Hoje estive no Panorama da TV Cultura juntamente com a Dra. Juliana, do Hospital AC Camargo, discutindo questões referentes aos cuidados com a pele no verão.

Foi uma experiência incrível nos estúdios da TV Cultura e fiquei extremamente feliz por ter participado.

Achei o programa bastante esclarecedor, pois falamos sobre uma série de mitos que envolvem o tema, como o uso do filtro solar e a questão da vitamina D, por exemplo.

O resultado você confere neste link.

Seguem fotos do programa.


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A convite do UOL, fui à praia Riviera de São Lourenço, em Bertioga, fazer uma palestra ao vivo no Espaço Viva Bem sobre fotoproteção, na sexta-feira passada.

Você pode conferir o vídeo neste link.

Iniciei a palestra falando sobre as características das lesões malignas e sobre a necessidade de proteger a nossa pele quando nos expomos ao sol.

Afinal, um dos fatores de risco mais importantes para o surgimento do câncer de pele é justamente a radiação ultravioleta!

Na sequência expliquei um pouco sobre o Verão Laranja, campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia que visa esclarecer a população sobre os mitos e verdades da exposição solar, além de orientar e incentivar o diagnóstico precoce do câncer de pele.

Falamos, também, sobre a vitamina D e como fica essa situação quando usamos filtro solar.

Segundo um estudo conduzido pela SBD, os níveis de vitamina D não sofrem com a exposição solar protegida, apenas ficam baixos quando o paciente realmente evita o sol.

Fechei a palestra esclarecendo algumas dúvidas comuns de consultório sobre pele e cabelos.

Falei sobre queimaduras solares e o cabelo verde que pode aparecer após banhos de piscina.

Foi muito legal ter participado e espero que vocês gostem do vídeo. Seguem fotos do evento.

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No sábado dia 22/12/18, eu concedi uma entrevista para o Fernando Andrade da rádio CBN acerca do tema Dezembro Laranja da SBD.

Pelo quinto ano consecutivo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, apoiada pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina, conduz a campanha do Dezembro Laranja, que alerta para os riscos do câncer de pele. O slogan da campanha esse ano “se exponha mas não se queime”, faz uma analogia com as redes sociais. A ideia é mostrar que é possível aproveitar o que o sol tem de bom e, ao mesmo tempo, evitar os seus efeitos nocivos.

A campanha

A ação teve início já no primeiro dia do mês quando 4 mil médicos dermatologistas e voluntários foram mobilizados para atender gratuitamente cerca de 30 mil brasileiros que procuraram os 132 postos de atendimento espalhados por vários estados do país. Já é o vigésimo ano que essa campanha preventiva busca sinais de câncer de pele na população e a orienta no sentido de evitar o problema. Já fizemos mais de 500 mil consultas gratuitas e orientações nessas ocasiões.

Câncer de pele

O câncer de pele não melanoma responde por 30% de todos os cânceres e estima-se que teremos 165.580 casos novos no ano de 2018. A mortalidade desse tipo de câncer felizmente é baixa. Em 2015 foram 1958 mortes. Já o melanoma, mais agressivo, é mais raro, respondendo por menos de 3% de todos os cânceres de pele. Para você ter uma ideia isso significa 6260 casos novos por ano e cerca de 1794 mortes no ano de 2015. É importante lembrar mais uma vez que o diagnóstico precoce leva a cura em mais de 90% dos casos.

Dezembro Laranja

Esses números justificam a campanha uma vez que o câncer de pele é prevenível e principalmente, curável, se detectado precocemente. É fundamental saber como e quando se expor ao sol, bem como reconhecer os sinais de que há algo de errado com a sua pele. Esse serão os temas de nossas próximas duas publicações. Fique atento para não perder essas informações super importantes!!!

Seguem fotos e link para o site da SBD onde você encontra mais informações sobre a campanha.

Ouça abaixo ou veja no youtube.

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O colágeno é a proteína mais abundante no ser humano.

Presente nos ossos, músculos, pele, cartilagens, vasos, 30% de toda a nossa proteína é constituída por ele!

