Dra. Tatiana Gabbi

Unha com fissuras longitudinais: causas, mitos e quando procurar dermatologista

Dermatologista examinando atentamente as unhas de uma paciente com lupa, revelando sulcos e ressecamento.

Fissuras longitudinais nas unhas são linhas, rachaduras ou sulcos que aparecem no sentido do crescimento da unha, indo da base até a ponta. Elas também podem ser chamadas de estrias verticais ou onicorrexe, dependendo das características da alteração.

Em muitos casos, essas fissuras estão relacionadas ao ressecamento, envelhecimento natural da lâmina ungueal, traumas repetidos, contato frequente com água, produtos químicos ou hábitos de cuidado que fragilizam a unha. Porém, quando as fissuras são profundas, dolorosas, progressivas ou aparecem junto com manchas, descolamento, inflamação ou alteração importante da textura, a avaliação dermatológica é recomendada.

As unhas podem apresentar mudanças por diferentes motivos. Por isso, entender o contexto da alteração é importante antes de iniciar qualquer tratamento por conta própria.

O que são fissuras longitudinais nas unhas?

Fissuras longitudinais são marcas, linhas ou rachaduras que seguem o eixo vertical da unha, ou seja, acompanham o crescimento da unha da base em direção à ponta.

Elas podem aparecer como linhas discretas, sulcos mais profundos, áreas de fragilidade ou rachaduras que dividem parcialmente a lâmina ungueal. Em alguns casos, a unha também pode ficar opaca, quebradiça, irregular ou mais sensível.

Nem toda fissura longitudinal indica uma doença grave. Algumas alterações são comuns com o passar dos anos ou após agressões repetidas à unha. Ainda assim, fissuras persistentes ou associadas a outros sinais devem ser avaliadas para identificar a causa.

Principais causas de fissuras longitudinais nas unhas

As fissuras verticais nas unhas podem ter causas simples ou estar associadas a doenças dermatológicas. Entre as possibilidades mais comuns estão:

1. Ressecamento da unha

O ressecamento é uma das causas frequentes de fissuras, descamação e fragilidade ungueal. Ele pode ocorrer por contato repetido com água, sabonetes, detergentes, álcool em gel, removedores de esmalte e produtos químicos.

Quando a unha perde hidratação, a lâmina pode se tornar mais rígida, quebradiça e propensa a rachaduras.

2. Envelhecimento natural da lâmina ungueal

Com o passar do tempo, as unhas podem apresentar mudanças na textura, no brilho e na resistência. Estrias verticais discretas podem aparecer como parte do envelhecimento natural da unha.

Quando são leves, simétricas e não causam dor, geralmente não representam urgência. Porém, alterações intensas, rápidas ou assimétricas merecem avaliação.

3. Traumas repetitivos

Pequenos traumas diários podem causar fissuras longitudinais. Isso pode acontecer por digitação intensa, retirada agressiva de cutículas, hábito de roer ou manipular as unhas, uso de instrumentos inadequados, esportes, calçados apertados ou pressão repetida nos dedos.

Mesmo traumas pequenos, quando repetidos, podem enfraquecer a unha ao longo do tempo.

4. Uso frequente de esmaltes, removedores e alongamentos

O uso contínuo de esmaltes, removedores, unhas de gel, acrílico, fibra ou outros procedimentos estéticos pode fragilizar a superfície da unha, especialmente quando há remoção inadequada ou lixamento excessivo.

Isso não significa que todo procedimento estético cause fissuras, mas unhas já frágeis podem piorar quando são submetidas a agressões repetidas.

5. Doenças dermatológicas

Algumas doenças da pele também podem afetar as unhas. Psoríase ungueal, líquen plano, eczema e outras condições inflamatórias podem causar sulcos, fissuras, alterações de cor, espessamento, descolamento ou irregularidades na lâmina ungueal.

Nesses casos, a alteração da unha pode ser apenas uma parte do quadro dermatológico.

6. Deficiências nutricionais e condições clínicas

Deficiências importantes, como deficiência de ferro, zinco ou algumas vitaminas, podem interferir na qualidade das unhas em situações específicas. Porém, fissuras longitudinais não devem ser automaticamente atribuídas à falta de vitaminas.

Em alguns casos, alterações nas unhas também podem acompanhar condições clínicas gerais. A avaliação médica ajuda a definir se há necessidade de investigação complementar, especialmente quando há outros sintomas associados.

Quando fissuras nas unhas merecem atenção?

Fissuras longitudinais merecem avaliação dermatológica quando:

  1. São profundas ou dolorosas.
  2. Surgem de forma repentina.
  3. Acometem apenas uma unha de maneira assimétrica.
  4. Pioram progressivamente.
  5. Vêm acompanhadas de manchas escuras ou mudança de cor.
  6. Há descolamento da unha.
  7. Existe inflamação, vermelhidão, dor ou secreção.
  8. A unha está muito frágil, quebradiça ou deformada.
  9. Há histórico de psoríase, líquen plano, eczema ou outras doenças dermatológicas.
  10. A alteração não melhora com cuidados simples.

Esses sinais não significam necessariamente algo grave, mas indicam que a unha precisa ser examinada com mais atenção.

