Se você percebeu descascamento de unhas ou descamação nos dedos – esses são sintomas que podem indicar uma micose.

De acordo com o Observatório Nacional de Onicomicose, um dos tipos mais prevalentes é a micose de unha, principalmente dos pés, e é por isso que esse post será dedicado a mostrar como prevenir a micose da unha do pé.

Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista, e se você tem micose de unha, desconfia que tem, ou até se você não apresentar nenhum sintoma, esse post é importante para você!

Continue lendo!

 

O que é a micose?

A micose é uma doença infecciosa, causada por fungos  que produzem uma substância que consome a queratina da unha (que é a proteína presente na unha, no cabelo e na pele).

Ela pode acometer diversas partes do corpo, a depender do tipo de fungo, como:

– Couro cabeludo

– Unha

– Corpo

– Virilha

– Barba

– Entre outros locais

Cada um desses lugares vai ter uma denominação diferente e um tipo de tratamento um pouco diferente também.

Porque a micose da unha do pé é mais comum?

Os pés são lugares em que os fungos mais gostam de infectar, por várias características (como o fato de calçar sapatos, não usar meias e repetir o mesmo sapato várias vezes seguidas).

Isso acaba deixando o ambiente quente e úmido, que são as características preferidas deles. Além disso, o próprio sapato tem restos de pele, então o fungo não morre; ele fica lá esperando para voltar e se alimentar.

A micose de unha é mais frequente após os 60 anos. Isso acontece porque, após essa idade, as unhas tendem a crescer mais devagar e isso favorece a infecção pelos fungos.

 

A micose da unha é contagiosa?

Sim. Você pode pegar de outras pessoas e, até mesmo, contaminar suas próprias unhas. Inclusive, é isso que geralmente acontece: começa em uma unha e vai indo para as outras.

 

Diagnóstico e tratamento da micose da unha dos pés

Diagnóstico

O diagnóstico de micose de unha pode ser feito clinicamente com o auxílio de um dermatoscópio, mas, em alguns casos, o médico pode solicitar exames complementares para a identificação do fungo, que são:

– O exame micológico direto;

– E a cultura para fungos.

Dependendo do tempo de doença e da situação da unha, podem ser necessários alguns procedimentos médicos para acelerar o tratamento.

 

Tratamento

Para tratar de uma micose da unha do pé, é necessário orientação médica. O tratamento, que é bastante prolongado, exige medicamentos orais na maioria das vezes.

O medicamento oral utilizado para o tratamento de micose de unhas é metabolizado (ou seja, eliminado do nosso organismo) no fígado.

Portanto, não se recomenda ingerir substâncias – medicamentosas ou não – que compartilhem da mesma via, ou seja,  não se deve consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento e também não se deve fazer o uso de medicamentos por conta própria.

O médico sempre deve acompanhar esse tipo de situação.

 

O que não se fazer em caso de micose da unha do pé

– Não adianta usar remédios caseiros ou pingar antifúngicos sem a recomendação do médico

– Limpar embaixo da unha – isso só irá prejudicar e arrastar o quadro.

– Arrancar a unha não irá tratar uma micose. Assim como o fato de a unha doente cair não resolverá o quadro. Se o tratamento correto não for feito, uma nova unha doente poderá nascer!

 

A micose da unha do pé não cura sem tratamento

A micose de unha não se cura sem tratamento e se você não tomar os cuidados necessários ela pode voltar.

Como o tratamento para essa doença infecciosa é demorado, é muito importante que você evite pegar de novo, e a melhor forma de prevenção é através de cuidados com os pés e sapatos.

Vou te ensinar quais são os cuidados que você deve ter para não pegar a micose de unha de novo, confira:

 

Confira como prevenir a micose da unha do pé em 6 passos

Como vimos, a micose é causada por fungos que normalmente atacam primeiro os pés. Por esse motivo, uma boa forma de prevenir é cuidar dos seus pés e tratar frieiras e descamações assim que elas surgirem!

A seguir, vou dar 6 dicas para prevenir a micose da unha do pé. Preste atenção nessas orientações:

1. Não use o mesmo sapato dois dias seguidos. Tente revezar e aproveite para fazer a descontaminação dos calçados

2. Use talco antisséptico, lysoform ou deixe os sapatos no sol de um dia para o outro

3. Seque muito bem os pés depois do banho

4. Use meias limpas com os sapatos! Procure não usá-los sem meias!!!

5. Cuide do ambiente onde você guarda os seus sapatos para que não junte mofo.

6. Os pés estão descansando? Procure o dermatologista para saber se é micose. A micose é frequentemente confundida com pés secos e tratada erroneamente com cremes hidratantes, sem sucesso!