Isso equivale a 6% do nosso peso!

A sua conformação e estrutura próprias dão tensão e elasticidade aos tecidos e, em especial, à pele.

Há vários tipos diferentes de colágeno, mas, na pele, os principais são os tipos I e III.


Tipos de colágenos

Esse mesmo colágeno que dá sustentação à pele e cuja produção cai com o passar dos anos, pode ser extraído dos tecidos animais em processos industriais, dando origem à gelatina.
A gelatina é o colágeno hidrolisado (extraído através da água) purificado, concentrado e saborizado.

O problema é que a gelatina não tem ação biológica, ou seja: ela não leva a ações no nosso organismo, entre outras coisas, porque a sua absorção é dificultada pelo grande tamanho de suas moléculas.

No entanto, e isso é fundamental para entendermos tudo isso, temos outro subproduto do colágeno hidrolisado: os peptídeos do colágeno.

Eles também são extraídos de forma semelhante, mas algumas proteínas especiais, chamadas enzimas, são adicionadas ao processo e quebram esse colágeno grande em inúmeros pedacinhos menores: os peptídeos.

Esses, em geral, são formados por dois ou três aminoácidos e possuem ação biológica, ou seja: ao serem consumidos, eles fazem com que o nosso organismo aumente a produção de diversas proteínas que compõem a matriz extracelular.

Entre elas o próprio colágeno, mas também o ácido hialurônico e a elastina.

É por essa razão que o nome correto dos suplementos de colágeno que têm essa peculiaridade é, na verdade, peptídeos bioativos do colágeno hidrolisado.

O uso frequente desses suplementos permite que a pele possa engrossar, levando a uma prevenção das rugas e aumentando a firmeza da pele!

Além disso, a presença de maior quantidade de ácido hialurônico confere um aumento sensível da hidratação a pele!

Alguns estudos científicos demonstram resultados promissores em animais e também em humanos.

É claro que os resultados variam entre as pessoas, mas os trabalhos demonstram, de forma sistemática e consistente, um benefício geral nos pacientes que usam esse tipo de produto.

Trata-se, portanto, de um suplemento nutricional interessante para usarmos em diversas situações clínicas, tais como: envelhecimento, flacidez, celulite, unhas fracas etc.

Todas essas possibilidades já foram testadas cientificamente e demonstraram resultados clínicos que puderam ser mensurados em pacientes reais, por meio de diversas técnicas!

Há evidências de que possa ter resultados mesmo se utilizado sozinho, porém não há dúvidas de que fica ainda melhor aliado aos tratamentos disponíveis no consultório, tais como: lasers, peelings, preenchimentos e bioestimuladores, devido à soma de seus efeitos.

 

OBS: Alguns colegas ainda não estão atualizados nesse tema, principalmente, porque existe uma grande confusão entre a gelatina e os peptídeos.

Por conta disso, alguns médicos bons desencorajam o uso desses suplementos.

Para aqueles que gostam, vou deixar uma pequena lista de artigos científicos que corroboram tudo o que foi dito neste post.

OBS2: Nem tudo que está no mercado tem o mesmo grau de evidências científicas.

Muitos suplementos que clamam serem “colágeno hidrolisado” não passam de gelatina.

Não gaste seu dinheiro à toa! Cosulte sempre um dermatologista e lembre-se: há vários tipos diferentes no mercado, com objetivos diferentes.

Colágeno NÃO É tudo igual!


Referências bibliográficas

Sato, K. (2017). The presence of food-derived collagen peptides in human body-structure and biological activity. Food & function, 8(12), 4325-4330.

Wu, R., Wu, C., Liu, D., Yang, X., Huang, J., Zhang, J., … & He, H. (2018). Antioxidant and anti-freezing peptides from salmon collagen hydrolysate prepared by bacterial extracellular protease. Food chemistry, 248, 346-352.