Mitos e verdades sobre fissuras longitudinais nas unhas

Mito: fissuras verticais nas unhas sempre indicam falta de vitamina.
Verdade: Nem sempre. Elas podem ocorrer por envelhecimento natural, ressecamento, traumas repetidos, contato com produtos químicos ou doenças dermatológicas. Suplementação só deve ser considerada quando houver indicação.

Mito: lixar a superfície da unha resolve as fissuras.
Verdade: Lixar demais pode afinar e fragilizar ainda mais a lâmina ungueal. O ideal é identificar a causa da fissura e orientar os cuidados adequados.

Mito: fissuras longitudinais são sempre graves.
Verdade: Muitas fissuras são benignas, principalmente quando aparecem de forma discreta e simétrica. Mas fissuras profundas, dolorosas, progressivas ou associadas a manchas, descolamento ou inflamação devem ser avaliadas.

Mito: esmalte fortalecedor resolve qualquer fissura.
Verdade: Alguns produtos podem ajudar em casos específicos, mas não tratam todas as causas. Quando há doença dermatológica, trauma persistente ou alteração da matriz ungueal, o cuidado precisa ser direcionado ao diagnóstico.

Como o dermatologista avalia fissuras nas unhas?

A avaliação começa com a história clínica. A dermatologista investiga quando a fissura apareceu, se houve trauma, se a alteração está piorando, se há dor, uso frequente de esmaltes ou alongamentos, contato com produtos químicos e presença de doenças associadas.

Depois, é feito o exame das unhas e da pele ao redor. Em alguns casos, o dermatologista pode avaliar outras unhas, pele e couro cabeludo, pois algumas doenças dermatológicas podem afetar mais de uma região.

Quando necessário, exames complementares podem ser solicitados para diferenciar causas inflamatórias, infecciosas, traumáticas ou outras alterações ungueais.

Cuidados que podem ajudar a prevenir fissuras nas unhas

Alguns hábitos podem ajudar a reduzir o ressecamento e a fragilidade:

  1. Evitar contato prolongado com água e produtos químicos.
  2. Usar luvas para limpeza doméstica.
  3. Evitar retirar cutículas de forma agressiva.
  4. Não lixar excessivamente a superfície da unha.
  5. Evitar remover alongamentos sem orientação adequada.
  6. Manter unhas e cutículas hidratadas com produtos apropriados.
  7. Cortar as unhas de forma cuidadosa, sem traumatizar a lâmina.
  8. Procurar avaliação se a alteração persistir ou piorar.

Esses cuidados são úteis, mas não substituem avaliação médica quando há dor, inflamação, mudança de cor, descolamento ou fissuras progressivas.

Avaliação de fissuras nas unhas em São Paulo/SP

Em São Paulo/SP, no Itaim Bibi, a Dra. Tatiana Gabbi realiza avaliação dermatológica de alterações nas unhas, incluindo fissuras longitudinais, estrias verticais, unhas frágeis, descolamento, manchas, dor e suspeitas de doenças ungueais.

A avaliação individualizada ajuda a diferenciar alterações simples de quadros que precisam de investigação ou acompanhamento dermatológico.

Perguntas frequentes sobre fissuras longitudinais nas unhas

O que são fissuras longitudinais nas unhas?

São linhas, rachaduras ou sulcos que aparecem no sentido do crescimento da unha, da base até a ponta. Podem ser discretas ou profundas, dependendo da causa.

Fissuras verticais nas unhas são normais?

Podem ser comuns em alguns casos, especialmente quando são leves e aparecem com o envelhecimento da unha. Porém, fissuras profundas, dolorosas, progressivas ou associadas a outras alterações devem ser avaliadas.

Fissura na unha é falta de vitamina?

Nem sempre. Deficiências nutricionais podem afetar as unhas em alguns casos, mas fissuras longitudinais também podem estar relacionadas a ressecamento, trauma, envelhecimento e doenças dermatológicas.

Lixar a unha melhora as fissuras?

Não necessariamente. Lixar demais pode enfraquecer ainda mais a unha. O ideal é identificar a causa da fissura e evitar agressões adicionais à lâmina ungueal.

Fissuras nas unhas podem ser sinal de psoríase ou líquen plano?

Sim, algumas doenças dermatológicas, como psoríase e líquen plano, podem causar alterações na textura, formato e resistência das unhas. A avaliação dermatológica ajuda a diferenciar essas possibilidades.

Quando procurar dermatologista para fissuras nas unhas?

Procure avaliação quando as fissuras persistem, pioram, causam dor, aparecem em apenas uma unha, estão associadas a manchas, descolamento, inflamação ou fragilidade intensa.

Fissuras longitudinais nas unhas podem surgir por ressecamento, envelhecimento natural da lâmina ungueal, traumas repetidos, contato com produtos químicos ou doenças dermatológicas. Em muitos casos, são alterações benignas, mas merecem atenção quando se tornam profundas, dolorosas, progressivas ou aparecem junto com manchas, descolamento ou inflamação.

A avaliação dermatológica ajuda a diferenciar alterações simples de doenças ungueais que exigem investigação ou acompanhamento.

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Dra. Tatiana Villas Boas Gabbi — Médica dermatologista em São Paulo/SP
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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individualizada.

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