desenvolvimento do quadro prévio do couro cabeludo, caso não seja feito o tratamento.

Isso pode até ser positivo, pois, quando há uma queda, entramos na fase de crescimento, e nesta fase, a resposta ao tratamento é melhor!

Portanto, procure um médico dermatologista se você está com queda de cabelo!

Caso você queira saber mais sobre esse assunto, dê uma conferida na entrevista que concedi à Alesp sobre o tema, onde explico em maiores detalhes tudo que você precisa saber. É só clicar aqui! Ou, ainda, você pode conferir o meu outro post sobre o assunto.

 

Então, o que deve ser feito no caso de queda de cabelo pós covid ou outra doença?

Como expliquei, o normal é que ocorra mesmo essa queda, mas que esse cabelo se recupere totalmente com o tempo. Se isso não ocorrer, é devido a presença de alguma doença do couro cabeludo, que requer tratamento.

Portanto, o que você deve fazer nesse caso, é procurar um médico dermatologista, pois somente este poderá dizer a causa e qual é o melhor curso de tratamento.

Caso você precise de ajuda, clique aqui para entrar em contato comigo sobre suas dúvidas, ou marcar uma consulta!

Estou disponível para vídeo consultas enquanto durar a pandemia, e também atendo de forma presencial, no meu consultório no bairro Jardim Paulista, com horários espaçados e todos os cuidados necessários para garantir o bem estar dos pacientes nesse momento que estamos vivendo.

Um beijo, e até a próxima!

PS: Se esse é um tipo de conteúdo que te interessa, me segue lá no Instagram, onde posto muitas coisas legais!

Publicado por Dra. Tatiana Gabbi

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Olá, eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista e hoje estou aqui para falar de um assunto muito importante: cabelo caindo depois de contrair o COVID-19.

No dia 16/09/2020, tive a honra de participar do Jornal da Rede ALESP para falar sobre essa queda de cabelo depois de contrair o coronavírus.

O assunto é tão importante e merece a nossa atenção de um jeito tão especial, que resolvi trazer aqui para o blog também.

É só continuar comigo até o final e conferir as perguntas e respostas mais importante sobre o cabelo caindo depois de contrair COVID-19. Vamos lá!

Qual é a relação entre o COVID-19 e o cabelo caindo?

A célula da papila, responsável pelo crescimento dos fios é muito sensível a várias alterações que podemos ter no nosso organismo.

Febres, uso de medicamentos e outras situações que prejudicam a nossa vida, sinalizam para a papila que está na hora de parar de produzir cabelos.

Isso porque essa produção despende energia e, em momentos como esses, devemos guardar energia para lutar contra a doença, problemas e alterações presentes.

Toda vez que tiver um evento desses, demora cerca de 3 meses para ter a sinalização leve, que é o cabelo caindo.

Isso significa que, para os que tiveram coronavírus, em torno de 3 meses terá uma acentuação da queda do cabelo normal.

Como funciona a relação entre vírus e calvície?

A calvície é uma doença sem relações com cabelo caindo. O termo técnico é alopecia androgenética.

Existem alguns estudos mostrando que as pessoas com tendência à calvície (alopecia), com aumento provável de alguns receptores, teriam uma susceptibilidade maior a desenvolver a COVID.

Ainda são estudos, não há nada comprovado, mas servem como alerta para a comunidade médica observar se esse cenário realmente está acontecendo; antes, era apenas uma teoria.

Já para as pessoas com maior possibilidade de desenvolver uma calvície, se tiverem queda de cabelo, a susceptibilidade se acentua.

 

Por exemplo:

O paciente tem alopecia androgenética, a família tem calvície, entre os 30 a 40 anos de idade vai acabar evoluindo para isso.

Se ele contrair a COVID-19 e tiver uma queda muito bruta de cabelos, isso vai acelerar o desenvolvimento do quadro caso não faça o tratamento.

A minha dica para quem observou o cabelo caindo mais que o normal é procurar o médico dermatologista, de preferência quem já tem maior especialidade nessa área e costuma tratar cabelos.

O especialista indicado é o tricologista, médico dermatologista que se direciona para essa área de cuidados com cabelos.

O paciente será examinado e o médico vai avaliar se existe ou não essa possibilidade, entrando com o tratamento o quanto antes, caso o paciente ainda não esteja fazendo isso.

Não existe chance de desenvolver a calvície por causa do coronavírus, mas esse processo pode acabar acelerando se você já tiver alopécia, tiver uma queda de cabelo, e não estiver fazendo tratamento.

