Conheça as variações da queda de cabelo e veja como enfrentá-la em tempos de isolamento social

A quarentena mudou hábitos e instituiu novas rotinas que podem interferir até na saúde dos cabelos. Pode parecer brincadeira, mas não é. Muitos que estão em casa passaram a lavar menos a cabeça e, quando o fazem, notam uma perda acentuada de fios. Por outro lado, em virtude do isolamento, o estresse e a ansiedade também contribuem para a intensificação desse problema.

Quem faz essas afirmações é Tatiana Gabbi, médica e assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Ela ainda complementa que “as emoções podem estar na gênese de várias doenças de pele e de cabelo. O nível elevado de estresse pode levar a uma queda de cabelo de forma aguda. Isso já foi relatado na literatura e, inclusive, foi observado neste momento de isolamento social.”

Mas, de acordo com ela, a queda de cabelo é multifatorial. “Não é uma única doença que a causa. Sempre que o paciente apresenta esta queixa é preciso verificar se ele está perdendo cabelo ou se está visualizando áreas na cabeça sem cabelo. Isso abre um leque para doenças que causam cada um dos problemas. A maior parte delas é de ordem genética e autoimune”, diz.

Ela cita que, embora seja complexo falar em cura, há tratamento para a maioria dos tipos de queda de cabelo diagnosticados hoje em dia.

“O que é possível fazer, no início dos sintomas, é procurar o dermatologista para fazer um tratamento, chamado de prevenção secundária. Com a detecção do problema, começamos a tratar precocemente para obter um resultado melhor”, relata.

Ela observa que se o paciente é muito estressado há diversas formas de abordar o problema. “Eu procuro orientá-lo a comer em horários predeterminados para ajustar o relógio biológico, a ter contato com a natureza, a diminuir o uso de eletrônicos à noite em casa, a tentar dormir e acordar mais cedo, pois dormir melhor reduz o estresse, e encaminho os pacientes com quadros mais graves para tratamento com especialistas. Isso ajuda bastante”, esclarece.

 

O que é a calvície?

É a ausência, diminuição do número de dios ou queda, transitória ou definitiva, dos cabelos ou pelos. Ela afeta mais os homens e pode ocorrer de forma local ou total.  Os casos são mais raros em mulheres e nelas a perda tender a ser menos drástica.

 

Quais os principais sintomas?

Cabelos caindo mais depressa, em maior quantidade ou em tufos nos últimos meses, sinais de caspa nas roupas e nos fios, couro cabeludo avermelhado, apresentando coceira ou ardência, e oleosidade muito acima do normal.

 

Quais as causas?

Agente Externo: a perda pode ocorrer por tração. É o caso de quem usa rabo de cavalo muito apertado, apliques ou tranças que prendem e puxam o cabelo. Isso pode fazer com que ocorra perda crônica de cabelos da região que está sendo tracionada e, neste local, o cabelo pode não voltar a nascer.

Medicamentosas: alguns anticoagulantes, remédios psiquiátricos, anticonceptivos orais e tratamentos de quimioterapia podem provocar perda da espessura do cabelo e a sua queda.

Metabólica e Nutricional: a má nutrição pode causar a queda. O cabelo pode ficar seco, frágil e quebradiço e até mudar de cor.

Endócrinas: o hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios) e o hipotireodismo (baixa ou nenhuma produção de hormônios) podem influenciar na queda de cabelo.

 

Quais os tratamentos para a queda do cabelo?

Existem várias formas de tratamento: podem ser administrados medicamentos sistêmicos, tópicos, prescrito o uso de lâmpadas LED ou laserterapia, mas, antes de instituir qualquer um deles, o correto é procurar um dermatologista que encontra a causa da alopecia e inicie o tratamento adequado para evitar agravamento do quadro.

 

Quais as recomendações?

