Olá, eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista e hoje estou aqui para falar de um assunto muito importante: cabelo caindo depois de contrair o COVID-19.

No dia 16/09/2020, tive a honra de participar do Jornal da Rede ALESP para falar sobre essa queda de cabelo depois de contrair o coronavírus.

O assunto é tão importante e merece a nossa atenção de um jeito tão especial, que resolvi trazer aqui para o blog também.

É só continuar comigo até o final e conferir as perguntas e respostas mais importante sobre o cabelo caindo depois de contrair COVID-19. Vamos lá!

Qual é a relação entre o COVID-19 e o cabelo caindo?

A célula da papila, responsável pelo crescimento dos fios é muito sensível a várias alterações que podemos ter no nosso organismo.

Febres, uso de medicamentos e outras situações que prejudicam a nossa vida, sinalizam para a papila que está na hora de parar de produzir cabelos.

Isso porque essa produção despende energia e, em momentos como esses, devemos guardar energia para lutar contra a doença, problemas e alterações presentes.

Toda vez que tiver um evento desses, demora cerca de 3 meses para ter a sinalização leve, que é o cabelo caindo.

Isso significa que, para os que tiveram coronavírus, em torno de 3 meses terá uma acentuação da queda do cabelo normal.

Como funciona a relação entre vírus e calvície?

A calvície é uma doença sem relações com cabelo caindo. O termo técnico é alopecia androgenética.

Existem alguns estudos mostrando que as pessoas com tendência à calvície (alopecia), com aumento provável de alguns receptores, teriam uma susceptibilidade maior a desenvolver a COVID.

Ainda são estudos, não há nada comprovado, mas servem como alerta para a comunidade médica observar se esse cenário realmente está acontecendo; antes, era apenas uma teoria.

Já para as pessoas com maior possibilidade de desenvolver uma calvície, se tiverem queda de cabelo, a susceptibilidade se acentua.

 

Por exemplo:

O paciente tem alopecia androgenética, a família tem calvície, entre os 30 a 40 anos de idade vai acabar evoluindo para isso.

Se ele contrair a COVID-19 e tiver uma queda muito bruta de cabelos, isso vai acelerar o desenvolvimento do quadro caso não faça o tratamento.

A minha dica para quem observou o cabelo caindo mais que o normal é procurar o médico dermatologista, de preferência quem já tem maior especialidade nessa área e costuma tratar cabelos.

O especialista indicado é o tricologista, médico dermatologista que se direciona para essa área de cuidados com cabelos.

O paciente será examinado e o médico vai avaliar se existe ou não essa possibilidade, entrando com o tratamento o quanto antes, caso o paciente ainda não esteja fazendo isso.

Não existe chance de desenvolver a calvície por causa do coronavírus, mas esse processo pode acabar acelerando se você já tiver alopécia, tiver uma queda de cabelo, e não estiver fazendo tratamento.

 

Os medicamentos usados para o tratamento da doença podem acentuar a queda ou não tem relação?

Tem uma série de medicamentos usados no tratamento contra a COVID-19, porque ela é grave nos pacientes e que vai levar, muitas vezes, à internação na UTI, ventilação mecânica e ainda existe o risco de infecções.

Ou seja, não podemos culpar muito a medicação, sendo que a pessoa está sendo tão desafiada no ponto de vista de sobreviver à COVID.

Então, pessoas que tiveram formas mais graves da doença correm mais risco de ter os cabelos caindo em 3 meses do que os pacientes que tiveram formas mais leves.

De qualquer maneira, qualquer remédio pode, em um ou outro indivíduo, acentuar a queda. Ou seja, não existe um medicamento que vai causar a queda para todo mundo, mas existem medicamentos que, em algumas pessoas, vão levar a esse sintoma.

Não podemos dizer que os medicamentos que estão sendo a causa do cabelo caindo, mas, pelo fato da doença ser grave e ter várias coisas associadas a ela, tudo isso pode contribuir para a queda.

 

Quando saber que o cabelo caindo é sinal de algo mais grave e que está na hora de procurar um médico?

Sabemos que a queda de fios é normal e cada pessoa, geralmente, sabe o padrão do cabelo caindo que tem no cotidiano.

Além disso, sempre temos os cabelos em ciclos diferentes do ciclo capilar. Um exemplo disso é só reparar que não temos uma época do ano em que ficamos carecas; ou seja, nossos fios estão sempre em fases diferentes desse ciclo capilar.

Cada fio é como se fosse um órgão individual, seguindo o ciclo do cabelo, que é nascimento, crescimento e morte, individualmente.

Existem pessoas com mais cabelos e outras com menos cabelos. Sempre temos uma porcentagem desses fios que estão na fase de queda; o comum é na faixa de 100 a 150 fios caindo por dia.

Quem não lava os cabelos todos os dias, vai notar cabelo caindo em maior quantidade quando for lavar, porque juntou o cabelo dos dias anteriores. Se a pessoa tem cabelo comprido, pode ser que ele enrosque no próprio fio e acaba caindo na hora de lavar.

Quem está com o cabelo caindo acima do normal acaba percebendo a diferença nítida entre a quantidade que normalmente cai e a queda acentuada.