Esses cuidados são importantes mesmo para quem não tem micose, afinal, eles são PREVENTIVOS.

 

Ainda tem dúvidas sobre o assunto?

Você pode conferir outros artigos que já publiquei sobre o tema!

São esses:

 

Ou ainda, você pode deixar o seu comentário aqui que eu respondo!

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Um beijo e até a próxima!

 

Publicado por Dra. Tatiana Gabbi

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Via: R7 | Saúde

O câncer de unha, apesar de raro, manifesta-se de diversas formas e requer atenção para que o tratamento seja feito o mais rápido possível. Em estágio avançado, a doença pode resultar em amputação do dedo.

A médica dermatologista Tatiana Gabbi, assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), afirma que pessoas leigas podem confundir o câncer com uma micose, que é uma infecção causada por fungos.

“Tem muita gente que acredita que as únicas coisas que aparecem na unha são micose ou unha encravada. Na verdade, tem um monte de doença diferente. Um médico não vai fazer essa confusão. Às vezes, até faz, se não for uma pessoa especializada.”

A dermatologista explica que são dois os tipos mais comuns de tumores malignos que afetam as unhas: o carcinoma espinocelular e o melanoma.

“O carcinoma é mais frequente que o melanoma. Ele acontece no leito da unha, aparece como uma ferida e não cicatriza. É comum ter descolamento da unha e por isso ser confundido com uma micose. Mas na micose, a unha fica mais grossa, no carcinoma, não.”

Os melanomas se dividem em dois tipos, podem aparecer no leito da unha, ou seja, embaixo dela, ou na matriz, que é atrás da cutícula, onde ela cresce.

“O melanoma do leito é muito parecido com um carcinoma. Pode aparecer em qualquer faixa etária, mas é mais comum em adultos, principalmente depois dos 50 anos. O descolamento da unha também ocorre, mas existe sangramento”, acrescenta a dermatologista.

O tipo que afeta diretamente a unha é o melanoma da matriz, onde ela nasce.

“Como a matriz tem células que produzem pigmentos, melanócitos, ele se prolifera, escurece a matriz e ela começa a produzir uma unha que é escura também. Então, você vê uma faixa escura na unha que vai se alargando com o passar do tempo”, observa Tatiana.

“O melanoma tem vários tons, como marrom e castanho, e fica na unha mesmo. Se cortar, você vê que a unha é escura. Nem tudo que mancha a unha é melanoma, porque pode ter manchas, acrescenta.

A médica destaca que pode haver outras causas de pigmentação, como pintas, manchas raciais ou por trauma. A principal recomendação é que se procure um dermatologista após identificar alguma alteração na unha.

Será feita uma biópsia, que em nada afeta a estrutura da unha, e, em caso de tumor maligno, o médico vai decidir qual é a melhor forma de remover o câncer.

“Quando o câncer de unha é uma faixa escura na unha, é um tumor inicial. O mais avançado já destruiu toda a unha. Quando está discreto, é inicial, se consegue fazer um procedimento simples de remoção da unha. Ela não volta a nascer, mas tem mais de 90% de chance de cura.”

Em casos mais extremos, pode ser necessário amputar o dedo. “É um tumor maligno que pode espalhar pelo corpo, ressalta a médica.”

Tatiana Gabbi ressalta que o câncer de unha prevalece na população adulta, tendo maior incidência a partir dos 50 anos.

Outra recomendação da médica é que ao detectar uma anormalidade na unha não se faça qualquer tipo de intervenção como tentar arrancar ou procurar profissionais que não sejam médicos.

Ao contrário do que chegou a ser difundido na imprensa, a luz utilizada na aplicação de esmalte de gel não provoca câncer, segundo a dermatologista.

“A luz dessas câmaras é menos importante do que a luz do sol, por exemplo. A própria unha protege contra a radiação, que é baixa.”

 

Tumor benigno, mas dolorido

Mais comum dos que os tipos malignos, tumor glômico é benigno, mas provoca dor intensa em quem tem.

“Nós temos uma estrutura na ponta dos dedos que contrai os vasos no frio para que a circulação seja priorizada na parte central do corpo. O tumor glômico é uma proliferação dessas estruturas, dói muito com frio, quando bate, quando mexe”, afirma a médica.