 

Os medicamentos usados para o tratamento da doença podem acentuar a queda ou não tem relação?

Tem uma série de medicamentos usados no tratamento contra a COVID-19, porque ela é grave nos pacientes e que vai levar, muitas vezes, à internação na UTI, ventilação mecânica e ainda existe o risco de infecções.

Ou seja, não podemos culpar muito a medicação, sendo que a pessoa está sendo tão desafiada no ponto de vista de sobreviver à COVID.

Então, pessoas que tiveram formas mais graves da doença correm mais risco de ter os cabelos caindo em 3 meses do que os pacientes que tiveram formas mais leves.

De qualquer maneira, qualquer remédio pode, em um ou outro indivíduo, acentuar a queda. Ou seja, não existe um medicamento que vai causar a queda para todo mundo, mas existem medicamentos que, em algumas pessoas, vão levar a esse sintoma.

Não podemos dizer que os medicamentos que estão sendo a causa do cabelo caindo, mas, pelo fato da doença ser grave e ter várias coisas associadas a ela, tudo isso pode contribuir para a queda.

 

Quando saber que o cabelo caindo é sinal de algo mais grave e que está na hora de procurar um médico?

Sabemos que a queda de fios é normal e cada pessoa, geralmente, sabe o padrão do cabelo caindo que tem no cotidiano.

Além disso, sempre temos os cabelos em ciclos diferentes do ciclo capilar. Um exemplo disso é só reparar que não temos uma época do ano em que ficamos carecas; ou seja, nossos fios estão sempre em fases diferentes desse ciclo capilar.

Cada fio é como se fosse um órgão individual, seguindo o ciclo do cabelo, que é nascimento, crescimento e morte, individualmente.

Existem pessoas com mais cabelos e outras com menos cabelos. Sempre temos uma porcentagem desses fios que estão na fase de queda; o comum é na faixa de 100 a 150 fios caindo por dia.

Quem não lava os cabelos todos os dias, vai notar cabelo caindo em maior quantidade quando for lavar, porque juntou o cabelo dos dias anteriores. Se a pessoa tem cabelo comprido, pode ser que ele enrosque no próprio fio e acaba caindo na hora de lavar.

Quem está com o cabelo caindo acima do normal acaba percebendo a diferença nítida entre a quantidade que normalmente cai e a queda acentuada.

Além disso, a região frontal (no início do cabelo, em torno do rosto), algumas entradas vão começando a se formar; então, é importante observar o couro cabeludo nessas áreas.

Isso só acontece com uma queda acima de 30%, dando para perceber as falhas. Antes disso, você só nota a queda.

 

O cabelo caindo em homens e mulheres com COVID-19 é igual? Atinge mais a um grupo ou outro?

Geralmente, chamamos tudo de “queda de cabelo”, mas existem distinções entre cada caso. São vários casos que acometem o couro cabeludo e que impactam a saúde dos cabelos.

Os médicos devem fazer essa diferença entre queda de cabelo e falha do couro cabeludo.

A queda que os homens se queixam, geralmente, é a calvície masculina (alopecia androgenética); nesse caso, tem sim um comprometimento das mulheres, mas ela é só parecida, semelhante, mas não é a mesma doença.

Antigamente, era chamado de alopecia androgenética padrão feminino. Atualmente, o termo que estamos usando é alopecia de padrão feminino; de qualquer maneira, é uma doença de padrões genéticos que vai levar à rarefação dos fios.

Ou seja: você vai ver na cabeça a ausência de cabelos, pedaços com cabelo faltando. Na mulher, vemos isso sempre na risca central da cabeça; no homem, é mais nas entradas ou o cocuruto sem cabelo.

É nesse sentido que estou dizendo que a doença não tem a ver com o COVID-19. O coronavírus dá uma doença chamada Eflúvio (que é a queda acentuada de cabelo), podendo acontecer 3 meses depois de qualquer coisa fora do normal na sua vida – como vimos no começo do artigo.

A recomendação é: se você notar o cabelo caindo com uma queda muito acentuada, procure um médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); ele está apto a fazer o diagnóstico e verificar se há chance de desenvolver a doença ou se você já tem e qual o tratamento ideal.

Tem dúvidas ainda sobre o cabelo caindo depois de contrair COVID-19? Acha que os fios estão em queda de forma acentuada? Posso te ajudar. Clique aqui e marque uma conversa comigo!

 

Postado por Dra. Tatiana Gabbi

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