As unhas em pacientes diabéticos exigem atenção especial porque pequenas alterações podem evoluir com mais facilidade para inflamações, infecções e feridas nos pés. Isso acontece porque o diabetes pode afetar a circulação, a sensibilidade e a capacidade de cicatrização, principalmente quando há neuropatia diabética ou doença arterial periférica.
Uma unha encravada, uma micose, um corte mal feito ou uma lesão causada por calçado apertado podem parecer problemas simples. Em pessoas com diabetes, porém, essas alterações precisam ser observadas com mais cuidado.
A Sociedade Brasileira de Diabetes destaca que sinais como unhas encravadas, unhas espessadas com infecção fúngica, fissuras, bolhas e calosidades podem atuar como sinais pré-ulcerativos nos pés de pessoas com diabetes. Ou seja, pequenas lesões podem indicar maior risco de complicações quando não são identificadas e acompanhadas adequadamente.
Por Que o Diabetes Pode Afetar as Unhas?
O diabetes pode interferir na saúde das unhas de diferentes formas. Quando os níveis de glicose permanecem elevados por muito tempo, podem ocorrer alterações nos nervos e nos vasos sanguíneos.
A neuropatia diabética pode reduzir a sensibilidade nos pés. Isso significa que a pessoa pode não perceber dor, pressão, cortes, bolhas ou machucados pequenos.
Já a alteração da circulação pode dificultar a chegada adequada de sangue aos tecidos. Com menor circulação, a pele e as unhas podem se tornar mais vulneráveis, e a cicatrização pode ser mais lenta.
Esse conjunto aumenta o risco de problemas como infecções, feridas, unhas encravadas, micoses persistentes e inflamações ao redor das unhas.
Quais Problemas nas Unhas São Mais Comuns em Pacientes Diabéticos?
Nem toda alteração nas unhas de uma pessoa diabética é grave. Mesmo assim, algumas situações merecem mais atenção.
As principais alterações incluem micose de unha, unha encravada, espessamento da unha, mudança de cor, descolamento, cortes durante o cuidado com as unhas, inflamação ao redor da unha e feridas nos cantos dos dedos.
A micose de unha, também chamada de onicomicose, pode deixar a unha grossa, amarelada, quebradiça, irregular ou descolada. Em pacientes diabéticos, esse quadro pode facilitar trauma pelo calçado e aumentar o risco de lesões na pele ao redor.
A unha encravada também exige cuidado. Quando a borda da unha penetra na pele, pode causar dor, vermelhidão, inchaço e secreção. Em pessoas com diabetes, a presença de infecção no pé deve ser avaliada com atenção, principalmente quando há sinais locais de inflamação.
Sinais de Alerta nas Unhas de Pacientes Diabéticos
Alguns sinais indicam que a unha precisa ser avaliada por um profissional. O ideal é não esperar que o quadro piore, especialmente se houver diabetes associado.
Observe com atenção:
- Unha encravada.
- Vermelhidão ao redor da unha.
- Dor ou sensibilidade local.
- Inchaço no dedo.
- Secreção ou pus.
- Mau cheiro.
- Unha escurecida sem causa clara.
- Unha amarelada, grossa ou quebradiça.
- Descolamento da unha.
- Feridas, fissuras ou sangramento ao redor da unha.
- Mudança de cor no dedo ou no pé.
- Calosidades próximas às unhas.
Quando a pessoa tem perda de sensibilidade, o problema pode evoluir sem dor evidente. Esse é um ponto importante: ausência de dor não significa ausência de risco.
Micose de Unha em Diabéticos: Por Que Merece Atenção?
A micose de unha é comum e pode parecer apenas um incômodo estético. Mas, em pacientes diabéticos, a unha espessada pode pressionar o calçado, machucar a pele e favorecer pequenas lesões.
A unha com micose pode ficar mais difícil de cortar, mais irregular e mais propensa a quebrar. Se houver trauma repetido, podem surgir feridas nos cantos ou embaixo da unha.
Outro erro comum é iniciar tratamentos por conta própria, sem confirmação do diagnóstico. Nem toda unha amarelada ou grossa é micose. Psoríase ungueal, trauma, alterações vasculares, envelhecimento da unha e outras doenças podem causar sinais parecidos.
A avaliação dermatológica ajuda a diferenciar essas possibilidades e orientar a conduta conforme o caso.
Unha Encravada em Pacientes Diabéticos
A unha encravada é uma das alterações que mais exigem atenção em pacientes diabéticos. Ela pode surgir por corte inadequado, calçados apertados, formato da unha, trauma repetitivo ou espessamento da lâmina ungueal.
Em pessoas sem diabetes, uma unha encravada já pode causar dor e infecção local. Em pessoas com diabetes, o cuidado precisa ser maior porque uma pequena inflamação pode evoluir de forma mais preocupante quando há perda de sensibilidade, dificuldade de cicatrização ou circulação reduzida.
Sinais como pus, vermelhidão crescente, inchaço, calor local e ferida ao redor da unha não devem ser manipulados em casa.
Cuidados Com as Unhas Para Quem Tem Diabetes
O cuidado com as unhas deve ser simples, constante e prudente. O objetivo não é apenas deixar a unha bonita, mas reduzir risco de feridas e infecções.
As unhas devem ser cortadas com cuidado, sem retirar demais os cantos. Cortes muito profundos aumentam o risco de machucar a pele e favorecer unha encravada.
Também é importante evitar instrumentos pontiagudos para “limpar” embaixo da unha ou retirar cantos escondidos. Esse tipo de manipulação pode causar pequenos ferimentos que passam despercebidos, principalmente em quem tem redução da sensibilidade.