Além disso, a região frontal (no início do cabelo, em torno do rosto), algumas entradas vão começando a se formar; então, é importante observar o couro cabeludo nessas áreas.

Isso só acontece com uma queda acima de 30%, dando para perceber as falhas. Antes disso, você só nota a queda.

 

O cabelo caindo em homens e mulheres com COVID-19 é igual? Atinge mais a um grupo ou outro?

Geralmente, chamamos tudo de “queda de cabelo”, mas existem distinções entre cada caso. São vários casos que acometem o couro cabeludo e que impactam a saúde dos cabelos.

Os médicos devem fazer essa diferença entre queda de cabelo e falha do couro cabeludo.

A queda que os homens se queixam, geralmente, é a calvície masculina (alopecia androgenética); nesse caso, tem sim um comprometimento das mulheres, mas ela é só parecida, semelhante, mas não é a mesma doença.

Antigamente, era chamado de alopecia androgenética padrão feminino. Atualmente, o termo que estamos usando é alopecia de padrão feminino; de qualquer maneira, é uma doença de padrões genéticos que vai levar à rarefação dos fios.

Ou seja: você vai ver na cabeça a ausência de cabelos, pedaços com cabelo faltando. Na mulher, vemos isso sempre na risca central da cabeça; no homem, é mais nas entradas ou o cocuruto sem cabelo.

É nesse sentido que estou dizendo que a doença não tem a ver com o COVID-19. O coronavírus dá uma doença chamada Eflúvio (que é a queda acentuada de cabelo), podendo acontecer 3 meses depois de qualquer coisa fora do normal na sua vida – como vimos no começo do artigo.

A recomendação é: se você notar o cabelo caindo com uma queda muito acentuada, procure um médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); ele está apto a fazer o diagnóstico e verificar se há chance de desenvolver a doença ou se você já tem e qual o tratamento ideal.

Tem dúvidas ainda sobre o cabelo caindo depois de contrair COVID-19? Acha que os fios estão em queda de forma acentuada? Posso te ajudar. Clique aqui e marque uma conversa comigo!

 

Postado por Dra. Tatiana Gabbi

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Conheça as variações da queda de cabelo e veja como enfrentá-la em tempos de isolamento social

A quarentena mudou hábitos e instituiu novas rotinas que podem interferir até na saúde dos cabelos. Pode parecer brincadeira, mas não é. Muitos que estão em casa passaram a lavar menos a cabeça e, quando o fazem, notam uma perda acentuada de fios. Por outro lado, em virtude do isolamento, o estresse e a ansiedade também contribuem para a intensificação desse problema.

Quem faz essas afirmações é Tatiana Gabbi, médica e assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Ela ainda complementa que “as emoções podem estar na gênese de várias doenças de pele e de cabelo. O nível elevado de estresse pode levar a uma queda de cabelo de forma aguda. Isso já foi relatado na literatura e, inclusive, foi observado neste momento de isolamento social.”

Mas, de acordo com ela, a queda de cabelo é multifatorial. “Não é uma única doença que a causa. Sempre que o paciente apresenta esta queixa é preciso verificar se ele está perdendo cabelo ou se está visualizando áreas na cabeça sem cabelo. Isso abre um leque para doenças que causam cada um dos problemas. A maior parte delas é de ordem genética e autoimune”, diz.

Ela cita que, embora seja complexo falar em cura, há tratamento para a maioria dos tipos de queda de cabelo diagnosticados hoje em dia.

“O que é possível fazer, no início dos sintomas, é procurar o dermatologista para fazer um tratamento, chamado de prevenção secundária. Com a detecção do problema, começamos a tratar precocemente para obter um resultado melhor”, relata.

Ela observa que se o paciente é muito estressado há diversas formas de abordar o problema. “Eu procuro orientá-lo a comer em horários predeterminados para ajustar o relógio biológico, a ter contato com a natureza, a diminuir o uso de eletrônicos à noite em casa, a tentar dormir e acordar mais cedo, pois dormir melhor reduz o estresse, e encaminho os pacientes com quadros mais graves para tratamento com especialistas. Isso ajuda bastante”, esclarece.

 

O que é a calvície?

É a ausência, diminuição do número de dios ou queda, transitória ou definitiva, dos cabelos ou pelos. Ela afeta mais os homens e pode ocorrer de forma local ou total.  Os casos são mais raros em mulheres e nelas a perda tender a ser menos drástica.

 

Quais os principais sintomas?

Cabelos caindo mais depressa, em maior quantidade ou em tufos nos últimos meses, sinais de caspa nas roupas e nos fios, couro cabeludo avermelhado, apresentando coceira ou ardência, e oleosidade muito acima do normal.

 

Quais as causas?

Agente Externo: a perda pode ocorrer por tração. É o caso de quem usa rabo de cavalo muito apertado, apliques ou tranças que prendem e puxam o cabelo. Isso pode fazer com que ocorra perda crônica de cabelos da região que está sendo tracionada e, neste local, o cabelo pode não voltar a nascer.

Medicamentosas: alguns anticoagulantes, remédios psiquiátricos, anticonceptivos orais e tratamentos de quimioterapia podem provocar perda da espessura do cabelo e a sua queda.