Não use medicamentos por conta própria ou produtos que prometem curas milagrosas, pois os efeitos adversos podem ser sérios. Procure um dermatologista ao notar que há alguma alteração no ritmo de crescimento dos fios, uma queda muito significativa que não está melhorando com o tempo ou buracos no cabelo. Há alopecias altamente inflamatórias e, se o tratamento não for iniciado rapidamente, há grande risco de ocorrer perda de fio na região e dela não recuperar.

 

Caspa causa queda de cabelo?

A caspa não causa calvície, mas a presença de dermatite seborreica pode aumentar a inflamação que existe, piorando o aspecto que o paciente vai ter dessa perda de cabelos. É importante sempre fazer o tratamento das duas doenças concomitantemente.

 

Como a calvície é identificada?

Muitas vezes, o dermatologista vai fazer a identificação da doença por meio da história contada pelo paciente, de exame dermatológico e também por meio da tricoscopia (uso de um aparelho para evidenciar, com lente de aumento, alterações no couro cabeludo). A biópsia também pode ser feita.

 

Quais os tipos mais comuns?

Alopecia areata
Conhecida popularmente como a “pelada”, é uma doença autoimune caracterizada pela perda de cabelo ou de pelos em áreas arredondadas ou ovais do couro cabeludo ou em outras partes do corpo, como cílios, sobrancelhas e barba. Ela afeta ambos  os sexos e todas as etnias. A sua causa é desconhecida, mas o distúrbio pode surgir em qualquer idade e está muito relacionado a situações de estresse.

 

Alopecia androgenética
Também é chamada de “calvície comum” e ela corresponde a quase 90% das alopecias atendidas nos consultórios dermatológicos. Geneticamente determinada, possui alterações decorrentes de herança familiar e está associada ao estímulo androgênico (testosterona) de cada um. Ela tem início depois da adolescência e é progressiva

 

Alopecia difusa ou eflúvio telógeno
É a perda aguda e progressiva do cabelo após doenças crônicas ou febris, estresse emocional e parto, no caso das mulheres. O cabelo se desprende facilmente ao se fazer alguma tração nele. Ela não produz uma calvície total, mas os fios ficam escassos e com um aspecto muito liso.

 

Alopecia frontal fibrosante
É uma forma de alopecia cicatricial progressiva e, frequentemente, irreversível. Ela acomete a região em que começa o couro cabeludo, na fronte (parte da franja), e também a sobrancelha. Alguns pacientes se queixam de coceira, dor ou ardência na região anterior do couro cabeludo. Sua causa ainda é desconhecida.

 

Gostaram? Espero que vocês tenham gostado. Se vocês ficaram com mais dúvida, vocês podem me seguir nas redes sociais e, por lá, eu vou esclarecer mais dúvidas para vocês. Ou entre em contato e agende a sua consulta.

Obrigada e até a próxima!

Postado por Tatiana Gabbi

Fonte: Universal | www.universal.org

LEIA MAIS

 

Além desse blog e das páginas do Facebook e YouTube, eu também tenho perfis no Instagram e no Linkedin.

Por falar nisso, estou fazendo uma série de lives no meu perfil do Instagram @dratatianagabbi falando sobre os principais cuidados que precisamos ter com os nossos cabelos, unhas e pele durante a quarentena (e também depois dela).

Já falamos sobre:
– Cuidados com as unhas fracas;
– Queda de cabelos;
– Dermatite das mãos;
– Atendimento à distância.

A nossa próxima está marcada para o dia 1/5 às 15hs. Falaremos sobre “Quebra capilar ou corte químico: o que fazer para evitar?”

A live será com a Dra. Aline Blanco (já tivemos uma live incrível com ela no dia 21/04). Então, se você quiser aprender um pouco mais sobre como se cuidar e ter uma boa saúde é só me seguir por lá!

Também é possível interagir com as postagens com sugestões sobre temas que vocês achem interessante ou sobre os quais tenham curiosidade!