Os pés devem ser observados todos os dias. A orientação de verificar bolhas, rachaduras, cortes, pele seca, vermelhidão e alterações nos pés é amplamente utilizada na educação de pessoas com diabetes, justamente porque pequenas lesões podem não ser percebidas no início. (ANAD)
O Que Evitar ao Cuidar das Unhas
Algumas práticas comuns podem aumentar o risco de lesões.
Evite cortar as unhas muito curtas, retirar profundamente os cantos, arrancar peles, cutucar a lateral da unha, usar lâminas ou objetos pontiagudos, aplicar produtos irritantes sem orientação ou tentar remover uma unha encravada em casa.
Também é prudente evitar esmaltação sobre unhas com secreção, descolamento, dor, mudança importante de cor ou suspeita de infecção. O esmalte pode esconder sinais importantes e atrasar a percepção de piora.
Em caso de unha grossa, deformada, escurecida ou dolorida, a tentativa de cortar à força pode causar trauma. Nesses casos, a avaliação profissional é mais segura.
Calçados Também Influenciam a Saúde das Unhas
Os calçados têm papel direto na saúde das unhas dos pés.
Sapatos apertados, de bico estreito ou que pressionam os dedos podem favorecer unha encravada, trauma repetitivo, descolamento e hematomas. Em pacientes diabéticos, a escolha do calçado precisa considerar conforto, espaço para os dedos e redução de atrito.
Meias úmidas, suor excessivo e uso prolongado de calçados fechados também podem favorecer fungos. Por isso, manter os pés secos, alternar calçados e observar áreas de pressão ajuda na prevenção.
Quando há deformidades nos pés, calosidades frequentes ou perda de sensibilidade, o acompanhamento deve ser ainda mais cuidadoso.
Quando Procurar uma Dermatologista de Unhas?
A avaliação dermatológica é recomendada quando o paciente diabético percebe alteração persistente nas unhas, principalmente se houver dor, secreção, descolamento, espessamento, escurecimento, ferida ou inflamação ao redor.
Também é indicada quando a unha encrava com frequência, quando a micose não melhora, quando a unha fica muito grossa ou quando há dúvida se a alteração é fungo, trauma, psoríase ou outra doença ungueal.
Em pacientes diabéticos, a conduta deve ser individualizada. A médica avalia a unha, a pele ao redor, o grau de inflamação, os fatores de risco, o histórico do paciente e, quando necessário, pode solicitar exames complementares.
Dermatologista de Unhas em São Paulo Para Pacientes Diabéticos
Em São Paulo, pacientes diabéticos que apresentam alterações nas unhas podem se beneficiar de uma avaliação dermatológica voltada às doenças ungueais.
A Dra. Tatiana Gabbi é médica dermatologista com atuação em doenças das unhas em São Paulo. Sua avaliação considera a unha como parte da pele e analisa alterações como micose, unha encravada, descolamento, espessamento, manchas, inflamações e deformidades ungueais.
Esse olhar é relevante porque muitos problemas nas unhas parecem semelhantes, mas têm causas diferentes. Uma unha grossa pode ser micose, trauma ou psoríase. Uma unha dolorida pode estar encravada, inflamada ou infectada. Uma unha escura pode ser hematoma, pigmentação ou outra alteração que exige investigação.
Identificar a causa é o primeiro passo para definir uma conduta adequada.
Perguntas Frequentes Sobre Unhas em Pacientes Diabéticos
Quem tem diabetes pode cortar as unhas normalmente?
Pode, desde que o corte seja cuidadoso, sem retirar demais os cantos e sem machucar a pele. Pessoas com perda de sensibilidade, visão reduzida, unha muito grossa ou histórico de feridas nos pés devem ter cuidado maior.
Unha encravada em diabético é perigosa?
Pode exigir mais atenção. A unha encravada pode causar inflamação e infecção local. Em pacientes diabéticos, especialmente com neuropatia ou circulação prejudicada, pequenas lesões podem ter evolução mais delicada.
Micose de unha em diabético precisa de avaliação?
Sim. A micose pode deixar a unha grossa, quebradiça e irregular, favorecendo trauma e feridas. Além disso, nem toda unha amarelada é micose, por isso a avaliação ajuda a confirmar a causa.
Diabético pode usar esmalte se a unha estiver alterada?
Quando há dor, secreção, descolamento, inflamação, ferida ou mudança importante de cor, é melhor evitar cobrir a unha antes da avaliação. O esmalte pode esconder sinais clínicos relevantes.
Quando a alteração na unha precisa de atenção?
Quando há dor, pus, mau cheiro, vermelhidão, inchaço, ferida, escurecimento, descolamento, espessamento importante ou alteração que não melhora.
As unhas em pacientes diabéticos precisam de cuidado contínuo porque pequenas alterações podem evoluir com maior risco quando há perda de sensibilidade, má circulação ou dificuldade de cicatrização.
Micose, unha encravada, espessamento, descolamento, feridas e inflamações ao redor das unhas não devem ser tratados apenas como problemas estéticos.
A avaliação dermatológica ajuda a identificar a causa da alteração e orientar a conduta conforme o caso, especialmente quando os sinais são persistentes, recorrentes ou associados a dor, secreção, mudança de cor ou feridas.
Em caso de alterações persistentes nas unhas, dor, secreção, descolamento, unha encravada ou suspeita de micose em pacientes diabéticos, informações sobre atendimento com a Dra. Tatiana Gabbi em São Paulo estão disponíveis nos canais oficiais ou entre em contato via WhatsApp.
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Dra. Tatiana Gabbi
CRM-SP 104415 – RQE 31137
Médica Dermatologista com atuação em doenças das unhas em São Paulo
Aviso: Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individualizada.