Metabólica e Nutricional: a má nutrição pode causar a queda. O cabelo pode ficar seco, frágil e quebradiço e até mudar de cor.

Endócrinas: o hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios) e o hipotireodismo (baixa ou nenhuma produção de hormônios) podem influenciar na queda de cabelo.

 

Quais os tratamentos para a queda do cabelo?

Existem várias formas de tratamento: podem ser administrados medicamentos sistêmicos, tópicos, prescrito o uso de lâmpadas LED ou laserterapia, mas, antes de instituir qualquer um deles, o correto é procurar um dermatologista que encontra a causa da alopecia e inicie o tratamento adequado para evitar agravamento do quadro.

 

Quais as recomendações?

Não use medicamentos por conta própria ou produtos que prometem curas milagrosas, pois os efeitos adversos podem ser sérios. Procure um dermatologista ao notar que há alguma alteração no ritmo de crescimento dos fios, uma queda muito significativa que não está melhorando com o tempo ou buracos no cabelo. Há alopecias altamente inflamatórias e, se o tratamento não for iniciado rapidamente, há grande risco de ocorrer perda de fio na região e dela não recuperar.

 

Caspa causa queda de cabelo?

A caspa não causa calvície, mas a presença de dermatite seborreica pode aumentar a inflamação que existe, piorando o aspecto que o paciente vai ter dessa perda de cabelos. É importante sempre fazer o tratamento das duas doenças concomitantemente.

 

Como a calvície é identificada?

Muitas vezes, o dermatologista vai fazer a identificação da doença por meio da história contada pelo paciente, de exame dermatológico e também por meio da tricoscopia (uso de um aparelho para evidenciar, com lente de aumento, alterações no couro cabeludo). A biópsia também pode ser feita.

 

Quais os tipos mais comuns?

Alopecia areata
Conhecida popularmente como a “pelada”, é uma doença autoimune caracterizada pela perda de cabelo ou de pelos em áreas arredondadas ou ovais do couro cabeludo ou em outras partes do corpo, como cílios, sobrancelhas e barba. Ela afeta ambos  os sexos e todas as etnias. A sua causa é desconhecida, mas o distúrbio pode surgir em qualquer idade e está muito relacionado a situações de estresse.

 

Alopecia androgenética
Também é chamada de “calvície comum” e ela corresponde a quase 90% das alopecias atendidas nos consultórios dermatológicos. Geneticamente determinada, possui alterações decorrentes de herança familiar e está associada ao estímulo androgênico (testosterona) de cada um. Ela tem início depois da adolescência e é progressiva

 

Alopecia difusa ou eflúvio telógeno
É a perda aguda e progressiva do cabelo após doenças crônicas ou febris, estresse emocional e parto, no caso das mulheres. O cabelo se desprende facilmente ao se fazer alguma tração nele. Ela não produz uma calvície total, mas os fios ficam escassos e com um aspecto muito liso.

 

Alopecia frontal fibrosante
É uma forma de alopecia cicatricial progressiva e, frequentemente, irreversível. Ela acomete a região em que começa o couro cabeludo, na fronte (parte da franja), e também a sobrancelha. Alguns pacientes se queixam de coceira, dor ou ardência na região anterior do couro cabeludo. Sua causa ainda é desconhecida.

 

Gostaram? Espero que vocês tenham gostado. Se vocês ficaram com mais dúvida, vocês podem me seguir nas redes sociais e, por lá, eu vou esclarecer mais dúvidas para vocês. Ou entre em contato e agende a sua consulta.

Obrigada e até a próxima!

Postado por Tatiana Gabbi

Fonte: Universal | www.universal.org

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Olá,

Eu sou a Dra. Tatiana Gabbi, médica dermatologista e assessora do departamento de cabelos e unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Recentemente, recebi um convite muito especial para participar de uma entrevista na Rede Boa Vontade e falar um pouco sobre os cuidados com os cabelos brancos na quarentena.

Afinal, na época, com os salões fechados, surgiu um reforço na moda incipiente de assumir os fios brancos sem prejudicar toda a beleza estética dos cabelos.

Falamos sobre as melhores práticas para os cuidados com cabelos brancos a seguir. Fique comigo nas próximas linhas!

 

Para quem decidiu assumir os fios brancos, qual é a principal orientação (especialmente para quem está começando)?

Há duas dicas super importantes para quem decidiu manter os fios brancos:

1 – Mantenha a hidratação cuidados com os cabelos

Os cabelos brancos são mais arrepiados e, quando o cabelo não está pintado, isso pode se tornar mais evidente.

Por isso, cuidar dos fios brancos é fundamental. Sempre hidrate e mantenha os cabelos com produtos antifrizz (aconselho os leave-ins).

 

2 – Usar shampoos desamareladores

Os fios brancos tendem a ficar amarelados, por isso o uso dos “shampoos roxos” (shampoos desamareladores ou matizantes), geralmente recomendado para loiras, são tão importantes.

Você pode usar a cada 15 dias ou 1 mês, dependendo do efeito que você deseja para os fios. Quanto mais você utilizar, mais acinzentados eles vão ficar.