Shigemura, Y., Suzuki, A., Kurokawa, M., Sato, Y., & Sato, K. (2018). Changes in composition and content of food‐derived peptide in human blood after daily ingestion of collagen hydrolysate for 4 weeks. Journal of the Science of Food and Agriculture, 98(5), 1944-1950.

Yazaki, M., Ito, Y., Yamada, M., Goulas, S., Teramoto, S., Nakaya, M. A., … & Yamaguchi, K. (2017). Oral ingestion of collagen hydrolysate leads to the transportation of highly concentrated Gly-Pro-Hyp and its hydrolyzed form of Pro-Hyp into the bloodstream and skin. Journal of agricultural and food chemistry, 65(11), 2315-2322.

Matsumoto H, Ohara H, Ito K, Nakamura Y, Takahashi S. Clinical effect of fish type I collagen hydrolysate on skin properties. ITE Lett 2006;7:386–90.

Ohara H, Ito K, Iida H, Matsumoto H. Improvement in the moisture content of the stratum corneum following 4 weeks of collagen hydrolysate ingestion. Nippon Shokuhin Kagaku Kogaku Kaishi 2009;59:137–45.

Proksch E, Segger D, Degwert J, Schunck M, Zague V, Oesser S. Oral supplementation of specific collagen peptides has beneficial effects on human skin physiology: a doubleblind, placebo- controlled study. Skin Pharmacol Physiol 2014;27:47–55.

Genovese L, Corbo A, Sibilla S. An insight into the changes in skin texture and properties following dietary intervention with a Nutricosmeceutical containing a blend of collagen bioactive peptides and antioxidants. Skin Pharmacol Physiol 2016;3:146–58.

Kim, Do-Un, et al. “Oral intake of low-molecular-weight collagen peptide improves hydration, elasticity, and wrinkling in human skin: A randomized, double-blind, placebo-controlled study.” Nutrients 10.7 (2018): 826.

Ito, Naoki, Shinobu Seki, and Fumitaka Ueda. “Effects of Composite Supplement Containing Collagen Peptide and Ornithine on Skin Conditions and Plasma IGF-1 Levels—A Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Trial.” Marine drugs 16.12 (2018): 482.

Fu, Y., Therkildsen, M., Aluko, R. E., & Lametsch, R. (2018). Exploration of collagen recovered from animal by-products as a precursor of bioactive peptides: Successes and challenges. Critical reviews in food science and nutrition, 1-17.

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Você conhece o termo positive ageing?

Positive ageing é um conceito bastante importante no meio dermatológico que poderia ser traduzido por “envelhecimento positivo”.

Para entender melhor, considere isto: há uma máxima que diz que o envelhecimento é inexorável, porém “tornar-se velho” é algo opcional. E o envelhecimento positivo vai bem de encontro a isso!

Hoje em dia, a medicina nos brinda com diversas técnicas e estratégias terapêuticas que nos permitem prevenir e contornar os efeitos negativos do passar dos anos.

O conjunto dessas atitudes e medidas também ganhou um termo técnico em inglês: prejuvenation.

Prejuvenation

Prejuvenation seria uma fusão de prevenção e rejuvenescimento e está associado ao conceito de que agir preventivamente pode nos ajudar – e muito – a envelhecer de forma positiva.

Isso implica em benefícios internos que irão refletir na saúde e beleza da pele, atuando de forma significativa, inclusive na melhoria dos próprios resultados dos procedimentos estéticos.

A prática de esportes, a meditação, a nutrição e a suplementação têm muito a acrescentar nesse sentido!

A busca por procedimentos estéticos menos invasivos e com efeitos mais naturais, como estimuladores de colágeno, preenchimentos, aplicações de ácidos, radiofrequência e laser, têm aumentado bastante!

Mas é preciso entender que eles todos fazem parte de um plano de tratamento! Cabe ao médico dermatologista, em conjunto com o paciente, traçar uma estratégia global, em busca do melhor resultado possível para aquela pessoa em particular!

E isso leva em conta diversos fatores, inclusive o econômico!

O resultado de tudo isso fica evidente quando olhamos mulheres maduras que conseguem manter o frescor da juventude de forma harmônica e natural, como é o caso de algumas atrizes e modelos famosas.

