Dra. Tatiana Gabbi

Formato das Unhas: Genética ou Sinal de Saúde? Descubra Agora!

Mulher de pele clara examina atentamente suas unhas naturais e saudáveis em close-up, refletindo autocuidado.

A beleza e a saúde das nossas unhas são frequentemente um espelho do nosso bem-estar geral. Muitas pessoas observam o próprio formato das unhas e se perguntam se certas características são apenas uma herança familiar ou se indicam algo que merece atenção. É comum ter dúvidas sobre o que é considerado uma variação normal e quando um sinal sutil pode apontar para uma condição de saúde subjacente.

Compreender a diferença entre uma característica genética e um sintoma é fundamental para a saúde das suas unhas. Este artigo visa desmistificar o tema, oferecendo um guia claro para ajudar você a identificar quando a forma de suas unhas é apenas uma peculiaridade familiar e quando é hora de procurar uma avaliação profissional.

Vamos explorar juntos os aspectos que determinam a aparência das unhas e os sinais que merecem sua atenção.

1. A forma e a origem das unhas

A forma das unhas, assim como a cor dos olhos ou o tipo de cabelo, possui uma forte influência genética. Nascemos com uma predisposição para unhas mais largas, estreitas, arredondadas ou quadradas, e essa característica é herdada dos nossos pais. A matriz ungueal, que é a parte responsável pela produção da unha, determina em grande parte sua forma e espessura.

Variações comuns incluem:

  • Unhas em forma de amêndoa: Mais longas e afiladas nas pontas.
  • Unhas quadradas: Com laterais paralelas e ponta reta.
  • Unhas arredondadas: Com curvatura suave na ponta.
  • Unhas ovais: Uma mistura entre o formato de amêndoa e o arredondado.

Essas são apenas algumas das muitas formas consideradas normais e saudáveis. A genética também pode influenciar a tendência a unhas mais frágeis ou mais resistentes, mas a forma em si raramente é um problema se não houver outros sintomas associados.

2. Sinais de alerta: quando a forma das unhas indica algo mais

Embora a genética determine a forma básica, mudanças repentinas ou progressivas no aspecto das unhas podem ser um indicativo de problemas de saúde. Não é a forma em si que preocupa, mas sim as alterações que ocorrem nela ou em sua estrutura. Essas alterações podem ser manifestações de onicopatias (doenças das unhas) ou até mesmo de condições sistêmicas.

Sinais que merecem atenção:

  • Unhas em “baqueta de tambor” (clubbing): As pontas dos dedos ficam arredondadas e as unhas curvam-se sobre elas, lembrando baquetas de tambor. Pode estar associado a doenças pulmonares, cardíacas ou gastrointestinais.
  • Unhas em “colher” (coiloníquia): As unhas ficam côncavas, com as bordas elevadas, podendo reter uma gota de água. Frequentemente ligada à deficiência de ferro.
  • Descolamento da unha (onicólise): A unha se separa do leito ungueal, começando pela ponta. Pode ser causada por traumas, infecções fúngicas, psoríase ou problemas na tireoide.
  • Espessamento ou descoloração: Unhas muito grossas, amareladas, esverdeadas ou escuras podem indicar infecções fúngicas (onicomicose) ou outras condições.
  • Linhas de Beau: Sulcos horizontais que atravessam a unha, indicando uma interrupção temporária no crescimento devido a doenças sistêmicas, traumas ou estresse.
  • Pitting (pontuações): Pequenas depressões na superfície da unha, comuns em casos de psoríase ou alopecia areata.

Qualquer mudança persistente na forma, cor, textura ou integridade da unha deve ser observada com cuidado.