Algumas mulheres gostam do efeito platinado, já outras não gostam e preferem os fios mais para o branco. Então, dependendo do seu estilo, você escolhe a frequência de uso.

 

Para os homens, qual é a orientação sobre o corte e fios brancos?

O maior problema dos homens ao não frequentar o barbeiro é o comprimento dos fios, já que eles têm cabelos curtos e o cabelo tende a crescer rapidamente – alguns homens precisam cortar os fios de 15 em 15 dias.

A dica é: o corte precisa ser feito somente nas pontas. Quanto mais cedo começar a ser feito, maior a tendência de manter o corte original.

Faça o corte em casa com os cabelos úmidos. Não vai ter o mesmo resultado do salão, mas alguns vídeos na internet podem te ajudar.

Sobre os fios brancos cuidados com os cabelos

A dica é usar também esse shampoo roxo, mas com um uso mais espaçado – o ideal é utilizar a cada 45 dias.

 

Além dos fios… cuidados com os cabelos

Hidrate as mãos antes de dormir. Isso é importante porque estamos usando muito álcool gel e lavando muito as mãos, sendo que elas tendem a ficar ressecadas.

Então, o melhor horário para hidratar suas mãos é antes de dormir, porque você não vai precisar mexer com água ou passar álcool gel.

Outra dica muito importante é manter as unhas curtas, não retirar as cutículas e evitar a esmaltação.

O esmalte pode “brigar” com o álcool em gel. Ou seja, alguns produtos vão dissolver e ficar pegajosos, atrapalhando a higiene, tirando a beleza e eliminando qualquer benefício.

Então, evite os esmaltes nessa fase, porque vai proporcionar uma unha mais fortes. Inclusive, quando esse momento passar, você vai ter unhas mais saudáveis para exibir.

Para quem reclama das cutículas, que costumam ficar ásperas, endurecidas e engancham em roupas, a dica é: hidrate.

O segredo está na hidratação. Existem produtos próprios para região. Recomendo que use esses produtos.

Enfim, esse é o conteúdo de hoje. Amei receber o convite de entrevista na Super Rede Boa Vontade e espero participar novamente.

Se tiver alguma dúvida, sugestão ou quiser me acompanhar mais de perto, pode seguir o meu Instagram, também compartilho muita informação bacana por lá. Ou entre em contato e agende a sua consulta.

 

Obrigada e até a próxima!

Postado por Tatiana Gabbi

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No dia 16/07, fiz uma live com a Dra. Bianca Lundberg, que é hebiatra (médica de adolescente), para falar sobre algumas alterações dermatológicas que encontramos nos adolescentes e quais são os significados de cada uma.

Antes disso, vamos falar um pouco do que é ser hebiatra. Esse é um ramo da pediatria que cuida de crianças dos 10 anos até jovens de 24 anos, acompanhando e atuando com:

– Prevenção;

– Tratamento de doenças;

– Puberdade;

Outras características únicas dessa faixa etária.

Os hebiatras cuidam dessa parcela da população, que representa um grande número de pessoas e precisam de um acompanhamento mais de perto.

O tema da live foi: unhas e cabelos na adolescência e eu separei aqui as melhores questões sobre unhas para vocês. [Se quiser assistir na íntegra, pode clicar aqui]

 

Pele, unhas e cabelos na adolescência

Assim como a Dra. Bianca Lundberg ressaltou, por experiência própria com o público mais jovem, essa faixa etária reserva algumas complicações na pele, unha e cabelo.

É nesse momento que ocorrem muitas mudanças no corpo e, por isso, a parte dermatológica é tão importante, ajudando a passar por essas alterações com autoestima e evitando também os problemas no futuro.

É na pré-adolescência que a autoimagem começa a ser mais evidente e influenciada, já que o adolescente começa a reparar a diferença entre ele e outras pessoas da mesma idade e isso afeta a maneira como ele se enxerga.

Um dos maiores desafios de lidar com esse público, principalmente relacionado à pele, unhas e cabelos, é que os adolescentes costumam ser muito imediatistas.

Então, fazer um tratamento e esperar os resultados, para eles, é ainda mais difícil, eles querem que as coisas aconteçam mais rapidamente.

Mas vamos então conversar sobre as unhas dos adolescentes aqui e os outros tópicos você pode conferir nesta liveque fizemos. Confira!

 

Roer unhas prejudica o adolescente?

Essa é a principal causa de unhas fracas em crianças e adolescentes. A verdade é que uma criança ou adolescente não tem motivo para ter unhas fracas, mas isso pode acontecer ao roer as unhas.

Dica aos pais: quando observamos que a criança ou adolescente está com a unha muito fraca, tem que prestar atenção e ver se ele está roendo, porque isso fragiliza as unhas

Muitos ignoram esse comportamento, mas a verdade é que a abordagem e tratamento do roer as unhas deve ser feito o quanto antes, assim que você perceber essa tendência no seu filho.

Pode ser que ele não tenha esse hábito muito cedo, mas desenvolva depois. Assim que perceber essa tendência, você precisa interferir.

O tratamento para a criança ou adolescente parar de roer as unhas é multidisciplinar, ou seja, envolve vários profissionais e pessoas que estão ao redor.