No entanto, mesmo nesse meio e apesar de dinheiro não ser o problema aqui, vemos também muitos exemplos catastróficos.

Como fazer para envelhecer bem?

É fundamental compreender o conceito de prejuvenation e positive ageing em vez de se entregar a diversos procedimentos estéticos sem planejamento e – muitas vezes – com profissionais diferentes, em busca de resultados imediatos ou preço mais barato. Lembre-se que a escolha de um especialista bem formado está na base do sucesso de qualquer tratamento!

E vamos envelhecer de forma positiva!

 

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As olheiras são o simples escurecimento da área em torno dos olhos?

As olheiras são alterações da cor e do aspecto da pele da região ao redor dos olhos. Várias condições diferentes podem levar ao surgimento desse quadro.

O derrame pigmentar ocorre devido à deposição de melanina, decorrente de traumas locais, como, por exemplo, o hábito de coçar os olhos.

Em pessoas com a pele muito clara é possível visualizar os vasos sanguíneos, por meio da pele fina dessa área. Pacientes alérgicos podem desenvolver bolsas embaixo dos olhos.

As olheiras são uma condição genética ou podem ser desenvolvidas ao longo da vida?

Há causas genéticas e adquiridas que contribuem para o surgimento das olheiras. Algumas famílias possuem caracteristicamente a região mais funda e escurecida, por exemplo.

O que faz alguns tipos de olheiras serem vascularizados?

As olheiras desse tipo são arroxeadas ou esverdeadas e ocorrem com visualização dos vasos sanguíneos localizados nessa região, por meio da pele fina das pálpebras inferiores.

Olheiras desse tipo são frequentemente vistas em pacientes alérgicos, que sofrem de doenças como rinites e sinusites.

A tatuagem em olheiras é um procedimento que não é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia?

Reconhecemos que alguns curiosos praticam essa técnica, e não a indicamos devido ao risco envolvido e por existirem tratamentos médicos consagrados para essa condição.

A tatuagem tem efeito pior em olheiras vascularizadas?

A tatuagem não deve ser feita nessa região. É uma técnica arriscada, devido à grande vascularização da área e da possibilidade de lesão do globo ocular.

Além disso, a presença desse pigmento pode inviabilizar um futuro tratamento da olheira com laser.

Como uma pessoa pode descobrir se tem alergia a pigmentos de tatuagem?

Infelizmente, na maioria das vezes, essa descoberta é feita na prática. Ou seja: o indivíduo só descobre que reage ao pigmento da tatuagem porque teve a reação.

Qual a diferença entre a tatuagem para olheiras e a micropigmentação? (No processo e na duração do efeito.)

Segundo os praticantes da técnica, a tatuagem seria definitiva e a micropigmentação não seria.

Mas, na prática, já vi muitos casos de micropigmentação que ficaram permanentes e muitas tatuagens que desbotaram ao longo dos anos.

A micropigmentação age em uma camada da pele diferente da tatuagem?

Os profissionais alegam que a micropigmentação teria uma aplicação mais superficial do que a tatuagem.

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários! 😉

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Todos sabemos da importância do filtro solar quando nos expomos ao sol por períodos prolongados, seja na praia, piscina ou durante atividades esportivas ao ar livre. Mas uma dúvida que muitos têm é em relação ao uso diário do filtro solar. É importante? Todos devem usar? E a vitamina D, como é que fica?

A exposição à luz solar gera alterações irreversíveis e cumulativas no DNA das nossas células da pele. Com o tempo, a produção de colágeno e da elastina, responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele, fica menos efetiva. Além disso, surgem manchas características que denunciam o passar dos anos. Uma forma de retardar e prevenir tudo isso é com o uso diário do filtro solar, sobretudo na pele do rosto e das mãos.

Algumas pessoas desenvolvem câncer de pele ou doenças cutâneas que pioram com o sol. Nesses casos, não há o que fazer: o filtro solar é necessário para evitar que mais dano solar se some ao que já aconteceu. Quanto mais jovem o indivíduo quando desenvolveu o câncer de pele, mais importante é o uso do filtro solar diariamente.

