A cirurgia de unha encravada pode ser indicada quando há dor recorrente, infecções repetidas, presença de granuloma, falha dos tratamentos conservadores ou quando a unha volta a encravar várias vezes.
Compreender os sinais e critérios para um tratamento mais definitivo é fundamental. Este artigo visa esclarecer quando a avaliação de um especialista é crucial e em que circunstâncias a cirurgia de unha encravada pode ser uma alternativa adequada para reduzir recorrências, quando bem indicada após avaliação médica..
É importante ressaltar que a decisão por qualquer procedimento deve ser sempre guiada por uma avaliação médica detalhada, considerando as particularidades de cada paciente e a gravidade do quadro.
1. O Que é Unha Encravada (Onicocriptose) e Por Que Acontece?
A onicocriptose ocorre quando uma das bordas da unha, geralmente do dedão do pé, cresce e se curva, penetrando na pele adjacente. Essa invasão causa uma reação inflamatória local, manifestada por dor, vermelhidão, inchaço e sensibilidade ao toque. Sem tratamento, a área pode infeccionar, levando à formação de pus e, por vezes, ao desenvolvimento de um granuloma piogênico, lesão avermelhada e sangrante.
As causas são variadas e multifatoriais:
- Corte incorreto das unhas: Cortar as unhas muito curtas ou arredondar os cantos é uma das principais causas, pois permite que a unha cresça para dentro da pele.
- Calçados inadequados: Sapatos apertados, de bico fino ou salto alto exercem pressão excessiva sobre os dedos, forçando as unhas contra a pele.
- Traumas: Pancadas, pisões ou quedas de objetos sobre os dedos podem alterar o crescimento da unha.
- Genética: Algumas pessoas possuem um formato de unha mais curvo ou uma predisposição genética ao encravamento.
- Suor excessivo (hiperidrose): A umidade constante pode amolecer a pele ao redor da unha, tornando-a mais vulnerável à penetração.
- Doenças: Condições como diabetes ou problemas circulatórios podem aumentar o risco de infecções e dificultar a cicatrização.
Mitos e Verdades sobre a Unha Encravada
- Mito: Arrancar a unha resolve o problema definitivamente. (Falso: Arrancar a unha sem tratar a matriz pode levar ao crescimento de uma nova unha encravada, por vezes pior.)
- Verdade: Cortar as unhas de forma reta e não muito curtas previne o encravamento. (Deixar uma pequena borda livre e evitar arredondar os cantos é a melhor prática.)
2. Quando a Unha Encravada Pode Precisar de Cirurgia?
Nem toda unha encravada exige intervenção cirúrgica. Muitos casos leves podem ser resolvidos com cuidados conservadores, como órteses, elevação da borda da unha e tratamento de infecções. No entanto, a cirurgia ungueal é considerada quando:
- Recorrência: O paciente apresenta episódios frequentes de encravamento, mesmo após tentativas de tratamento conservador.
- Infecção crônica ou grave: Infecções persistentes que não respondem a antibióticos ou que se espalham, com presença de pus e dor intensa.
- Granuloma piogênico: O desenvolvimento dessa lesão benigna, mas sangrante e dolorosa, indica que o corpo está reagindo à irritação crônica.
- Dor incapacitante: Quando a dor impede atividades diárias, como caminhar ou usar calçados normais.
- Falha de tratamentos conservadores: Se outras abordagens não trouxeram alívio duradouro.
A avaliação de um dermatologista, especialista em onicopatias e cirurgia ungueal, é crucial para a melhor conduta. Em clínicas especializadas, como a da Dra. Tatiana Villas Boas Gabbi, no Itaim Bibi, São Paulo/SP, é possível obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.
3. Como Funciona a Cirurgia de Unha Encravada na Prática?
A cirurgia para unha encravada é um procedimento médico realizado com anestesia local, em ambiente adequado, após avaliação da gravidade e da causa do encravamento.. Existem diferentes técnicas, e a escolha depende da gravidade e da causa do encravamento:
- Espiculecomia: Consiste na remoção apenas da espícula (pedaço da unha) que está encravada na pele. É um procedimento rápido que alivia a dor imediatamente, mas não impede a recorrência se a causa principal não for tratada.
- Matricectomia parcial: Quando há recorrência, a matricectomia parcial pode ser considerada para reduzir a chance de a mesma borda voltar a encravar. Envolve a remoção de uma pequena porção da lateral da unha e, crucialmente, da parte da matriz ungueal (raiz da unha) responsável pelo crescimento daquela borda.