Exemplo: É preciso ver se a criança ou adolescente, de repente, tem alguma ansiedade, porque normalmente tem e esse fato de roer a unha é apenas um termômetro indicando que tem algo por trás – e esse é o maior problema.

Passei mais informações importantes sobre o assunto, você pode conferir aqui nesta live

 

A pessoa pode nascer com unhas mais fracas que o normal ou só acontece com o ato de roer?

Pode sim, mas isso é muito raro. Não vemos esse tipo de situação com tanta frequência, geralmente as unhas fracas são associadas a uma causa – o papel do profissional é tentar entender se essa é uma causa interna ou externa.

Existem sinais que podem ajudar os profissionais a decifrar esse caso e fazer uma abordagem de acordo com o problema.

Unha fraca, na verdade, é uma síndrome – um conjunto de sinais e sintomas que estão por trás do problema e que pode ter várias causas diferentes.

Esse é um dos motivos para não haver um tratamento específico para unha fraca. Ela precisa ser investigada, porque para cada pessoa pode existir uma causa diferente e nós, profissionais, vamos fazer o tratamento de acordo.

 

E a nutrição das unhas fracas, por que acontece? É um déficit de vitamina, má alimentação? Dá para repor com uma nova rotina alimentar?

Dependendo da característica, se for necessário pesquisar a parte nutricional, os profissionais vão fazer um diário alimentar como primeiro recurso, para entender como tem sido a alimentação.

Isso porque o profissional precisa entender como o paciente tem se alimentado para descobrir quais nutrientes estão presentes e quais estão faltando.

Outro ponto fundamental para o profissional criar uma abordagem também é saber a rotina da pessoa. Ela faz exercício físico? Ela pratica esporte? Tudo isso é muito importante para entender como ocorre o gasto calórico.

Unhas e cabelos sofrem muito com falta de proteína e calorias. Falei também mais sobre isso na live e dei algumas dicas especiais.

E aí, gostaram do conteúdo? Assistiram a live? Deixem um comentário lá no vídeo para eu saber o que vocês acharam e se ficaram com alguma dúvida.

Veja a live aqui e aproveite para me seguir no Instagram, posto muito conteúdo legal por lá! Ou entre em contato e agende a sua consulta.

Postado por Dra. Tatiana Gabbi

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Por mais que os sinais do envelhecimento dos cabelos já possam ser observados após os 40 anos, é possível notar que a cada década há perda de 20 a 30% da atividade dos melanócitos – as células que produzem pigmento.

Isso acontece, em geral, por volta dos 30 anos, mas pode ser mais precoce, em alguns casos.

A mudança da coloração do fios ocorre quando há perda da capacidade de pigmentação da haste pilosa e inúmeros mecanismos estão associados.

A atividade de pigmentação do fio gera uma porção de radicais livres e, para se defender deles, o melanócito aumenta algumas substâncias protetoras, como antioxidantes que sequestram os radicais livres formados.

No entanto, quando envelhecemos, esses mecanismos de defesa são reduzidos e, portanto, o estresse oxidativo que se impõe, que leva ao dano do DNA e redução da atividade das células que produzem o pigmento e até a sua destruição (morte celular programada).

A radiação ultravioleta também interfere, assim como a poluição e o tabagismo. Esses três aumentam o estresse oxidativo e impactam mais ainda nos mecanismos descritos acima.

Portanto, o cigarro tem um impacto direto no envelhecimento dos fios, sendo um grande causador dos cabelos brancos.

Dicas rápidas para reduzir os cabelos brancos

Alguns estudos apontam para a suplementação de alguns aminoácidos e antioxidantes, que poderiam ter um impacto, reduzindo o embranquecimento do cabelo.

Outras dicas que com certeza ajudam na diminuição dos cabelos brancos são:

– Reduzir o estresse;
– Aumentar o tempo de sono
– Caprichar na alimentação, evitando alimentos inflamatórios e priorizando vegetais, verduras e frutas, ricos em antioxidantes.

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Alopecia senescente é um tipo de perda dos cabelos, definido por um afinamento difuso dos fios, que não tem relação com hormônios sexuais masculinos. Ela é vista em indivíduos acima dos 50 anos de idade e sem histórico familiar de calvície.

Essa doença envolve uma redução progressiva no número de folículos em crescimento e no diâmetro das hastes capilares. Atinge homens e mulheres com cabelos previamente saudáveis e pode se associar ou não à alopecia androgenética.

Há uma redução da duração do crescimento dos fios e diâmetro das hastes e um prolongamento do intervalo que separa a perda do fio telógeno e o nascimento de um novo anágeno.

Esse fenômeno é semelhante ao que é visto na alopecia androgenética, mas nesses pacientes o processo é menos acentuado.

Clinicamente, notamos uma redução dos fios por área e deterioração da qualidade.

 

Alopecia senescente: por que isso acontece?

O comprimento máximo dos cabelos diminui conforme envelhecemos e, paralelamente, os fios se tornam mais finos.

Além do quadro da alopecia senescente, temos o envelhecimento dos fios e do couro cabeludo, que são determinados por fatores intrínsecos e extrínsecos.