 

Vitamina D  filtro solar

Quanto à produção de vitamina D: realmente a vitamina D é produzida na pele e com a exposição ao sol mais forte, aquele das 10h às 16h. Isso porque a gordura presente na pele (colesterol) precisa ser quebrada pelo UVB do sol para ser absorvida pelo organismo.

Sobre esse tema, temos 5 reflexões importantes:

1) Ainda não existem filtros solares que permitem a produção de vitamina D, mas eles estão em estudo e devem surgir futuramente!

2) Por enquanto a recomendação deve ser individualizada: pessoas que já tiveram câncer de pele, que têm câncer de pele ou com risco elevado para o desenvolvimento desse tipo de problema não devem se expor ao sol sem o uso do filtro solar e de outras medidas fotoprotetoras.

3) Pessoas com doenças que pioram com a exposição ao sol tampouco devem se expor ao sol com o objetivo de produzir vitamina D. Tanto aqui como no caso anterior, é necessário suplementar esses indivíduos, se porventura eles sejam deficientes. Em alguns países, adota-se a suplementação sistemática nesses casos.

4) Para produzir vitamina D, não é necessário ficar vermelho! Precisamos de uma dose que varia de pele para pele, sendo menor nos indivíduos de pele mais clara e maior naqueles de pele mais escura. Isso acontece porque a melanina atrapalha a produção de vitamina D, então ficar bronzeado não é uma boa estratégia para quem é deficiente da vitamina D.

5) Em média, no nosso país, necessitamos de 10-20 minutos de sol do meio-dia, 3 vezes por semana, com exposição de braços e pernas. A exposição excessiva ao sol consome a vitamina D produzida, uma vez que ela acaba sendo utilizada no reparo dos danos causados pele sol.

 

Para saber mais:

E aí, o que achou? Ainda tem dúvida sobre o filtro solar para a sua pele? É só ir no meu instagram e deixar uma pergunta lá – vou ficar muito feliz em te responder. Ou entre em contato e agende a sua consulta.

 

Obrigada e até a próxima!

Postado por Tatiana Gabbi

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No Brasil, temos predominantemente os climas tropical e subtropical, que nos propiciam sol, com uma taxa elevada de UVB o ano inteiro. Portanto, a nossa atenção de prevenção e de cuidado com a pele deve ser redobrada, especialmente nos períodos mais quentes do ano. O laranja é a cor do verão e do sol e foi escolhida como símbolo das ações de combate ao câncer da pele realizadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, da qual sou membro e porta-voz.

O objetivo da ação, cujo slogan é “Se exponha, mas não se queime” é justamente orientar a população geral sobre a importância das medidas fotoprotetoras, bem como a visita anual ao médico dermatologista, na prevenção do câncer da pele.

Dentre as medidas fotoprotetoras, destacamos:

  1. Evitar a exposição direta ao sol no período entre as 10 e as 16h, devido à maior incidência dos raios UVB, associados ao desenvolvimento de queimaduras solares e do câncer de pele;
  2. Filtro protetor solar acima do FPS 30, aplicado de forma uniforme em toda a pele, e reaplicado a cada 2 horas ou toda a vez que houver suor excessivo ou a pessoa se molhar;
  3. Chapéus, bonés e viseiras para aumentar a sombra sobre a face. Destacamos a importância de proteger o couro cabeludo, sobretudo aqueles que possuem cabelos ralos, finos ou muito claros;
  4. Óculos de sol para prevenção da catarata e do câncer de pele na região das pálpebras e canto interno dos olhos;
  5. Roupas (algumas possuem FPS explícito), especialmente para crianças com idade abaixo dos 2 anos de idade;
  6. Sombrinhas, guarda-sóis, tendas durante períodos de exposição prolongada.
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O MD codes é uma técnica de preenchimento e harmonização facial criada e desenvolvida pelo médico plástico Mauricio de Maio. Trata-se de uma padronização da injeção, com descrição dos pontos anatômicos a serem injetados, para se obter resultados que possam ser reproduzidos em pessoas diferentes e também por médicos diferentes.