Eu só peço cuidado ao escrever as mensagens no inbox porque tenho uma equipe trabalhando comigo e não sou só eu que leio, portanto não é um ambiente sigiloso e não estou autorizada a trocar informações médicas por lá.

Caso deseje uma opinião sobre algum aspecto da sua saúde, solicito agendar uma consulta a distância e, para isso, basta enviar mensagem clicando neste link.

Se conecte comigo e tire suas dúvidas:

Instagram – corre que a live está perto.
Facebook
Linkedin
Whatsapp
YouTube

Obrigada e até a próxima!

 

LEIA MAIS

O nosso assunto de hoje são os cuidados com as unhas nessa fase de pandemia do COVID-19 e também da quarentena.

Nesse texto eu vou dar dicas pra você que tem unhas fracas e pra você que não tem unhas fracas, mas que também quer fazer uma assepsia correta das suas mãos e sabe que algumas coisas que você faz ou deixa de fazer podem impedir ou atrapalhar a limpeza adequada das mãos.

Devido à Pandemia do COVID-19, no dia 23 de Março, todos começamos uma quarentena, para evitar que o vírus se espalhe, principalmente para o grupo de risco que são os idosos e pessoas com doenças crônicas.

Mas e quem convive com idosos ou com quem tem doença crônica? O que fazer? Ter cuidados com as unhas e mãos é essencial. Confira algumas dicas agora!

 

Cuidados com as Unhas: como evitar que o vírus se espalhe

O primeiro ponto que eu queria discutir com vocês sobre os cuidados com as unhas é em relação a remoção de cutículas e esmaltação. Pessoal, não. Essa é uma fase para deixarmos as nossas unhas em paz, então evite fazer isso em casa.

Aproveite esse momento para deixar as cutículas crescerem, e também ficar sem esmaltação. Isso vai facilitar muito na limpeza; a gente sabe que o vírus tem alta aderência e que os esmaltes descascados facilitam essa aderência.

Então, é importante remover o esmalte com um removedor apropriado, não acetona, retirar todo o excesso e aproveitar para hidratar mãos e unhas antes de dormir, porque todos estamos usando bastante álcool gel e sabonete.

Sabemos que essa prática é fundamental para a nossa proteção, mas pode levar a ressecar e fragilizar as unhas, mesmo das pessoas que não têm unhas fracas. Então: não retire as cutículas, hidrate e mantenha as unhas curtas.
 

E os alongamentos de unhas?

Esse é um ponto muito importante, eu já falei em vários vídeos sobre como os alongamentos de unhas podem danificar a estrutura do leito ungueal por mecanismo de alavanca.

Quando você está com a unha muito comprida, e bate a ponta da unha, aquilo transmite uma força muito grande para o leito ungueal, o que pode facilitar o surgimento de:

Micose;
● Infecções bacterianas;
● Atrapalhar muito a limpeza correta;
● Dificultar a apreensão dos objetos etc.

Se você me acompanha no Instagram, já deve ter percebido que eu não sou fã das unhas compridas, pelos motivos expostos acima. E, além disso, existe um motivo extra! Você sabia que os médicos que fazem cirurgia no centro cirúrgico não devem ter unhas compridas? E porquê? Por que atrapalha muito na hora de fazer a desinfecção das unhas e das mãos!

Portanto, nesse momento, não devemos deixar as nossas unhas compridas.

Ter cuidados com as unhas é essencial! É claro que dá trabalho, mas você vai ter bastante tempo para cuidar das suas unhas, favorecendo a saúde como um todo!

Lembre-se de mantê-las aparadas, sem esmalte, não retirar as cutículas e hidratá-las antes de dormir.

Eu espero que vocês tenham gostado. Se vocês gostou, compartilhe com as pessoas que você ama e, se tiver dúvidas, deixe nos comentários ou para ter um atendimento exclusivo sobre o assunto, mande uma mensagem aqui, para o nosso whatsapp! Até a próxima, um beijo!

 

LEIA MAIS