O uso frequente do shampoo, por exemplo, deixa os cabelos mais felpudos e cria a ilusão de que são mais grossos. Os cabelos se tornam secos, pois a cutícula torna-se danificada e porosa, expondo o córtex, que não é capaz de reter umidade.

Condicionadores desenvolvidos para fios secos e danificados contêm moléculas grandes que alinham a cutícula capilar, ajudando a preencher fraturas e fissuras da haste, com impacto direto no brilho, maciez e modelação dos fios.

Os pacientes com alopecia senescente merecem uma abordagem ampla e personalizada dos cuidados capilares, desde a regularização do ciclo (controle da saúde geral, hábitos de vida e redução do estresse oxidante, através de alimentação e suplementação) e controle da queda até a promoção da melhora da qualidade dos fios.

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Cabelos quebrados atormentam muitas mulheres e é comum ficar sem saber o que fazer para evitar essa situação. Por isso, listamos as principais dúvidas sobre o tema. Confira!

Às vezes, os cabelos caem e às vezes eles quebram. É aí que surge a primeira das nossas perguntas sobre quebra de cabelo. Confira!

1 – Como sabemos se o nosso problema é de queda capilar ou de cabelos quebrados?

É fácil saber a diferença entre cabelos quebrados e quando estão caindo. Quando o cabelo cai, por algum motivo específico, o fio sai com uma pontinha, que você percebe e reconhece como bulbo capilar.

Mas quando estamos diante de cabelos quebrados, notamos que os fios ficam em tamanhos diferentes e observamos uma ponta que parece cortada. Pode ser que ela esteja mais afinada, por exemplo, ela fica com um aspecto diferente.

Então,em resumo, a ponta quebrada não tem o bulbo capilar, que é a raiz do cabelo.Isso só acontece quando o cabelo cai naturalmente.

 

2 – Precisa usar sabão ou podemos usar xampu para lavar os cabelos por conta do surto de COVID-19?

O correto é continuar usando o xampu, uma vez que ele já tem um pH eficiente para limpar os nossos cabelos. Então, não há necessidade de usar sabão (e nem devemos, pelo enorme risco de dano à haste e couro cabeludo, devido ao pH elevado dos sabões).

Uma dica muito importante nessa época é: prenda os cabelos. É melhor, porque diminui as chances do seu cabelo encostar em objetos e evita que você passe a mão no cabelo o tempo inteiro.

Outra dica bacana, principalmente para quem trabalha na área da saúde, é: não fique usando gel, pomada ou outras coisas que permitam com que partículas se grudem aos seus cabelos, porque essa maior capacidade de aderência, pode aumentar as suas chances de carregar o vírus para a sua casa.

Além disso, tome outras providências necessárias para evitar que os seus fios fiquem soltos; use touca e prenda o cabelo (não só com rabo de cavalo, mas também com coque) para diminuir a superfície de contato do seu cabelo com o ar, que já que ele pode estar contaminado com o vírus no ambiente de saúde, como UTIs, por exemplo.

Importante: Lembre-se de que a lavagem com sabão aumenta muito as chances de cabelos quebrados, pela diferença de pH entre os cabelos e este produto

 

3 – Qual a diferença entre reconstrução, nutrição e hidratação?

As influencers geralmente tratam bastante o assunto dos cabelos quebrados e falam sobre esses termos; por isso, muitos pacientes chegam aos consultórios querendo entender sobre eles. Então, qual é a diferença?

O cronograma capilar é um sistema de revezamento de entrega de nutrientes para os fios. Então, esses três procedimentos foram criados, de forma a serem utilizados de forma alternada, em um sistema de revezamento, para fornecer diferentes nutrientes e produtos para os fios.

Por exemplo: quando temos a necessidade de uma hidratação mais intensa, ou de reconstrução, o cronograma oferece coisas diferentes.

Quando falamos de reconstrução, temos que pensar no seguinte: o que precisa entrar para reconstruir é uma carga proteica maior.

Quando falamos de hidratação, pensamos na cutícula, na estrutura externa do fio. Isso tudo com o objetivo de melhorar a qualidade do brilho e toda a parte estrutural da cutícula.

Essas são as diferenças básicas entre todos esses processos e o cronograma pode ser uma excelente opção e funcionar muito bem quando nos submetemos às químicas capilares: alisamentos, descolorações e tinturas, por exemplo.

 

Mesmo quem não tem química, pode se beneficiar de um cronograma capilar…

Isso porque o próprio xampu faz com que a gente perca proteína capilar, por conta das alterações do PH no momento da lavagem. Isso sem mencionar o uso de fontes de calor, como secadores e chapinhas, que fazem com que os nossos cabelos percam água e fiquem desidratados e, portanto, sujeitos à quebra.

Gostou desse conteúdo? Então quero te convidar para assistir a live que fiz com a Dra Aline Blanco, dermatologista de Campo Grande, especializada em Tricologia, sobre cabelos quebrados! Só clicar aqui para ver o vídeo da live e conferir TUDO sobre esse assunto!

 

Cabelos quebrados: índice com essas e outras perguntas respondidas na Live

01:25 – Por que, às vezes, o cabelo cai e às vezes eles quebram?

02:34 – Com o COVID-19, o certo é lavar os fios com sabão?