Tive a oportunidade de ficar dois dias em treinamento com o próprio Mauricio e observar como ele realiza esses tratamentos de perto.

Conhecer várias técnicas é muito importante para podermos evoluir como médicos. O tratamento estético do envelhecimento da pele faz parte do rol de tratamentos que um dermatologista deve conhecer e dominar.

Seguem fotos do evento

 

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Sabemos há algum tempo que estamos diante de uma epidemia mundial de obesidade e um dos grandes vilões disso é a nossa alimentação rica em açúcares.

A grande novidade é que, através de estudos feitos em portadores da síndrome metabólica (associação de diabetes, pressão alta, obesidade e aumento do colesterol no sangue em um mesmo paciente, com aumento do risco de infarto), descobriu-se que o consumo excessivo de açúcar também está relacionado ao envelhecimento da pele e à piora do estresse oxidativo, que explicamos no artigo de antioxidantes 

 

Como isso acontece? envelhecimento da pele

O excesso de açúcar no nosso organismo produz uma reação química nas proteínas do nosso corpo. Ocorre uma “caramelização” dessas proteínas, em um processo de ligações químicas conhecidas como crosslinking (ligação cruzada). O nome científico desse processo é glicação ou glicosilação, e você pode ter ouvido falar dele em um exame que serve para avaliar a diabetes: a hemoglobina glicosilada. Pacientes diabéticos estão acostumados com este exame que, justamente, mede a quantidade de hemoglobina (uma proteína do sangue) que está caramelizada. Isso reflete o grau de controle da doença: quanto maior esse índice, pior o controle do diabetes.

Mesmo que açúcar no sangue esteja baixo, esse exame mostra para o médico que esse paciente está falhando na dieta! E por que isso é importante? O problema todo é que as proteínas que sofrem essa reação podem, vagarosamente, perder a sua função. Portanto, se a proteína em questão for o colágeno ou a elastina, o resultado será flacidez e perda da elasticidade da pele. Mas esse impacto é generalizado e contribui muito para o envelhecimento e mau funcionamento do organismo como um todo. E não para por aí.

Além disso, há uma série de outras reações que levam ao aumento da inflamação e à piora do estresse oxidativo. Quando esses processos estão combinados, ambos produzem danos ainda maiores às proteínas das membranas das células, danificando-as. O resultado é ainda mais perda de função!!!

 

O que fazer contra o envelhecimento da pele?

Alimentação saudável é imprescindível! Evite comer comidas que viram açúcar de forma muito rápida dentro do seu corpo. Esses alimentos são geralmente os doces, as massas e os pães. As frutas, quando acompanhadas de suas fibras, têm um impacto menor nesse processo, mas devem ser consumidas sem excessos. É interessante ter a ajuda de um especialista para orientar a dieta, principalmente se você tem uma doença como a diabetes.

 

Tratamentos dermatológicos

Explicamos tudo isso para que você pudesse entender como esses processos acontecem e podem atrapalhar a nossa saúde. Já existem estudos de moléculas que revertem e reduzem a ocorrência dessas reações: algumas já estão disponíveis em forma de suplementos, nutracêuticos e cosmecêuticos. Os antiglicantes, como são conhecidos, podem ajudar em uma estratégia antienvelhecimento tanto em cremes e loções, como usados por via oral! A vantagem do uso oral é o impacto global desse tipo de produto, pois a glicação não ocorre apenas nas proteínas da pele. O uso combinado dessas substâncias pode ser muito interessante em pacientes com excesso de peso ou doenças como o diabetes.

 

E aí, o que achou? Ainda tem dúvida sobre o envelhecimento da pele? É só ir no meu instagram e deixar uma pergunta lá – vou ficar muito feliz em te responder. Ou entre em contato e agende a sua consulta.

 

Obrigada e até a próxima!

Postado por Tatiana Gabbi

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