A matricectomia parcial pode ser realizada por diferentes métodos:
- Fenolização: Após a remoção da porção da unha e da matriz, aplica-se fenol, uma substância química que cauteriza a matriz, impedindo o novo crescimento da borda encravada.
- Cirurgia a laser ou excisão cirúrgica: A matriz pode ser removida ou cauterizada com laser ou bisturi.
O procedimento dura cerca de 30 a 60 minutos. O paciente pode sentir um leve desconforto após a anestesia, mas a dor é geralmente controlada com analgésicos simples. O objetivo é proporcionar alívio duradouro e restaurar a saúde da unha.
4. Cuidados Pós-Cirúrgicos e Prevenção de Novas Ocorrências
Os cuidados pós-cirúrgicos são essenciais para uma boa recuperação e para evitar complicações:
- Repouso: Evitar atividades que exijam esforço do pé operado por alguns dias.
- Elevação: Manter o pé elevado sempre que possível para reduzir o inchaço.
- Curativos: Seguir as orientações médicas sobre a troca e limpeza dos curativos. Geralmente, feitos diariamente com antissépticos e pomadas específicas.
- Medicação: Tomar os analgésicos e antibióticos (se prescritos pelo médico) conforme a recomendação.
- Calçados: Usar sapatos abertos ou muito confortáveis que não comprimam o dedo durante o período de cicatrização.
Para prevenir novas ocorrências, é fundamental adotar hábitos saudáveis:
- Corte correto das unhas: Sempre em linha reta, sem arredondar os cantos e sem cortar muito curtas.
- Calçados adequados: Priorizar sapatos confortáveis, com bico largo e que permitam a ventilação dos pés.
- Higiene: Manter os pés limpos e secos.
- Inspeção regular: Observar os pés e unhas para identificar precocemente qualquer sinal de encravamento.
O acompanhamento com um dermatologista é importante para monitorar a cicatrização e o crescimento saudável da unha. Profissionais como a Dra. Tatiana Villas Boas Gabbi, em seu consultório no Itaim Bibi, São Paulo/SP, oferecem não apenas a cirurgia ungueal, mas também orientações sobre cuidados com as unhas e tratamentos dermatológicos.
5. Quem se Beneficia da Cirurgia e Quando Buscar um Especialista?
A intervenção cirúrgica para unhas encravadas é particularmente benéfica para pacientes que sofrem com:
- Dor crônica ou recorrente: Aqueles que experimentam dor persistente que afeta suas atividades diárias.
- Infecções frequentes: Indivíduos com infecções bacterianas ou fúngicas repetidas na região da unha encravada.
- Granulomas: Pacientes que desenvolveram o granuloma piogênico, uma lesão que indica inflamação crônica e necessita de remoção.
- Deformidades ungueais: Casos em que o encravamento causou alterações significativas na forma da unha ou do dedo.
É crucial buscar um especialista, como um dermatologista, assim que os primeiros sinais de encravamento surgirem, especialmente se houver dor intensa, vermelhidão, inchaço ou pus. Não tente resolver o problema em casa com “soluções caseiras”, pois isso pode agravar a condição e levar a infecções sérias.
Um dermatologista possui o conhecimento e a experiência para diagnosticar corretamente a causa do problema, descartar outras condições (como tumores ungueais) e indicar o tratamento mais adequado, seja ele conservador ou cirúrgico. A expertise em tratamento de doenças das unhas (onicopatias) é fundamental para resultados satisfatórios e duradouros.
A unha encravada, embora comum, não deve ser subestimada. Quando os tratamentos conservadores não são suficientes ou o problema se torna crônico e doloroso, a intervenção cirúrgica pode ser a melhor alternativa para restaurar o conforto e a saúde do pé. Com o diagnóstico e tratamento adequados por um especialista, é possível resolver a onicocriptose de forma eficaz, permitindo o retorno às atividades sem dor.
Para pacientes em São Paulo/SP, especialmente na região do Itaim Bibi, a avaliação com dermatologista com atuação em doenças das unhas pode ajudar a definir se o caso exige tratamento conservador ou procedimento cirúrgico.
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Dra. Tatiana Villas Boas Gabbi — Dermatologista em São Paulo/SP | CRM-SP 104415 | RQE 31137
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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individualizada.