05:18 – O jeito correto de lavar os fios para evitar a quebra de cabelo

10:33 – É certo diluir o shampoo com um pouquinho de água?

11:36 – Usar shampoo 2 em 1 atrapalha (considerando que cada um tem uma função)?

12:10 – Qual é a hora certa de passar a máscara? É depois do condicionador?

14:06 – E quando o cabelo quebra por causa do calor? O que fazer?

16:00 – Produtos de alisamento e os efeitos no cabelo

18:08 – Qual a diferença entre reconstrução, nutrição e hidratação?

20:25 – Qual é a frequência ideal para lavar os cabelos?

21:44 – E sobre os produtos veganos: eles têm um efeito melhor nos cabelos?

23:39 – Hidratar os cabelos quebrados é suficiente ou o medicamento também ajuda?

25:16 – O excesso de produtos de hidratação faz mal aos fios?

26:31 – O sulfato danifica mais o cabelo já danificado?

28:19 – Mas e os cabelos quebrados?

28:38 – Faz ou não suplemento para quem fez gastroplastia?

29:56 – E para quem está na linha de frente e precisa lavar os cabelos todos os dias. Qual o melhor shampoo?

32:21 – O shampoo anti resíduo retira as queratinizações?

34:36 – E a queda ou quebra de cabelo depois da dengue: como voltar ao normal?

36:53 – E quando os cabelos quebrados acontecem por corte químico? O que fazer?

40:13 – Por que o cabelo branco é duro e poroso?

43:44 – O que mais é necessário saber sobre cabelos quebrados e crescimento dos fios?

 

 

E então, gostou das informações sobre quebra de cabelo?

Não se esqueça de clicar aqui para assistir a live e ver o papo maravilhoso que tivemos, para te ajudar ao máximo com o seu problema de cabelos quebrados!!

É isso, gente! Hoje, ficamos por aqui. Se tiver alguma dúvida ou sugestão, não se esqueça: entre em contato comigo e eu te ajudo.

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Se os seus cabelos estão cada vez mais ralos, provavelmente você está se perguntando se calvície tem tratamento. A resposta é: sim. Continue lendo que eu vou te ajudar com informações importantes sobre o assunto! 

A perda de cabelos tem impacto significativo na aparência, e pode ser fonte de preocupação para homens e mulheres. A alopecia androgenética, também conhecida como calvície, é um problema que pode levar à perda total ou parcial dos cabelos.

Embora seja mais comum no sexo masculino – estima-se que 80% dos homens com mais de 80 anos sofram do problema, de acordo com a SBD – ela também pode afetar as mulheres. Nos homens, a perda de cabelo tende a se concentrar no topo do couro cabeludo.

Nas mulheres, é mais difusa, com preservação da área de implantação dos fios. Isso quer dizer que, em geral, não vemos entradas nas mulheres, mas os fios ficam mais finos e espaçados e podemos até enxergar o couro cabeludo através deles.

A boa notícia é que, hoje em dia, há inúmeras opções de tratamento. Quer conhecer as alternativas? Continue comigo até o final!

 

Calvície tem tratamento, mas sempre consulte um dermatologista!

A proteção natural da nossa cabeça é o cabelo, que age como filtro solar e nos protege de problemas como frio e traumas. Uma curiosidade é que, geralmente, temos aproximadamente 150 mil fios de cabelo.
O cabelo cresce 0,35mm todos os dias (a cada 24 horas, mais especificamente) e ele é programado para trocar os fios no período de 3 – 5 anos, mas isso depende da pessoa também.

Para algumas pessoas, esse quadro não acontece da forma esperada e isso acaba sendo frustrante e afetando a autoestima. Vários fatores podem ser responsáveis por isso e nem toda perda de cabelos é igual! A alopecia androgenética é uma das doenças que leva a perda de cabelos e é por esse motivo que eu recomendo consultar um dermatologista! Ele fará uma investigação das características e das prováveis causas do problema.

 

Algumas opções de tratamento para calvície

1 – Medicamentos
Dentre as opções terapêuticas estão os medicamentos de uso local (como soluções de minoxidil e 17 alfa estradiol), orais (como a finasterida) e antiandrógenos sistêmicos (como a ciproterona e espironolactona e, mais recentemente, o minoxidil oral).

 

2 – Laser e microagulhamento
Existem também técnicas com aplicação de lasers e microagulhamento com e sem uso de medicamentos. Todas essas técnicas podem ser utilizadas para estimular o crescimento dos fios. Nos casos mais acentuados, o transplante capilar pode ser indicado com resultados cada vez mais naturais!

 

3 – Transplante capilar
O transplante capilar retira folículos capilares dos locais com maior quantidade de fios (que esteja saudável e sem indício de problema genético) e os realoca para a parte cabeça que sofreu com a queda capilar. Isso funciona bem no sexo masculino porque nos homens há uma diferença entre o tipo de cabelo que fica no topo da cabeça e na região próxima a nuca (área doadora).

Como saber se você tem calvície mesmo?
Geralmente, os sinais de calvície podem aparecer nas pessoas de 20 até 30 anos, mas também podem começar a se manifestar a partir dos 15 anos (já que a puberdade aumenta a quantidade de hormônios).