3. Como um dermatologista avalia as alterações ungueais

A avaliação de alterações nas unhas é uma das especialidades da dermatologia. Um dermatologista experiente, como os que atendem na região do Itaim Bibi, em Dermatologia com foco em doenças das unhas em São Paulo, possui o conhecimento e as ferramentas para diferenciar uma variação normal de uma condição patológica. O processo de avaliação geralmente inclui:

  • Anamnese detalhada: O médico perguntará sobre seu histórico de saúde, medicamentos em uso, hábitos de vida e quando as alterações foram notadas.
  • Exame físico minucioso: As unhas das mãos e dos pés são examinadas, observando-se não apenas a forma, mas também a cor, textura, espessura, presença de lesões no leito ungueal e na cutícula.
  • Dermatoscopia: Em alguns casos, um dermatoscópio pode ser usado para visualizar detalhes da unha e do leito ungueal que não são visíveis a olho nu, auxiliando no diagnóstico de infecções, tumores ou outras condições.
  • Exames complementares: Dependendo da suspeita diagnóstica, podem ser solicitados exames laboratoriais (ex: hemograma para verificar deficiência de ferro), cultura de raspado da unha para identificar fungos ou bactérias, ou até mesmo uma biópsia da unha para análise histopatológica.

A precisão no diagnóstico é crucial para determinar o tratamento mais adequado, que pode variar desde medicamentos tópicos e orais até procedimentos mais específicos.

4. Mitos e verdades sobre a forma das unhas e a saúde

Existem muitos mitos populares sobre as unhas que podem gerar confusão. É importante separar o que é verdade do que é apenas crença popular.

Mitos:

  • “Unhas com manchas brancas significam falta de cálcio”: Na maioria dos casos, as manchas brancas (leuconíquia) são causadas por pequenos traumas na matriz ungueal e não por deficiência de cálcio.
  • Unhas quebradiças são sempre falta de vitamina”: Embora algumas deficiências nutricionais possam afetar as unhas, a fragilidade é mais comumente causada por exposição excessiva à água, produtos químicos, uso de removedores de esmalte agressivos ou traumas.
  • “Cortar a cutícula fortalece a unha”: Pelo contrário, cortar a cutícula remove uma barreira protetora natural, aumentando o risco de infecções e inflamações na matriz, o que pode prejudicar o crescimento saudável da unha.

Verdades:

  • A forma das unhas pode mudar com a idade: Com o envelhecimento, as unhas podem ficar mais espessas, amareladas ou desenvolver sulcos longitudinais.
  • A alimentação influencia a saúde das unhas: Uma dieta equilibrada, rica em proteínas, vitaminas (biotina, vitamina C) e minerais (ferro, zinco) é essencial para o crescimento de unhas fortes e saudáveis.
  • Traumas repetidos podem alterar a forma: Roer as unhas, usar sapatos apertados ou sofrer impactos constantes podem deformar a unha e o leito ungueal ao longo do tempo.

Cuidar das unhas com hidratação, proteção e uma alimentação balanceada é sempre uma boa prática.

5. Quando procurar um especialista em unhas e pele

Se você notar qualquer alteração persistente na forma, cor, textura ou crescimento das suas unhas que não seja explicada por um trauma recente, é fundamental buscar a avaliação de um dermatologista. Não ignore sinais como dor, inchaço, vermelhidão ao redor da unha, ou o aparecimento de manchas escuras sob a unha.

Um profissional qualificado pode diagnosticar e tratar uma vasta gama de condições, desde infecções fúngicas e bacterianas até manifestações ungueais de doenças sistêmicas. Em clínicas especializadas, como as encontradas em Itaim Bibi, São Paulo/SP, são oferecidos serviços de tratamento de doenças das unhas (onicopatias), cirurgia ungueal para casos específicos, e outros tratamentos dermatológicos para pele que podem estar interligados à saúde das unhas.

Não tente se autodiagnosticar ou usar remédios caseiros sem orientação, pois isso pode mascarar o problema ou até agravá-lo. A intervenção precoce de um especialista é crucial para um prognóstico favorável e para evitar complicações.

Em suma, enquanto a forma básica das suas unhas é, na maioria das vezes, uma questão de herança genética, estar atento a mudanças e sinais incomuns é um ato de cuidado com a sua saúde. As unhas são indicadores valiosos do nosso bem-estar geral, e sua observação atenta pode ser a chave para identificar e tratar condições precocemente.

Lembre-se que a avaliação profissional é sempre a melhor abordagem para qualquer dúvida ou preocupação. Cuidar das suas unhas é cuidar de você.

Para esclarecer dúvidas ou avaliar a melhor conduta para o seu caso, a equipe está à disposição.

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Dra. Tatiana Villas Boas Gabbi — Dermatologista em São Paulo/SP | CRM-SP 104415 | RQE 31137
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