Esse tipo de tumor, semelhante a um sagu, pode apresentar uma lesão azulada na unha ou uma faixa vermelha e requer remoção cirúrgica.

Fonte: R7 | noticias.r7.com/saude

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Participo hoje de uma entrevista ao vivo na Boa Vontade TV, no programa Viver é Melhor. Achei que seria uma excelente oportunidade de explicar sobre a micose!

O que é a micose? Existem vários tipos?

Micose é uma infecção causada por fungos. No caso da pele, temos as micoses superficiais, as subcutâneas e as profundas. As superficiais são muito mais comuns e conhecidas popularmente como micose de pele e é disso que falaremos aqui. Para ficar mais fácil de entender, vamos dividir as micoses superficiais naquelas que infectam a pele, os cabelos e as unhas.

Micose de pele: também chamada pelo dermatologista de tinha; ela pode afetar o rosto e qualquer parte do corpo, mas é muito mais frequente nos pés, virilhas e axilas.

Micose de unha: geralmente presente nas unhas dos pés, depois de anos de existência da micose dos pés sem tratamento, mas pode surgir nas unhas das mãos também, com ou sem a presença de micose da mão.

Micose do cabelo: mais comum em crianças; há perda do cabelo em rodelas. Pode ou não cursar com inflamação no local.

O que causa a micose? Quais os fatores que favorecem?

Como já falamos, o que causa a micose são os fungos. Eles têm vários nomes diferentes, mas uma característica comum: se alimentam da proteína que forma pele, cabelo e unhas. Há também fungos oportunistas, que só conseguem nos atacar quando as condições favorecem. Em geral, aparecem quando há uma perda de imunidade do organismo ou do local que infectam.

Condições que favorecem:

Calor, umidade, barreira cutânea deficiente, oleosidade da pele (alguns fungos como os que causam pano branco, se beneficiam disso).

Prática de esportes coletivos

Doenças de pele presentes

Uso prolongado de algumas pomadas (como as que tem corticoide)

Presença de pessoas com micose no ambiente

Como o dermatologista faz o diagnóstico? Como eu suspeito que estou com isso?

O dermatologista é treinado para desconfiar de micose toda a vez que ele vê uma lesão vermelha e/ou descamativa, que apresenta características como delimitação, atividade maior na borda, padrão da descamação, presença ou não de prurido, localização e distribuição. Depois de desconfiar do diagnóstico ele pode pedir ou fazer um exame para confirmar isso. Este exame se chama MICOLÓGICO DIRETO e consiste em raspar a lesão e examinar diretamente no microscópio para verificar a presença dos fungos. Outro exame que pode ser solicitado é a CULTURA. Essas mesmas escamas obtidas na raspagem são colocadas em um meio apropriado e serão cultivadas e depois analisadas por um biólogo, para saber qual é o fungo causador daquela micose.

Algumas vezes a suspeita é tão forte que o médico já inicia o tratamento e marca um retorno para observar se houve sucesso. Em alguns casos, pode-se fazer o tratamento sem a necessidade de realizar o exame.

E o tratamento? Quero o nome da pomada!!

Nem todo o tratamento dermatológico é feito com pomadas. Um bom exemplo disso são justamente as micoses de unha e de cabelo. O tratamento bem sucedido exige – na maioria das vezes – o uso prolongado de medicações orais. Para saber mais sobre micose de unha acesse aqui e aqui. Já na micose da pele, é possível, usar tanto medicações orais como locais. Isso quem vai determinar é o médico dermatologista. E ele vai se basear na localização, tipo, extensão da doença e outros fatores, como outras doenças e remédios que o paciente já utiliza.

Parece super simples, mas na verdade não é! Iniciar um tratamento de algo que você não tem certeza do que é, com uma pomada que não foi receitada por um especialista pode prejudicar o diagnóstico e comprometer o sucesso do seu tratamento.

O que posso fazer então para evitar essas doenças?

  • Seque muito bem os pés após o banho
  • Troque suas meias diariamente
  • Procure não usar os mesmos sapatos todos os dias. Se isso for necessário, use talco antisséptico todas as noites, após retirá-los
  • Não ande descalço em vestiários e ginásios ou piscinas
  • Não empreste o seu material de unhas para outras pessoas; frequente bons salões
  • Se notar qualquer lesão estranha em você ou em alguém da sua família: vá ao médico dermatologista
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