 

Listei 8 sinais da calvície para observar em casa (mas existem outros, por isso procure um especialista se observar algo de anormal na sua rotina capilar):

01. Os cabelos demoram mais a crescer e ficam mais finos.
02. A raiz do cabelo fica mais fraca e cai, não crescendo novos fios no lugar.
03. Para os homens, a queda do cabelo começa com aumento das “entradas” e logo depois vai para as partes central e superior.
04. Para as mulheres, a queda dos fios começa na parte central e segue para as laterais superiores.
05. Menor volume de fios. Para as mulheres com cabelos mais compridos, principalmente, caso haja uma diminuição no volume, é importante consultar um dermatologista.
06. Toda pessoa tem um limite comum de fios para perder, que varia entre 100 a 120 fios por dia. Caso você esteja perdendo um volume maior do que esse e sem reposição, procure ajuda de um especialista.
07. Verifique se na sua família existe o histórico de perda de cabelo, já que a calvície também pode ser hereditária.
08. O couro cabeludo aparente também pode ser uma forma de descobrir a calvície; então, se o seu cabelo estiver molhado e você perceber que algumas regiões do couro cabeludo aparecem, provavelmente está ficando calvo.

 

Causas da calvície

Você já sabe que calvície tem tratamento, mas mesmo assim é possível que esteja se perguntando qual o motivo da queda dos fios. E eu vou te mostrar agora algumas possibilidades.
1 – Hereditariedade
Uma das razões para a perda de cabelo, como já falei aqui, é a genética. Esse é um dos motivos mais comuns para a queda dos fios e, geralmente, é o tipo mais difícil de evitar.
Caso alguém da sua família tenha ficado calvo, é bem provável que você desenvolva a calvície também. Por ser mais complexo, é importante ficar de olho e procurar um especialista assim que começar os sintomas.

 

2 – Alimentação
Já falei várias vezes nos meus vídeos do Facebook que a alimentação influencia diretamente na pele e cabelo.
O pior é que, hoje em dia, muitas pessoas não cuidam da alimentação por não ter tempo; a maioria come produtos industrializados, que faltam nutrientes e proteínas, interferindo diretamente nos fios.
A alimentação não leva a alopecia androgenética ou a calvície, mas pode colaborar com a piora da doença, uma vez que gera queda de cabelos (eflúvio). A presença de eflúvio descontrolado em alguém com calvície pode piorar bastante o aspecto geral dos cabelos, fazendo a doença parecer pior.

 

3 – Inflamação crônica associada a caspa
Você pode estar pensando agora: “Mas eu sempre lavo os meus cabelos, me alimento bem e não tenho histórico familiar de calvície. Como estou perdendo os fios?”
Nem sempre a higiene incorreta é feita por causa de desleixo, mas pode ser por um enxágue superficial, acúmulo de restos de produtos, oleosidade etc.
Então, procure verificar se você tem oleosidade excessiva do couro cabeludo ou presença de caspa. Caso você tenha esse problema, é mais um dado que o dermatologista irá levar em conta na hora de começar um tratamento para você!

 

4 – Estresse
Ao descobrir uma doença, traição, acidente ou alguma outra situação que gere uma carga emocional muito alta, isso pode levar a aumento de hormônios do estresse e influenciar no ciclo capilar!
É claro que o estresse isolado não pode ser o único responsável pela queda dos fios, mas ele pode ser um deflagrante e, assim como a má alimentação, sob o efeito do estresse, é possível que o seu cabelo comece a cair.

 

5 – Hormônios
Alterações hormonais também causam queda de cabelo e isso acontece em várias fases da vida (principalmente na adolescência, como já falei aqui) e esse pode ser um fator para a perda dos fios. Muitas vezes, podemos até descobrir problemas mais sérios através dos cabelos!

 

6 – Uso demasiado de remédios
Alguns tipos de medicamentos têm efeitos colaterais e um deles pode ser queda de cabelos – como os anticoagulantes, antidepressivos ou remédios para pressão, por exemplo.
A calvície pode piorar os sintomas com o uso de algumas medicações. Nunca se esqueça de contar para o seu dermatologista todos os medicamentos em uso!

 

7 – Hipotireoidismo
Ao não ter um funcionamento correto da tireóide, é comum que alguns hormônios não sejam produzidos na quantidade ou na forma correta. Alguns deles são essenciais para o seu metabolismo e podem interferir no crescimento dos seus fios.

Então, se você suspeita que tem hipotireoidismo, procure um endocrinologista para confirmar esse diagnóstico e começar um tratamento correto, fazendo a suplementação com iodo.

 

Calvície tem tratamento, mas é importante se cuidar!

Tome as atitudes necessárias para evitar a queda dos fios, mas caso isso não seja possível e você esteja sofrendo com a perda de cabelo, tome uma atitude primordial:

Converse com um especialista em cabelos, confira o melhor tratamento para o seu caso e recupere sua autoestima e confiança.

Nesse vídeo eu explico um pouco melhor sobre a queda de cabelos ou eflúvio que, como dito no texto, pode piorar o aspecto da calvície! Assista e entenda melhor sobre os vários problemas diferentes que podem surgir nos cabelos!

 

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